Notas iniciais
oieee, espero q estejam gostando, e peço que comentem p saber se continuo ou nao. boa leitura, gente

Eu saí do prédio de onde situava a revista. Não era apenas alguns andares não, o prédio todo era da Império da Moda. No hall de entrada ficava a recepção. Ampla, bem iluminada. Aconchegante. Todos, que eu vi, trajavam roupas chiques. Eu era a única de tênis, calça jeans e blusa. E eu estava me sentindo confortável sim, oras. Senti meu celular vibrando no bolso. Era minha mãe querendo saber como eu tinha me saído, não respondi, eu iria passar no escritório dela, de qualquer jeito.

Nova York é um lugar as pessoas vivem a mil por hora. O transito aqui é horrível, as pessoas vivem correndo. Eu sinto saudade de Boston... Lá era menos turbulento que aqui. Essas megalópoles me dá preguiça e me deixa mal humorada.

Passei no restaurante da ma, comi e conversamos, coisa rápida, ela teria reunião com os fornecedores. Então fui para o meu apê, liguei a tv e peguei minha cerveja geladinha. Como alguém não toma cerveja? Ai eu lembrei: Maura Isles não toma cerveja. Sorri. Ela não era aquelas modelos burras que a gente conhece por aí. A mulher tinha classe e era culta mesmo. Acho que eu vou ter começar a largar meus tênis e usar essas sandálias chatas que doem meus pés.

Fique divagando entre um pensamento e outro, e acabei pegando no sono, acordei no susto já era madrugada. Apenas me levantei e segui pra minha cama, e dormi mais um pouco ainda. Acordei com o meu telefone celular tocando. Sorte a minha que minha voz é grave e rouca, eu não sabia quem era que estava me ligando a essa hora da madrugada, não era numero restrito, mas também não estava nos meus contatos.

–- Alô?!

–- Jane Rizzoli?

–- Sim, quem é?

–- Sou Mirna, do departamento pessoal da revista Império da Moda. A senhorita Isles pediu para entrar em contato.

–- Sim...

–- Você precisa vir às dez da manhã e trazer os seguintes documentos que vai ser encaminhado no seu e-mail em instantes.

–- Sim. Mais alguma coisa?

–- Não. Tenha um bom dia e boa sorte. Pode entregar os documentos para a secretária do sexto andar. Até mais.

E desligou. Olhei no relógio e era 07h45, eu podia dormir até as 08h30 mas meu sono já tinha ido para bem longe, o jeito foi levantar-me e ir tirando a roupa no meio do caminho até o banheiro para tomar aquele banho e ficar mais esperta. Sai do banho e abri o guarda roupa. O que eu iria vestir? Havia muitas calças, poucos vestidos e raras saias. Eu sabia me vestir bem, o problema era a preguiça, a calça era o básico pra tudo. Eu tinha os vestidos porque às vezes ia a algumas festas com minha mãe. Só por isso, ouvi meu telefone tocando, e novamente número desconhecido.

–- Alô?!

–- Espero que não se atrase, senhorita Rizzoli.

–- Bom dia pra você também, senhorita Isles. Não irei.

–- Você começa hoje. Então, nada de tênis e calças jeans rasgadas.

–- Minha roupa não interfere no meu desempenho profissional.

–- Já que não interfere, espero que esteja a altura ou acima da altura de alguma outra pessoa que trabalha aqui. — essa mulher tá pesando que é quem?

–- Garanto que não irá se arrepender.

–- Sem atrasos. Até,

Mas que mulher chata. “não se atrase, venha com roupa mimimi” eu vou pelada. Coloquei um short e uma camisa larga, depois eu via o que eu ia fazer com a roupa de trabalho. Fui preparar um café para mim, e comer algumas torradas. Depois eu me arrumaria. Liguei a TV e comecei a assistir o desenho que estava passando enquanto comia. Lavei a louça e quando olhei para o relógio já ia dar nove horas. Hora de se arrumar. Pensei. Voltei para o quarto e meu dilema veio junto: qual roupa usar? Vi um vestido que estava no canto, pendurado. Ele era nude, não chamava a atenção e não me lembro de ter usado em alguma ocasião, e então, de repente, ele era perfeito para aquela. Vestido de uma cor clara, mas antes chequei o dia para ver como estava e estava apto para aquele vestido. O coloquei, agora o sapato.... calcei um que havia comprado semana passada e não havia usado ainda um sapato de salto alto preto, meu cabelo já estava seco, o soltei senti as cascatas onduladas caindo, do jeito que eu gosto. Dei uma mexida simples de cabeça, olhei no espelho e o resultado me agradou e muito. Peguei meu óculos escuro, junto com a pasta de documentos, minha bolsa e saí. Já que era pra superar aquelas mulheres, então, iria superar. O dia estava ensolarado, não muito quente, estava climatizado de jeito que nós não suássemos como porcos nas ruas.

