Notas iniciais
Olá meus amores, como estão? Aqui em São Paulo está um frioooooooooooooooo (confesso que gosto) ♥. Saindo diretinho do forno com muito amor um capítulo novo em folha para vocês ♥ Espero de coração que gostem ♥ Obrigada pelo carinho dos comentários incríveis, dos favoritos ♥

— Obrigada, acho... – Respondi rindo um pouco sem graça. Olhei para os lados a procura da Denise e instantaneamente percebi que me abandonara para ir colocar o papo em dia com algumas garotas que sentavam ao fundo da sala. Tornei a olhar para a menina que sentou ao meu lado.

— A propósito, acho que é nova né? Está com cara de perdida – Ela comentou virando para mim – Meu nome é Maria, mais conhecida como Mariazinha, e o seu?

— O meu é Monica, prazer – A cumprimentei sorrindo, pelo jeito já tinha formado a minha primeira amizade na nova escola, não entendia por que, mas tinha gostado da Maria, de cara.

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— O que te deu na cabeça pra mudar de escola no último ano do colegial Monica? – Ela perguntou facilmente, tinha um jeito leve de falar. Sabe aquelas pessoas que quando conhecemos já confiamos de cara? Ela era dessas.

— Ah, não foi escolha minha, mamãe viajou pra fora do pais, eu não moro em São Paulo, quer dizer agora moro. Sou menor de idade, não pude ficar em Ribeirão, e aqui estou eu – Respondi rápido tentando não me aprofundar no assunto.

— Hum. Ok! Nem vou mais perguntar sobre isso. Já te digo que o colégio parece um quartel, tem regras pra tudo, inclusive pra esse uniforme ridículo – Ela contou apontando para a própria camiseta.

— Sério? Acho que a De me enganou então, quando estava vendo minha transferência não me avisaram de toda essa rigidez – Contei fulminando a Denise que ria alto conversando qualquer coisa que não consegui escutar no fundo da sala.

— Vai ver ela só queria a amiga por perto – Maria comentou prendendo seus longos cabelos em um rabo de cavalo. – Já sabe da regra de não poder namorar, nem beijar, nem encostar, nem olhar, nem respirar com os garotos nas dependências do colégio?

— Ah, soube por cima, vi uns casais se separando na entrada e a De me contou um pouco, achei super pesada a regra, mas quer saber, isso pra mim nem importa, eu não vou me envolver de forma alguma com alguém aqui no colégio, sem chance – Respondi calmamente.

— Será? Todo mundo fala isso e quando vão ver, já estão caidinhas por algum desses lindinhos da sala – Maria contou focando em um deles que jogava os cabelos castanhos claros para o lado enquanto papeava sorridente.

— Como é o nome dele? – Perguntei reparando ela corar.

— Eduardo, mas todos chamam de Dudu – Respondeu sem rodeios, não tinha medo nenhum de contar.

— E estão juntos? – Perguntei na cara de pau, já que viramos super amigas em menos de meia hora, não vi problema nenhum em questionar.

— Não, nunca tive coragem de falar o que sinto – Ela tratou de responder rapidamente — Mas acho que gosto dele desde o nono ano.

— Hum, sei bem como é a falta de coragem – Murmurei mais para mim, do que para ela.

— Olha o professor de português ai, ele é ótimo, chama Vicente – Ela contou abrindo o que imaginei ser uma agenda, na carteira.

Ajeitei-me na cadeira e abri meu estojo em silencio, vi de canto de olhos um a um sentando em seus respectivos lugares para a aula começar. Rabisquei no caderno algumas coisas que ele ia falando e nem vi a hora passar. Era craque em português e literatura, sabia que tiraria aquela aula de letra, literalmente! Sem contar que o professor pelo pouco que falou, mostrou que era realmente incrível, assim como a Denise contara certa vez. Pelo menos um ponto positivo para o colégio.

Tivemos mais uma de matemática e uma de física que me fizeram sair bamba da sala para o intervalo. Não, eu não era ruim, mas dava dor de cabeça duas aulas seguidas de números e formulas.

A infra-estrutura do colégio era linda, mais bonita do que o meu antigo, o pátio era rodeado de mesas e cadeiras presas ao chão, tinha uma cantina bem grande e árvores floríferas em toda sua volta abrindo caminho para o corredor que levava ao prédio azul das salas. Ainda não tinha visto a quadra e queria muito, lembrei de perguntar a Denise sobre ela.

Batia Sol em uma parte do jardim naquela manhã, e foi naquela mesa que sentei e peguei meu celular para falar com o Ce, queria saber como estava seu primeiro dia no trabalho. A Denise era caso perdido, aparecia e sumia toda hora, fazia parte do jornal do colégio então não parava quieta para colher informações. Fiquei sabendo disso pela Maria que fez questão de me atualizar sobre tudo que acontecia no local.

— Ah, esqueci de te avisar que em sala também não pode usar celular viu – Maria sentou a minha frente com uma bandeja que continha fatias de pão integral, requeijão, suco e maça.

— Imaginei, um saco isso não é? – Comentei digitando habilidosamente uma mensagem para o Cebola.

— Bota saco nisso, mas você se acostuma – Ela completou me estendendo uma maça – Tó come.

— Ah, obrigada – Peguei a fruta, estava realmente com fome, mas com preguiça de encarar a fila da cantina.

