Meu Mestre Parte 2

1 Capítulo 1 -Doença


Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem!

Meu dia começou bastante agitado. Logan queria avisar a todos na casa. Eu estava bastante feliz com nossa novidade. O começo de uma nova vida.

-Vamos amor. Provavelmente todos já estão lá em baixo. –Disse Logan me apressando.

-Tudo bem, estou indo. –Disse terminando de me vestir com um moletom velho. Terminei e descemos. Chegando lá todos estavam todos sentados envolta da mesa, devorando a comida.

-Olá meninos. –Disse Logan, como se ainda fossem seus alunos. Eu o cutuquei e ele riu. Eles o cumprimentaram de volta. –Tenho uma novidade para vocês. –Todos me olharam, Luna me olhava analisando minha barriga, meus olhos se esbugalharam.

-Não, não. Não estou gravida. –Alarmei, ela suspirou.

-Oi pessoal. –Disse Theo entrando de mãos dadas com Mylli. Eles parecem bem felizes. –Temos novidade. –Ele olhou para Milly e se voltou a nós.

-Ótimo, hoje temos bastante novidade. –Zombou Ciro. Todos riram.

-Quem mais tem novidade? –Perguntou Milly.

-Logan. –Respondeu Petra. Sentei-me ao seu lado, Logan se juntou a mim.

-Ótimo. –Disse Theo um pouco nervoso.

-Ela não esta gravida. –Lembrou Jonas rindo.

-Ah. –Disse Theo aliviado. Eles se juntaram a mesa e começamos a comer o que sobrou. Quando estávamos todos alimentados começamos a contar as novidades.

-Então, qual é a novidade Logan? –Perguntou Ian.

-Na verdade... São três novidades. –Respondeu. Três? Perguntei a mim mesma.

-Comece. –Incentivou Ciro.

-Primeiro, eu não tenho mais poderes... –Todos começaram a tossir, os que bebiam cuspiram suas bebidas, mas Theo o observava sem nenhuma palavra.

-Esta zoando. –Zombou Ciro.

-Não, é verdade. –Jonas confirmou, assim como os outros a ler a mente dele.

-Segundo, eu e a Ji vamos nos casar... –Ele apertou meu braço me aproximando dele. Todos fizeram “hum...” e eu ri sem graça. Theo agora também ria, não sei o que se passava em sua mente, mas ele não parecia feliz por Logan ter desistido de seus poderes. Será que ele pensava que agora eu estaria desprotegida?

-Terceiro... –Prosseguiu Logan. –Vamos nos mudar. Teremos nossa casinha.

-Own casinha, vai brincar de boneca Black. –Zombaram dele. Ele riu juntos aos outros.

-E você Ji, não vai falar nada? –Pergunta Theo em um tom de fúria.

-É... Não Logan já disse tudo... –Fiquei meio sem jeito. Ele ainda me fitava com raiva em seus olhos.

-Então é assim, vai se casar... se mudar... Abandonar família e amigos... –Começou a engrossar a voz.

-Não. –Me levantei. –Nada disso, eu, eu vou vir visitar vocês todos os dias... Depois do serviço. –Me irritei, mas fui abaixando o tom.

-Hm, pelo menos não vai ser bancada pelo maridinho, se não daqui a pouco esta ai largada, gravida, sozinha, e não adianta me procurar não.

-Qual é a sua Theo? Qual é o problema? Não posso viver minha vida não? –Me irritei profundamente, quando percebi já estava gritando e as lagrimas escorriam sem escassez pelo meu rosto vermelho de raiva. Senti a mão de Logan subir e apertar meu ombro rígido.

-Calma, amor, vamos toma um ar lá fora? –Perguntou Logan em um tom para que só eu escutasse. Passe as costas das mãos em meu rosto, ainda nervosa.

-Claro, vamos sair daqui, minha presença esta incomodando algumas pessoas. –Falei alto fitando diretamente Theo que abaixou a cabeça entre dois braços, ele chorava, eu sabia, mas naquele momento eu só podia piorar as coisas. Logan percebeu que eu sentia dó de meu irmão agora, e me puxou para fora.

