Meu noivo perfeito
9 Emprego - Parte 2
Notas iniciais
Eu não poderia mentir nem ao menos se quisesse, a verdade é que eu sentia uma vontade enorme de voltar à CIT. Voltar a minha cabine isolada e começar a digitar no notebook avançado, colocando em prática todo meu conhecimento adquirido de forma dura.
Mesmo que Karin ainda estivesse lá, ainda assim eu iria se outra oportunidade fosse dada-me. Infelizmente, nem tudo são flores, e por mais que eu fizesse de tudo, jamais ia conseguir concretizar esses desejos.
Eu descumpri umas das regras mais importantes, que dizia claramente sobre o respeito para com os superiores à mim. Foi uma atitude errada da minha parte, logo eu que sempre dei duro em tudo que fiz para ter oportunidade de trabalhar em um local como aquele.
Mas, apesar de tudo, apesar de saber que a culpa de não trabalhar mais na CIT é única e exclusivamente minha — tecnicamente-, eu não conseguia sentir peso em minha consciência sobre as palavras as quais dirigi àquela mulher sebosa. Se tem algo que eu JAMAIS vou arrepender-me de ter feito na vida, é ter gritado com ela.
Enquanto caminhava pela calçada, avistei um velho barbudo lendo um jornal em frente à uma banca de revistas. Há um dia, desde que sai da CIT, fiquei trancada em casa me corroendo por dentro e totalmente isolada do mundo à fora. Acho que já está mais do que na hora de ficar um pouco mais antenada ao redor.
– Um jornal, por favor. — Pedi ao vendedor.
Caminhei até a praça mais próxima e sentei em uns bancos abaixo das árvores. Amarrei o cadarço solto do meu tênis e comecei a ler meu jornal.
Ofertas de emprego, acidentes na zona Sul, decadência da bolsa de valores, crianças gêmeas morrem em tornado. Fui passando as páginas devagar, olhando curiosamente os anúncios, até que prendi a respiração quando vi, perplexa, uma foto média colorida minha ao lado de letras em negrito:
"A maior empresa tecnológica do mundo, C.I.T., demitiu pela primeira vez, depois de vários meses, a mais ex-recente funcionária, Sakura Haruno, depois de — incertamente — ter feito um escândalo enquanto trabalhava. O que aconteceu com a ex-prodígio de Harvard? A boa notícia, é que, agora, há mais uma vaga para os sortudos mais afortunados que almejam uma trabalhar lá. Mais sobre o mundo das celebridades e negócios, aqui."
Demorei um minuto para processar a informação, em menos de dois dias, todos já sabiam sobre a minha trágica demissão. E pior, o motivo dela. Sem sombra de dúvidas, agora será ainda mais difícil para arranjar um emprego. Além do mais, quem em sã consciência vai querer uma mulher escandalosa em seu local de trabalho? Suspirei e fechei o jornal.
Minha vida estava acabada.
Olhei para as folhas que balançavam acima de mim, por um momento cogitei a possibilidade de dormir e esquecer todo o estresse que me dominava neste momento, por mais que parecesse loucura.
Felizmente, meus planos foram esquecidos pela vibração no bolso dianteiro do meu short jeans. Olhei para a tela do meu celular notando o número conhecido de Hinata. Logo atendi.
– Alô?
– Ah, Sakura, tudo bem!? – a voz dela parecia de certa forma aliviada e anciosa.
– Ah, sim. Estou bem, e você? Aconteceu algo?
Alguns segundos se passaram antes dela responder.
– Sim, estou ótima. Sakura...– ela exitou antes de falar. — Onde você está?
Estranhei o porque da pergunta, mas ignorei e somente disse o nome da praça.
– Ok! Por favor, não saia daí. Aguarde alguns minutinhos. Beijos!
E desligou. Na minha cara.
Olhei para a tela do celular com o cenho franzido. Mas o que havia sido aquilo?