Fiz o caminho de casa até a empresa em dez minutos, o transito não estava ruim. Deixei o carro na frente da empresa e o motorista o levou para a garagem. Entrei no hall e senti olhares sobre mim. Acho que pude ler os pensamentos deles “não era aquela da calça rasgada?” ri com esse pensamento e me encaminhei ao balcão de informação. A mulher olhou para mim e sorriu.

–- Bom dia. Começo hoje aqui, tenho que deixar esses documentos no sexto andar e me encontrar com a senhoria Isles.

A mulher sorriu, falou algumas coisas ao telefone e em seguida se dirigiu a mim

–- Estão te esperando no sexto andar, e a senhorita Isles está lhe esperand no ultimo andar.

–- Obrigada.

Eu ainda sentia o olhar de todos sobre mim, e o barulho dos saltos não estavam ajudando muito. Parei no sexto andar e entreguei os documentos, logo parti para a sala da presidência. Eu não tnha vindo nessa sala ontem, eu tinha ido a uma sala andares mais baixo. Fui até lá e fiquei boquiaberta. Falei com a secretária e ela me anunciou, dessa vez a mulher veio pessoalmente me chamar para entrar, e acho que eu levei a sério a brincadeira no telefone, porque ela me olhou de cima a baixo, e o sorriso que ela me deu, não sei porque senti meu coração bater um pouco mais rápido, mas o sorriso que ela me deu me tirou até o fôlego. E ai eu previ que o dia ia ser longo.

–- Entre, Jane.

Entramos,

–- Acabou as formalidades de senhorita rizzoli?

–- Acho isso uma besteira, não ligo que me chamem de senhorita mas eu sou jovem demais.

Nos sentamos,

–- Mas é uma formalidade de respeito.

–- Se importa em te chamar apenas de Jane? — balancei a cabeça dizendo que não, ela sorriu de novo – Então não me importo de que me chame apenas de Maura.

Maura usava um perfume muito gostoso, e eu já estava me sentindo embriagada com aquele cheiro. Na medida. Não era enjoativo, e não passava despercebido por ninguém. Eu iria trabalhar diretamente com ela. Iriamos fazer a pauta da coluna juntas, determinar os temas e tudo, mas eu que iria escrever, a ideia de elaboração do texto seria minha.

–- Venha. Quero mostrar sua sala.

Saímos de sua sala e entramos em uma em frente a dela. Da minha sala eu podia vê-la e vice-versa. Tinha uma janela de vidro enorme. Ar condicionado. Uma mesa que eu nem precisei passar a ponta do dedo para saber que era madeira rústica pura. Cadeira confortável, notebook apple, duas cadeiras à frente da mesa. E era grande, eu gostei, de verdade.

–- Essa será sua sala. A lista de ramais já está ai para você, de todos os setores da empresa. Como conversamos, você já tem um trabalho para fazer hoje e é para amanhã para a revista especial da edição moda inverno/outono.

–- Para amanhã já? Que horas? E esses papeis?

–- Analisa as fotos, você irá fazer uma coluna, fale sobre o que achar melhor. Você tem bom gosto mesmo com calças rasgadas.

Olhei para ela de cima a baixo. Vestido acima dos joelhos, saltos altos. Elegante. Linda. Aproximei-me dela, e falei apenas para que ela ouvisse:

–- Meu bom gosto não é apenas para roupas, Maur. Agora se me der licença, tenho muito trabalho a fazer.

Sorri sabendo que tinha causado alguma coisa nela, porque seu colo havia ficado vermelho. Sentei-me na cadeira que me era proposta. Ela aproximou lentamente, apoiou as mãos sobre minha mesa, inclinou o corpo para frente e pude ver o seu decote. Não estava exagerado, mas via-se o colo perfeitamente. Engoli em seco, olhei para ela e encarei o olhar.

–- Duvido. — ela piscou, mandou um beijo e saiu rebolando em direção à sala dela.

Caralho, eu estava literalmente ferrada né, gente?

Notas finais
jane eh ousada e chama a maura pelo apelido haha