Começamos a caminhar e chutar as pedras que tinham em nosso caminho sem trocar nenhuma palavra até chegar no riacho.

-Você esta bem? –Logan quebrou o silencio.

-Eu... –Comecei a chorar novamente. Ele me abraçou.

-Shh... Calma amor. Não... Não chore. Estou aqui com você querida. –Tentou me acalmar, mas sem sucesso.

-Eu sou uma pessoa horrível...

-Por que achas isso?

-Eu briguei com meu irmão, o homem que praticamente me criou meu pai. Faltei o respeito com ele... –Minha voz foi se tornando inaudível.

-Não, não. Você estava certa, ele sabe disso, ele não vai ficar chateado... Não se preocupe. –Tentou me acalmar, mas me deixou duvidosa.

-Como assim? –Me afastei dele. –Como sabe que ele não vai ficar chateado...? Logan... –Dei três passos para trás. –Você mentiu pra mim Logan? Você leu a mente dele? Você...

-Ei. –Ele gritou- Não. –Gritou novamente- Ji, você esta duvidando de mim? Eu... Nem sei o que dizer. Quando foi que menti para você? –Ele parecia chateado. Eu sabia a resposta.

-Nunca. –Ele deu três passos para perto de mim.

-E sabe quando eu pretendo mentir?

-Nunca. –Repeti.

-Certo. Agora é você que esta lendo minha mente. –Brincou. Eu ri. –Amo seu sorriso.

-Eu amo você. –Beijei-o. Perdemos folego então paramos.

-É chato sentir isso? –Disse ele. O beijo?

-O que?

-Falta de ar. –Ele riu, eu também. Que alivio. Beijei-o de novo. Sentamos e começamos a conversar.

-esta melhor? –Perguntou ele depois de termos passado algumas horas conversando.

-Sim, estou. Mas não estou pronta para encara-lo. –Disse me referindo a Theo. –Mas... Que historia é aquela que vamos nos mudar? Eu não sabia disso... Para onde vamos? –Ele riu e abaixou a cabeça, levantando-a logo e fitando os pássaros que passavam no céu.

-Eu não sei. –Foi só o que ele disse.

-Então pra que mudar? –Perguntei pousando minha mão em seu braço, ele parecia abatido.

-Você não vai entender... –Sua voz era preocupante.

-Logan –Obriguei-o a me olhar- O que esta acontecendo?

-Ji, é complicado.

-Me explica. Você é minha vida. O que te incomoda me incomoda ainda mais. Logan. Sei que não esta bem. –Minha voz engrossou na ultima palavra. Ele voltou a fitar as árvores, sorriu sem graça e mordeu o lábio. Algo o incomodava bastante.

-Estou bem é que... Quando se desiste dos poderes... Tem uma consequência... Você tem que mostrar que pode sobreviver sem eles...

-Como se faz isso? –Ele estava me preocupando.

-Levando a vida... como uma pessoa normal... –Ele parecia preocupado.

-Mas isso é fácil, eu te ajudo. –Tentei anima-lo, mas não consegui.

-Os bruxos malignos enviam humanos de sua confiança para tentar matar os bruxos que desiste de sua imortalidade. Esses humanos usam armas humanas comuns. –Ele vira o rosto para que eu não veja sua expressão, mas eu sabia que ele estava com medo.

-Ei, estou aqui com você, juntos somos invencíveis. Nada vai te acontecer.

-O problema não sou eu. Se fosse só eu seria fácil. Mas eles também vão te caçar Jiovana. Eu não sabia dessas historias ate desistir de meus poderes. Meu pai me contou quando contei a ele. Agora estamos nos dois em perigo por minha causa. Se... –Sua voz foi abafada por suas lagrimas — Se alguma coisa... Acontecer com vo-cê, eu nunca vou me perdoar. –Ele começou a chorar profundo. Ajoelhei-me diante dele sequei algumas lagrimas que escorriam pelo seu rosto perfeito, e o abracei.