Pacientemente, fiz como ela me pediu, assobiei baixinho olhando as crianças no parquinho, os velhinhos jogando xadrez nas mesas, e muitas outras pessoas que passavam. Como Hinata me preveniu, somente três minutos depois vi um homem de terno e comunicador andando na minha direção, primeiro eu olhei para trás caso não fosse eu o destino dele, por que, olha o homem.
– Srta. Haruno? — Levantei-me e assenti. — Poderia acompanhar-me, por favor? O Sr. Uchiha requer sua presença imediatamente.
What? Eu demorei um minuto processando a informação. Olhei para ele, depois para os lados, e depois pra mim, notando as minhas roupas.
All-Star, short vermelho um pouco acima da metade de minhas coxas, uma blusa preta folgada e cabelos presos em um rabo de cavalo bagunçado. Será que ele importaria-se caso eu pedisse educadamente para eu trocar de roupa?
– Imediatamente? — Perguntei em um mero sussurro.
Ele acenou e continuou esperando.
– Claro... — Ele passou a caminhar depois de minha resposta.
Logo atrás dele, quando estávamos descendo a escadaria, avistei um Honda Civic branco estacionado. O homem abriu a porta traseira para mim e logo sentou-se no banco do passageiro. Ele telefonou para alguém e somente disse 'feito, Senhor'.
O interior do carro era muito elegante, o banco de couro tinha a tonalidade creme, o que aumentava o nível de sofisticação. Coloquei o cinto de segurança e o motorista pôs o carro em movimento.
Eu observei quando os prédios da cidade foram tomados por campos e mais árvores do que o comum. Olhei no para brisa e notei que se continuássemos seguindo este caminho, logo logo sairíamos da cidade. Não que eu estivesse com medo, mas era tudo muito suspeito na minha opinião.
– Com licença. — chamei timidamente o homem. Ele olhou para mim e acenou. — An, a-aonde estamos indo?
Com muito profissionalismo ele respondeu:
– Recebi ordens diretas para manter a localização em sigilo, Srta. Haruno. — e virou novamente para a frente.
Indignei agora. Era SÓ o que me faltava. Continuei olhando para a parte de trás da cabeça dele, claro que ainda com muita dificuldade em manter minha dignidade. Como assim, que história era aquela de não poder saber a minha própria localização? Eles simplesmente me sequestram e só? Sem direito a nada?
Bufei e olhei pela janela, e quando agucei mais minha visão, percebi pequenos movimentos no horizonte. De acordo quanto mais andávamos, eu melhor conseguia ver o litoral, a praia. Deixei meu queixo cair diante da visão, eu sabia que se fôssemos sair da cidade pelo leste durante um hora e meia, encontraríamos uma das mais belas praias do mundo. Mas pelo que eu recordava-me, esta praia sempre teve acesso particular das pessoas mais influentes de todos os cantos do mundo. Por isso jamais tive a oportunidade de vir aqui, melhor, quase ninguém. Sempre me perguntei o que elas faziam aqui, seria algum tipo de Hotel cinco estrelas?
Meus pensamentos foram interrompidos com a vista daquele prédio fenomenal. Atrás de uma magnífica diversidade de coqueiros, podia-se notar uma construção magnífica. Tinha três andares, era feita toda de madeira com paredes de vidro. No primeiro andar, encontrava-se uma variada coleção de carros sofisticados, sabe aqueles carros que custam milhões? Esses mesmos. Perdi-me na diversidade de cores, vermelho vivo, amarelo, azul escuro, branco, preto e várias a mais. O carro em que eu estava — que já era sofisticado — parecia um fusca ao lado deles. Pouquíssimas pessoas estavam ali, pareciam chegar neste exato momento também.
Paramos em uma vaga livre, retirei meu sinto e já estava pronta para abrir a porta, mas o motorista o fez antes de mim. Timidamente desci do carro, evitando o olhar questionador das pessoas, que muito provavelmente surpreendiam-se com minhas roupas. O homem esperou pacientemente por mim e me pus a segui-lo.
