Meu Querido Onii-chan
30 Capítulo 30 - A noite vai começar
Notas iniciais
Sexta feira.
O esperado dia do baile chegou. Nesse dia, acordei bem cedo para ir na cidade com Mirajane e Levy, onde terminamos de comprar algumas coisas, fazer as unhas e arrumar o cabelo. Voltei para casa ás seis horas da tarde e Jellal ia aparecer em casa por volta das sete e meia. Fiquei me perguntando sobre Natsu... Onde será que ele estava agora? Provavelmente ele estaria deitado no sofá ou dormindo, já que não ia ao baile.
–
Fui arrumar minha maquiagem e tomar banho (que foi algo bem difícil de se fazer com o cabelo já arrumado). Terminando, resolvi pegar meu vestido e colocá-lo logo. Só que era necessário ajuda, por isso fui procurar Evergreen.
Ela estava na sala, discutindo com meu pai.
– Jude, pare de ser assim! Você só pensa em trabalho! Até mesmo vai viajar no dia do meu aniversário, não poderei ficar nem um pouco contigo!
– Não estou fazendo isso porque quero e sim porque preciso.
– Um dia você vai acabar solteiro de novo se continuar assim, eu já estou te avisando.
Eles continuaram a discutir por um bom tempo. Ever estava muito irritada com a situação, por isso decidi deixar sua ajuda de lado.
Voltei para o quarto correndo, eu já estava bem atrasada. Eram sete e quinze da noite e faltava apenas quinze minutos para Jellal chegar.
Tentei vestir o vestido várias vezes, porém coloquei-o duas vezes errado. Aquilo era muito difícil! Na terceira tentativa, consegui colocá-lo e ficou perfeito. Tentei fechar o zíper que estava em minhas costas, embora era algo impossível.
– Que merda! Como vou fechar essa coisa nas minhas costas?
Saí do quarto em busca de Evergreen e meu pai. Mas ela já estava em seu quarto dormindo e meu pai em seu escritório trabalhando. Procurei alguma coisa pela casa que pudesse me ajudar a fechar o zíper sozinha, só que não consegui achar nada.
Faltava cinco minutos!
– Ah, calma, Lucy!
Subi correndo para o meu quarto novamente e quando estava chegando na porta, bati de frente com uma pessoa muito cheirosa que vestia um tipo de terno branco.
Natsu.
– Ahhh, desculpe! Desculpe!
Ué... O que ele estava fazendo com aquele terno? Será que ele vai no baile?
– Vem cá, vira. — Onii-chan disse e me virou de costas para ele, onde ergueu meu zíper bem devagar. Sua boca estava quase encostando na minha orelha, que me fez ficar arrepiada e vermelha.
– AAAh, obrigada, obrigada! Muito obrigada, Natsu! Você me salvou, já já Jellal vai aparecer pra me bus...
– Jellal. — ele sussurrou olhando para o nada.
– S-s-sim. — gaguejei. Eu não deveria ter falado aquilo.
Quando olhei em seus olhos fixamente, ele desviou o olhar e foi embora.
– Nos vemos no baile.
O tão pouco que consegui olhar para Nasu, vi o quanto ele estava bonito. Ele sempre foi bonito, na verdade, lindo. Só que naquela noite havia chegado na perfeição. Aquela roupa branca, aquele perfume, aquele cabelo bagunçado... Tudo era perfeito. Entretanto, o que mais me deixava confusa e curiosa foi o motivo dele ter mudado de opinião e ir ao baile. Será que Lisanna subornou ele? Tenho certeza, merda.
A campainha tocou e corri até a porta, tentando não cair com aquele enorme vestido comprido.
Sete meia em ponto. Tinha certeza que era Jellal.
Quando abri a porta, vi Lisanna.
ESPERA. LISANNA?
– O que você está fazendo aqui? — perguntei.
Ela me encarou dos pés a cabeça, como se estivesse com inveja.
– Cadê o Natsu, Lucy?
– O que você vai fazer com ele???
Queria partir pra cima dela. Mas não, eu tive que me controlar. Natsu não era nada meu, além de irmão. Eu ia esquecê-lo, não é? E ia começar mudando minha vida hoje mesmo.
– NAAAAAAATSU! — gritei.
Olhei para o lado e o vi em minha frente.
– Ah, você estava aí o tempo todo! Desculpa. — disse sem graça.
Seus olhos se fixaram nos meus e eu desviei o olhar. Então, apareceu Jellal.
Onii-chan, ao vê-lo mudou sua expressão séria para algo que fazia-o parecer com muita, mas muuuuuita raiva. Fiquei até com medo. Ultimamente eu via Natsu muito estranho, sério e bravo. Mas naquela noite, seu olhar era bem matador.
Ele pegou a mão de Lisanna e a puxou para fora, esbarrando os ombros no Jellal.
– Seu irmão tá revoltado hoje, hein?
– Sim.