-Nada vai acontecer comigo. Eu prometo. Estamos juntos nessa. –Tentei falar o mais firme possível, mas também estava com medo, infelizmente algumas lagrimas acabaram escapando. Ele me soltou olhando meu rosto e as viu escorrendo.

-Não, não chore. Vai ficar tudo bem. Estamos juntos nessa, certo? –assenti- Não se preocupe.

-Pra onde vamos?

-Alguma outra cidade de Washington. Talvez até saiamos do país. Que tal América do Sul? Acho que ninguém nos encontrará lá. –Ele arregalou os olhos, segurou meus ombros e começou a me sacodir.

-Sim, pode ser... América... Do... Sul... –Confesso que a ideia de ir pro sul me incomodava um pouco. Eu não sabia o idioma de lá, e nem o que eles comiam. O clima, será que lá é frio, ou... Quente com vulcões em erupção a cada 20 minutos, talvez lá seja frio como no Polo norte. –Mas eu não conheço nada de lá, nem o idioma, os países, o clima...

-Eu sei, já morei alguns anos no Brasil. Eles falam português que é um pouco parecido com espanhol, o clima de lá é temperado, tem dias frios e dias quentes, em algumas cidades tem mar, outras tem floresta. Você vai gostar de lá.

-Sei, e... Quando vamos?

-Depois de nosso casamento...

-Temos tempo. –Me senti aliviada.

-Que é daqui duas semanas! –Ele falou rápido e abaixou a cabeça.

-O que? –Gritei, ele me olhou rindo. –Duas semanas? Quando planejou isso?

-Há três dias...

- três dias e não me falou nada. Preciso arrumar o vestido, cabelereiro, manicure, Buffet, cerimonial...

-Ei, ei, ei, ei, ei. Calma. Eu já preparei tudo isso. Segunda você vai a Tacoma com Luna para escolher seu vestido. Na quinta vamos experimentar os docinhos e salgados do Buffet. Segunda que vem vamos tirar nossas fotos de casamento em Paris, minha mãe esta bancando essa parte, como o presente de casamento. Sua manicure e o cabelereiro foi marcado para sexta em Seattle, na quadra Spring St. ás 14 horas, depois você irá para a igreja St. James Cathedral

ás 17 horas. 2 horas da manhã pegaremos um avião para Praia de Bayahibe, a sudoeste de Punta Cana, para passarmos a lua de mel. Depois pegaremos um avião e iremos para o Brasil, procurar uma casa para morarmos.

-Nossa –Disse boquiaberta –Você já planejou tudo. –Parei e olhei para ele fingindo-me de desgosto. –Por que acha que quero me casar nessa igreja? Passar lua de mel em Puta Cana...

-Punta Cana – Me interrompeu.

-Isso...

-Ah. Eu. Não. Hã. achei que iria gostar, mas, se não estiver bom eu. Eu posso mudar... O que não gostou? Quer algo mais sofisticado...? –Ele gaguejou e se atrapalhou todinho, dei um sorriso largo e o beijei interrompendo-o.

-Claro que não seu bobo, esta tudo perfeito. –Ele sorriu.

-Mais ainda faltam duas coisas... Quem vão ser os padrinhos e as daminhas?

-Todos da sua família são mais velhos?-Perguntei.

-Ah, sim. –Riu ele.

-Eu só tenho o Theo. Apesar de ele ser um meninão ele não tem tamanho. –Gargalhamos.

-Eu tenho duas irmãs mais novas. –Afirmou Luna saindo de trás das arvores, assustando-nos.

-Ah, oi Luna, você conhece alguém que possa ser daminha de casamento? –Disse Logan ironicamente. Ela olhou para o chão fazendo gestos de envergonhada, ela era tão fofa.

-Me desculpa. –Sua voz parecia de bebe quando aprende a falar. Deixou-me hipnotizada.

-Tudo bem, sente-se. –Disse após sair do transe.

-Bom como eu estava dizendo, eu tenho duas irmãs pequenas.

-Quantos anos? –Perguntou Logan.

-Uma de cinco outra de sete anos. –Respondeu suspirando incomodada.

-São um pouco velhas. –Disse Logan, agora entendi a agonia de Luna.

