Notas iniciais
Já vou começar avisando que esse capítulo ficou muito melado '-' HSAUHAS Eu na verdade não gosto de nada muito romântico, mas achei que seria necessário... Enfim, tai, o próximo eles voltam sem todo esse drama, ou sem boa parte dele HUSAHAS Boa leitura *-*



Some things we don't talk about
Rather do without and just hold the smile
Falling in and out of love
Ashamed and proud of, together all the while
You can never say never
While we don't know when
But time and time again
Younger now than we were before

Never Say Never — The Fray

— Elena Gilbert! – O grito estridente da minha mãe fez eu me ajeitar na cama e secar algumas lágrimas do rosto. – Como assim você estava trancada em uma armário com Damon Salvatore? – Gritou cruzando os braços me fazendo revirar os olhos. – Nem adianta revirar os olhos mocinha, quero explicações agora! – Continuou irritada.

— Explicações sobre o que? Eu já tenho 19 anos mãe, não preciso dos seus sermões. – Falei irritada me levantando, não estava com cabeça pra uma discussão agora.

— Não vire as costas pra mim menina! Não interessa se você tem 10, 15 ou 30 anos! Eu ainda assim serei a sua mãe! – Gritou irritada e eu me virei para vê-la. – Já pensou no que vão falar agora que sabem que uma garota de 19 anos ta saindo com um velho de 40 anos Elena? Hein? Já pensou nisso? – Gritou exaltada me fazendo rir nervosamente.

— Deixem falar o que quiserem, eu não ligo! – Respondi normalmente.

— Mas eu ligo! – Gritou batendo no próprio peito.

— E eu não sou você! Vai fazer o que? Me deserdar? Nós não estamos juntos... – Falei a última parte quase que em um sussurro, meu peito chegava a pesar e ela rio balançando a cabeça negativamente.

— Ele é um solteirão de 40 anos Elena! Obvio que ele não quer nada sério com uma criança! – E essa frase me atingiu em cheio... Mas eu não demonstraria isso, sou orgulhosa de mais.

— Ele tem 34 anos mãe, 34! – Gritei exaltada. – E não importa o que ele quer ou deixa de querer, não estamos mais juntos. – Sentei na cama novamente respirando fundo para não chorar.

— Não estão mais? Como assim “mais”? Elena, desde quando isso está acontecendo? – Ela indagou e eu abri a boca pra responder e ela foi mais rápido, arregalou os olhos e deu um passo para trás dramaticamente. – O aniversário do pai do Stefan... – Sussurrou colocando a mão sobre a boca. – Vocês não...

— Sim mãe, transamos, quer saber mais? Eu gostei. Aliás, panela velha é que faz comida boa não é? – Ri sem humor. — Stefan aceitou, aceite você também! Sua filha não é mais uma criança mãe, se conforme. – Falei me levantando novamente e indo para o banheiro, queria tomar um banho, mas antes que eu tivesse a chance de abrir a porta do banheiro ela continuou.

— Sabe que eu não entendo? Sabe que eu não sei dizer quem é mais infantil ai? Você, de falar isso em voz alta com orgulho como uma vadia faria, ou ele, de sair com uma adolescente sendo que tem idade para ser o seu pai! – Falou, sem gritar, apenas em um tom de deboche. – Pode ser também a Caroline, que encobriu vocês dois como se fosse algo normal, ou Stefan, de aceitar que o pai dele trocasse a sua mãe morta por uma criança. – Cuspiu as palavras como se fosse ácido em cima de mim.

— Ou você? – Continuei me aproximando dela. – Que está chamando seu próprio sangue de vadia só por que ta amando um cara mais velho? Quem é mais infantil mãe? – Falei em um sussurro bem próximo a ela.

— Não criei você pra ser uma vadia. – Falou em um tom sério e eu vi algumas lágrimas escorrerem por seu rosto.

— Não sou obrigada a chamar uma maluca preconceituosa de mãe. – Falei e senti uma mão me atingindo no lado esquerdo do meu rosto, permaneci estática, não me mexi, apenas senti o ardor no meu rosto.

— Quero você fora da minha casa. – Falou e saiu do quarto, e eu permaneci lá, parada, sentindo as lágrimas escorrerem por todo o meu rosto, fui expulsa de casa por que amo um cara mais velho?

[...]