Subimos uma escadaria de vidro, ela era arredondada e por incrível que pareça, tinha pequenos detalhes no corrimão, que também era de vidro. Pessoas ricas, nunca vou entender.
Era impossível não observar o mar enquanto subíamos, era tão lindo que quase parecia surreal. Os coqueiros alinhados e a areia branquinha, tão perfeitos, sem contar a água cristalina do mar. Tão paradisíaco.
Minha atenção foi desviada para o final da escadaria, onde nas portas de madeira, havia um homem elegantemente trajado, o lenço em seu braço indicava ser um garçom. Ele olhou-me pacientemente até chegar ao hall e falou, cumprimentando-me:
– Bom dia, Srta. Haruno. Chamo-me, Augustus, e acompanharei-a até seu destino, siga-me, por favor. — Depois de uma pequena reverência, virou-se e pôs a caminhar para dentro do salão.
Abobada, comecei a segui-lo. Senti um leve clima de ar-condicionado, o salão continha muitas pessoas, as mesas redondas eram cobertas por panos de seda, todas as pessoas irradiavam elegância. Mulheres lindas trajavam roupas caríssimas, os homens de terno e as poucas crianças devidamente comportadas. Fiz de tudo para não ligar sobre os olhares às minhas roupas e tentei manter o passo firme com meus all-stars.
Chorando internamente, lembrei sobre o estado caótico de meus cabelos, que eu inutilmente tentei arrumar quando estava no carro, e, por falta de opção, acabei deixando-os soltos. Mas até que ficaram mais comportadinhos do que antes.
Ele indicou uma escadaria, que dessa vez era de madeira, e começamos a subir. Eu tentava, mas falhava vergonhosamente em tentar acalmar meu coração. Se vamos subir, quando todos os outros estão aqui, não consigo nem ao menos imaginar como será lá em cima.
Depois de dias, finalmente eu voltaria a ver Sasuke. Só de pensar nisso, minhas mãos começaram a suar. O garçom que vinha atrás, abriu imediatamente a porta de entrada pra mim. Agradeci com um mínimo sorriso.
Quando olhei para frente, fiz de tudo para não ter uma epifania ali mesmo. Para minha surpresa, na mesa não estava apenas Sasuke, mas Hinata, outras três pessoas e, infelizmente, Karin. Mas não sei o que deu em mim para pensar que Sasuke Uchiha e somente sua presença estaria esperando por mim. É deprimente relembrar os fatos.
Olhei para a cadeira vaga que coincidentemente ficava de frente para Karin. Meio desajeitada fui até a cadeira, um dos três garçons do recinto apressou-se em puxá-la para mim. Notei a expressão desgostosa de Karin sobre mim, mas também notei pela minha visão periférica uma sobrancelha erguida de Sasuke.
Olhando meticulosamente o local, reparei na enorme parede de vidro que ficava de frente à praia. Se do lado de fora o mar já era lindo, do meu ângulo parecia uma miragem. Os garçons que localizavam-se próximos à mesa pareciam estátuas de tão petrificados. Um homem de porte firme estava ao meu lado, reparei no terno de linho e o relógio chamativo de ouro. E novamente veio o incômodo nas minhas roupas.
Percebi que Karin encarava Sasuke descaradamente, e fiz uma nota mental de que ela já havia sido mais discreta do que aquilo. Então, curiosa, reparei no homem também. Consegui chegar à apenas uma conclusão: eu não tinha como julgar Karin, ela não tinha culpa.
Sasuke Uchiha estava mega perigosamente tentador. Os cotovelos sob a mesa apoiando as mãos entrelaçadas sob o rosto. As mangas de sua camisa social estavam levantadas até o cotovelo, o primeiro botão estava aberto, dando uma mínima visão de seu torço. Os olhos sérios e concentrados estavam hipnotizantes, sem contar o cabelo. Ah, o cabelo estava divinamente assanhado e arrumado de uma maneira surreal.
