Meu Querido Sogro
17 Heroína traída
Notas iniciais
— O que aconteceu droga?! Ninguém fala nada nesse inferno! – Damon gritou socando a parede branca. Vi seus olhos cheio de água e puxei seu braço de vagar.
— Se acalma Damon... – Pedi em um sussurro de preocupação, não sabia se acolhia ele ou Caroline, que estava em prantos sentada, senti meus olhos arderem ao pensar em Stefan em uma cama de hospital, suspirei pesadamente e olhei pro teto me sentando ao lado de Caroline. – Ele vai ficar bem... – Confirmei puxando a mão de Caroline que me olhou com a cara vermelha de tanto chorar e me abraçou desabando em meus braços.
— Senhor Salvatore? – Chamou uma ruiva o que vez todos saltarem e irem em sua direção com uma certa esperança. – Bom... – Ela falou gaguejando ao encontrar o moreno alto em sua frente, sorri torto, ela com certeza não esperava um pai bonitão, ela corou levemente e se recompôs. – Seu filho bateu com o carro em um poste, não sabemos ao certo o que aconteceu, não foi nada grave, ele já está acordado e pode receber visitas. – Explicou se concentrando na prancheta em suas mãos e eu sorri irônica, ele causava esses encantos em todas ao seu redor ou era impressão minha? Só acordei dos meus pensamentos quando Damon enrolou seus braços ao meu redor e meu puxou em direção ao corredor.
...
— Ele quer falar com você. – Damon falou sério e calmo saindo da sala, suspirou aliviado e sorrio consigo mesmo balançando a cabeça.
— Eu não posso... Eu... – Falei gaguejando e Caroline saiu logo atrás de Damon sorrindo feliz.
— Vai lá Lena. – Falou secando algumas lágrimas teimosas e eu suspirei entrando na porta, Stefan mantinha um sorriso nos lábios, estava deitado e me encarava.
— Olha só a minha heroína. – Falou sorrindo e eu juntei as sobrancelhas me aproximando de vagar. – Obrigado Lena... – Falou e eu ainda me sentia confusa.
— Do que você está falando? – Perguntei praticamente em um sussurro parando ao seu lado.
— Bom... Quando eu bati não perdi minha consciência de imediato... Não conseguia me mexer muito bem, mas peguei meu celular que havia caído por pura coincidência perto de minha mão... E bom, eu não conseguir discar nada além do 1... Mas graças a sua insistência a colocar o número 1 como discagem rápida pra polícia. Bom... – Sorrio e eu o acompanhei, sentia um traço de felicidade percorrer seu rosto. – Acho que te devo desculpas... Sinto muito Lena, eu
— Você nada, esquece isso ok? Vamos levar como aprendizado, mas se me chamar de vagabunda de novo eu do na sua cara ok? – Falei séria e ele sorrio.
— Essa é minha Lena. – Falou sorrindo feliz e me puxando para um abraço. – Percebi que não vivo sem você... – Concluiu em um sussurro.
— Eu percebi isso a tempos... – Afirmei já sentindo as lágrimas percorrem meu rosto. – Te amo Tef... – Falei sinceramente e eu senti um sorriso brotar em seus lábios.
— Eu também te amo Lena... Mas você ta machucando meu braço machucado. – Falou em um resmungo e eu levante de cima assustada.
— Desculpa, desculpa! – Pedi desesperada e ele ria.
— Tudo bem. – Falou simplesmente, sorri e dei um beijo em sua testa saindo do quarto, mas preferia ter ficado lá dentro.
— Damon? — Perguntei sentindo minha visão embaçar, ele saiu dos braços da ruiva e veio em minha direção.
— Lena, eu... – Puxou meu braço e eu dei um tapa em seu rosto, deixando um silêncio pairar no local.
— Seu filho está em uma cama de hospital, e você se pegando com a enfermeira dele, e ele esta nessa cama de hospital por que você ficou com a melhor amiga dele. – Falei sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. – Você é um idiota. – Falei me virando e senti sua mão puxar meu braço. – Não me toca! – Exige puxando meu braço. – Nunca mais. – Gritei.
— Pra que tanto escândalo Elena? Foi só um selinho e... – Tentou justificar e eu sorri sarcasticamente.
— Você não tem vergonha não é? No meio do corredor? – Olhei para a menina que encarava tudo assustada. – Você vai perder seu emprego querida, pode ter certeza. – Falei severamente. – E você... Eu não acredito que mentiu pra mim. – Falei secando meu rosto e meus olhos.
— Eu não menti pra você! – Respondeu e eu dei outro tapa em seu rosto deixando mais vermelho do que estava antes.
— Você disse que me amava! Quem ama não trai nem mesmo com a porcaria de um selinho. – Falei me virando e vendo a Caroline vindo em nossa direção com um sorriso no rosto.
— Trouxe uma batata pra gente dividir o que você ach... Ta tudo bem? – Perguntou quando eu me aproximei dela.
— Eu vou pra casa. – Avisei passando por ela e descendo as escadas, fui de a pé pra casa, não estava me importando com nenhum estuprador nojento ou assaltos ou sei lá, nada, só queria chegar em casa, subir pro meu quarto e desmaiar.
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