Eu queria ir até ele e dizer tudo que estava acontecendo, queria dizer o quanto eu achava ele um moleque por suas recentes atitudes, queria não ver ele nunca mais, queria nunca o ter conhecido, eu podia ter evitado isso tudo com apenas um “Não” quando Stefan pediu para fingir ser sua namorada, sendo que no final o relacionamento dele com Caroline nem se quer pode ser chamado de relacionamento. Podia ouvir do meu quarto a gritaria no andar de baixo entre meu pai e minha mãe, meu pai me defendia e dizia que não iria deixar ela me colocar para fora, já a minha mãe me apedrejava e dizia que ela não teria uma filha vagabunda e sem educação, mas agora não dependia deles, dependia de mim e da minha escolha. Eu não fazia ideia de pra onde eu iria agora, não podia ir pra casa de Stefan por motivos óbvios, não podia ir pra casa de Caroline, não que eu não fosse aceita lá, mas era perto de mais da minha mãe, precisava deixar ela esfriar a cabeça, eu precisava esfriar a cabeça, lembrei de Max... Ele não morava aqui perto e me ajudaria com esses problemas por um tempo. Fechei o zíper da mochila e olhei ao redor, todos os móveis dali estavam praticamente vazio, contendo apenas seus enfeites e coisas que eu não tinha como levar, desci as escadas encerrando a discussão, com a minha mochila nas costas e segurando uma bolsa em cada mão.

— Filha, você não...

— É decisão minha, pai. – O interrompi. – Ela não me quer aqui, e eu não vou forçá-la a querer. – Suspirei descendo os restantes da escada. – Vou ficar bem.

— Pra onde você vai? – Ele perguntou se aproximando de mim com os olhos marejados e soltei as bolsas para abraçá-lo, agradeci bem baixinho e sentia seus braços me apertando com toda sua força e assim que nos separamos eu sorri levemente.

— Não posso contar, se não você não me deixaria ir... – Falei e ele rio dando um beijo no topo de minha cabeça, e sem olhar para trás eu abandonei o meu lar de infância, me vi perdida na rua, então decide que para despistar o meu pai eu iria para Caroline me despedir e depois decidiria o que ia fazer.

[...]

— Não... – Ela falou colada em mim chorando como se eu estivesse me mudando para Marte sem passagem de volta.

— Sim... – Sussurrei.

— Não... – Falou se separando de mim e secando as lágrimas enquanto balançava a cabeça negativamente. – Você nem sequer sabe pra onde você vai... A culpa é minha, eu não devia fazer aquilo... Eu só queria dar fim aquela briguinha de vocês e... – Ela soluçava tentando secar as lágrimas que caiam de forma descontrolada.

— Fica calma Caroline! – Pedi sorrindo. – Eu sei que você não quis me prejudicar... – Suspirei.

— Fica aqui! – Pediu e eu sorri me levantando.

— Não dá, eu preciso mesmo ir... Te vejo depois. – Dei um beijo em seu rosto e assim que abri a porta dei de cara com Stefan, mas na hora tomei um susto e dei um passo para trás o fazendo rir.

— Para onde você vai com esse monte de bolsas? – Perguntou rindo. – Caroline fez a limpa no guarda roupa dela de novo? – Falou e eu permaneci séria e encarei meus pés. – Tudo bem... Você ainda ta brava pelo que eu e Caroline fizemos mais cedo não é? Para Elena, vê se supera. – Falou colocando as mãos em meus ombros.

— Ela foi expulsa de casa Stefan. – Caroline falou e eu senti seu sorriso se desfazer, e ele passou levemente os olhos por mim.

— Por quê? Ei, você ta bem? – Indagou preocupado.

— Sim... Eu só me desentendi com a minha mãe... Dona Lizzie fez questão de ligar pra minha mãe no mercado e avisar que eu e Damon fomos pegos no armário da casa dela. – Fiz uma careta e Caroline abaixou a cabeça envergonhada pela atitude de sua mãe. – Então... eu mal cheguei em casa e tcharam... Minha mãe chegou logo em seguida... Mas não vamos falar de mim! Vamos falar de você, ta fazendo o que aqui? – Perguntei e ele revirou os olhos.

— Qual é Elena! Pra onde você pretende ir? – Indagou e eu permaneci o encarando sem ter resposta. – Tudo bem, meu pai esqueceu o celular dele aqui, voltei pra buscar, agora me fala, pra onde você vai? – Continuou e eu suspirei.

