Notas iniciais
Hey... Tudo bem? Espero que sim, enfim, Boa Leitura!

— Será que eles morreram de frio? – Ouvi uma voz perguntando, mas permaneci quieta ignorando a voz, o sono era mais alto.

— Não seu cabeçudo, nem fez frio. – Agora era uma menina, senti os braços de Damon me apertarem mais, logo começaram a me cutucar e eu abri os olhos de vagar tentando me acostumar com a claridade.

— Fica mais um pouco. – Pediu Damon e eu sorri conseguindo ver olhos castanhos claros me encarando assustados e curiosos.

— Ai meu Deus! – Gritei me erguendo e me empurrando para trás arrastando areia comigo.

— Ela esta viva! – A menina ruiva comemorou.

— Eu estou vendo... Será que ela matou ele? – Cochichou o menino o que vez Elena olhar para Damon que esfregava os olhos com as costas da mão tentando não enfiar areia nos olhos, uma tarefa quase impossível que me fez rir e engatinhar até ele, bati uma mão na outra tirando o excesso de areia e a ruivinha cutucou meu ombro, assim que virei pra ela me ofereceu a garrafa de água, sorri e estiquei as mãos onde ela jogou água tirando o restante da areia assim ajudei Damon a limpar seus olhos.

— Obrigado Princesa. – Agradeci sorrindo a menina.

— Eu que devo agradecer, quase fiquei cego. – Damon me empurrou com o ombro de leve e eu devolvi sorrindo.

— Eles parecem com a gente... – O ruivo comentou e eu e Damon o encarou.

— Qual é seu nome mocinho? – Perguntei me levantando encarando os gêmeos a minha frente, branquinhos com sardas e ruivos dos olhos castanhos, lindos!

— Meu nome é Henrique e ela é a Helena. – Apresentou Henrique. – Por que vocês estavam dormindo na praia? Minha mãe diz que é perigoso, você não tem medo? A família de vocês não querem vocês em casa? E por que...

— Cala boca Rique! – A menina revirou os olhos e cruzou os braços.

— Meu nome também é Elena e esse é Damon. – Sorri amigável. – É que hoje é um dia importante, nós estamos a caça de um tesouro! Deitamos aqui para cochilar, temos que continuar a caçada ainda hoje! – Inventei de última hora e sentia Damon me encarando, olhei para ele rapidamente e via um brilho diferente em seus olhos. – E não, não temos medo! Somos o Casal nota Mil, e o casal nota mil não teme a nada!

— Uau! – disseram em coro. – Qual é o tesouro? – Perguntou a menina interessada.

— Amor. – Sorri tímida.

— Já ouvi falar, minha mãe diz que o amor é a melhor coisa do mundo. – Sorrio a menina sonhadora.

— Pra mim isso é besteira de mulher, aposto que ele está sendo obrigado a segui-la. – O menino retrucou cruzando os braços.

— A rapaz, um dia você crescerá e verá quanto poder as mulheres exercem sobre nós. – Damon sorrio torto e me encarou por um segundo.

— Crianças! – Uma mulher de entorno 25 anos ruiva chamava desesperada os dois. – Deixem eles em paz, venha até aqui! – Ela pediu se aproximando e as crianças não se moveram. – Oh, me desculpem. Eles disseram que iam comprar sorvete e...

— Tudo bem, gostei de conhecê-los. – Sorri. – Eu sou Elena e esse é Damon. – Nos apresentei e ela sorrio e colocou a mão no coração.

— Giselle, Giselle Vozzar. – Nos cumprimentou. – A mãe desses pestinhas. – balançou o cabelo de ambos os fazendo reclamar.

— Giselle, sabe que horas são? – Perguntei me lembrando de toda a bomba que nos esperava em casa.

— Oh, sim! – Anunciou olhando no pulso onde se encontrava um relógio prateado. – 13:23 – informou e eu me levantei puxando Damon.

— Muito obrigado, Tchau meninos, Tchau Giselle. – Me despedi e ele fez o mesmo me acompanhando.

[...]

— Damon Espera... – Pedi puxando seu pulso impedindo-o de passar pelo portão.

