Meu Querido Sogro

18 Eu perdoo !?


Notas iniciais
Gente, desculpa a demora :/ Cara, esse negócio de festa de 15 anos é de enlouquecer :c

Eu não conseguia raciocinar, por que eu havia sido tão burra? Era de se esperar que um cara daquela idade não fosse querer nada sério com uma garota de 18, ou melhor, uma mulher, sim uma mulher... Uma mulher que se iludiu fácil de mais com os olhos azuis, ele não podia ter deixado isso claro quando decidimos ter algo? Ele precisava mentir? Dizer que me amava? E eu o acompanhei... Comecei o amar de verdade... Isso é tão ridículo – Sorri sozinha passando as mãos pelo rosto relembrando da cena que eu havia visto na semana anterior.

Não conseguia entender, sim, eu conseguia sim, o que eu não conseguia era aceitar, aceitar que o cara com o qual me dava todo o seu apoio segundos atrás era um idiota e estava com aquela ruiva nos braços, eu o olhava com um misto de raiva, decepção e nojo, nojo de ter se quer pensado nos lábios daquele cara que foi tão ridículo a ponto de beijar outra garota no mesmo corredor em que seu filho estava hospedado... Em um hospital. As lembranças daqueles momentos conseguiam ser clara como água em meus pensamentos, mesmo depois de uma imensa semana.

Suspirei pesadamente me levantando de vagar da cama, minha mãe não estava em casa, na verdade não tinha ninguém em casa, desde que voltei, a uma semana atrás, a casa já estava vazia, entrei com a chave reserva que minha mãe sempre esconde, estava curiosa pra saber onde ela se encontrava, mas no momento, eu não conseguia desviar os pensamentos dele... Sim dele. Nunca me senti tão idiota como estou me sentindo agora, era como se fosse óbvio o que ela faria, era como se eu tivesse fechado os olhos pra isso e tentado assim mesmo, tentado sozinha, mas tentado. Despejei um pouco de leite no copo e olhei o relógio na parede, suspirei, 1:57 a.m até quando eu viveria com essa insônia? A campainha tocou e eu encarei a porta perante a escuridão e engoli a seco, será que havia acontecido algo com o Stefan? Ou com meus pais? Senti minha garganta fechar ao ter esse pensamento, abrir a porta de vagar e me arrependi encarando o moreno alto a minha frente. Revirei os olhos e ia fechar a porta de novo quando ele a segurou e me empurrou pra dentro fechando a porta atrás de si.

— O que você quer Damon? Vai embora, meus pais podem te ouvir, ta maluco? – Menti tentando o tirar da minha casa, senti meus olhos marejarem, respirei fundo e olhei para baixo tentando tirar suas mãos de meu pulso.

— Tudo bem então! Deixa eles virem, preso eu não vou, você é maior de idade. – Respondeu. – Olha pra mim Elena! – Pediu e eu permaneci olhando para o chão. – Me desculpe tudo bem? Eu não te amo, é verdade! Não tenho um sentimento tão forte assim por você a ponto de chamar de amor... – Falou em um tom ríspido, senti meu coração apertar constantemente como se a qualquer momento fosse explodir, fechei os olhos fortemente e respirei fundo tentando puxar meus braços. – Olha pra mim droga! – Pediu e ficamos em silêncio, eu o encarei fazendo o máximo para segurar as lágrimas que queriam escorrer.

— Veio aqui de madrugada pra isso? Pra esfregar na minha cara que você não me ama? Que é um canalha? Que mentiu pra mim? – Indaguei nervosa sentindo as lágrimas que eu tanto segurei escorrerem tornando minha fragilidade visível. – É isso que você quer Damon? Pronto, conseguiu! Agora você pode ir embora, agora você pode voltar pra sua vida e sai da minha, eu... – Voltei a olhar pra baixo e ele soltou uma risada baixa.

— É pra isso que você acha que eu vim aqui? – Perguntou e eu levantei os olhos de encontro aos dele. – Eu vim aqui Elena pra dizer que eu ainda não te amo, é verdade, mas pra dizer também que eu estou disposto a amar... Você é uma garota incrível, a sua maturidade, o seu jeito tudo em você me envolve, e eu... bom eu senti sua falta Elena, falta do seu sorriso, falta de você... Aquela sensação de que eu não te veria amanhã me corta o coração eu...

— Ta tentando me iludir de novo pra que? – Gritei sentindo suas mãos afrouxarem meu pulso e eu o puxar deixando os cair ao lado de meu corpo.

— Eu estou tentando fazer você enxergar que eu gosto de você... Gosto muito de você, e estou disposto a tentar algo mais sério... E... Se quiser eu falo com seus pais, eu... Me desculpa. – Suspirou pesadamente tampando o rosto com as mãos. – Me desculpa ta legal? Eu tenho 35 anos Elena, mas você me faz ser um moleque... Me transforma em um inexperiente nesse lance de relacionamento... Eu nunca sou de uma mulher só... Me desculpa ta bom? Sei que o que fiz foi errado, mas me da mais uma chance? Por favor! Só uma... – Pediu segurando em meu rosto, seu hálito de café batia levemente em meu rosto, podia sentir o gosto de seus lábios nos meus, mesmo que a distância entre a gente fosse a mínima, ainda assim existia, e mesmo que fosse difícil tomar uma decisão sensata eu precisava tomá-la, pensei em beijá-lo ali mesmo e ceder a tudo que ele disse, arriscar em acreditar que era verdade cada palavra, mas pensei também em desistir dele, o afastar e pedir para que ele fosse embora, e eu só tivesse certeza da decisão que eu tomei quando eu empurrei seu peito de vagar e pude sentir seus olhos confusos me encarando, como se implorassem uma segunda chance, uma tentativa ou mesmo esperasse qualquer faísca de esperança surgir em meus olhos pelos quais ele se mostrava fascinado, sorri de leve e puxei o pano de sua camiseta em minha direção e envolvendo meus braços ao seu redor, até ele entender o que eu havia feito demorou alguns segundos, mas logo seus braços me rodeavam em um abraço cheio de saudade.