— Ela não sabe pra onde vai. – Contou Caroline e eu virei a cabeça sussurrando “Dedo duro” e Stefan arregalou os olhos e sorrio irônico.

— Ah entendi, você vai lá pra casa, ótima escolha. – Falou pegando minhas bolsas do chão e agora quem arregalou os olhos fui eu.

— Não Stefan, eu não posso! Damon mora lá e...

— Bláh, bláh, bláh, você supera. – Falou abrindo a bolsa, vi Damon sentado no banco do motorista que encarava a situação confuso, ele não fazia ideia do que estava acontecendo.

— Stefan! – Gritei enquanto ele abria o porta malas, jogou as bolsas lá e me encarou. – Eu disse não! – Falei puxando uma das bolsas e ele puxou das minhas mãos.

— E eu disse sim! – continuou fechando o porta malas. – Não vai ficar na rua por minha culpa.

— E minha também! – Caroline gritou da porta e eu me virei semi serrando os olhos.

— Vão pro inferno vocês dois! Não vou morar com você e meu ex namorado Stefan! – Gritei tentando pegar a chave do carro de suas mãos.

— O que está acontecendo? – Damon perguntou saindo do carro e nos encarando, meu coração vacilou.

— Nada. – Falei ignorante me colocando na ponta dos pés para pegar e quando Stefan se distraiu eu puxei a chave. – Aham! – Gritei vitoriosa e Damon puxou a chave de minhas mãos e eu o encarei. – Ei! – Falei e Stefan entrou em crise de risos.

— Eu quero saber o que está acontecendo aqui. – Falou encarando a bolsa em minhas costas de forma preocupada.

— Elena vai morar com a gente. – Falou Stefan colocando um dos braços em volta de meu pescoço e eu o empurrei.

— Não vou não! – Gritei.

— Você não tem escolha Elena. – Stefan falou sorrindo.

— Tenho sim! Eu vou pra casa do Max. – Falei cruzando os braços.

— Que Max? – Ergueu as sobrancelhas.

— O Max ué! – Falei, não queria discutir isso na frente do Damon.

— Ninguém explicou nada! Por que você vai embora? – Perguntou me encarando.

— Por que a mãe dela não aceita que a filha dela tenha ou teve um relacionamento com um cara mais velho. – Falou Stefan e eu soquei seu braço, ele sabia muito bem que isso pesaria na consciência de Damon e era tudo que eu queria evitar, ele massageou o lugar me olhando e tudo que eu senti foi mãos em minha cintura me empurrando, meu corpo se chocando contra o estofado do carro e a porta fechando-se junto com as travas, foi tudo rápido de mais, não tive tempo nem mesmo de respirar, muito menos de questionar, Damon entrou no banco da frente junto de Stefan.

— Isso não é uma escolha de vocês, é uma escolha minha! Aliás, a vida é minha, eu faço o que eu quiser dela. – Gritei estressada e vi um sorriso irônico surgir em seu rosto.

— Quem ta sendo idiota agora? – Perguntou Damon irônico igual seu sorriso e meus lábios formaram um incrível “O”.

— Você! Por achar que manda em mim! Você não é meu pai! – Gritei e ele parou o carro, a casa de Caroline não ficava longe da minha, que não ficava longe da de Stefan que era a casa de Damon, e com essa discussão eu nem vi quando chegamos lá, ele saiu do carro e puxou o meu braço e eu o puxei de volta. – Eu quero voltar para a Caroline agora! – Gritei.

— Ta agindo feito criança. – Falou entediado e eu ri nervosamente sentindo meus olhos marejarem de raiva, não iria chorar na frente dele.

— Eu sou a criança? Sério isso Damon? Não sou eu que tenho 34 anos, mas age como se tivesse 12, NÃO SOU EU QUEM FINGE UM SENTIMENTO TÃO GRANDE QUANTO O AMOR, NÃO SOU EU QUEM SEDUZ GAROTAS DE 19 ANOS PARA TER SEXO SENDO QUE ENCONTRA ISSO COM QUALQUER VELHA POR AI! NÃO SOU EU DAMON, NÃO SOU EU! – Gritei exaltada sentindo lágrimas quentes escorrerem por meu rosto, ele estava com seus olhos azuis arregalados, ele estava visivelmente assustado com meus berros, eu havia feito um show... Um show extremamente necessário. Senti meu peito esvaziar e o ar subir e descer por meus pulmões de forma desesperada, havia dito tudo que estava dentro de mim, ou melhor, quase tudo. – Eu te odeio Damon. Odeio sentir algo por você, odeio ter te conhecido, odeio ter aceitado aquela maldita proposta do Stefan, odeio não me arrepender de você ter entrado na minha vida e torná-la uma catástrofe. – Sussurrei e soltei um sorriso sem mostrar os dentes, coloquei a cabeça em cima dos meus braços que estavam apoiados em meus joelhos.

