O dia passava, com os dois sempre juntos, rindo e brincando.

Eu já estou perdendo a vergonha quando estou perto dele, consigo conversar, rir e brincar com ele, o sorriso dele me conforta e faz eu me sentir cada vez melhor.

– O dia foi ótimo, não foi?

– Foi sim, espero que de tudo certo amanhã Shin.

– Vai dar ! Amanhã, vai ser incrível. ; Ele falaria sorridente, assim se despedia da garota, dando novamente um beijo em seu rosto, mantinha os corpos juntos, apertando a garota, e assim soltava ela, começando a caminhar, ela ficava corada, abanando para ele, assim ia para dentro.

– Jáé seu namorado?

– Meu amigo mãe !

– Ainda!? ; A menina ignorava a mãe, indo para o banho, enquanto se ensaboava, ficava pensando no abraço do garoto, cobrindo seu corpo, o cheiro dele, acalmando seus pensamentos, ela mordia seu próprio lábio inferior, lembrando-se do suave toque dos lábios deles em seu rosto, sorria suspirando fundo. No dia seguinte, era acordada pelo relógio, animada, levantava e corria se arrumar, vestia uma camisa, um suéter e um casaco, assim colocaria suas calças jeans, um cachecol, pegaria sua bolsa, e ia para a cozinha, a mãe se assustava vendo ela chegar ali.

– Olha só, bom dia.

– Bom dia, mãe ! ; Ela dizia pegando uma fatia de pão, mordendo ela, dando tchau com a mão direita, vestia os calçados e o par de luvas, saindo de casa, assim recebia a mensagem “ Vai na frente, acabei de acordar ! “ A menina ria negando com a cabeça, ia caminhando para a escola, chegando, iria para a sala combinada da oficina, lá vestia um figurino, com asas de papel, como se fosse uma dobradura gigante, ficando na recepção, alguns minutos antes do festival abrir, chegaria algumas meninas até ela, a menina pararia de desenhar, fitando as moças parada a sua frente.

– B-Bom, dia. ; Gaguejou.

– Bom dia, Saya. ; Valentina respondeu olhando para ela séria.

– O que foi?

– Vai ser bem simples, como conseguiu se tornar a namorada do Shin?

– Aaahn?! Nós não somos namorados. ; Diria corando, virando o rosto.

– Não?

– Somos apenas amigos...

– Ah, menos mal, entregue isso a ele por mim? Por favor? ; Ela estendia uma carta para a menina, selada com um coração de adesivo, a morena assentia ainda com o olhar desviado, segurava a carta, a colocando em sua bolsa, suspirava enquanto via as meninas irem andando pelo corredor, logo que o evento abria, o garoto chegava suado como de costume, ofegante, entraria na sala.

– Ah, cheguei ! ; Ele puxaria sua camisa para cima, mesmo frio, ele tiraria ela, fazendo a garota ficar quase que roxa, ela colocaria as mão no rosto, ele se secaria com a camisa suada, passaria um pouco de perfume, e colocaria a blusa apenas, guardando a camisa na mochila, assim pegaria um dos figurinos, vestindo, e ficando próximo a mesa da menina. – Ufa, ainda bem que deu tempo... Saya? ; Ela estaria deitada sobre os braços, ofegante.

– Siim, ainda bem...

– Bom dia, entre que eu vou lhe explicar sobre a cultura das dobraduras ! ; Ele dizia vendo alguns alunos interessados entrarem na sala, ela sorria, anotando os nomes, o menino era muito bom em descrever e mostrar os conteúdos, até faria alguns teatrinhos, seria engraçado, a sala faria bastante sucesso naquele andar, entre as meninas claro, a popularidade do menino, mesmo não conversando com ninguém, era enorme dentro da escola, grassas a toda sua beleza.

“ O que ele viu nela? “

Ahn... Ouvir esses comentários se tornou normal para mim, por ele ser apenas meu amigo na escola, e não tentar ser amigo de mais ninguém, todos comentam, e acham que somos namorados... Eu mal sei ser uma amiga, como é ser uma namorada?

– Aaah, que dia ! ; Ele falaria se sentando, estralando alguns ossos.

– Está muito cansado?

– Sim... Ainda bem que está acabando.

– Sim, sua fantasia está parecendo um frango.

– Frito?

– Sim !! ; Eles começavam a rir, e logo Valentina passaria por perto deles, a garota não notaria no começo, só um pouco depois, assim pararia de rir, lembrando da carta, via o riso do menino, e logo se encantaria como de costume.

O que é isso?

Se perguntou a menina em pensamento, seu coração doeu, seu peito apertou, não conseguiu pegar a carta, o menino fitou ela, vendo que não parecia bem.

– Saya?

– Hum?!

– O que foi?