— Que foi? – Perguntou preocupado, eu estava nervosa, meu coração estava descompassado e malditas borboletas invadiram meu estômago.

— Tem certeza disso? – Perguntei nervosa e ele colocou as mãos sobre meu rosto.

— Eu sei que você está com medo. Eu também estou, Lena Eu Te Amo ok? Vamos superar isso juntos. – Beijou minha testa e eu assenti ainda nervosa entrando com ele, logo chegamos a porta de entrada e senti que a qualquer momento meu coração ia pular do peito, assim que abrimos a porta ouvi risadas.

— Volta aqui Caroline! – Era Stefan em um tom brincalhão.

— Vem pegar. – Era Caroline que ria descontrolada, assim que entramos na sala vi ela nos últimos degraus da escadas vindo na minha direção desesperada se escondendo atrás de mim, não Caroline, atrás de mim não!

— Caroline eu juro que... – Antes que Stefan estava no último degrau vindo atrás de sua namorada somente com a toalha enrolada sobre a cintura, mas assim que ele nos viu lado a lado seu sorriso sumiu e ele se aproximou de vagar. – Pensei que você estivesse ido atrás da Bia. – Stefan disse com uma expressão confusa e Caroline saiu de trás de mim se recompondo e indo para o lado de Stefan com uma cueca Box preta na mão, ta entendi o motivo da correria pela casa.

— Na verdade Stefan... Estava com a Lena. – Assumiu e a expressão de Stefan se tornou ainda mais confusa.

— Com a... Lena? – Perguntou pausadamente.

— Stefan, eu... eu... – Tentava achar palavras certas quando Damon puxou minha mão a apertando com força e assentindo, me passando força, fechei os olhos e puxei ar para os meus pulmões. – Eu amo o Damon, Stefan. – Disse de uma vez esperando sua reação, ele me olhava incrédulo e confuso.

— Tudo bem. – Anunciou e sorrio irônico. – Vamos ver se eu entendi. Você, a menina de 19 anos que eu passei anos chamando de melhor amiga está saindo com meu pai, um cara 16 anos mais velho que você que por acaso é meu pai, o homem que perdeu a mulher e jurou amor eterno em seu túmulo. É isso que estou ouvindo? – Stefan indagou ainda irônico agora com os olhos marejados.

— Steff... – Tentei falar.

— Não me chama assim Elena! Você é... – Colocou as mãos na cabeça olhando pra cima provavelmente tentando conter as lágrimas. – Você é uma vadia Elena. – Sussurrou com um sorriso irônico no rosto, e aquilo rasgou meu peito, era meu melhor amigo me chamando de vadia.

— Não fala assim com ela Stefan! – Damon chamou sua atenção o que o fez o olhar irritado.

— Por quê? Por que você é meu pai, por isso? – Gritou. – Então passe agir como tal! Você tem 35 anos pai, sai com meninas com a metade da sua idade o tempo todo, mulheres insuportáveis, e agora, está com a minha melhor amiga pai, ou a minha ex melhor amiga? – Me encarou por um segundo, me cortou o coração vê-lo de tal força, chateado. Queria abraçá-lo e confortá-lo, mas eu era o motivo de sua frustração, não tinha o que fazer.

— O que está acontecendo aqui? – Edna entrou no meio da briga e me olhou. – Oh menina... – Me puxou e me abraçou.

— Ah Vovó, não seque as lágrimas de crocodilo dessa... Dessa...

— Enrole a língua para falar dela Stefan! – Gritou Edna indo em direção ao mesmo. – Você ama essa garota? – Perguntou apontando para Caroline.

— Você não sabe o que...

— Ama Stefan? – Refez a pergunta obviamente irritada, e ele assentiu mudo.

— Amo. – Completou.

— Ótimo. Você escolheu isso? – Perguntou e Stefan rio irônico sabendo onde ela queria chegar. – Escolheu? – Reforçou a pergunta e ele negou. – Ela também não escolheu amar seu pai, e ele também não escolheu amá-la. Qual foi a última vez que o viu feliz de tal forma Stefan? E a sua amiga, não a conheço direito, mas tem bom coração. Sua avó não erra Steff. Coloque uma roupa e pense sobre isso, quando estive com a cabeça fria voltaremos a conversar novamente. – Ordenou e Stefan cabisbaixo subiu as escadas.

