Meu Querido Sogro
12 Noite Maravilhosa
Notas iniciais
Depois da conversa que tive com dona Edna eu enchi a cara com todas as bebidas que via pela frente, talvez Stefan estivesse certo eu não sabia beber. Sorri a ter esse pensamento.
— Queria ser o motivo desse sorriso em seus lábios. – Me virei para ver o dono da voz, era o Max.
— Ah. – Sorri fraco e ele esticou a mão para mim o que me fez o olhar confusa.
— Dança comigo? – Perguntou e eu parei para ouvir a música que tocava, era uma música lenta, não podia deixá-lo no vácuo, prometeu ser meu amigo, então segurei sua mão e ele me puxou, coloquei uma mão em seu pescoço e a outra ele segurava. – Vou embora amanhã Lena. – Sorrio fraco.
— Porque? – Perguntei confusa, ele disse que ficaria até quarta.
— Eu te amo Elena, e não adianta eu ficar e negar isso a mim mesmo, ficar aqui e ver como você ta gostando daquele cara não me faz bem, eu prefiro ir embora, preciso organizar a minha cabeça e desistir de você. – Foi sincero e soltou um longo suspiro olhando para o mar.
— O quanto eu to gostando daquele cara... – Sorri fraco. – Eu nem sei mais, não agüento mais mentir para o Stefan e... E eu também não quero te machucar, não quero me machucar, só que talvez você seja uma chance deu sair de uma furada.
— Acha que estar com ele é uma furada? – Perguntou e eu abri um sorrio encarando o chão.
— Eu... Eu amo Ele Max. Só que... Ele é mais velho, sabe de cor e salteado o que uma garota na minha idade quer ouvir. – Fui sincera. – Tenho medo de que ele esteja me usando entende, e ainda tem o Stefan, a mentira está cada vez maior, e está me sufocando. – Revirei os olhos.
— Faz assim, eu vou embora, quando você chegar eu te procuro de novo. Você vai estar certa do que quer, e talvez você queira nós. – Comentou sorrindo e eu sorri junto.
— Tem certeza que quer fazer isso? — Perguntei olhando para o mar azul ao lado.
— Você é a única certeza que eu tenho agora Elena, se eu tiver que fazer isso pra ter certeza que você vai ficar comigo, então eu farei. — Me puxou para um abraço carinhoso e beijou o topo da minha cabeça.
— O que está acontecendo aqui? – Damon nos encarava furioso.
— É melhor eu ir Lena, amanhã você não vai me ver então... Tchau. – Se despediu me dando um beijo na testa e passando por Damon que o acompanhou se afastar com o olhar.
— Damon? – Chamei e ele me olhou.
— Você estava agarrada com aquele cara? Sério? – Perguntou incrédulo.
— Damon... – Tentei falar.
— Ele é feio, alto e gay, e o seu EX namorado Elena, EX! – Deu ênfase no “Ex” e isso me subiu a cabeça.
— Damon, para com esse ar de autoritário pra cima de mim, nós não estamos oficialmente juntos, não somos namorados, se eu quiser agarrar o papagaio da vizinha eu vou agarrar e você não pode me impedir. – Cruzei os braços.
— 1º O Papagaio da vizinha não beija tão bem quando eu. 2º Eu não estou sendo autoritário e 3º Você sabe por que não estamos juntos ainda. – Passou a mão pelos cabelos sorrindo, ele estava tão lindo... Se recomponha Elena!
— Damon, eu estou bêbada, e você também está, eu vou dar uma volta na praia, amanhã nós conversamos. – Ia passar por ele, mas ele puxou meu braço.
— Não vai andar bêbada a noite pela praia. – Falou como se fosse algo absurdo.
— Ah eu vou sim. – Puxei meu braço e ele se colocou na minha frente balançando o dedo negativamente.
— Han, Han. O mais longe que você vai hoje vai ser até seu quarto. – Sorrio irônicamente.
— Eu vou sim Damon! – Cruzei os braços.
— Não vai, não sozinha! – Continuou com aquele sorriso sacana no rosto.
— O que isso quer dizer exatamente? – Perguntei arqueando uma das sobrancelhas.
— Quer dizer que; Ou você vai comigo, ou você não vai. – Cruzou os braços e eu revirei os olhos.
— Então vamos Papai! – Gritei depois que ele abriu passagem pra mim poder passar.
— Isso continua, é o papai aqui que te fez revirar os olhos outro dia. – Resmungou.
— Cala boca Damon! – Gritei passando pela porta e ele logo se colocou ao meu lado pegando a minha mão. – Damon... Sussurrei e ele me olhou.
— Elena, nós somos um casal como qualquer outro, não é como se você fosse minha amante. – Sorrio torto e eu o acompanhei, andamos o suficiente e sentamos na areia, eu sentei entre suas pernas e ele me deu um selinho, que logo se aprofundo em algo mais exigente.
— Eu não quero voltar. – Pedi acariciando seu rosto com o polegar.
— Não precisamos voltar. – Sorrio e eu suspirei me virando pra ele por completo.
— Sua mãe sabe. – Declarei e ele sorrio.
— Minha mãe sabe de tudo.
— É ela sabe, Emily e Stefan e toda a sua família não. Damon... Se ficarmos vamos ter problemas com explicações amanhã, mas eu... não quero ficar. – Olhei pra baixo e ele colocou seus dedos em meu queixo levantando meu rosto.
— Ei... Vamos ter que enfrentá-los algum dia... – Sorrio me dando um selinho. – E pra ser sincero quanto antes melhor, assim eu posso usufruir de você livremente. – Sorrio me empurrando na areia e me atacando com cosquinhas.
— Para... Damon... Para... – Pedi entre gargalhadas até ele parar e continuar me encarando. – Se você ta pronto para enfrentá-los... Eu também estou! – Sorri. – Mais antes... – Levantei o tronco o empurrando e subindo em cima dele e o beijando, a noite talvez tenha sido longa e com certeza a melhor da minha vida! Eu estava com o homem que eu amava, mas eu sabia, na verdade sempre soube que depois da rosa vem os espinhos... Teria que enfrentar Stefan, Emily e todos os outros, não conhecia muito eles, não sabia o que esperar deles, mas sabia que teria que agradecer a Edna, ela mudou a minha vida, tanto por ter colocado o homem que eu amo no mundo, quanto pelos seus conselhos, que me ajudaram a tomar forças e enfrentar isso tudo de frente.
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