Notas iniciais
E ai, gente? Tudo bem? Surgiu esse crossover de Diabo Veste Prada então, eu achei que seria legal colocar uma a favor da moda e outra nem tanto assim neh? rizzles na passarela. altas ideias pra essa fic bem diferente das que e ja escrevi, enfim, espero que divirtam-se ok? ok. grande beijo e boa leitura

Eu estava me formando em jornalismo esse ano, e o que eu mais queria era ser jornalista de esportes. Nos meus planos, eu queria trabalhar para um canal de esportes, e fazer a cobertura dos jogos mais importantes das ligas inter-estaduais, nacionais e o estadual, fosse de basebol ou basquete, ou futebol americano, e eu já me via lá, a beira do campo dando a cobertura do jogo, e no fim da partida, fazendo meu resumo para uma coluna de jornal do dia. Mas como os nossos planos não segue o script, eu estava sentada a uma poltrona confortável, e havia várias outras garotas com a mesma idade que eu, eu acho, mas elas estavam maquiadas, com roupas muito frufru cabelos impecáveis, batom, e eu, bom, eu tava com uma calça jeans que tinha alguns rasgos próprios da calça, uma blusa normal da cor preta, e um all star branco, ué, fazer o que se eu me sinto confortável demais assim? Enfim, eu vou dizer aonde eu estava: eu estava na maior revista de moda do estado. Acho que todos as bancas de jornais dos estados desse país tinha essa revista de moda. Eu preciso trabalhar e a grana é boa, mas eu não sou chegada nessas coisas de moda, e garanto que se eu não passasse nessa entrevista, bom, eu não ia ficar chateada.

Aquelas meninas estavam olhando para mim como se eu fosse uma largada, coé, eu não sou feia, sou alta, magra, cabelos cacheados, porem eles são um pouco revoltados, então eu nem ligo mais. As pessoas gostam do meu cabelo, dizem que é lindo, e bom, eu concordo. Eu acho que aquelas meninas tinham mais capacidade do que eu de estar naquela revista, e trabalhar diretamene com a mulher mundialmente conhecida Maura Isles. Confesso a vocês que a mulher era linda mas revistas, capas, televisões.... Ela é modelo ainda. Ela herdou praticamente um império modal. Seu pai é estilista, sua mãe é era uma modelo conhecida e mundialmente respeitada. Filha única de um casal trilhonário. Bom nada mais justo que deixar a encargo da filha o Império da Moda. Ironicamente, esse era o nome da revista que vendia milhões de cópias para todo o mundo. E eu anda não sabia o que estava fazendo ali.

As horas estavam se passando, e nada da secretária chamar meu nome. Já estava agoniada, ainda bem que a máquina de café ali era gratuita. Sou completamente viciada em cafeína. Essa é a melhor droga que alguém já pode inventar. Depois de mais de três horas de espera, a secretária anuncia o meu nome.

-- Jane Rizzoli? — levantei-me, eu era a última mesmo – acompanhe-me, por favor.

Então o fiz. Para não perder o costume, dei uma checada na secretária da poderosa Isles. Acho que todo mundo ali parecia sair de uma revista de moda, todos se vestiam bem. A secretária, que depois eu vim saber o nome, que era Melissa, então, Melissa era uma mulher alta, poucos centímetros menos que eu. Seu cabelo preto, liso e enrolado nas pontas, menos rebeldes do que o meu. Sua pele clara. Era bonita mesmo, linda. Sorri de canto. Trabalhar ali até que seria interessante.

Esperei mais alguns minutos até que eu pude ouvir “entre” então o fiz. A sala da mulher era enorme, havia vários quadros artísticos, uma janela imensa, que deixava apenas à luz do dia, a iluminção; a mulher estava concentrada no notebook, seus dedos digitavam rapidamente, fiquei parada no mesmo lugar, até que ela falou para eu sentar-me à cadeira à sua frente.

-- Você é, hmm, deixa-me ver... Jane Rizzoli?

-- É o que consta no meu registro. — não tinha como não ser irônica, que pergunta idiota, claro que eu era Jane Rizzoli. Não podia ser a Kate Meddleton. Ela olhou para mim de um jeito meio intimador, sabe? Até achei graça.