– Nada ! Vamos, já está na hora. ; O garoto assentiu, todos já estariam indo, eles tirariam as fantasia, saindo da escola, seriam quatro horas da tarde, eles caminhavam até chegarem a casa da menina e ela parar, ele sorria olhando ela, assim não pararia, segurando a mão da garota.

– Vem, ou você esqueceu?

– Ahn? Ah ! Gomen ! ; Ela diria segurando também a mão dele, começando a caminhar ao seu lado, ficaria vermelha por sentir o toque suave de seus dedos, ele já podia soltar, mas não faria, também ficaria um pouco envergonhado, mas prosseguia a caminhar de mãos dadas com a garota, duas quadras após da casa dela, eles chegariam, seria um hotel grande, ele soltava a mão dela, abrindo a porta para a menina passar, entrariam no elevador, indo para o ultimo andar, parariam já na porta da casa dele, ele abria, entrando, e ela junto, vendo o lugar ser muito arrumado, e grande, a parede seria toda de vidro, daria para ver Tokyo toda daquele lugar.

– É lindo... ; Ele ficaria atrás da menina, fitando ela.

– Tem razão, é linda...

– Hum?

– A cidade, é linda.

– Baka. ; Ele ria depois de ouvir ela xingar o menino, assim caminharia para o quarto, pegando o seu caderno, trazendo para a mesa aquecida da sala, colocando ali, ela se sentaria na volta da mesa, e ele do seu lado.

– Você mora sozinho?

– Sim. ; Ele sorria.

– Nhá, que divertido, bom, você escreve e eu falo.

– Faremos sobre o que?

– Um casal? ; Ela corava.

– Está bem, vou escrevendo, você me diz como ficou e depois você melhora.

– Haaai ! Onde tem água?

– Na geladeira. ; Ele apontava de costas, já começando a escrever, com calma, a menina se levantava, indo até lá, olharia a porta, com algumas fotografias, do garoto e algumas mulheres, uma parecia ser sua mãe e a outra sua irmã, logo via dois desenhos, o que ela fez, e um da menina dormindo. – Onde está a borracha?

– ... Na minha... Bolsa... ; Ela se encantaria com o desenho, sem ligar para o que ele falaria. O menino abriria a bolsa, tirando o caderno que ela sempre levava consigo, e logo cairia a carta.

– Você desenha bem e não me contou? ; Falaria voltando da geladeira, vendo ele segurar a carta.

– Você recebe cartinha e não me conta? ; Falaria um pouco chateado.

Se for minha, ele ficará bravo, se não ele irá ver Valentina...

– N-Não... ; Ela caminhava para perto do garoto, se sentando do seu lado, assim abaixava a cabeça.

– De quem você ganhou? ; Diria fitando ela.

– Não sei... Ainda não li.

– Eu leio... ; Ele abriria a carta, e começaria a ler, sua expressão não mudava, ele largava a carta sobre a mesa, dizendo – Acho bom correr, ele está te convidando para encontrarem-se daqui a dez minutos no cafécafé do centro. ; Se levantava, indo passar por ela, mas logo era pego pela camisa, a menina prosseguia de cabeça baixa, mas puxaria o garoto com força, fazendo ele se sentar no chão.

– A, a Ca-carta... Era para você... ; Gaguejo no começo – Eu simplesmente não quis entregar...

– Para mim? ; Perguntou sem entender.

– Valentina me entregou, pedindo para eu te dar, já que somos bem amigos... Se você quiser ir, tudo bem... ; Logo a campainha tocou algumas vezes seguida, o menino se levantou indo atender a porta, ela fitou o começo da história escrita, lendo o titulo “ Minha primeira amiga, meu primeiro amor. “ Corou, e começou a ficar confusa sobre o que estaria acontecendo.

– Pois não...? Va-Valentina?

– Oi ! ; Ela diria colocando ambas as mãos sobre o peito do menino, empurrando ele para dentro da casa, caminhando junto, assim fitaria Saya na sala. – Ah, não sabia que estava aqui com a sua amiga.

– Nós estam...

– Tudo bem, eu já estou indo... ; Ela se levantava.

– Não ! ; A garota passava por ele cabisbaixa, ele podia ver seus olhos, e as caírem no canto do rosto, o menino iria segura-lá, até receber um forte abraço da loira a sua frente. – O que você quer?

– Sabia que não iria receber a carta, então vim te ver.

– Eu recebi, só não quis ir. ; A menina o soltava, após ouvir aquilo.

– Por que?

– Eu estava ocupado, e ainda estou, se poder sair, por favor.

– ... ; Ela daria as cotas, furiosa, assim fuzilaria ele com os olhos para fechar a porta, e logo a batia com toda força, o menino pegaria o celular, mandando uma mensagem para a menina “ Volta aqui, agora. ““ Não. ““ Por que?”“Não quero estragar. ““ Te quero aqui. “ “ Você tem ela. ““ Vou te ligar. “

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.