— Você é um idiota... – Sussurrei e pude sentir que ele sorrindo. – E eu te amo assim mesmo.

— Elena eu... – Ele ia começar a falar e eu me afastei imediatamente colocando o meu indicador em seus lábios.

— Shiiii... – Pedi silêncio e segurei seu rosto com minhas mãos, fiquei na ponta dos pés e colei nossos lábios, desci minhas mãos até a barra de sua camiseta e a puxei pra cima e ele interrompeu o beijo.

— Ei, ei... Vamos com calma, seus pais podem descer e...

— Cala boca. – Sorri balançando a cabeça. – Eu to sozinha desde que voltei pra casa, eles devem estar tendo sua segunda lua de mel ou sei lá. – Expliquei o puxando de volta para beijá-lo.

[...]

— Ei... aquela hora, quando você disse que... – Ele começou falando, mas sua voz foi diminuindo e seus olhos se encontram com os meus, puxei um pouco do fino lençol cobrindo mais minha nudez e sorri.

— Eu não apressei nada... Eu simplesmente te amo de verdade... – Falei simplesmente dando de ombros encarando minhas mãos que fazia círculos em seu peito de leve. – Eu sei o quanto o amor espanta os homens, mas não vou voltar atrás, Eu te amo de verdade, e posso esperar por você. – Expliquei voltando a olha-lo e ele abriu um sorriso dando um beijo singelo em minha testa, toquei seu quadril de leve e distraidamente e ele abriu um sorriso malicioso.

— Cuidado com essa mão Gilbert. – Avisou e eu arqueei uma das sobrancelhas. – Sou muito sensível aos seus toques, principalmente nessa região.

— Ah! Então quer dizer que achei o ponto fraco de Damon Salvatore! – Fiz cara de surpresa ao mesmo tempo maliciosa e me ergui um pouco me colocando em cima dele e desci minha mão de leve tocando seu membro e ele deixou escapar um gemido do fundo da garganta.

Que bagunça! Acho que Elena voltou mais cedo, essas roupas devem ser do Stefan... Essas crianças. Vou dar uma olhada no quarto dela e depois ir dormir estou muito cansada. – Uma voz familiar comentava no andar de baixo e Elena quase que de imediato pulou da cama se enrolando ao lençol sem saber o que fazer.

Também, como íamos adivinhar que íamos pegar um transito de 7 horas? – A voz de meu pai soou distante, passei as mãos pelos cabelos nervosamente.

— Droga! – Sussurrei.

— Vou me esconder de baixo da cama. – Avisou levantando nu e colocando rapidamente a cueca, ele abriu um sorriso ansioso e me encarou.

— Você está rindo? – Questionei e ele me encarou “confuso”. –Isso não é hora pra rir Damon. – Lembrei-o.

— Ué, eu já passei por isso umas 11 vezes no mínimo, como não quer que eu não ache engraçado reviver um flashback. – Sorrio e o barulho dos passos na escada se fez presente, fazendo Damon rolar para de baixo da cama e eu me joguei na cama. – Gorda. – Sussurrou e eu me indignei olhando para de baixo da cama.

— Como é? – Perguntei e ele sorria divertido, foi impossível não acompanhar seu sorriso.

— Elena? – O barulho na maçaneta me fez me ajeitar automaticamente e fingir que estava dormindo, pelo menos nisso eu era boa. – Por que será que essa menina voltou mais cedo? Que estranho. – Minha mãe falou em um tom curioso. – é... Vou descobrir amanhã, Boa noite filha. – Falou “aos ventos” e fechou a porta, suspirei aliviada.

— Agora eu já sei da onde veio toda essa loucura. – A voz de Damon me tirou dos devaneios e eu coloquei a cabeça para baixo, tentando o enxergar diante a escuridão.

— Ta chamando minha mãe de louca? – Rosnei e ele ria da minha cara.

— Eu? Não, que isso! Jamais faria isso Elena! – Confirmou irônico saindo de debaixo da cama, parou ainda deitado no chão, agora debaixo de mim. – É louca, mas é bonitinha. – Sorrio torto me tirando um selinho, saiu de vez de debaixo da cama e colocou sua calça jeans que estava perto da porta. – Eu vou indo... – Avisou passando as mãos pelos cabelos negros.

— Tem certeza? – Perguntei receosa e ele assentiu.

— Passo amanhã pra buscar meus sapatos e minha blusa. – Sorrio indo até a janela e mandando um beijo no ar. – Boa noite. – Avisou saindo pela janela, suspirei e me joguei na cama, gostava dele, mas ele merecia ter o troco do que fez comigo...

Notas finais
Desculpe os erros, não fiz a revisão...