— Você está bem? – Perguntou Caroline secando minhas lágrimas e eu assenti.

— Não vou te entregar Caroline, fiquei tranqüila, agora vá, ele precisa de você. – Sorri ainda chorando e ela assentiu subindo atrás de Stefan. – Obrigado Edna. – Agradeci.

— Sei que estou certa. – Piscou pra mim e foi até Damon, não prestei muita atenção no que eles conversavam e meus pensamentos só foram interrompidos quando a voz de Emily ecoou pelo meus ouvidos.

— Elena? Pai? – Perguntou descendo as escadas e nos olhando. – Por que Stefan está chorando que nem uma menina? – Sorri com seu comentário, ótimo agora, vamos contar a ela...

— Emily, vem cá. – Chamou Damon e ela se aproximou curiosa e confusa.

— Está tudo bem? – Perguntou ao se aproximar e ver minhas lágrimas no rosto, sequei rapidamente com as mãos e sorri assentindo.

— Bom... Eu e o Damon, temos algo pra te contar... – Sorri fraco e um sorrio brincou em seus lábios.

— Você vai me dar um irmãozinho? – Perguntou sorrindo alegre e eu dei um pulo para trás.

— O que? Não! – Praticamente gritei.

— Estamos juntos Emily, estamos saindo. – Damon anunciou e Emily começou pular sobre a sala.

— Lena... posso te chamar de mãe? Minha mãe é um saco! – Revirou os olhos.

— Emily... – Damon chamou sua atenção e eu sorri.

— O que vão achar quando ouvirem você me chamar de mãe nas ruas Emily? Você tem 15 e eu 19. – Ri e ela gargalhou.

— Talvez você esteja certa. – Deu de ombros.

— Como vai a família Feliz? – Stefan descia as escadas sorrindo irônico com uma bolsa vermelha sobre as mãos, uma bolsa que eu conhecia muito bem.

— Stefan, para, Stefan! – Gritava Caroline vermelha de tanto chorar o que me fez automaticamente correr até onde eles estavam.

— O que você está fazendo? Stefan... – Sussurrei e ele jogou a bolsa ao meu lado.

— Vai Embora Elena, eu quero você longe de mim, do meu pai, da minha vida e da minha avó entendeu. – Gritou abrindo os braços.

— Steff... – Sussurrei pegando a bolsa do chão, senti meu braço ser puxado.

— Stefan! – Caroline gritava e ele me arrastava pela sala.

— Vai.Embora.sua.vadia. – Falou pausadamente me partindo ao meio, não por fora... sim por dentro.

— Para Stefan! – Damon Segurei seu outro braço e ele o encarou raivoso.

— Então vá junto, procure o pote de ouro no final do arco íris papai. – Sorrio irônico encarando Damon, o ódio estava presente em seu olhar.

— Stefan, você está me machucando. – Avisei tentando me soltar.

— Cala a merda da sua boca Elena! – Stefan gritou e eu chorava mais que antes.

— Stefan, solta ela! – Damon gritou e Stefan soltou e levantou os braços em rendição.

— Ta ai a sua protegida. – Se virou, ok não tinha mais clima para mim ficar ali, eu precisava ir embora.

— Eu vou embora. – Anunciei e Stefan se virou novamente para mim.

— Vai se fazer de vítima agora? – Perguntou irônico.

— Não Stefan. É isso que quer não é? Então eu vou embora. – Sequei algumas lágrimas, e fui em direção a porta, o silêncio estava presente agora, assim que sai pela porta ouvi alguém me chamar.

— Elena! – Me virei para olhá-lo, talvez pela última vez, quem sabe? Ele se aproximou de mim e puxou a bolsa de minha mão. – Prometi que enfrentaríamos isso juntos. Eu vou com você. – Sorrio.

Notas finais
Eai gente, essa era a reação que vocês esperavam? Emily adorou, já Stefan... Os parentes do Damon não estavam em casa, e vocês repararam nisso? No próximo capítulo eu explico isso tudo. Bjinhos :3