Notas iniciais
hellou babys, mais um cap p vcs, espero que gostem, boa leitura

Quem pode prever o que acontecerá daqui à dez minutos? Ou melhor dizendo, daqui há alguns minutos? Eu estava me questionando por qual motivo o tempo mudaria, se o dia estava ensolarado e perfeito? Por quais razões? Eu não sabia, eu não estava entendendo. Eu estava olhando bestificada para a decisão de Maura, porque ela não queria saber da minha decisão, se eu queria ficar, ou se eu queria partir, eu podia muito bem querer dormir em outro quarto, claro, se tivesse vaga. Mas por quê justo com ela? Eu não estava apaixonada por Maura, ela me encantava sim, tinha um jeito único dela própria, pequenos hábitos que me encantavam; como por exemplo o jeito que ela arqueia a sobrancelha quando estamos em reunião, o sorriso singelo que brota em seus lábios, com um leve levantar dos ombros e ela diz “que legal, ótimo. Vamos fazer” ou ela faz o mesmo movimento com os ombros e o mesmo sorriso quando quer fazer charme. Ok, eu reparei muito nessas pequenas coisas sobre Maura, mas também sei que quando ela fica nervosa ela meche no seu anel. E eu estava ouvindo, nesse momento, as trovoadas que estava dando através das portas daquele hotel. Eu não havia levado nenhuma roupa, a não ser a do corpo, eu estava prestes a surtar naquele local. Me afastei dos demais enquanto Maura, que já estava à frente da minha decisão, terminasse de resolver sobre o quarto. Liguei para minha mãe apenas para avisar que eu estava bem e que iríamos voltar amanhã quando o tempo melhorasse, trocamos mais algumas palavras e nos despedimos. Nosso quarto era no 8º andar, da equipe toda, apenas restara Maura e eu. Então partimos para lá, eu queria tomar um banho, mas ai eu lembrei, com qual roupa eu iria me vestir?

– Droga.

– O que há?

– Eu não trouxe nenhuma roupa. Preciso comprar ao menos uma calça e uma calcinha pra mim, né?

– eu te empresto uma calcinha.

– Really?

– São novas. Nunca usei, eu juro.

– Tá, mas eu preciso de roupa pra dormir também.

– Use alguma minha.

– Não sei. Não gosto de nada frufru.

– Não são “frufru”, Jane.

Olhei para Maura, como se eu dissesse “acredito” fomos para o nosso quarto, grande, e espaçoso, havia uma cama box enorme, vários travesseiros sobre a cama, uma televisão até que grande na parede, e tudo o que um quarto de hotel tem. Ligamos o ar-condicionado e deixamos a temperatura em modo ambiente.

– Parece ser confortável.

– Sim. — eu concordei já tirando os sapatos e caindo na cama – colchão macio, ai que cansaço.
– Você não vai tomar banho?

– Pode ir, enquanto isso eu descanso meu corpinho, que não era nem pra estar aqui.

– Era pra estar aonde?

– Em Nova York, oras.

– Hm, e você tinha algo interessante hoje para fazer que não podia estar aqui?

Me levantei e olhei pra ela “really?” pensei – sentei-me e sorri, queria provocá-la, e nada melhor do que vê-la pessoalmente com ciúmes.

– Talvez eu teria um jantar que não deu tempo de desmarcar.



Olhei para a mulher a minha frente, e ela me encarou, deu um sorriso de lado, começou a desabotoar sua blusa de seda olhou para mim:

– Bom, sinto muito que você não teve seu encontro – terminou de desabotoar a blusa e tirou lentamente, seu sutiã preto, rendado parecia deixar seus seios mais apetitosos do que já era. Sua barriga lisa, definida, voltei a olhar para ela. — mas haverá outras oportunidades para você jantar com essa tal pessoa novamente. — abriu o zíper da saia e deixou que esta caísse sobre seus pés, revelando sua calcinha também preta, rendada. Engoli em seco. Eu não devia ter provocado a onça porque o tiro saiu pela culatra. Eu estava completamente excitada apenas de vê-la com aquelas peças íntimas a minha frente. — Irei tomar banho, não demoro. — e saiu rebolando na minha frente.

Acho que eu babei, não me lembro.



Oi gente, estou entrando na narração da Jane pra dizer que ela babou sim, ela não está querendo dizer só pra passar uma imagem de durona pra vocês, como sempre.



Sai daqui, Maur – risos – como eu havia dito antes de Maura me interromper com esse parenteses, ela entrou no banheiro e nem olhou para trás. E eu? Eu já estava com minha calcinha molhada por ela. Voltei a deitar na cama e limpei o suor da testa. A noite ia ser longa.

***

Acho que eu havia cochilado, porque senti a mão de Maura tocando em meu braço levemente, e sua voz suave me acordando.

– o que foi? Deixa eu dormir.

