Meu Querido Onii-chan

31 Capítulo 31 - Meu querido par bêbado


Afastei Jellal de perto de mim por causa daquele seu bafo de bêbado desagradável.

- Jellal, acho que você não deveria exagerar desse jeito. — disse e fiz uma cara estranha apontando para seu copo de vodka.

- Relaxa, Lucy. — seu sorriso era tão grande me dava raiva.

Lucy, deixa ele quieto... É melhor.

Fui pegar mais algumas coisas pra comer. A comida estava ótima que muitos alunos não saiam de cima dela nem por um segundo.

Vi então Mirajane se aproximar com seu par, seu irmão Elfman (o repetente da escola) ao lado de Levy e Gajeel. Quando Gajeel me viu, ficou de certa forma vermelho. Nunca tinha o visto assim, que foi até engraçado. Eu sabia muito bem que ele gostava da Levy, por isso tinha ficado daquele jeito.

- Olá, pessoal! — Mira disse entrelaçada aos braços de seu irmão.

Todos nós se cumprimentamos enquanto Jellal quase subia em cima da mesa de tanta coisa que comia e bebia.

- Jellal! — disse e o puxei para perto de mim. Eu estava com vergonha de ter um par mais bêbado que todo mundo do baile.

- Olá, queridos. Querem fazer um brinde por esta linda noite de luar? — ele perguntou soluçando.

Queria tampar minha cara naquela hora e sair de perto de Jellal, que parecia um louco. Mas não, eu tinha que ajudá-lo.

- Jellal, você não acha que devemos ir embora? — perguntei.

- É... Hã? Ir embora? Tá falando sério? A noite só tá começando, Lucy! Por que você não vem dançar, hein? — ele começou a dançar uns passos estranhos na frente de todos nós. — Essa noite vai ser fodaaaaaaa!

- Calma, Jellal! — pedi tentando segurá-lo para se acalmar.

- Dança comigo, vem!

Jellal segurou minha mão e começou a me girar e balançar até me deixar zonza. Elfman me segurou, pois eu havia quase caído em cima da mesa.

- Calma, vocês dois! — Levy disse.

- Jellal, acho melhor você ir para casa... Se quiser, eu peço para o Elf te levar.

- Me levar???? Pra quê? Eu tô de boa aqui, aliás... Vocês não querem dançar também? Apesar que a música tá meio lenta ainda...

Foi só falar, que do nada a música lenta que soava pelo salão se transformou em uma batida mais agitada e forte: The Rock City Boy.

- PORRAAAAAA, ESSA É A MINHA MÚSICAAAAAAAAA! — ele gritou e fui puxada para o meio do salão.

Fiquei parada em sua frente de braços cruzados enquanto ele dançava pra mim loucamente, como se quisesse fazer uma dança sensual (que não houve sucesso). Ele erguia sua camisa que dava para aparecer sua barriga e... Bem, naquela hora não tive como resistir: ela era toda sarada e sexy.

- Eu sei que você gosta, Lucy... Pode passar a mão. — ele pegou minha mão e a levou até sua barriga, onde fiquei passando a mão. Uaaaau, que barriga incrível!

Estávamos bem próximos que Jellal me agarrou, levantando-me do chão e me fez girar em seus braços.

- CAAAALMA! Me desce do chão! Vai devagarrrrrr! JEEEEEEEEEEEELLLAL! — gritei bem alto e comecei a ser girada mais rápido.

Aquilo não ia dar certo... Ser girada no alto por um bêbado poderia ser a pior coisa do mundo. A única coisa que fiz foi fechar meus olhos e rezar.

De repente, comecei a ouvir vários gritos de pessoas junto com palmas:

- VAAAAI!

- UHUUUUL! QUE FODA!

- GIRA MAISSSSS!

Isso fez Jellal me girar muuuuuuito mais. Meu coração estava quase saindo pela boca. Abri meus olhos e vi uma multidão em volta da gente, até mesmo o diretor Makarov que agitava aquela rodinha de dança.

Olhei para Jellal que estava com os olhos fechados me girando de boa, como se fosse algo bem simples e fácil.

- ABRE OS OLHOS, CACEEEEEEETE! VAMOS CAIR! — gritei desesperada.

Quando ele abriu, começou a cambalear mais e mais... Ele parou de me girar, porém não conseguiu se controlar até cair... Capotamos no chão.

