Notas iniciais
Pessoal, 102798187324 pela demora!
Tive muitos problemas familiares, e acabei não tendo cabeça pra escrever...
Mas cá estou :D
espero que gostem do capítulo e que me perdoem pela demora >_

“ Definitivamente, seria uma noite muito longa para todos na casa.”

Ao despertar, Jaejoong estranha o fato de não encontrar seu amado deitado consigo. Levantou-se um pouco preguiçoso e foi à procura do moreno, não obtendo êxito. “Deve ter ido à padaria.” pensou despreocupado.

Decidiu então tomar um banho relaxante para começar bem o dia, mas o bipe da secretária eletrônica chamou sua atenção. Sentou-se no sofá e apertou play, esperando ouvir a mensagem deixada.

Você tem uma nova mensagem...

Yunho, sou eu, Verônica. Te esperei ontem, mas

Você não apareceu! Aconteceu alguma

Coisa? Te aguardo hoje à tardinha.

Beijos.

Para repetir, tecle 1. Para apagar, tecle 2.

Para armazenar, tecle 3.

Jaejoong sentiu-se congelado. A voz feminina parecia íntima do moreno, e o modo como a moça havia falado confirmava sua aproximação.

Absorto em seus pensamentos confusos, o ruivo não percebeu a porta ser aberta.

-Oi amor, já está acordado! – Exclamou Yunho, um pouco nervoso.

Ao ouvir a voz grave, Jaejoong é puxado de volta à realidade, não sabendo o que fazer. Sua vontade era voar no pescoço do maior e trucidá-lo como um leão faminto, mas hesitou e teve uma ideia melhor: Observar.

- Oi amor! – Respondeu sorridente. – Fiquei assustado por acordar e não te ver na cama... Onde estava? – Sua voz era inocente, mas sua pergunta era cheia de segundas intenções.

- E-Eu? – Gaguejou o maior. – E-Eu... Fui à padaria! – Sorriu aliviado pela desculpa convincente.

- Huum... – Pronunciou-se Jaejoong, observando Yunho. – E onde estão os pães? – Vendo a ausência de sacolas.

- O-os... Pães? – O moreno engoliu seco. – A padaria estava fechada! – Seu nervosismo aumentava, tornando-se quase evidente

- Sei... – Sussurrou o menor. – Bom, então vamos comer bolinhos no café da manhã. – Sorriu novamente, sentindo seu peito arder.

Durante o café da manhã, Jaejoong tentou ser o mais natural possível, mas a cada vez que olhava para o rosto perfeito à sua frente, a voz feminina lhe vinha à mente. Como ele podia ser tão fingido?! Todas as juras de amor que trocaram, todos os planos que fizeram... Tudo mentira!

Ao sentir que não aguentaria muito mais tempo, Jaejoong dá a desculpa de que esqueceu algo na casa de Taemin, e sai apressado até a casa da única pessoa que o entenderia.

- O Yunho?! Te traindo?! – Exclamava Kevin, incrédulo.

- Fala baixo bixa maldita! Quer que o Chang nos ouça?! – Ralhou o ruivo, em sussurros.

- Mas... Mas como?! Ele te ama tanto! – Kevin refletia perdido.

- Isso foi o que eu pensava. – Respondeu o jovem, com o choro trancado em sua garganta. – Até eu ouvir uma mensagem na secretária eletrônica.

- Me-Mensagem? – Kevin estava aflito e preocupado.

- É. – Jaejoong engoliu a dor que teimava em sair. – Uma tal de Verônica. Parecem muito íntimos, tanto que ontem era para o cafajeste encontrá-la, mas ele não foi. E hoje ela remarcou o encontro no mesmo lugar.

- V-Verônica? – Kevin saltou ao ouvir tal nome.

- É. Você a conhece? – Jaejoong desconfiou da atitude do amigo. Pareceu... Nervoso.

