Meus Problemas
7 Na Mudança: Arrumando tudo...
Notas iniciais
-Vocês não vão nos ajudar? – perguntei para minha mãe e para a minha irmã.
-Melanie! – falou o meu pai – Não começa.
-Que? Nem fiz nada – falei – E você não quer ajuda?
-Claro que quero! – ele disse – Mas você ia começar a brigar!
-Ah, não ia nada, paiê! – falei – Me deixa em paz!
-Chega – os olhos da minha mãe mudaram de cor, vish – Nós vamos ajudar, Melanie!
Mostrei a língua para ela, mas acho que ela nem viu.
-Hm – minha irmã resmungou – Acho melhor fazermos uma coisa mais fácil.
-O que? – perguntamos.
-Vamos por parte, tipo, você faz o quarto, aí eu arrumo a cozinha a mãe arruma sei lá, e vai indo – ela falou – Que tal?
-Acho uma boa idéia – falou o meu pai com um sorriso no rosto – E vocês?
-Também achei – falei.
-É... nada mal! – minha mãe falou.
-Bom, então vamos se dividir! – ela falou – Eu arrumo a cozinha, como disse – risos dela – A Melanie arruma o quarto dela, a mãe arruma a sala de TV lá de cima e o pai arruma aqui ~sala~ Que tal? – ela sorriu.
-Ok – meu pai falou arrumando as caixas.
-Tudo bem – falei subindo as escadas.
-Ótimo! – minha mãe falou – Boa idéia, filha!
-Obrigada mãe! – falou a minha irmã.
Fui até o meu quarto e arrumei as caixas. A primeira caixa que abri, estava a minha mesinha de cabeceira e um retrato meu, bebê. Sorri, mas, depois chorei.
Por quê chorei? Porque estava eu, minha mãe e a Mariana. E a minha irmã, atrás, chorando porque não queria tirar foto. Ri da minha irmã.
Chorei por causa da Mariana, também. Tinha saudades dela, e tinha muita e muita saudade... Já em dois dias, ou três, já fico com saudades...
-Aí, como sou sensível – ri olhando para o retrato.
Chorei também... por causa da minha mãe. Minha mãe era diferente naquela época, ela brincava comigo, ela era atenciosa e era doce. Agora, ela mudou muito. Muito mesmo.
- Nem parece ser ela – escapou uma lágrima.
Enfim, peguei a minha mesinha de cabeceira, ela era meio pesada. Coloquei ela ao lado da caixa, tirei a caixa do lugar dela e coloquei a mesinha lá. Peguei o retrato e coloquei em cima da mesinha, sorrindo, sendo forte.
Ouvi alguém subindo as escadas, deve ser a minha mãe. Pois, era ela que iria arrumar um canto aqui de cima.
Saí do meu quarto e vi quem era, era ela. Vi o que ela estava fazendo um pouco, antes que ela me percebesse e voltei para o meu quarto.
Em seguida, abri outra caixa grande, a maior, pois era a minha cama.
Vish... Sorte que já estava ao lado da mesinha de cabeceira, onde era ela para ficar, e eu não tinha que levar ela até o lugar dela.
O problema só era tirar o papelão, então, afastei a mesinha de cabeceira e tirei os papelões, depois, tirei ela que estava encostada na parede e tirei uma parte do papelão e depois coloquei ela de volta ao seu lugar.
Em seguida, peguei uma caixa média com porta-retratos.
Quando vi aquelas fotos, ignorei o que tinha que fazer e as fitei.
Tudo havia mudado tão rápido... Não gosto muito disso.
Mas o que adiantaria ficar ali, sem ter nenhuma notícia?
Iria arrumar totalmente meu quarto, e depois ligaria para Mariana.
Tinha algumas manchas na parede, e estava saindo a pintura branca do quarto. Resolvi pintar, mas, onde eu iria achar um pincel e um balde de tinta branca? Acho melhor deixar para lá...
Abri uma caixa, a caixa da mesa onde ficava a minha TV. Ela, eu arrastei até a frente de minha cama.
Quando arrastei até lá, que fica perto da janela, vi um balde com tinta branca e um pincel, abandonado, em frente a minha casa.
Comecei a estranhar. Como assim aparecer um balde de tinta branca e um pincel, bem quando eu preciso?
Aproveitei né. Não iria ficar parada por muito tempo só observando. Desci as escadas, vi um pouco do trabalho da minha mãe, saí de casa e fui até onde o balde de tinta branco e o pincel estavam.
Voltei para dentro de casa, subi as escadas e fui até o meu quarto.
Coloquei as caixas no corredor, o que foi um pouco difícil, só deixei a minha cama ali.