-- Você já começa com abuso, senhorita Rizzoli? Digo, abuso não, falta de educação mesmo.

-- Desculpe, senhorita, mas é que foi uma pergunta muito óbvia. Mas essa pequena discussã não consta no processo de seleção, não é mesmo?

-- Não. Então, o que acha da revista? O que pensa sobre a revista? — esqueci de mencionar a vocês que o meu cabelo não estava solto, mas estava em um coque, frouxo, esses que estão “na moda” mas não é por isso que eu estava usando assim, é que estava muito calor mesmo e eu não aguento ficar com o meu cabelo solto nesse calor. Ela estava me analisando.

-- Acho que folheei a revista umas duas vezes. Minha mãe gosta dessas coisas.

-- Então você só veio aqui, nessa vaga concorrida só porque sua mãe gosta “dessas coisas”? Poupe-me senhoria Rizzoli. A senhorita devia ter o mínimo de respeito às artes, porque moda é uma arte. Você sabia que quanto mais cultura se tem, mas culto será. Mas acho que essa “coisa” não faz parte da sua vida. Permita-me, Rizzoli, como é o nome de sua mãe? Não me soa estranho.

-- Ângela Rizzoli.

-- Sua mãe é a dona da rede de restaurante italiano? Ela é sua mãe? Sério que você é filha dela?

-- Não entendi essa pergunta, senhorita. Sim, sou filha dela sim. Por que? Não parece?

Quem aquela loira metida a besta estava querendo dizer que? Que eu não parecia filha da minha mãe? Mas ora essa, que mulherzinha mais hem. Ela estava olhando pra mim, obviamente queria rir. Eu estava séria. Minha sobrancelha estava erguida. Ela simplesmente sorriu e disse calmamente:

-- Nem um pouco.

-- Bom, mas quem tá aqui querendo essa vaga sou eu. Não minha mãe.

-- Eu poderia muito bem te descartar das minha opções para esse cargo.

-- Você quem sabe, senhorita. — mulher chata, certinha demais,

-- Você é bem mal educada. E sua mãe tão diferente de você...

-- Ótimo. Quer que eu a chame para vir fazer uma entrevista com você? E aí, a vaga é minha ou eu vou ter que ficar ouvindo o quanto eu não pareço com a minha mãe?



-- Como pensa que a vaga é sua?

-- Por que não seria?

Silêncio.

Nos encaramos por alguns segundos, e nesses segundos pude ver, rapidamente o quanto ela era linda mesmo, não era por causa dos holofotes, das edições, a mulher era linda mesmo. Nem sua maquiagem era tão, como posso dizer, parecia que ela nem usava maquiagem. Seu telefone tocou, interrompendo o contato visual.

-- Sim? Nossa, havia me esquecido. Estarei indo, obrigada por avisar-me. — olhou para mim – Senhorita Rizzoli, queria muito ficar discutindo sobre sua vaga nessa empresa, mas as dez horas eu irei abrir um desfile, então, pedirei ao departamento pessoal para entrar em contato com você.

Sorri. Sabia que a vaga era minha. Mesmo que eu não quisesse. Levantei-me junto com ela. E para não perder meu “abuso” eu disse:

-- Se quer saber, eu sei fazer uma espaguete de tirar o folego.- ela parou, virou -se para mim e sorriu.

-- Um dia, quem sabe, eu acredite em você.

-- Um dia eu te convido, Só precisa trazer a cerveja. — ela abriu a porta, olhou para mim e de um jeito muito mas Maura, disse:

-- Eu só tomo vinho. — e saiu me deixando em pé na sala dela. Eu estava sentido que ali começaria uma pequena guerra de provocações entre ela e eu.

Claro que ela beberia vinho né? Mas eu não, então se ela quiser, um dia, provar do meu espaguete, ela trará a cerveja. Sai da sala, cumprimentei a secretária com um tchauzinho, e fui para a minha casa.

Notas finais
e ai??? o que acharam? mereço comentarios? plz plz