Meu Tudo
10 Capítulo 9
Notas iniciais

P.O.V Clara
Eu acordei com meu celular tocando. Eu não sabia que horas era, mas tentei com todas as minhas forças ignorar. É conseguir, quando joguei o travesseiro por cima da cabeça. Porém oque era pra ser ignorado, continuou incomodando. O telefone devia saber que eu queria dormi, pois tocou mais alto. Muito mais alto.
Ah droga, eu esqueci o alarme.
Procurei ainda com a cabeça em baixo do travesseiro o meu celular que estava em cima da mesa de cabeceira. Nem bem olhei no visor para ver quem era, devia se alguém muito chato pra ligar ao uma hora dessas da manhã.
—Alo? —Passei a mão pelo meu cabelo bagunçado.
—Bom dia, florzinha do dia. —Priscila falou do outro lado.
—Puta que pariu Priscila. —Falei olhando a hora no relógio de cima da minha mesa, 7:30 da manhã. —Você sabe que horas são?
—Sei, é de manhã. —Irônica sempre. —Agora para de fazer a porra de corpo mole, quero conversa com você.
—Eu espero que a minha filha não esteja perto de você, pois se ela tiver ouvindo você fala palavrão vou da na sua cara. —Falei.
—Não, ela não está. Estou esperando você em meia hora aqui em casa.
—O combinado era de nos encontramos na praia. —levantei da cama. —Você sempre foi muito afobada para saber as coisas. Eu vou contar pra você sobre ontem, não se preocupe. —Abrir as cortinas.
—Clara, não é sobre você ter saído ontem. Quer dizer, é e não é. É sobre outra coisa, com a Julia. —Ela disse
—Com a Julia? —caminhei até a cozinha. —Você me deixa um pouco preocupada. Me conta logo Priscila. —fui até a geladeira beber um pouco de água.
—Eu vou conta, mais quando você chegar. Meia hora. —É ela desligou.
Fiquei um pouco preocupada se caso tivesse acontecido alguma coisa com Julia. Assim que desliguei fui tomar um banho.
Sair do banheiro enrolada na toalha verde de algodão com os cabelos em um coque, escovei os dentes. Fui até meu quarto e arrumei a cama. Troquei a toalha por uma roupa mais fresquinha com um biquíni. Arrumei uma bolsa com protetor solar, óculos, água em garrafinha é um pequeno lanche para Julia. Peguei um biquíni rosinha de bolinha pra Julia e também pus na bolsa.
[…]
O transito até o apartamento de Priscila é Thomas estava razoável para um domingo de manhã. Estacionei próximo ao edifício deles e desci. O porteiro me conhecia e me deixou entrar com um sorriso simpático. Subi pelo elevador até o andar de Thomas é toquei a campainha do apartamento de porta branca.
Priscila abriu a porta para mim, me abraçou e me deixou entrar.
—Cadê a Julia? —Logo procurei pela minha pequena. —Oque aconteceu com ela, foi grave? Ela passou a noite bem?
Priscila deu um sorriso de lado. —Ela está dormindo. Não aconteceu nada de grave, na verdade não foi nada grandioso. —Ela colou pó de café na cafeteira.
—Priscila você quer me mata? Que droga sua puta. —ri socando de leve o braço dela.
—Mas, aconteceu uma coisa que você tem que saber.
Fiquei calada esperando ela contar logo;
—O Diego converso com a Julia ontem. É ele fez perguntas pra ela. —Ela parou de falar é me analisou.
—Tá, é oque ele perguntou pra ela?
—Ele perguntou sobre o pai dela.
Sentir meu corpo esfriar rapidamente. A Julia deve ter falando alguma coisa, que droga! Primeiro a mãe dele agora isso.
—Ela respondeu oque? —Disse depois de um tempo curto para processar a informação.
—Nada a respeito. Eu não deixei, fiz questão de corta a conversa no momento certo. —Ela disse.
—Ainda bem. Que droga Priscila, por que você deixou ele sozinho com ela?
—Eu não deixei. —Se defendeu . —Ele chegou aqui, pediu pra espera o Thomas. Ela deve ter saído do quarto e vindo pra sala.
—Ele não poder saber de nada, nem desconfiar.
—Clara, um dia ele vai precisar saber.
—Será que todo mundo só sabe dizer isso pra mim? Eu não quero contar isso pra ele, ainda não. —Eu bufei
—Ok! Mais mesmo com todo o erro dele, um dia a Julia vai procura pelo pai, você não vai esconder isso à vida inteira deles.
— Pode ser, mas vou esconder enquanto eu puder.
—Teimosa. —ela continuou a fazer seu café.
Depois de uns quinze minutos, Thomas apareceu na sala com Julia no seu colo, minha pequena sorriu assim que me viu. Peguei ela no colo e fui lhe dar um banho , enquanto Thomas e Priscila ajeitavam a mesa para tomamos café.
Depois do banho, coloquei em Julia seu biquíni de bolinha e um vestido rosa claro soltinho. E comecei a pentear seus cabelos.