— Tem a cantina que vende um monte de coisas ali – Ela apontou – E o refeitório da escola, que serve um monte de coisas inclusas no preço que nossos pais pagam, ali.

— Ah é? Nossa essa é nova – Me surpreendi. – Que ótimo!

— E a tia da cozinha manda muito bem, alias, sempre tem coisas saudáveis, muito mais que a cantina – Ela comentou comendo um pão integral.

— Gostei de você sabia – Comentei rindo.

— Surpreendentemente também fui com sua cara, e olha que não sou simpática com todo mundo – Ela brincou – Minha melhor amiga mudou de colégio no meio do ano passado.

— Ah, a minha ficou lá na minha cidade – Contei compartilhando da dor.

— Duas histórias tristes que é melhor não falarmos para não miar seu primeiro dia aqui no colégio – Maria cortou rapidamente quando percebeu que me doeu lembrar da Magali. — O que gosta de fazer nas horas vagas?

— Hum, amo escrever, quero estudar Jornalismo, brinco de ser escritora sabe?! E saio escrevendo tudo que me vem à cabeça por ai – Contei animada. – Ah gosto de vôlei também.

— Ah, que coincidência, acredite ou não também sou APAIXONADA por escrita, e também quero estudar isso, semana passada fui ao evento da Aprel, conhece? – Ela me contou animada.

— Claro que conheço, nossa que demais, um sonho comparecer a um desses – Admirei pensando na editora, era uma das maiores do mercado.

— Foi incrível, a festa, as pessoas, os livros, sensacional. Olha tirando que na volta meu irmão que é um porre me pegou de surpresa, tudo deu certo, e me apaixonei mais ainda pela editora Mo, os livros novos são maravilhosos, podemos marcar de irmos juntas um dia – Sorriu terminando seu lanche.

— Claro, vai ser demais, quando tiver o próximo, me avisa que vamos – Abri um sorriso em direção a ela. – Ah e eu sei bem como é ter irmão chato, o seu é mais velho?

— Sim, tem 23 anos, na verdade ele não é de todo um saco, mas pega muito no meu pé – Ela contou virando os olhos.

— O meu também, quanta coincidência né?! Meu irmão só me amola, é chato em tempo integral — Reclamei me levantando a tempo de vê-la quase derrubar a bandeja.

— Oi Maria – O Dudu passou dando uma piscada para ela e sumiu pelo corredor.

A Maria ficou imóvel, e eu acompanhei arregalando os olhos.

— Como assim? Ele te dá mó bandeira, e você me fala que tem medo de se declarar? – Perguntei dando pulinhos, não sabia o por que mas tinha me identificado com ela.

— Para de viajar Mo, ele só foi educado – Ela respondeu seguindo para a sala de aula assim que o sinal voltou a tocar.

— Aff pra uma menina mega descolada como você, está um pouco tapadinha viu, ele ta na sua – Respondi rindo sentando em meu lugar.

— Para de me iludir.

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O primeiro dia de aula passou tranqüilo, confesso que até gostei, a Maria me ajudou em tudo, pelo menos muito mais que a Denise que eu quase não vi a manhã toda, só quando estávamos em sala.

Cheguei em casa animada para responder os comentários da minha história, a vantagem da volta as aulas era que o Titi ficava o dia todinho fora, trabalhava de dia, estudava de noite, então estava ótimo.

Meu pai chegava no final da tarde, então eu tomei um banho, comi alguma coisa, e deitei no sofá com o notebook, para ver as novidades. Peguei num sono tranqüilo e só acordei quando ouvi meu celular tocar alerta de mensagem, era o Cebola.

“- Oi Mel, tudo bem?

— Oi Ce, tudo ótimo, e você? Como está seu primeiro dia? – Respondi animada.

— Está ótimo, me dei bem, estou no horário de café, mas jajá tenho que voltar – Ele comentou – Vim correndo para saber como você está.

— Own meu amor, fico muito feliz por isso, você merece – Falei com sinceridade.

— Obrigado linda, estou com saudades.

— Eu também, muita, alias no final de semana tenho que te contar uma coisa – Digitei rápido para não me arrepender.

— O que?

— Tem que ser pessoalmente – Respondi respirando fundo.

— Ok, respeitarei essa condição.

— Você é um lindo, te amo.

— Eu que te amo – Ele concluiu. ”

Coloquei o celular na mesinha e levei as mãos à cabeça, tinha que juntar coragem que no momento eu não possuía. Mas já estava decidida, era isso que faria, contaria a verdade. Preferi até avisá-lo sobre a conversa para não ter chances de desistir. Dessa vez ia dar certo.

Abri meu diário e comecei a atualizar tudo que aconteceu no dia, parei uma ou duas vezes para grifar de rosa as partes que mais gostei, no final quando fui escrever sobre a conversa com o Cebola viajei em alguns pensamentos, a verdade é que eu o amava e o certo era ser sincera. Esperava do fundo do coração que ele entendesse e me perdoasse. Era a hora de fazer do jeito certo.

Notas finais
Bom pessoal, espero que tenham gostado ♥ ♥ ♥ Se puderem deixem seus comentários, são super bem vindos, e lidos com muito carinho ♥ Beijãooo e até o próximo capítulo ♥