Por um minuto, Jellal ficou sem silêncio.
...
– Lucy! Você está... Perfeita. Caramba.
Fiquei sem graça e sem ter o que falar.
– Obrigada. Você também.
Jellal estava maravilhoso também. Aquilo me deixou mais excitada e ansiosa para o que ia acontecer hoje a noite.
Ele me puxou pela cintura e nos beijamos.
Entramos no táxi e chegamos na escola: estava linda, toda cheia de luzes e com várias pessoas chegando e entrando para o baile. Fomos até o salão, que era enorme. Havia um globo de luz no meio do teto e uma enorme mesa cheia de bebidas e comida.
As pessoas começaram a chegar cada vez mais com seus pares ao som de uma música bem bonita e calma. Só que eu sabia que aquilo iria ficar cada vez mais agitado, fazendo-me sentir a sensação de que aquela noite ia ser incrível.
Jellal me puxou e fomos para a mesa cheio de coisas deliciosas. Também, tinha bebida alcoólica na festa e me surpreendi. Que diretor mais sem noção, havia alunos de menor idade por lá.
Senti uma mão de Jellal segurar em minha cintura enquanto bebíamos um drink, que por sinal estava muito bom. Ele me deu um selinho e sorriu.
– Vou te fazer se divertir muito hoje. — afirmou.
– Não, pode deixar que eu mesma farei isso. — dei um leve sorriso malicioso.
Dei uma olhada em volta do salão pra ver se havia algum sinal de Natsu. Então vi seu cabelo rosa balançando enquanto dançava uma música lenta com Lisanna.
Ao vê-lo com sua mão na cintura de Lisanna, senti inveja. Queria poder ser ela naquele momento. Os dois estavam lindos dançando juntos, um olhando para o outro apesar do olhar de Natsu ainda ser triste e diferente. Fazia bastante tempo que eu não o via ''normal'', alegre e sorridente.
– Lucy... Você quer dançar? — Jellal perguntou.
– Sim, claro. — balancei a cabeça e fomos para o meio do salão, onde meus braços entrelaçaram o seu pescoço e suas mãos a minha cintura. Começamos a dançar bem lentamente, olhando em seus olhos que brilhavam. Jellal estava muito feliz com aquele momento, dava para perceber perfeitamente. Dei um beijo em sua testa e sorri.
Enquanto dançávamos, não resisti e tive que observar o Natsu. Suas mãos, seu olhar, seu corpo, seus movimentos...
E quando eu o encarava, ele fazia o mesmo. Fiquei com vergonha ao perceber que seus olhos não saiam de mim.
Jellal me beijou e continuamos a dançar.
– Te amo, Lucy.
– Te amo, Jellall.
Dançamos percorrendo todo o salão. A cada vinte minutos, parávamos para comer e tomar alguma coisa. Jellal sempre bebia algo que continha álcool. Sabia que no fim da noite ele ia estar um bêbado, mas isso só facilitava com que pudéssemos transar.
A cada minuto, chegava mais e mais casais, fazendo o baile ficar mais agitado e a música também.
O DJ colocou músicas mais animadas e começamos a dançar com movimentos mais rápidos. Eu não sabia dançar nem um pouco, e comecei aprender naquela mesma hora. Jellal já parecia um grande dançarino que me guiava em meus passos.
Nos animamos mais e comecei a dar risada toda vez que errava o passo. Jellal fazia o mesmo e tentava me ensinar.
Dançamos desajeitados por meia hora, até eu realmente começar a aprender. Mesmo assim, eu estava me divertindo.
Erza, Ultear, Daphne e Cana apareceram querendo dançar com Jellal. Taradas, não me deixavam nem mesmo dançar com meu namorado.
– Bem, ficamos de fora e sem par nesse baile. — elas falavam. — Faltaram garotos.
– Ok, então dancem entre vocês mesmo. Eu já tenho meu namorado.
– Uaaau, Lucy! Calma. — Erza disse. — E o Natsu?
– O-o-o-q-quê tem ele?
– Achei que você ia dançar com seu irmãozinho.
– Não! Claro que não. Ele tá com a Lisanna.
– E você deixa ele fazer isso? — ela apontou para os dois. Achei que fosse ver algo como ele beijando ela ou algo assim, só que não tinha nada de mais. Os dois estavam dançando normalmente, passos lentos e desanimados, sem ritmo a música.
O que estava acontecendo com Natsu? Além de só ficar olhando pra mim, estava muito desanimado, como se não estivesse gostando de dançar com Lisanna, ou algo assim. Até mesmo ela estava desanimada ao ver seu par daquele jeito.
– Ei, deixem ela! Ela é minha. — Jellal me puxou e voltamos a dançar.
Algum tempo depois, ele foi beber mais. Seus copos estavam cada vez maiores e com mais bebidas.
– Jellal... Você vai ficar bêbado já já.
Ele me deu um beijo tão melequento que logo percebi os efeitos do álcool.
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