- N-Não Jae! C-Claro que não! – Kevin engolia seco. – Só acho Verônica um nome vulgar, típico para esse tipo de mulher! – Mexendo em seu cabelo dourado, como de costume.

- Tem razão! – Bufou o ruivo. – Nome típico de vagabunda. Mas... Você acha mesmo que ele está me traindo Kevin? – Choramingou o ruivo, não conseguindo mais conter seu choro manhoso.

- Ai meu gostosinho, não fica assim! – Exclamou o loiro, puxando-o para um abraço carinhoso. – Talvez isso não passe de um mal entendido! O Yunho é um homem íntegro, dedicado e sincero. Nunca faria isso. – Desvencilhando-se do abraço para olhar o amigo nos olhos e secar suas lágrimas. – E você já se confundiu antes lembra? Da vez em que viu o Yun de cueca lá em casa. – Riu, lembrando-se.

- Você tem razão. – Rindo também, mas logo voltando a sua expressão triste. – Mas... E se dessa vez eu não estiver enganado?

- Aí eu mesmo me prontifico a castrar o morenão! – Fazendo pose de super-herói, arrancando uma gargalhada do amigo.

- Mas então, o que eu faço? – Jaejoong estava mais calmo, mas ainda aflito.

- Nada! — Exclamou o loiro. – Confie nele Jae. Ele pode ser mais surpreendente do que nós imaginamos. – Sorrindo docemente.

Após algumas horas de conversa, Jaejoong sente-se mais calmo e vai embora, decidindo seguir o conselho amigo e confiar no namorado.

Mas seus pensamentos mudam quando se aproxima da casa do namorado e o percebe saindo de casa enquanto falava ao celular. Muito bem arrumado, o moreno parecia certificar-se de que não seria visto, olhando para todos os lados.

O ruivo se esconde atrás de um carro estacionado, observando todos os movimentos do maior.

Após desligar o celular, Yunho segue a passos rápidos, e Jaejoong decide segui-lo. Quatro quadras adiante, em uma praça pouco movimentada do bairro, o moreno segue até um carro vermelho estacionado e entra, cumprimentando a moça que dirigia.

O ruivo sente-se traído, enganado, violado. Mas a essa altura, sua raiva era maior que sua dor, decidindo levar aquilo adiante.

Ao perceber que seguiriam de carro, o ruivo corre até um táxi e entra apressado, ordenando o motorista a seguir o carro vermelho.

Após alguns minutos, ambos param em frente a um elegante restaurante. “Canalha! Gasta o nosso dinheiro com uma vagabunda!” Pensou irritado.

Ao ver o casal descer do carro e adentrar no estabelecimento, Jaejoong paga o taxista e desce. Seus pés travam à porta, sendo tomado por medo e dúvidas.

E se for mesmo verdade? E se Yunho realmente estiver o traindo? E se tudo tiver sido uma mentira? Teria sido culpa dele?

Respirou fundo e decidiu ir até o fim, custe o que custasse. Entrou a passos firmes no restaurante, procurando ser o mais discreto possível enquanto procurava o casal.

Mas o que o ruivo não esperava era encontrá-los sentados à mesa, acompanhados por ChangMin, Kevin, Junsu, Minho, Key, Ajoo, YooChun e Taemin.

Naquele momento seu chão sumiu. Todos o traindo? Acobertando e incentivando Yunho a apunhalá-lo pelas costas?! Isso não ficaria assim!

Sua fúria o cegou e o jovem marchou até a mesa onde conversavam descontraídos. O primeiro a vê-lo foi Kevin, que não conseguiu esconder sua expressão de pavor.

Ao chegar junto à mesa, todos o olhavam com surpresa e nervosismo, principalmente Yunho.

- Eu posso saber... – A voz do ruivo tremulava de ódio, enquanto lágrimas rancorosas desciam por sua pele de porcelana. – O que é que está acontecendo aqui?