Meu querido diário

18 Colégio Limoeiro


Notas iniciais
Oláááááá meus amores, como estão?! Olhaa um capítulo novinho saindo do forno para vocês ♥ ♥ ♥ Obrigada de coração pelos comentários, favoritos, pelo carinho ♥ ♥ ♥ Espero que gostem :)

— Eu sabia que seria um sucesso Mel, parabéns, isso por que só tem uma semana, imagina um mês – Ele comemorou claramente feliz junto comigo.

— Obrigada!

— Pelo que? O talento é todo seu – Ele respondeu calmamente.

— Por acreditar nisso, eu mesma não acreditava muito, quer dizer sempre quis ser escritora, mas não tinha muita segurança se iam gostar – Respondi sentando na cama.

— Não me agradeça. Seja feliz, fazendo o que ama, faça sucesso, brilhe ainda mais, que eu já fico feliz também – Ele falou amorosamente. — Você merece tudo isso, ainda vou ver seu nome estampado nas vitrines das livrarias.

Mais uma vez a lágrima brotou e sorrateiramente como um coelhinho foge da toca, ela foi se esconder por entre meu pijama, sorri em agradecimento e desejei profundamente que ele tivesse visto esse sorriso, pelo menos ele, diferente de mim era bem sincero.

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Em geral a semana passou consideravelmente rápida, carreguei comigo em todos os dias a ansiedade do final de semana que nos encontraríamos novamente, estava decidida a contar, não esperaria mais nenhum diazinho. Até tentei encontrá-lo antes achando que não agüentaria esperar, no domingo que precedia a volta as aulas, mas ele afirmou não poder, seu estágio começaria e ele já tinha que apresentar diversos relatórios.

Sendo sincera, parecia que naquela hora mais que nunca a verdade queria ir a tona, e as possibilidades de ele descobrir de outra forma também estavam cada vez mais fáceis de acontecer. Confundi meu nome pelo menos umas três vezes quando nos falamos ao telefone da última vez. Sem contar ligações dele para o Titi, visitas em casa e o medo de encontrá-lo toda vez que saia com meu irmão.

Mas, o jeito foi me conformar com mais uma semana de espera, semana essa que seria super puxada não podia negar, uma vez que os estudos voltariam, pelo menos essa escola não era integral igual a minha anterior, teria mais tempo a tarde para escrever e me dedicar a outras coisas. Com certeza tentaria o time de vôlei novamente, mesmo que não oferecessem bolsa, amava jogar, e sentia falta do exercício, estava muito parada. Torci fortemente para que aquele colégio também investisse em esportes.

Ficar sem a mamãe vinha sendo um tanto quanto difícil, não que meu pai não fosse um amor, ele era, até o Titi, acredito que por compaixão, estava mais tranqüilo, mas sentia falta das conversas até eu pegar no sono, ou das noites que eu ia para o quarto dela, ligava a TV e assistíamos até dormir algum de seus programas favoritos. De contar sobre meu dia, ou falar sobre o Cebola, que tenho certeza que ela entenderia. Tudo isso me causava um desconforto permanente, isso por que não fazia nem um mês completo que ela tinha ido.

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Dormi tarde, o que tinha certeza que me arrependeria no dia seguinte pois voltaria a rotina de acordar as 6h00 da manhã, mas não contive a ansiedade de tudo, da escola nova, das novas pessoas, dos dias de contar a verdade que se aproximavam. Até deitei cedo, porque o Titi inventou de me atormentar dizendo que ninguém iria gostar de mim, mas fiquei rolando na cama até o relógio marcar meia noite.

Quando meu irmão pegava no meu pé, a vontade que eu tinha era de gritar que não era tão infantil o quanto ele pensava. Mas me continha, senão acabaria jogando outras coisas na cara dele e isso não era bom para o momento.

Foi em meio a esses pensamentos que adormeci e quando peguei no sono pesado, ouvi meu despertador tocar, foram horas que pareceram segundos. Se tivesse força o suficiente teria o quebrado, mas apenas consegui derrubá-lo no chão com um estrondo que fez o Monicão dar um pulo da casinha dele.

Levantei-me um pouco tonta, e só tomei consciência do que faria no dia, após tomar um banho, coloquei a muito custo o uniforme que a escola obrigava, peguei todas as minhas coisas e desci. Com meu estomago revirado não consegui tomar o café da manhã caprichado que eu sempre tomava, mas improvisei com umas frutas, me despedi do Titi e do papai, demorei um pouco para convencê-los que não precisava de carona, e por fim sai ao encontro da Denise.

