Meus Problemas
6 Mudança: Briga e confusões
Notas iniciais
–Porque você fez isso?! – minha irmã falou, brava.
–F-foi sem querer – falei sorrindo, acho que não foi uma boa idéia sorrir.
–Foi sem querer? Então vai ser sem querer eu te dar um soco – ela falou.
–Vish... – falei.
–Vai ser sem querer também se você me der seu celular – ela falou, de braços cruzados.
–HÃ? – falei.
–É, quase você nem usa, você “esquece” que tem um celular (N/A: mas como assim?) e como ele ta pouco usado, ele não tem quase nada, o que significa, novo. E aí, eu preencho esse campo em vazio – ela sorriu.
–Tá, mas seu celular deve estar bom sim – falei – Me dá essa budega aqui! – peguei o celular da mão dela.
–Ei! – ela falou – Só não estraga mais!
–Podexá... – abri aquela parte atrás do celular, onde coloca a bateria, sabe? – Acho que tem que deixar a bateria e o chip secar.
–Acho que não é isso– ela falou – Mas, ta bom, vamos testar!
Deixamos em cima da pia secando, e tinha que funcionar, porque se não funcionasse eu não teria mais um celular. E eu preciso de um celular, mesmo não lembrando, eu preciso. Ah, e se minha mãe souber de uma bobeirinha dessa, ela me mata. E eu fico sem celular.
Subi para o meu quarto, para ver como ele era. Vi um monte de caixas e papelões, ele era bem bonito. Já tinha um espelho perto da porta, que sorte. Desci as escadas, vi a casa com um monte de móveis e depois subi as escadas para ver os outros quartos.
Vi o quarto da minha irmã, era espaçoso. Vi o quarto dos meus pais, era grande e tinha uma varanda. Acho que em todos tinham, mas eu não percebi muito, só no quarto dos meus pais.
Desci as escadas, e vi Isabela falando com meus pais, com o chip na mão.
Fui até lá.
– Já não te disse pra esperar secar?! — reclamei.
– Eu queria ouvir música. E então fui ver se tava funcionando, mas não tá. É tudo culpa sua! — falou Isabela.
–Paciência – falei.
–Com você não dá — ela falou.
– Melanie, é verdade que você tacou água no celular da Isabela? – perguntou minha mãe.
–Foi sem querer – falei – Parem de frescura!
– Frescura é não se preocupar com meu celular! — gritou Isabela.
– Filha, você escolhe. Ou castigo e ir comprar um celular novo para ela, ou dar o seu e ficar menos tempo de castigo. — falou minha mãe
Fiquei pensando, bando de frescas. Não falei nada, subi as escadas e fui para o meu quarto, que estava só com caixas e nem estava arrumado, e me deitei no chão.
Eu não me importaria de ficar no meu quarto sozinha. O que aquela cidade tinha de legal? Sinceramente, nada.
Pelo o que eu ouvi, alguém subiu as escadas. Ouvi também que estava vindo em minha direção, e eu não estava com vontade de falar com ninguém.
Subi em uma caixa, fechei a cortina da janela, abri a janela e pulei. Acho que eu estava bancando a fresca agora.
Fui para o fundo do quintal, ao menos lá esperava ter paz.
Fiquei sentada na grama vazinha, e pelo o que eu vi ninguém me procurou.
Como era grande aquela área, eu estava em um muro que separava do vizinho. Voltei, até chegar na sacada e vi minha mãe lá dentro, virei rápido para o outro lado que já tinha piso, e vi uns botões no piso ~chão~. O que seria aquilo?
Decidi ignorar, pois não queria me meter em mais encrenca ainda. Mas certamente iria passar ali mais tarde.
Dei de cara com minha mãe.
–Onde você estava? – ela perguntou.
–E se eu falar? Você nem se importa – falei para ela e passei reto.
Se minha mãe se importasse, ela por primeiro lugar, não me obrigaria a largar minha vida para trás e vir para esse fim de mundo.
–Mais respeito – minha mãe se virou para mim – O mundo não gira em você!
– Mas gira em torno de pessoas que não merecem! – gritei e fui em direção ao meu quarto.
Ouvi minha mãe subir as escadas, e ela foi para o meu quarto.
Ela abriu a porta e entrou.
Foi em minha direção, onde eu estava sentada no chão, e conversou comigo.
Achava que ela iria falar algo doce, mas, não.
–Você está de castigo por um mês, até lá você vai poder só ir para a escola – ela falou e saiu do quarto.
Que legal. Legal mesmo e eu não falei ironicamente, antes eu achava que minha mãe iria ficar me mostrando a cidade, fazendo eu ter amizade com quem eu não queria...
Mas assim era melhor. Fui interrompida de meus pensamentos quando minha mãe fechou a porta bruscamente.
– Vou sair com sua irmã, levar ela comprar um celular novo. Juízo. — falou ela, fechando a porta novamente.
–E o pai? – perguntei.
– Ele foi no supermercado comprar comida. — respondeu.
–Tá, tchau mãe – falei sorrindo.
–Tchau – ela falou prestes a fechar a porta – E não precisa fingir que está feliz – ela fechou a porta.
Nossa, essa doeu em mim. Será que ela gosta de mim? Ela ta estranha, e mães amam filhos mesmo que brigam com eles, ela pode ficar chatiada, mas continuando amando.
Pensei e pensei, pra quê ficar aqui sozinha sem fazer nada? Ao menos vou adiantar a mudança né.
Fui até a sala, e comecei a abrir algumas caixas. Arrastei o sofá, arrastei a mesa, e peguei o vaso.
Ah, o vaso. Por pura inteligência, o coloquei em cima da mesa.
Virei-me para beber água, e bati o braço no vaso.
Depois dessa, seria mais um mês de castigo.
Olhei para o relógio da sala, eram 2:30. Provavelmente eles iriam voltar umas 2:50 por aí. Desesperada, sai porta a fora, e comecei a correr pela rua, em busca da loja mais próxima. O que me lembrava daquele vaso era a sua aparência, que minha mãe o adorava, e que vendia em lojas de 1,99.
Por sorte, antes de vir para cá, minha mãe havia me dado dinheiro para tomar sorvete com Mariana, mas não deu certo. Ah, Mariana. O que estaria fazendo agora? Porém, não podia me distrair. Contei o dinheiro, 60 reais. Beleza, dava para comprar o vaso.
Parei de correr quando vi um lugar com a placa " Vende-se coisas de 1,99".
Dei oi para a moça simpática do caixa, e avistei o vaso.
Peguei-o com cuidado, fui para o caixa e o paguei. E corri novamente para casa. Minha mãe infelizmente já estava lá.
Entreguei o vaso em sua mão.
– Mãe, o outro vaso quebrou e comprei outro pra você não me bote de castigo e... — falei tudo enrolado, e minha mãe me interrompeu.
– Tá tudo bem, Melanie? E voltamos por que a loja estava fechada — falou.
Fechada, sei. Isabela deve ter feito birra que não queria nenhum outro celular. Mas enquanto eu pensava nisso, os olhos de minha mãe brilharam. Ok, primeiro os botões no chão da sacada do lado de fora, agora isso? Fiquei um pouco assustada, mas por fim deixei isso de lado novamente e fui ajudar meu pai a colocar os movéis no lugar.
Notas finais
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
BRINCADEIRINHA GENTE!
Créditos a Usag_Gabiis ú_ú
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