Meu amor veste Dior.

10 Ciúmes mode on


Notas iniciais
Anna, acostumem-se, ela aparecerá mais vezes em girls... cap novo para vocês, divirtam-se

O beijo durou alguns segundos, não contei para ser exata, assim que Jane separou seus lábios dos meus, e olhou para mim, eu demorei mais alguns segundos para abrir os olhos, e ouvimos o estádio inteiro do RedSox gritando, assoviando e aplaudindo.. eu não sabia o que fazer, ou pensar, então eu sorri e encostei o rosto na curva do pescoço de Jane, e ela me abraçou mais ainda. Saímos de lá com a vitória do RedSox, estávamos a caminho do carro, quando uma menina, parecia não ter mais que vinte anos, nos interpelou toda elétrica.

– Cara, eu shippo vocês desde a primeira foto que saiu de vocês, eu sei que antes vocês não eram um casal, mas depois desse simples beijo, uau... Vocês pode me dar um autógrafo?



– Claro – disse Jane – Qual seu nome?

– Anna.

Sorrimos. Jane assinou, e eu também assinei.


– Vocês podem tirar uma foto comigo? Por favor, só hoje – implorou.

– Por que? Se houver outros dias você não vai querer tirar fotos conosco? Somos tão feias assim?

– Não, Jane, que isso é que eu não quero parecer aquelas loucas que ficam berrando quando vê o shipper dela juntas, sabe? E então, podemos tirar a foto?

– Sim. — dissemos juntas.

Anna ficou entre Jane e eu, e ajeitou o celular para que pudéssemos tirar um self. A foto saiu bacana, Anna se despediu de nós, e voltamos para o nosso percurso que era chegarmos no carro. Eu ainda estava pensando no beijo, no jeito em que Jane chamou por meu nome. Eu estava pensativa quando entrei no carro, e Jane ainda não havia dado partida.

– Maur? — ela olhou pra mim e havia preocupação em seu olhar. Olhei para ela, e me perdi em seu olhar, o que ela estava pensando? Eu não sei. O que eu queria? Queria beijá-la.

– Se você não gostou do que eu fiz, eu.... — a beijei, não deixei que ela terminasse a frase. Segurei em seu rosto e nossos lábios se encontraram perfeitamente, como da primeira vez. Jane de imediato pôs sua mão em minha cintura, abrimos um pouco mais nossas bocas, e nossas línguas se encontraram, doce, sedenta... queríamos explorar cada cantinho da boca uma da outra e estávamos fazendo, descobrindo, sentindo, tremendo por dentro, ansiando por um contato a mais. Mais algus minutos de beijo e o ar fez-se necessário. Nos separamos com pequenos selinhos, não afastamos nossos rostos, estávamos recuperando nosso fôlego.

– Maur...

– Shh, não fala nada. Eu gostei.

E demos mais um selinho demorado.

***

À noite em Boston estava linda. A lua estava cheia e o céu estrelado. Eu estava vivendo como se estivesse encontrado não sei, eu estava muito mais feliz do que quando eu comprava um par novo de sapatos, ou quando nossa revista vendia milhões de cópias, eu estava sentindo que eu estava renovada, que não havia mais lacunas emocionais em mim. A montanha russa estava em linha reta. Estávamos em um dos restaurantes da mãe de Jane, quando sinto meu telefone tocar.

– Alô?

– Maura, você já viu as notícias do momento?

– Não, Maia. O que é?

– Já está no youtube aquele beijo que Jane lhe deu.

– Sério? Hm.

– Você se deu bem, em, loirinha? Já tinha um time de sapas modelos querendo saber se a morena aspirante a modelo fashion estava solteira.

– Sério? Avisa ai que a aspirante à modelo já tem dona, Maia. — Rimos. Ela falou mais alguma coisa e desligamos.

– Quem era?

– Maia. Uma amiga modelo.

– Por que esse sorriso?

– Parece que eu tirei a sorte grande.

– De que?

– Todas as modelos estavam querendo saber se a “aspirante à modelo Jane Rizzoli” estava solteira, mas o nosso beijo no estádio do RedSox já está com alguns acessos no youtube, e já virou notícia internacional.

– Sério?

– Sim, senhora.

– Com licença, senhoritas.

– Não pedimos isso. — eu disse

– Bom, senhorita Isles, enviaram do bar para a Rizzoli, ah e veio esse bilhete também, com licença.

Jane pegou o papel e leu, olhou pra mim, e eu estava sentindo meu rosto ferver de raiva. Quem seria a fulana ou fulano que mandou bilhetinho para a minha jane?
– O que tá escrito aí, Jane?

– “desde a hora que vi você entrando, não parei de pensar no quanto é linda, me liga pra gente marcar um dia para nos vermos. Espero que goste da bebida”

– “me liga para marcamos um dia para nos vermos?” adiciona o numero dela, vamos ver a foto dela pelo whatsapp.

– Sério, Maur?

– Sim Jane.

E ela fez o que eu pedi, e a mulher era linda. Cabelo castanho claro, bem linda mesmo, e eu fiquei com mais ciúmes ainda.

– Linda ela.


– Sim.

– Você vai ligar pra ela?

– Não. Já vou até apagar o numero da minha agenda. Agradeço pela bebida, mas eu só tomo cerveja.

Continuamos a conversar, a noite estava agradavel, o jantar também, os restaurantes Rizzolis eram muito bem conhecidos por sua culinária esplendida já era quase meia noite quando apareceu um homem elegante ao nosso lado da mesa, chamando por meu nome.

– Maura Dorothea Isles.

– Desculpa?

– Você pessoalmente é mais linda do que nas revistas, sabia?

– Ah, obrigada. Você é?

– Jordan Matheis. Fotógrafo e um grande admirador seu.

– Fotógrafo profissional ou paparazzi que ganha a vida às custas das celebridades? — Jane se intrometeu.

– Fotógrafo da revista New York Times.

– Olha amor, ele é da Times. Deve pagar pra esses paparazzis bonitinhos né?

– Amor? Desde quando você...?

– Desde quando o que, senhor Jordan?

– Nada. Com licença.

– Eu hem, que cara mais sem vergonha.

– Ciúmes, Jane?

– Vamos embora.

– Jane?

Nos levantamos e ela saiu na frente, pois eu apertei o passo e passei por ela. Ela recebe papelzinho de pretende, e ela quem da chilique? Não mesmo.

Entramos no carro, e eu fiquei brava com ela.

– O que foi isso?

– Maur, desculpa. Eu... Eu não to acostumada a ver os homens dando em cima de você assim..

– Poxa, Jane, já devia saber que depois de hoje, ninguém mais me interessa. Aliás, depois que a gente se conheceu, ninguém mais me interessa. — baixei a cabeça e apoiei as mãos no meu colo.

– Maur – jane colocou a mão no meu queixo, e virou-me para ela – Eu quero você desde o dia em que eu te vi.

Outro beijo, um cada vez melhor que o outro.