Meu primeiro amigo
3 Capítulo 3
– Hum, quem era o bonitão?
– Mãe ! ; Ela falaria fazendo uma cara emburrada, assim se lembraria de que ele adoraria a cara dela emburrada, ela sorria, corando. – Conseguiu um namorado no primeiro dia de aula? ; Ela falava caminhando para dentro da casa.– Não é meu namorado, é meu amigo. ; Ela tirava os sapatos, e caminharia de meia pela casa, colocando a mochila em uma cadeira, se sentando na mesa aquecida da sala, começando a lembrar do dia, sorridente.– Hum, um amigo, finalmente, estou orgulhosa, ele é legal?– Muito.– To vendo que está bem feliz.– Muito...– Vai jantar?– Não.– Aiai, isso é amor.– Mãe ! Para com isso, já falei, ele é meu amigo. ; A garota se levantava e ia para o quarto, já desabotoava a camisa largando ela no chão do quarto, colocaria os punhos na cintura, puxando a saia para baixo, a chutando ela para cima da cama, tiraria as meias, e entraria sorridente no banheiro, ligaria o chuveiro, esperando ele aquecer, iria na frente do espelho, e abriria o sutiã nas costas, deixando ele deslizar para frente com o peso dos bustos, assim tiraria ele, e fitaria os seios, logo faria com a calcinha, como fez com a saia, mas não a chutaria, entraria no banho, deixando a água quente bater em todo seu corpo, as gostas deslizavam pela sua pele, enquanto ela ficava a repassar o dia na cabeça. Eu tenho sorte? Eu nunca tive um amigo, e agora eu tenho. Tenho um que me faz rir só de sorrir para mim. Será que ele falou que gosta de melancia para me agradar? Ele mentiu... Mas para me deixar feliz, ele é um ótimo amigo ! – Uaaaa ! Que sono. ; Ela fecharia seu diário, dando uma ultima olhada no desenho do menino em seu diário, sorria indo se deitar.– Levanta Saya, está atrasada.– Murph hurmph surph.– Aquele seu amigo está ai.– Aaahn!? ; Ela saltaria da cama olhando assustada para a mãe, assim corria para o banheiro, começando a se arrumar.– Ela já vem.– Muito obrigado por me deixar entrar Senhorita Saruhai. Ele veio aqui me buscar? Para ir com ele? Aaaah!! Eu estou horrível, cadê meu uniforme? Sou um desastre... ; Ela ficaria pensando enquanto se arrumava, vestia o uniforme assim que encontrava, pentearia o cabelo pegando as coisas, saindo do quarto, caminhando para a sala, via ele sentado na mesma, vestindo o uniforme, com um cachecol, o garoto acenava sorrindo, ela sorria desajeitada e envergonhada, se sentava próxima a ele, enquanto a mãe da menina colocaria duas xícaras de café e alguns biscoitos.– Bom dia Saruhai-chan, vim te buscar para irmos juntos.– B-bom dia ! ; Ela pegaria a xícara, bebendo quase todo café, comendo alguns biscoitos de uma vez.– Fico feliz que Saya tenha feito um amigo, ela nunca... – Tchau mãe. ; Falaria se levantando, puxando o menino pelo braço, o levando para a porta.– Eu nem tomei o café... ; Os dois saiam da casa, ela soltava ele, começando a caminhar com calma pela rua, como sempre. – Dormiu bem ?– Sim...– Sua mãe é muito legal.– Ela é sim.– O que há, Saruhai-chan? ; Ele a chamaria assim, pois seria seu sobrenome, em forma de respeito, costume no Japão.– Nada, estou apenas me acostumando.– Ah ! Olha ! ; Ele puxaria do bolso algumas balas, estendendo a ela, uma de melancia, a menina sorria, pegaria uma delas muito animada, abrindo e colocando na boca, começando a mastigar.– Woha, é deliciosa! ; Continuava a comer a bala, sorridente junto do menino, iriam conversando sobre melancia até a escola, porem, o menino passaria a manhã toda calado, sem tentar sequer irrita-la como fez no primeiro dia, ele estava desatendo o tempo todo, ela, não ligava, não sabia puxar assunto, somente desenhava o garoto, de diversos modos, próximo ao fim da manhã, ele se viraria para ela, estendendo o caderno “ Ei, vamos almoçar juntos? “ A menina lia, e logo corava novamente, assim assentia com a cabeça vendo ele sorrir feliz.– O que vai querer comer hoje?– Eto... ; Colocaria um dos dedos no rosto, desviando o olhar, pensativa – Arroz com frango frito !– Haha, está bem, vou comer o mesmo ! ; Ele diria enquanto eles entravam na lanchonete, fariam o pedido, conversavam sobre a galinha, e logo voltava o silencio, almoçavam assim, sem conversar. – Ah, estava ótimo.– Hai !– Saruhai-chan...– Ahn, Hai?– Posso te chamar de Saya?– H-Ha-Haai!– Vamos voltar, Saya. ; Ele levantaria colocando o dinheiro na mesa, ela assentia e se levantaria logo após ele, os dois iriam voltando para a escola, ela quieta como de costume, ele com um olhar perdido e pensativo, deixava ela curiosa, lá assistiam a aula, até começar matemática, ela se debruçaria sobre a mesa, suspirando, odiaria a matéria, o resto do dia seria igual, voltariam para casa juntos, no outro dia, ela levantaria mas ele não estaria lá, ela suspirava fundo, se desanimando, demoraria a se arrumar, e saia sem tomar o café, ele estaria apoiado no portão, ofegante, assim acenava, sorrindo em meio as suas respiradas fortes.– Aonde estava Atesaki ?!– Shin ! – Ah, Shin... ; Ela corava.– Eu me atrazei, acordei tarde, gomen...– Não corra tanto... ; Ela diria começando a caminhar, em direção a escola, agora já sorria, apertando o caderno no peito feliz. O dia seria como os outros, sorrisos ao ver os sorrisos do menino, que teimava em seguir ela aonde ela fosse.– Bom alunos, vocês podem ver, que estão sentados ao lado de alguém que vocês provavelmente não conversaram ano passado ; A turma resmungaria – E por isso, estou dando um trabalho para vocês, em dupla, com a pessoa que senta do seu lado, quero que escrevam uma história sobre duas pessoas, amigos, amantes... Fica a escolha da dupla, será para o dia...