Impossível não se apaixonar. Nem mesmo uma lésbica assumida e comprometida conseguiria resistir. Ele estava simplesmente irresistível. Por dentro eu babava litros de arco-íris.
– Primeiramente, boa tarde a todos. — Ele disse. — Sinto muito caso o meu chamado tenha sido inconveniente a vocês neste momento — ele olhou-me nessa parte, ai que vergonha — mas acrescento que o que trataremos aqui é algo sério, um ocorrido que aconteceu com duas funcionárias de minha empresa.
Uma pergunta: por que eu sempre perdia o foco quando ouvia a sua voz? É como se fosse uma canção que me prendia a seus encantos. Forte, grave, macia e MUITO sexy. Nem ao menos consegui me concentrar no que ele falou.
Ele acenou minimamente com a cabeça para a mulher ao lado de Karin. Ela em um piscar de olhos colocou uma espécime de notebook em cima da mesa e clicou em um botão.
A luz que saia do computador projetou uma tela grande próxima a nós. Primeiro mostrou a sala de Karin e ela em sua mesa, um casal de funcionários estava lá, e ela reclamava com eles muito raivosa.
Recordei-me desta parte, foi o casal que saiu antes que eu entrasse no dia do barraco.
E logo mostrou toda nossa discussão. Tim-tim por tim-tim, até depois da minha saída no elevador, onde ela gritou ordenando que todos voltassem aos seus trabalhos.
Eu estava perplexa, tão perplexa que o homem ao meu lado educadamente perguntou se eu estava sentindo-me bem, graças a minha provável palidez. Só aí notei que havia prendido minha respiração, mas logo recompus-me quase engasgando. Quase todos olharam-me um pouquinho preocupados, menos Karin e o homem mais próximo de Sasuke, que estavam mais pasmos do que eu própria. Ninguém havia pronunciado-se ainda, provavelmente esperando pela palavra de Sasuke que não tardou a chegar.
– Agora todos estão por dentro de tudo que houve. Peço que a Srta. Uzumaki pronuncie-se, por favor, em relação à suas ações. — Ele apoiou-se nas costas da cadeira e fitou Karin com um olhar sério e um pouco sombrio, que deu medo até a mim mesma. Estremeci internamente.
Mudei a direção do meu olhar e observei a coitada lutando para escolher as palavras, mas sabíamos que o que ela mais queria era pular da varanda e sumir pelo resto da eternidade.
– E-e-eu — ela engoliu em seco — eu nã-ã-ão sei o-o que são e-e-essas... imagens.
Eu já conseguia até imaginar ela sendo despejada e prostituindo-se nas boates.
– Então está duvidando das minhas câmeras de mais alta segurança presentes em todo seu antigo escritório? A Srta. sabe que este tipo de comportamento jamais foi e jamais será tolerado na CIT. — Sasuke pronunciou frio. Como esse homem consegue essa proeza, esse modo arrasador de falar? Será esse também um dos mistérios da vida?
– A-an... tigo? — Karin pronunciou em fio de voz.
Eu firmei todos os músculos de meu rosto e continuei com a expressão suave, mas por dentro eu ria tão histericamente que apenas um mínimo piscar de olhos poderia jogar meu controle por água abaixo.
– Não espera mesmo que continue na CIT, espera?
Ela olhou para o cara ao lado da mulher e perguntou histericamente, mas com um tom baixo.
– Suigetsu... você n-não fará nada? — O desespero podia ser tocado ao redor da atmosfera dela.
– E-eu...
– Além do mais. — Sasuke cortou o homem. — O único motivo pelo qual você tenha permanecido na CIT durante esse tempo e naquele cargo, foi por insistência de Suigetsu Hozuki, ex-supervisor chefe das infraestruturas gerenciais.
Eu olhava um pouco perdida para os três. Se eu piscasse e perdesse algo jamais me perdoaria.
– Sr. Hozuki e Srta. Uzumaki, por favor, queiram retirar-se, já não trabalham mais para mim. — Ele chamou com um movimento dos dedos um garçom e pediu calmamente — Erick, acompanhe-os até a saída.