— E você acha que eu gosto? – Sussurrou me fazendo levantar a cabeça de vagar. – Você realmente acha que eu gosto de sentir algo tão forte assim por você? Por uma garota de 19 anos que não sabe nada da vida ainda? Você acha que eu gosto de agir como um garoto de 12 anos perto de você? Você realmente acredita que eu saiu por ai seduzindo meninas de 19 anos, Elena? Sério? Por que não, eu não gosto, não eu não seduzo as menininhas de 19 anos, você é a primeira garota com quem eu sai que é 15 anos mais nova que eu. – Sorrio passando a mãos pelos cabelos virando de costas. – E isso me assusta ta legal? Te amar me assusta! É isso que você queria ouvir? – Perguntou se virando. – Eu te amo, Elena! Pronto. Eu disse! Quer que eu repita? EU TE AMO ELENA! – Falou pausadamente se ajoelhando para ficar da minha altura que estava sentada no banco. – E é disso que eu tenho medo, amei uma vez, Elena. E... Ela morreu de câncer. – Sorrio sem humor virando a cabeça para o lado tentando segurar as lágrimas. – Eu menti pra você ta legal? – Ele falou e abaixou a cabeça, flashes de uma conversa antiga vieram a minha cabeça.

Flash Back On
— Tudo bem. – Sorrio e eu assenti o incentivando a continuar. – Bom, Eu sempre fui muito... Hm... Pegador, na época de escola, e Clarice foi uma de minhas aventuras, ela ficou grávida, só que eu não a amava e ela também não me amava, continuamos juntos por que julgamos o melhor para Stefan.
Flash Back Off

— Eu amava Clarice... E quando soube que ela tinha câncer, quis aproveitar cada segundo... Então embarcamos em uma viajem, lembra? – Perguntou e me olhou e eu assenti.

— 7 Cidades em 7 dias. – Falei e ele assentiu continuando.

— Só que ela foi parar no hospital no meio da viajem, e eu desiludido e bêbado a trai. – Abaixou a cabeça e eu senti um frio percorrer meu corpo, ele traiu a mulher que ele amava que estava com câncer? Sério? – Eu queria, sei lá... Desapegar-me dela, queria... Esquecer ela, não queria sofrer com a sua morte, não queria... – Ele pausou com os olhos cheio de lágrimas.

— Sentir dor? – Indaguei em um fio de voz e ele me olhou sem expressão alguma, apenas com uma única lágrima escorrendo por seu rosto.

— Sim... – Falou e sentou no chão apoiando os cotovelos nos joelhos e abaixando a cabeça.

— Não posso prometer pra você que... Eu nunca vou te fazer sofrer, ou que nunca vou te chatear... – Falei me ajoelhando em sua frente no chão e levantando o seu rosto de vagar. – Mas eu posso prometer que eu nunca te deixarei, que eu nunca farei algo para te ver sofrer, pelo menos não de propósito. – Fiz uma careta sem perceber o que o fez abrir um breve sorriso. – Não é fácil... Eu sei que não é... – Tentei formar uma frase reconfortante, mas parecia uma tarefa impossível encontrar palavras corretas para isso, encarei minhas mãos por um segundo e senti seus braços se envolverem ao meu redor, após meu cérebro raciocinar isso, eu o abracei de volta e senti seu corpo relaxar em meus braços, naquele momento, não houve malicia, desejo, fogo ou nada do tipo, apenas carinho e compreensão, e isso me surpreendeu, olhei para o céu e sorri, agradecendo a Deus, ou apenas as estrelas e a lua por ter conquistado algo a mais naquele homem... Por ter conquistado o seu coração.

Notas finais
Eai, o que vocês acharam? Muito mel né? é. kkkkk, Até a próxima galera, beijinho ;*