– Vai tomar banho, eu trouxe nossa janta.

Eu estava com uma preguiça enorme de abrir os olhos, eu estava deveras cansada olhei para Maura, que estava com uma roupa normal, eu não sei, eu tava com sono. A voz dela falando comigo estava muito longe, eu acho que eu agi no automático, porque eu tirei blusa, levantei-me e fui tirando a calça jeans no meio do caminho, peguei a toalha e fechei a porta do banheiro, la dentro, já nua, e meio dormindo, liguei chuveiro na torneira errada, sim, eu abri o registro de água fria, e foi diretamente nas minhas costas, me despertando de vez do sono, eu dei um grito e um pulo, “merda” sussurrei – fechei o registro frio e liguei o quentem deixando a água quente cair sobre meus ombros, costas, me dando aquela massagem necessária para encarar a noite. Dormir na mesma cama que Maura não era o que eu planejava, mas o meu tamanho não coincidia com o tamanho daquele sofá. Eu estava pensando, quando ouvi batidas leves na porta do banheiro, deduzi que seria Maura.

– Entre.

– Jane, estou deixando algumas coisas pra você aqui, sua janta está quente ainda, mas não demore tanto. Há creme para pele também.

– Obrigada, Maur.

Senti ela me olhando através do espelho esfumaçado, acho que deu para perceber meu corpo nu, bom, ela quem entrou né? Ouvi a porta se fechando e logo fui terminando o banho, sequei-me e vi todas aquelas coisas que Mura me havia dito.


Sequei-me e vesti a roupa que ela me dera para dormir. Uma camisola de seda que parecia mais uma blusa curta em mim. Bom, só tampava o essencial, mas minhas pernas e coxas estavam todas à mostra, era uma seda preta, sequei meu cabelo com a toalha mesmo, e enrolei a mesma no meu cabelo. Sai do banheiro e tive uma visão que puta que pariu, aquela mulher estava me testando, só pode. Ela estava deitada na cama, com uma camisola branca, mais curta que a minha, uma perna esticada e outra dobrada, com um livro na mão, o cabelo preso em um coque frouxo. Seus olhos estavam concentrados na leitura que estava fazendo. Aquela imagem me deixou estasiada. Por que ela fazia isso comigo? Eu já disse que ela estava me testando, porque não era possível tanta sedução em uma mulher só. Se eu estava com sono, depois daquela água fria e daquela visão de Maura, o que eu queria era jogar aquele livro no chão, e comê-la, tirar toda aquela roupa, abrir suas pernas e penetra-la, sentir seu gozo na minhão mão e sorver cada liquido do seu prazer, fazê-la minha até nossos corpos ficarem cansados. Se eu estava com fome? Deveras, mas eu estava com fome daquele corpo escultural a minha frente. Se eu perder o emprego depois de ter uma foda com a Maura? Foda-se, eu queria aquela mulher, e tenho certeza que ela queria o mesmo. Não pensei, apenas agi.



Fui ate o interruptor e deixei o quarto a meia luz, bem baixa mesmo. Tirei a toalha de meu cabelo e balancei os mesmos que caíram em cascatas cacheadas. Vi que Maura me olhou sem entender porquê eu estava fazendo aquilo. Ela logo saberia. Aproximei-me dela, e tirei aquele livro chato de suas mãos. Eu estava excitada, eu a queria, queria sentir aquele corpo colado ao meu, queria ver seu rosto se transformando de prazer.

– shh – eu estou louca pra te beijar desde quando eu te vi pela primeira vez, Maur – sussurrei próxima a sua boca, rocei meu nariz em seu rosto – seu cheiro me embriaga, seu andar me desestrutura inteira, seu sorriso me faz ter comichões pelo corpo todo, suas provocações me excita – minha voz estava mais grave e rouca que o normal – a minha calcinha ta encharcada por você – senti sua respiração alterar, peguei sua mão e levei-a até o meio de minhas pernas – sente como eu estou – ela gemeu pressionando sua mão contra o meu sexo lentamente, me levando à tortura, eu estava de frente para ela, minhas pernas estavam cada uma ao lado do seu corpo, ela suspirava – eu to louca pra sentir teu gosto, pra ouvir teus gemidos, a minha fome de você é tanta que temo nunca saciá-la...

Maura continuava estimulando meu sexo contra o pano fino que era a calcinha que ela havia emprestado-me. Eu já estava louca de desejo, senti o seus olhos sobre mim e a encarei de volta. Vi o verde de seus olhos mais escuros, mais brilhosos, mais sedutores. Ela passou a ponta da língua em seus lábios, claramente me provocando mais ainda.

– e você tá esperando o que para me beijar? To louca pra sentir sua boca na minha. Vem.