—Mamãe ontem eu vi, aquele moço bonito—Disse ela enquanto eu penteava seus cabelos.
Soltei um risinho frouxo.
—É meu amor?
—Sim, ele disse que eu sou uma moça muito bonita que eu pareço com você, mamãe. —Ela disse alheia
— Você agradeceu?
—Sim, é ele disse que vai me levar um dia para tomar o maior soverte de chocolate de todos, você vai junto né mamãe?
—É, meu amor que tal a mamãe te levar pra tomar sorvete? Você não precisa dele pra isso, eu levo. —Abaixei na sua altura.
—Não, mamãe ele disse que vai me levar pra tomar soverte, eu quero ir com ele.
—O tio Thomas vai levar você, eu prometo que vai se muito mais divertido. —Eu disse
—Eu gosto do tio bonito, mamãe.
É eu também meu amor. Mas ele não sabe valorizar então nunca vai saber disso, ele é um idiota, Clara.
—Vamos logo, tomar café para você conhecer a praia. — Mudei de assunto.
[…]
Depois de tomamos café, saímos de casa. Fomos para a praia do Leme, por ficar mais perto de onde o Thomas mora para não pegamos tanto trânsito nem nada é por ser uma praia mais calma.
Thomas e Priscila foram no carro dele enquanto eu é Julia fomos no meu. Hoje o dia estava ensolarado e perfeito para uma praia. Estacionei o carro ao lado do de Thomas, descemos e andamos com os pés descalços na areia de tom quase amarelado e macia.
Minha pequena estava se bem animada, não parava de sorrir. Chegamos até um pouco antes da água, uns dois metros talvez.
—Mamãe é tão gostoso pisar na areia. —Ela pulava em cima da areia, o que me fazia rir.
—Eu sei meu amor. —Estendi uma canga na areia. —Vem meu amor, deixa a mãe passar protetor solar, você pode ficar toda vermelhinha. —Retirei o protetor da bolsa e passei em todo o corpo da minha pequena que não parava quieta um segundo.
—Vou pra água, vem princesa. —Disse Thomas estendendo o braço pra ela vim no seu colo. —É vocês duas não vem, não? —Ele pegou ela no colo
—Não, depois amor. —Falou Priscila se passando protetor.
—Quero pegar sol. —Falei. Ele saiu correndo com Julia em seu colo para água. Eu ri.
—Tá rindo do que? —Priscila me olhou.
—De você. “Amor” Isso é nojento, tá, ele ainda é meu irmão. —Ela riu de mim
—Idiota. Namoramos desde o terceiro ano devia ter se acostumado. —Ela deu de ombros.
Eu continuei rindo é apenas olhando a vista. Eu gostava muito dessa praia quando era mais nova, vinha sempre de noite com os meus amigos. Oque me faz lembra; O Diego me pediu em namoro aqui, essa séria a nossa praia. Quando tudo estivesse difícil era vim aqui é nós estaríamos bem. Ele disse que me amava aqui nessas ondas.
Eu burra acreditei que nem uma pomba lesa. Erros é mais erros do passado.
—Ei, Clara. —Gritou Priscila ao meu lado.
—Que?
—Tá no mundo da lua, tá? —riu de mim.
—Sai, sua chata. Oque você quer?
—Saber de ontem. —Ela tinha animação demais na sua voz, muita euforia.
—Somo amigos Pri, só amigos. Acho que a Lottie ficou interessada é ele também. —Ela me olhou com cara de não entender nada. —Ela me viu no bar, veio me cumprimentar eles se conheceram. —Expliquei. —A noite foi incrível, menos a parte da Nathalia. —bufei.
—Nathalia? —Repetiu oque eu disse.
—A sim, essa cobra em corpo de piranha veio tirar “satisfações” comigo no banheiro. Ela estava bêbada, idiota. Pois a Julia no meio da coisa sem cabimento que ela estava falando, acabei dando um tapa na cara dela é falando um monte.
Priscila riu, mais riu alto. Todo mundo que passa-se por nós iria presta atenção na gente. —Você deu um tapa nela?
Acenei que sim com a cabeça.
—Adoro! —Ela riu alto. —Quero vídeos é fotos da próxima vez.
Eu ri. Priscila é bem desnecessária as vezes.
Thomas e Julia voltaram todos molhados e sentaram do nosso lado. Julia me abraçou molhada mesmo é me deu um beijo na bochecha.
—É ai meu amor oque achou? —Perguntei pra minha pequena
—Legal e divertido. Tio Thomas falou que depois a gente vai volta pra lá. —Ela disse contente.
—Que bom meu amor. —Beijei sua testa. —Quer comer alguma coisa?
—Não.
—Eu vou compra uma água ali no quiosque. —Me levantei passando a mão no short e pernas para tira a areia. —Querem alguma coisa?
—Água de coco. —Falou Priscila
—Ok, vou lá. Cuidem da minha pequena. —Deixei avisado
Voltei do quiosque depois de quase 18 minutos, não ficava tão longe mais uns seis, sete minutos de caminhada rápida.