-Consegue melhor? –Ela o olhou provocante, querendo o incomoda-lo, mas logo sua cara desanimou.

-Não, tudo bem, não estou reclamando. Não muito, mas, acho que vai ser uma boa. Onde elas moram? –Disse ele superando-a de novo.

-Califórnia, La Miranda. Moram com minha avó.

-Isso não dá certo. –Recordei de minha avó.

-O que? Não quer daminhas? –Perguntou Logan.

-Morar com a avó. –Respondeu Luna em meu lugar. –Você esta lento hein.

-Não tenho mais poderes Luna, não sou mais como vocês. –Respondeu ele entediado. E tudo isso por minha causa. “Se eu não tivesse aparecido nada disso estaria acontecendo.” Pensei comigo fitando o chão com tristeza.

-Não, não se culpe. A escolha foi dele. Se ele quis assim é por que ele te ama. –Interrompeu-me Luna. Logan colocou as mãos em meus ombros arrumando minha postura e beija minha cabeça.

-Não se culpe. NUNCA. Pelo que eu fiz. –Ele me disse enfatizando o meio de sua frase. Concordei com a cabeça. Nem notei, mas o sol já tinha se posto, um barulho na floresta do outro lado da fonte me chamou atenção.

-Vamos, andando de vagar e sem fazer barulho. –Ordenou Luna com a voz baixa. Nos levantamos vagarosamente e seguimos em direção á casa. Não sabia o que estava lá. Mas sei que era perigoso para nós. Chegamos á casa em silencio. Luna parecia bastante aflita.

-Vocês tem que sair daqui hoje, não tem mais tempo Logan, eles já te descobriram. Eram eles na floresta eles estão se aproximando. Vá na Trailblazer, depois levo as roupas de vocês. Vão, vão... –Ela começou a nos apressar, Logan correu em direção ao carro segurando meu pulso, entrei e coloquei o cinto ele fez o mesmo, ligou o carro e já acelerou, por um momento pensei estar voando, mas estava no carro mesmo. Poxa nem tive tempo de despedir de Theo.

-Theo, como eu vou falar com ele?

-Não podemos fazer contato ainda amor, é perigoso. -Disse ele calmamente.

-Esta bem... Ele deve esta me odiando agora. –Olho para janela para Logan não me ver chorar.

-Ei, ei, princesa não chore.

-Princesas são boazinhas com a família. –Minha voz fica abafada e falha.

-Você quer falar sobre isso de novo? -Ele me olha com a sobrancelha direita levantada.

-Não. –Seco minhas lagrimas bruscamente. –Então para onde vamos?

-Não sei –ele riu- mas temos que sair de Forks. –Ele fitou a estrada pensativo. –Taholah.

-Aonde fica isso. –Perguntei. Ele riu.

-Enquanto os professores falavam você ficava paquerando é?

-Não. –Falei quase num grito nervoso. –Eu só não prestava atenção. –Disse emburrada.

-Esta bem... Fica á 68km de Forks. Não vai demorar muito. Mas só vamos passar a noite lá pela manhã partiremos para outra cidade.

-Tudo bem. –Me aconcheguei no banco bastante confortável e minhas pálpebras ficaram pesadas ate que desceram e as luzes se apagaram.

-Ji. Jiovana. Amor acorda, precisamos ir. –Logan me sacodia. Ele sorriu a me ver abrir os olhos. –Caramba, você dorme muito pesado.

-Ah, oi. O que?

-Temos que ir, os caçadores já estão chegando. –Ele me olhava preocupado e ansioso. Me levantei, tomei um banho bem tomado e me arrumei, a cidade não era muito diferente de Forks, também tinha arvores e casas e era pequena, mas conseguia ser maior que Forks. Uma coisa ainda não tive tempo de perguntar para Logan.

-Como você sabe que os caçadores estão chegando? E como aquelas nossas coisas chegaram tão rápido? –Minha voz parecia irritada.

-A Luna. Você... Ainda não confia em... Mim. Por que?