Após isso, eu não enxerguei mais nada. Beijei-a com toda a minha vontade, excitação, desejo, tesão acumulados a cada dia sem que eu percebesse por aquela loira estonteante. Maura enfiava suas mãos em meus cabelos, ora puxava, ora enroscava os fios em seus dedos, eu sentei-me em seu colo, inclinei meu tronco para a frente, e esfreguei meu sexo no dela, lentamente, enquanto nos beijávamos até que o ar fosse necessário. Descolamos nossas bocas e passei a beijar seu pescoço, morde-lo. Subi minhas mãos pela lateral de seu corpo e retirei sua camisola, e para minha surpresa, Maura estava sem sutiã e pude notar o quão apetitosos seus seios pareciam ser mais de perto, toquei-os e ouvi um gemido baixo, apertei-os até que senti o bico enrijecido, então abocanhei o seio direito, e comecei a chupá-lo ora com força, ora com delicadeza, Maura empurrava minha cabeça para baixo, então o fiz, distribui os beijos por sua barriga, mordisquei, lambi, chupei, até que cheguei entre suas pernas, passei lentamente a língua sobre o pano fino, e pude sentir o quanto ela estava molhada. Olhei para ela, e ela arfava, a cara de safada que ela fez para mim quase me levou ao orgasmo.

– o que você quer, Maura? — ao fazer esta pergunta minha mão direita já estava em seu sexo, massageando seu clitóris sobre o pano. Ela gemeu.

– que..quero que.. ai jay – suspirou.

– quer o que? — pressionei com mais força

– ai, quero que você me coma, me fode Jay.

Depois daquela ordem, eu como subordinada só tinha que obedecer. Arranquei sua calcinha, passei a ponta do meu dedo indicador sobre sua entradinha molhada, apertada e pulsante para mim. Forcei e logo em seguida enfiei mais um dedo, sentindo seu íntimo pressionar meus dedos dentro dela, posicionei-me, minha perna esquerda fazendo pressão contra minha mão esquerda, e iniciando um vai e vem, colei nossas bocas em outro beijo urgente, suas pernas totalmente abertas para mim, seus gemidos sendo abafados por nosso beijo, meus movimentos acelerando conforme o seu corpo pedia. Ela arrancou minha camisola, e cravou as unhas em minhas costas, uma ardência gostosa de sentir. Meu tesão aumentando extrapoladamente. Eu nunca havia me sentindo assim com outra pessoa, sim, porque Maura mexia comigo de um jeito invariável, porém, constante. De repente Maura virou-me e eu cai de costas na cama. Eu gostei, na verdade, amei o que vi em seu rosto. Tesão puro, aquela mulher sabia domar uma situação sem muito esforço. Tirou minha calcinha e voltou a posição de dominante. Pegou minha mão, e sentou-se senti meus dois dedos entrando na sua fenda, quente. Ela sentou lentamente, apoiou suas mãos espalmadas na cama. Seus cabelos caiam em cascata, sua boca entreaberta para poder respirar, seus movimentos me deixando louca, porque ela subia e descia rebolando, tirava meus dedos e enfiava novamente, ela cavalgava com rapidez, eu já estava sendo meu gozo próximo sem ela me tocar, mas aquela visão de Maura... eu tenho certeza que nunca iria sair da minha mente. Ela me beijou de novo, e eu sentia que o corpo dela iria liberar seu prazer, seu orgasmo para mim, então não esperei, a virei abri novamente suas pernas, coloquei seus pés sob meus ombros e chupei seu sexo, suguei seu clitóris, penetrei minha língua em seu sexo. Maura arqueou o corpo, e ela estava falando algo que eu não estava entendendo bem, mas foda-se, eu estava prestes a sentir o seu gozo na minha língua, e com um último grito de prazer, ela gozou deliciosamente para mim, e eu não desperdicei nenhuma gota, e eu gozei junto sem nem ao menos ela me tocar.

Escalei teu corpo e a beijei fazendo ela provar do seu gosto. Ela ficou deitada em cima de mim, estranhamente, sentir o peso do corpo de Maura sobre o meu era algo que não me incomodava nenhum pouco, passei meu braço esquerdo ao redor do seu corpo, ela estava me dando pequenos beijos no meu ombro, pescoço, clavícula...

– agora é minha vez, Jay...

– Vem, quero gozar deliciosamente pra você.

E eu não preciso relatar que nessa brincadeira eu perdi a conta de quantas vezes gozei para ela e ela para mim até que o nosso corpo desfalecesse sobre o colchão.


– Essa foi a melhor transa da minha vida. — sussurrou Maura para mim. Beijei sua testa, e a ponta do seu nariz.

– De onde veio esta, tem muito mais, e só pra você.

– Bom que seja apenas para mim mesmo.

Ela se aconchegou nos meus braços, suas pernas se confundindo com a minha, e entramos em um sono profundo, calmo. O sono mais pacífico que eu já tive em toda minha vida.

Notas finais
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