“ Gosta de escrever não é? “ ; Ele arrastaria o caderno, já como de costume ela lia e assentia com a cabeça “ Então nos demos bem ! ““Não, tenho vergonha. ““ Eu vou ajudar, baka. “ Ela corava quando ele chamaria ela de idiota. A aula passava, e nesse dia não teria aula a tarde.– Bom, então até amanhã Shin.– Ah, até.. ; Ele ficaria olhando para ela, parada na frente da casa, assim ela desviaria o olhar algumas vezes, esperando o menino ir(beija-la novamente no rosto). – Ahn, o que vai fazer sábado? – Sair com a minha mãe... ; Ela logo respondia, suspirando fundo.– Ah, tudo bem, é que temos o trabalho e tudo mais ; Ela concordava – Enfim, até Saya. ; O menino sairia caminhando, ela abanava com a mãe, fazendo cara de desanimo. A semana passava, e seria normal, pois o menino faltaria todos os dias das aulas, o final de semana tedioso também, ela saia com a mãe fazendo as compras do mês, no domingo, ficaria deitada o dia todo lendo.– Está semana, será a semana da cultura, peguem um tema, e façam suas bancas, as aulas serão apenas para as oficinas, boa sorte ! ; A menina ficaria deitada na mesa de bruços, o menino entraria pela porta bocejando, subindo até se sentar do lado da menina. “ Você sumiu ! ““Sentiu minha falta? “ Ela ficaria corada, virando o rosto, se deitando virada para o outro lado.– Ei, eu senti saudades. ; O garoto sussurrava próximo a ela, enquanto todos os alunos já se levantavam, indo fazer seus trabalhos para a semana cultural.– Mesmo? ; Ela sussurrava ainda de costas.– Sim !– Onde esteve? ; Se viraria.– Me mudei...– Ah... Para onde?– Perto da sua casa ! ; A garota ouvia, e logo sorria, não podia esconder a felicidade com a novidade, logo eles se levantavam, saindo da sala, ela explicava para ele o que eles tinham que fazer na semana, e o que teria tido enquanto ele tinha faltado, o menino anotaria algumas coisas, e assim segurava a mãe dela, a puxando para uma sala, a menina acompanhava ele, corada, assim o menino entrava, indo para uma das mesas de inscrições.– Shin Atesaki e Saya Sahurai. ; Ela ficaria surpresa, vendo ele dar o nome de ambos para a oficina de cultura sobre Tsuru, eles logo voltariam para os corredores, começando já a montar as coisas para sábado, no fim da tarde, eles estariam voltando para casa novamente juntos.– Realmente, senti tua falta... ; Ela olharia para o lado, corada.– Também senti a sua. Mais alguns minutos, e eles pararia a frente da casa dela, eles conversavam sobre a oficina por alguns minutos e logo o tchau.– Até amanhã Shin.– Bom, eu só vou a tarde, já que não temos aula eu preciso arrumar... ; A menina o abraçaria com força, envolvendo o menino com seus braços, apertando a blusa dele.– Não suma... – Ei, eu não vou ! ; O menino revidava o abraço, apertando a garota também, assim ela afrouxaria o abraço, bem avermelhada, soltando ele que faria o mesmo, assim daria um beijo demorado no rosto da moça, que faria ela sorrir novamente, corada, ela daria as costas, rindo, entrando na casa. Ele iria andando, também sorridente, a semana passava, os dois se viam sempre a tarde, na sexta-feira, o dia que antecedia o evento, eles sentavam na sombra de uma das barracas.– Amanhã, depois do festival, quer ir lá em casa fazer o trabalho? ; Ele terminaria de falar e beberia o copo de água.– Ahn, ta bem, pode ser.
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