O salão ficou em silêncio com várias pessoas assustadas.

- Vocês estão bem? — Makarov se aproximou.

Eu estava caída com a mão em minha testa: minha cabeça estava explodindo de tanta tontura. Jellal estava ao meu lado, espalhado no chão de olhos fechados. Gelei na hora, me arrastando até ele.

- JEEELLAL! Você está bem???

Uma multidão ficou em volta dele e comecei a abaná-lo. Ai meu Deus!!! Será que ele morreu??? Ele não abria os olhos de jeito nenhum.

- Jellal, acordaaaaaaa! — algumas lágrimas começaram a cair do meu rosto. Fiquei muito preocupada.

Então, depois de alguns segundos ele abriu um de seus olhos.

- Hããã? Onde estou?

- Jellal! — disse e o abracei.

- Lucy...

- Você está bem? — foi logo aí que comecei a chorar desesperadamente.

- O QUÊÊÊ? — ele se levantou do chão e olhou para o DJ. — EI, POR QUE VOCÊ PAROU A MÚSICA?

Não acredito!!!! Ele estava um bêbado louco... Tão bêbado que nem sentia dor.

Todos começaram a rir e o DJ voltou a tocar The Rock City Boy, onde ele me puxou novamente e começamos a dançar.

O baile voltou ao normal e Jellal dançava comigo como se não houvesse acontecido nada.

Mas ok... Isso era sinal que não havia acontecido nada grave.

Enquanto nós dois dançávamos, resolvi ver se Natsu estava pelo salão: porém não havia achado nem um sinal dele.

Quando olhei na porta de saída, ele estava atravessando-a com Lisanna. Seu olhar ainda era deprimente. Onde será que os dois iam? Eu não pude perder essa oportunidade.

- Jellal, eu vou ir ao banheiro. — falei.

- Ok, meu amor. — ele me deu um beijo grudento.

Saí correndo em direção a porta e fui procurá-los pelos corredores. Ouvi a voz de Lisanna e fui atrás, onde achei os dois na entrada da escola.

- Natsu... Eu estou indo embora.

- Tudo bem, pode ir.

- Você me irritou demais hoje. Eu estava tão empolgada...

- Tudo bem...

- Você só vai dizer ''tudo bem''?

- Vou. Eu ainda irei ficar aqui, preciso resolver algumas coisas.

- Afff, que idiota. Eu sei muito bem que você vai ficar pegando as garotinhas por aí.

- Claro que não, Lisanna. Pare de ser ciumenta desse jeito.

- Não vou! Me diz logo o quê você vai fazer.

- Não te interessa.

Natsu desapareceu subindo as escadas e Lisanna foi embora muito brava. Vishhhhh. O que será que havia acontecido entre esses dois?

Enfim, não importa. Eu tinha muito o que aproveitar ainda, apesar de meu par estar bêbado. Só que havia um lado bom: seria muito mais fácil de transar com Jellal naquela noite.

Voltei ao salão e encontrei Natsu sozinho sentados em um dos bancos. Em direção a ele, vi Erza com sua gangue de "garotas sem par" correndo para ver quem chegava primeiro.

Erza foi a vencedora, onde segurou a mão de Natsu e fez um pedido:

— Quer ser meu par?

Não aceita, não aceita, não aceita!

Ele olhou para ela e se levantou.

- Tudo bem.

Natsu, seu safado! Lisanna estava certa. Ele ia ficar pegando as garotinhas de lá.

Quando foi para o meio do salão, percebeu que eu estava o encarando. Seu rosto desanimador deu um pequeno sorriso para mim.

Natsu sorrindo pra mim??? Isso estava meio estranho. Será que era um sorriso irônico? Que idiota! Se é assim, vou fazer o mesmo.

Puxei Jellal em sua mesa de bebidas e fomos dançar. O baile estava muito mais animado naquela hora, onde a maioria dos casais estavam dançando.

Enquanto eu dançava, fui me aproximando até Natsu, onde nos encaramos e eu dei um sorriso bem irônico. Quando ele viu aquilo, seu rosto se entristeceu na hora.

Acho que não deveria ter feito aquilo. Acredito que naquela vez, ele não estava me dando um sorriso falso, mas sim verdadeiro. O problema é que eu tinha percebido isso só agora.