-Eu... Eu confio em você, é que... Você era praticamente um Deus e desistir disso tudo por mim... É que parece um sonho... Eu às vezes sinto medo... Eu nunca tive amigos, nunca me relacionei com outras pessoas... Esse mundo ainda é novo para mim... Tenho medo de acordar e esta sozinha novamente... –Lagrimas escorriam em meu rosto.

-Calma, amor. Eu sou real. Não se preocupe, eu te amo. Mas preciso que confie em mim. Sou tudo o que tem agora. –Suas ultimas palavras me chocaram, Theo. Theo. Theo. Era o que aparecia em minha mente... Theo havia...

-O que ouve com meu irmão? –Meu olhos cheios de lagrimas não podiam aceitar a hipótese dele ter...

-Não, não. Ele esta bem. Eu estou dizendo que... Agora, vou viver em função de manter-nos seguros. Desculpa por ter nos metido nessa... –Vejo uma lagrima se formar, mas ele logo a espanta.

-Não. Ah... Temos que parar com isso. Esta ficando chato... –eu disse rindo.

-O que? –Ele me olhou e sorriu.

-Ficar nos culpando... Chega dessas coisas, esta nos deprimindo... Vamos aceitar isso como um Jogo... Como aqueles Jogos arazes... amazes... vonazes...

-Vorazes. –Ele riu.

-Sim esse mesmo. Vamos mata-los antes que nos mate.

Ele gargalhou. -Esta falando sério?

-Claro. Sei é perigoso... Mas precisamos conviver com riscos... Já que esse é nosso destino. –Ele olhou a pista, pensativo, com uma expressão séria.

-Quer saber? Esta certa... – ele deu uma virada brusca e entrou em outra rua em alta velocidade.

-Uou, o que esta fazendo? –Perguntei, pulando no banco cada vez que ele passava por um buraco.

-Vou comprar umas armas. –Ele rio maliciosamente para mim.

-Armas?

-Vamos mata-los antes que nos mate, lembra?

-Sim, -Concordei. –Mas não tinha pensado em mata-los de verdade. –Ri meio tristonha por ter que mata-los. –Você não acha triste tirar a vida de alguém? –Ele freiou, o impacto foi forte o suficiente para que o carro abrisse os icebergs, minha cabeça bateu no vidro causando uma dor forte, fiquei tonta antes de me recuperar. –Esta ficando louco? –Gritei.

-Não, precisamos concretizar nossas ideias, matamos ou somos mortos?- Parei em pensamentos, mesmo tonta e com a cabeça doendo já tinha consciência. Mas matar? Matar, acho que eu não seria capaz, mas para salvar meu mestre posso tudo. Meus olhos ficaram semifechados maliciosamente e meu sorriso se alargou.

-Matamos. –Ele retribuiu o sorriso. Após o acidente estava me sentindo mais cansada e mais fraca.

Com sono, meu olhos queriam se fechar. Ouvi Logan gritar meu nome e retirando a camisa. Algo gelado era passado em minha testa.

-Logan? –O chamei. Me senti bastante fraca para dizer mais alguma coisa, meus olhos ainda não queriam se abrir.

-Ji, estou aqui. Ahhh Ji! –Ele suspirou aliviado e me puxou para seus braços fortes. –Me desculpa... Eu...

-O... Que... Aconteceu? –Disse com dificuldade.

-Enquanto paramos para discutir após eu freia o carro, eles nos alcançaram e atirou, um dos tiros pegou em seu braço de raspão, como você já estava fraca, você desmaiou, e te trouxe para esse hospital. Mas não se preocupe você já esta bem logo sairá daqui. –Ele se afastou de mim, seus olhos estavam cheios de lagrimas e brilhando.

-Você não vai ir comigo? –Ele tentou dizer alguma coisa, mas sua garganta travou seus olhos se inundaram e ele virou o rosto.

-Não. –Respondeu por fim, só agora percebi que ele estava sentado, com roupa de hospital. Minha mão procurou a sua e ela a segurou.

-Por quê? –Falei respirando fundo tentando afastar o desespero. Ele ficou serio, enxugou o rosto com uma das mãos.

-Eu estou doente. –Disse com uma voz apertada.

Notas finais
Gostaram? comentem!