Caminhamos cerca de 15 minutos até chegar ao colégio, percebi muita gente indo para o mesmo destino, uma vez que todos usavam as mesmas roupas. A entrada era bonita, um arco branco e azul desprendia de grandes portões igualmente pintados que escondiam um prédio um tanto quanto alto escrito em seu topo “Colégio Limoeiro”.

Na porta via-se o que me pareceu ser a diretora acompanhada de dois coordenadores que instruíam os alunos mais novos pelo corredor a esquerda. Ela sorria e conversava sem parar com os pais que um a um iam deixando seus filhos. Olhei para o outro lado e avistei várias meninas que entravam afobadas, dando risinhos eufóricos provavelmente conversando sobre as férias.

Reparei também alguns casais que chegavam de mãos dadas e sorriso no rosto, mas assim que se aproximavam do portão soltavam suas mãos tomando cada um seu rumo. Ao ver meu rosto a Denise cortou o silencio e decidiu que era hora de falar.

— É, esqueci de te avisar que o colégio é um pouco severo no que se diz relacionamento – Ela contou passando sorrindo pela diretora.

— Sério? – Perguntei um pouco surpresa, não que no meu antigo colégio pudesse, mas andar de mãos dadas não significava nada, não é?!

— Sério terminantemente proibido relacionamento dentro do Limoeiro, caso de expulsão grave, dizem que atrapalha no aprendizado do aluno, e bla bla bla, você sabe, nada que a gente não saiba contornar – Respondeu piscando para um menino que imaginei ser do nosso ano.

— Nossa, vai me dizer que as aulas também são separadas? – Questionei assustada, com medo da resposta.

— Não, claro que não, mas nem se preocupa, é só fazer direito, que ninguém fica sabendo – Ela riu olhando as pessoas em volta.

— Ainda bem que não tenho esse problema, estou bem de boa com o Ce – Contei estralando os dedos nervosa.

— Ueh, e vai me dizer que vai ignorar os gatinhos da nossa sala? – Ela perguntou apontando com a cabeça um grupo de garotos que conversavam e riam sem parar na porta de uma sala.

— Denise, para. Não quero pensar neles ok? Estou levando a sério o que está rolando entre mim e o Cebola – A empurrei rindo – Não me pertuba, e me mostra, por favor, onde é nossa sala?

— Primeiro vamos guardar o material né? Ou acha que vai usar todos os livros em uma aula só? Qual o número da sua carteirinha? – Ela perguntou me fazendo tira-lá do bolso.

— 17, por quê?

— Porque é o mesmo número do seu armário, olha ele ali – Ela indicou um dos primeiros armários no corredor longo em que se estendiam algumas portas que imaginei serem de aula dos outros anos – Agora vamos.

— Nem vai me apresentar o resto do colégio? – Perguntei olhando em volta, assim que fechei o meu novo armário.

— Claro que não, estamos em cima da hora, e aqui também não são tolerados atrasos.

— Nossa, já vi que vai ser muito legal nosso ano letivo – Resmunguei a seguindo.

— Ai, quanto drama! – Ela reclamou me puxando para a direção daqueles garotos – Nossa sala é aqui, temos só uma turma de terceiro no colégio, portanto esse ano a gente que manda.

Revirei os olhos e passei por eles, tentando olhar o mínimo que consegui, mas mesmo se eu não quisesse, um daqueles rostos se destacava no meio da multidão, os cabelos pretos esvoaçavam, e o seu olhar era penetrante. Tratei de virar a cabeça para o chão rapidamente.

— É o Fabio, mais conhecido como Fabinho, lindo né? – Uma menina mais ou menos da minha altura, com os cabelos longos, levemente ondulados, com o rosto um tanto quanto familiar me falou assim que me sentei à mesa mais próxima a janela.

— Ah... Não... Eu nem estava olhando, sou comprometida sabe?! – Gaguejei um pouco assustada – Não que ele não seja bonito, é que...

— Relaxa, não conto pra ninguém que acha ele gatinho, metade da escola compartilha desse mesmo sentimento – Ela riu apoiando a mochila na cadeira, e abrindo para tirar seu material.

— Obrigada, acho... – Respondi rindo um pouco sem graça. Olhei para os lados a procura da Denise e instantaneamente percebi que me abandonara para ir colocar o papo em dia com algumas garotas que sentavam ao fundo da sala. Tornei a olhar para a menina que sentou ao meu lado.

— A propósito, acho que é nova né? Está com cara de perdida – Ela comentou virando para mim – Meu nome é Maria, mais conhecida como Mariazinha, e o seu?

— O meu é Monica, prazer – A cumprimentei sorrindo, pelo jeito já tinha formado a minha primeira amizade na nova escola, não entendia por que, mas tinha gostado da Maria, de cara.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