Peguei o pincel e mergulhei ele no balde de tinta branca e comecei a pintar.
Minha mãe havia terminado o trabalho, e ela iria falar com o meu pai, mas viu todas as minha caixas e a mesinha de cabeceira.
Ela tentou passar e conseguiu, eu escutei uns barulhinhos de “raspar na caixa” e vi que era ela.
-O que está fazendo? – ela perguntou.
-Hã? – me virei para ela – Ah, estou pintando o meu quarto – sorri.
-Por que? Ele já está bom assim – ela falou, quando eu já tinha pintado todas as manchas.
-Ah, antes estava com umas manchas e estava saindo a tinta da parede –a tinta deu para perceber que estava saindo- E está ficando velho, então, resolvi pintar – sorri de novo.
-Ah... – murmurou minha mãe – E onde conseguiu esse balde de tinta e esse pincel?
-Eu encontrei em frente a nossa casa. E bem quando eu precisava, legal né? Parece mágica – falei e sorri.
-Sim – falou minha mãe – Vou falar com o seu pai, comporte-se – falou ela saindo.
Ela ficou mais doce. Fiquei feliz.
Continuei pintando, era legal pintar, principalmente porque minha aula preferida era Artes. Mas queria fazer isso com a Mariana... Mas, meu humor mudou. Resolvi chamar a minha irmã.
Desci as escadas, fui até a cozinha e estava ficando linda a cozinha. Toda arrumada...
-Mana – chamei ela.
-Oi? – ela se virou para mim.
-Você ta terminando? – perguntei.
-Bem, só falta mais algumas coisas – ela respondeu. Parece que ela já terminou e estava mentindo, acho que ela não gostou muito bem do que estava falando.
-Ah – falei – Quando acabar venha até o meu quarto, ok?
-O-ok... – ela falou, desconfiada, não entendi o por quê.
Subi as escadas, e terminei de pintar algumas partes.
Demorou uns 5 minutos e escutei alguém subindo as escadas, era a minha irmã. Ela chegou, e perguntou o que queria.
-Oi – ela falou – O que quer?
-Bem, eu queria que a gente pintasse o meu quarto como se você fosse a Mariana... –falei.
-Tá – ela riu um pouco – Onde conseguiu isso?
-Aqui em frente, como mágica – falei – Enfim, pega uma esponja ou pinta com a mão, sei lá.
-Tá – ela falou descendo e eu fiquei feliz por ela aceitar.
Ela subiu as escadas com duas esponjas.
-Pra que duas? – perguntei e ri.
-Uma é para eu pintar... – ela respondeu – E outra é para... – ela continuou – ISSO! – ela mergulhou a outra esponja dentro do balde e tacou em mim.
-Sua... cretina! – tirei a esponja de mim e taquei nela e isso virou uma guerra de esponja de tinta, se é que existe isso. Algumas vezes, quando tacávamos uma na outra, uma abaixava e ia para a parede, que me ajudava.
Terminamos de pintar o meu quarto e estávamos sujas, que minha mãe iria pirar.
-Tá, agora você me ajuda! – ela falou, indo em direção ao quarto dela.
-Será que tem o suficiente? – perguntei olhando para o balde.
-Deve estar – ela respondeu – Vamos!
-Tá, e quem disse que o seu quarto tem manchas? – perguntei.
-No seu tinha? – ela perguntou.
-Sim – respondi.
-Mas no meu, a tinta é velha e já está saindo – falou.
-Tá nada – mostrei a língua.
-Vem logo! – ela falou para mim e fomos para o quarto dela.
Pintamos que nem antes, o quarto dela ficou lindo e o meu também, sem me exibir (N/A: u_u).
Terminei de abrir as caixas, o meu quarto ficou lindo.
Meu quarto ficou assim: Tem uma cama, uma mesinha de cabeceira ao lado com um retrato e um abajur e uma gaveta, uma mesa em frente a minha cama com uma TV em cima, um tapete ao lado da minha cama que ele fica em frente da mesa de cabeceira, prateleiras roxas na parede ~do lado onde fica a TV~ e do lado um espelho que fica ao lado da porta.
Tem também uma mesa e uma cadeira de madeira, para o computador e ao lado da mesinha de cabeceira, três armários, bom, tem um lugar para entrar lá dentro, que eu chamo de “fundinho”.
Minha irmã me chamou falando que meu pai me chamou, desci as escadas e fui até a sala de estar/visitas.
-Bom... – meu pai falou, feliz – TERMINAMOS DE ARRUMAR A MUDANÇA!
-AMÉM! – bati palmas.
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