O modo que ele falou foi surreal, era como se ele fosse o poderoso chefão, inabalável. Ele despediu duas pessoas de cargos importantes com a mesma facilidade de estalar os dedos.
Os dois recém demitidos levantaram-se e saíram automaticamente. A expressão deles entregava que ambos ainda não acreditavam no que tinha acabado de acontecer. Quando o garçom retornou e posicionou-se no mesmo local, o clima realmente ficou tenso.
Até eu não acreditava no que tinha acabado de acontecer. Foi tudo tão rápido que eu sinto que perdi alguma parte.
A pergunta agora era: e eu?
– Srta. Sakura. — Sasuke chamou-me, com o coração acelerado fitei-o no mesmo instante. — Algo a dizer? — Uma de suas sobrancelhas ergueram-se.
Uma batalha interna iniciou-se em mim: ou procurar algo para dizer e me inocentar, ou suspirar ao fitar aquele cara. Vou morrer aqui.
– Eu... — respirei fundo — Eu sei que agi por impulso, sei disso, me desculpe, meu comportamento foi inaceitável, mas disse tudo aquilo já sabendo que seria demitida, por isso me exaltei tanto, na hora não me veio à cabeça o que aconteceria com a imagem de sua empresa, sinto muito se falaram coisas ruins, realmente lamento, jamais pensei em prejudicar qualquer coisa em relação à CIT, então, se o problema for esse eu assumo toda a responsabilidade e se tiver alguma forma de ajudar, eu não hesitarei em fazê-la e... — e, como quando estou nervosa, comecei a tagarelar coisas atrás de coisas, mas fui interrompida por ele.
– Srta. Sakura, acalme-se, por favor. — Ele pediu, quando olhei-o, notei um rastro de diversão em seus olhos. Acho que isso aliviou-me um pouco, já que minha postura relaxou, mas meu coração continuava acelerado. Ora mais, eu estava falando com ele.
Hinata soltou um risinho divertido e pediu um copo d'água para mim. Logo uma taça de cristal foi posta em minha frente.
Depois de acalmar-me um pouco, Sasuke continuou.
– Srta. Sakura, sabemos que suas atitudes foram irresponsáveis até um ponto, mas como afirma que sabia que seria demitida, entendemos que soube o que fazia. — Ele tranquilizou-me apenas com olhar. Eu vou derreter na cadeira. — Sobre os boatos a respeito da sua discussão, peço que não se preocupe, nada jamais passa da CIT sem ser revistado por meus supervisores.
Soltei um suspiro aliviado e relaxei um pouco nas costas na cadeira.
– Quero que conheça o Sr. Neji, ele é o encarregado pela preparação dos diretores de todos os setores. — Na mesma hora endireitei-me e apertei a mão do homem ao meu lado que sorriu simpático, algo que retribui. — Se assinar este contrato, você estará assinando uma aliança de 3 anos com a CIT como diretora chefe do setor de engenharia. — o Sr. Neji estendeu um papel enquanto eu escancarava levemente minha boca.
Que papo era aquele? Era alguma brincadeira? Tipo, eu? Não creio.
– P-por que... eu?
Sasuke suspirou e respondeu tranquilamente.
– Não vejo ninguém mais qualificada do que a Srta. A sua apresentação na reunião é uma prova disto.
Ai. Meu. Deus.
Com as mãos trêmulas aceitei a caneta que o Sr. Neji oferecia-me a mirei o papel. Ali estava um contrato que firmaria minha vida e meu sucesso em minha profissão. Mal poderia esperar pra ver a reação da tia Tsunade. Sem hesitar, assinei meu nome.
Fitei Sasuke e segurei-me para não perder o controle.
– É um prazer tê-la conosco, Srta. Sakura. — Dito isso direcionou-me um sorriso de canto e acenou. Como uma perfeita abobada sorri sem graça e fiquei encarando aqueles olhos, que desde a primeira vez encantaram-me e que me fazem perder o foco de tudo.
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