—Toma a sua água de coco. —Dei para Priscila. Procurei Julia para da um pouco de água mais não a encontrei. —Cadê a Julia?
—Mamãe! —Gritou ela atrás de mim.
Virei é vi.
Minha pequena estava no colo de Diego, Segurando um sorvete de casquinha com a boca lambuzada por inteira. Ela sorria. Meu olhar ia dela para o Diego, eu não podia ta vendo coisas ou algo assim. Ele estava de camisa verde água, bermuda jeans e com óculos de sol.
Depois de um tempo digerindo aquela cena, que poderia se linda se não fosse completamente contra os meus conceitos. tomei um atitude;
—Julia! —A peguei no colo ignorando Diego. — Aonde você estava? Porque esta tomando sorvete?
—O tio bonito que me deu mamãe. —ela comia seu sorvete.
Olhei de relance para Diego, que analisava aquela cena.
—Daqui a pouco é hora do almoço, não pode comer sorvete antes. —Tentei raiar ela.
—Clara é só um soverte, deixa a menina. —Falou Diego.
Olhei com um olhar de poucos amigos para ele. —Ela precisa se alimentar nas horas certas, um sorvete não vai fazer ela comer daqui a pouco. Você não entende.
—Deixa ela comer, Clara. —Disse Thomas.
Olhei para ele com o mesmo olhar. A presença de Diego aqui me deixava nervosa, a cena que eu vi me deixava irritada.
Não, não me pergunte o motivo. Não sei explicar oque é.
—Talvez eu não entenda mesmo. —murmurou Diego ao meu lado sentado na areia.
Meu plano era; Se ele iria ficar aqui com a gente, vou ignorar ele.
—Amor, quero ir na água vamos? —Disse Priscila
—Vamos. —Ele se levantou. —Vem Julia.
Minha pequena me deu o sorvete que restava só a casquinha e saiu correndo com Thomas e Priscila para á água.
Diego começou a rir sozinho do meu lado enquanto eu comia a casquinha.
Tentei ignorar. Em vão.
— Tá rindo do que?
—De você, sempre preferiu a casquinha do sorvete. —Ele disse me olhando.
—Ah claro. —Levantei as sobrancelhas. —Você não devia ter comprado soverte pra ela antes do almoço. —O raiei
—Criança gosta de doce, o dia esta quente oque custa da pra ela.
—Mais eu não gosto, ela vai comer mal no almoço. —Falei
—Ok, tudo bem desculpa.
Observamos Julia brincar na margem com Priscila, ela ria. Seu riso era encantador.
—O sorriso dela me lembra o seu. —Ele disse.
— Obrigada. —Dei de ombros
Um silencio chato e pesado se instalo entre nós. Ignorei sua presença e observei Julia que brincava com Priscila e as pessoas passarem.
—Clara? —Olhei para ele. —Por quê você foi embora?
—Por quê? —ri frouxo. —Por que eu estava cansada daqui, cansada de ver você. Casada de tudo, eu estava magoada.
—Desculpa. —Ele disse baixo
—Não peça desculpa você me fez um bem. —Eu queria se grossa o mais grossa possível
—Um bem? —Ele perguntou confuso.
—Não precisar saber, não importa mais pra você. —Eu disse seca.
—Eu tentei falar com você. —Ele disse
—Pra quê? Pra me encher de mentiras? Não, dispenso. — Falei seca
—Eu acho que eu deveria me explicar, não sei. Eu só queria falar com você, ouvir você. —Ele disse
—Pois eu não queria escutar você. Você não tem noção do quanto eu sair magoada. —Eu o olhei. — Diego, você não estava nem ai pra mim. Não se faça de bom moço agora. —Eu levantei da canga é o deixei sozinho.
Ele me alcanço, e me puxou pelo braço.
—Eu pedi desculpa. —Me olhou nos olhos. Isso me arrepiou.
—Nunca foi o suficiente. —Corri até onde Julia estava.
Depois de umas meia hora, resolvemos ir almoça em algum quiosque o restaurante. O Diego foi embora, por que quando voltamos da água ele não estava lá.
Graças ao pai.
—Vamos almoçar? —Juntei minhas coisas do chão.
—Vamos. —Priscila concordou comigo
—Ué cadê o Diego? —Perguntou Thomas se secando.
—Não faço a menor ideia, deve ter ido embora. —Dei de ombros
—Ele foi embora sem se despedi de mim? —Julia disse tristinha. Senti o olhar de Priscila sobre mim.
—É meu amor, ele foi. — A sequei com a toalha.
—Poxa. —Disse ela com um dedo na boca.
—Princesa, não ponha o dedo na boca. —Tirei o seu dedo da boca. —Vamos comer alguma coisa, bem gostosa. —A peguei no colo.
—Tudo bem. —Ela colocou a cabeça entre o encaixe do meu pescoço e cabeça.
Thomas me olhou com um olhar de repreensão que só ele sabia fazer.
—Vocês dois, não comecem. —Falei pra eles e caminhei pro meu carro.
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