Notas iniciais
aaaaaaahhh genteeeeee >_
acabooou T_T
sério, to quase chorando aqui!
é estranho acabar essa fic, pois ela significa muito pra mim.
Agradeço a todos que leram, acompanharam, deram suas opiniões e se emocionaram.
A todos vocês: Obrigado
Com vocês, o último capítulo de "Meu Melhor... Amigo...?"

– Eu posso saber... – A voz do ruivo tremulava de ódio, enquanto lágrimas rancorosas desciam por sua pele de porcelana. – O que é que está acontecendo aqui?

- J-J-Jae! – Exclamou Yunho, olhando para todos com pavor.

- J-Jae, não é isso que vocês está pensando. – Argumentou Kevin, muito nervoso.

- Eu não estou pensando Kevin. Eu estou vendo. – A essa altura, o ruivo já não se importava mais em esconder suas lágrimas. – Você Kevin. Justo você! Eu confiei em você! EU ACHEI QUE VOCÊ ERA MEU AMIGO! – Berrou o jovem, irado.

- Jaejoong, pelo amor de Deus cara, calma! – Levantou-se YooChun, nervoso.

- Não abra essa boca suja para falar comigo. – Rosnou o jovem. – Todos vocês. Pra mim já chega. – Virando as costas, mas logo lembrando-se do principal. – E você, Verônica, — Pronunciando o nome da jovem com nojo. – Faça bom proveito disso. – Olhando para Yunho com desprezo.

Ao virar as costas, as lágrimas que pareciam queimar molhavam seu rosto incessantemente. Ao sair do restaurante, sente uma mão firme lhe segurar bruscamente pelo braço, fazendo-o virar-se.

- Amor, calma! Eu posso explic...! – Yunho foi brutalmente interrompido por um estrondoso tapa no rosto.

- Nunca mais encoste essa sua pata imunda em mim! – Ameaçou o jovem, puxando seu braço com brutalidade e indo embora a passos firmes.

O caminho de volta para casa parecia muito mais longo agora. Seu corpo pesava o triplo, e seu coração, cinco vezes mais.

Milhares de possíveis possibilidade passavam em sua mente, qualquer possível explicação para todos o traírem. Será que não tinha sido um bom namorado? Um bom amigo? Um bom cúmplice? Seria tudo culpa dele? Mas ele se esforçara tanto!

As lágrimas incessantes não deixavam o rapaz ver direito, colidindo várias vezes com as pessoas que caminhavam na rua, que quase sendo atropelado.

Ao finalmente chegar à segurança de sua casa, o jovem senta-se no chão, abraçado em seus joelhos, contemplando da janela de seu quarto a casa de Yunho, cuja fora palco de tantas juras de amor.

Cada beijo, cada toque, cada cheiro, cada sorriso cada olhar... Parecia um pesadelo. Jaejoong queria, com todas as suas forças, que fosse um pesadelo.

Pouco tempo depois batidas incessantes e a voz dos rapazes chamando por si eram altas e vibrantes, mas isso só deixava o ruivo mais irritado.

Ao ouvir a voz de Yunho chamando seu nome seu coração apertou, e uma lágrima diferente caiu de seus olhos. Era de decepção.

Aquele homem perfeito, de sorriso belo e coração gentil na verdade era como todos os outros. E seus amigos, que tantos anos passaram ao seu lado, são iguais a ele.

Após algum tempo os gritos foram cessando, e os rapazes foram embora. Mas isso não fez Jaejoong parar de chorar. A dor de ser traído pelo amor de sua vida e pelos seus melhores amigos parecia não ter fim.

A cada lembrança de sua infância ou dos momentos passados com o seu moreno, agora pareciam apunhaladas em seu peito, brutais e sem pena.

Após horas chorando, o jovem sente-se exausto, e acaba adormecendo, acordando-se somente com os raios do sol lhe incomodando os olhos.

Pela primeira vez, Jaejoong teve vontade de não levantar. Ficar ali, para sempre, até seu corpo definhar. Por que se levantaria? O que tinha de mais lá fora esperando por ele? Estava sozinho e desamparado. A campainha lhe incomoda os ouvidos, e o jovem decide não atender. Depois de um tempo o barulho cessa, para a felicidade do jovem.

Mas um barulho vindo da janela o assusta bruscamente. Ao virar-se, percebe Kevin adentrando pela mesma, com dificuldade.

- Eu sabia que você estava em casa. – Disse o loiro, recompondo-se.

- Se eu não abri a porta é porque não quero você dentro dela. – Respondeu o ruivo, ríspido.

- Você entendeu tudo errado Jae. Não traímos você. – Explicou o menor.

- Eu não perguntei a você. Por favor, saia. – O jovem não olhava para o rosto do amigo. Não tinha coragem.

- Eu saio. – Disse virando-se de costas. – Mas você está errado. – Saindo do quarto.

Com a visita inesperada, o jovem volta a chorar. Todas as lembranças com Kevin vieram a sua mente, deixando-o profundamente magoado.

Justo ele, que fora seu porto-seguro todos esses anos. Justo ele que o ajudara a ficar com seu amado. Justo ele que o traíra.

Voltando ao seu lugar inicial, Jaejoong senta-se encolhido, inconsolado. “Por que?” Pensava ele. “O que eu fiz de errado?”

Seu corpo não percebeu as horas que passaram, e quando acordou de seu transe, já era noite. Resolveu tomar um banho e arrumar-se para dormir, sentindo seu corpo fraco. Decidiu ir até a cozinha e fazer um lanche, assustando-se com um envelope desconhecido em cima da mesa.

Ao abrir, rapidamente reconheceu a caligrafia de ChangMin e Yunho.

Por favor Jae, não nos interprete mal.

Nós te amamos muito.

Ass: Chang; Su; Yoo; Tae; Min; Kevin; Key; Ajoo.

Você é o meu anjo eterno.

Eu amo você.

Ass: Yunho

Com tais declarações, o jovem não segura a emoção e volta a chorar.

- SE ME AMAM TANTO, POR QUE FIZERAM ISSO COMIGO?! – Gritou triste, abraçando o peito.

Após acalmar-se, o rapaz come algo qualquer e vai para o banho. Minutos se passaram até Jaejoong desligar o chuveiro, tentando encontrar qualquer resposta para o acontecimento tão doloroso.

Com o corpo arrastado, o ruivo dirige-se até a cama, deitando-se pesadamente nela. O sono demorou a vir, pois sua mente trabalhava incessantemente. Lembranças, respostas, qualquer coisa que o acalmasse.

Sem perceber, Jaejoong adormece profundamente, mas acorda-se várias vezes durante a noite, chorando.

A manhã finalmente chega, acabando com sua noite tortuosa. Um pouco melhor (ou menos mal), o ruivo vai até a cozinha e prepara seu café da manhã sem pressa. Enquanto o degustava, sua campainha toca, mas o jovem não dá atenção.

Ela continua sendo ouvida irritantemente, até Jaejoong levantar e abrir a porta.

- Oi. – Sorri ChangMin.

Jaejoong toma um susto ao ver o jovem, pois estava impecável. Trajava um terno cor chumbo, camisa, gravata e sapatos pretos, e o cabelo arrumado cuidadosamente.

- Espero que você já tenha tomado café da manhã. – comentou o jovem, adentrando na casa sem ser convidado.

- Perdeu alguma coisa aqui dentro? – Indagou Jaejoong, rancoroso.

- Sim. – Disse o jovem, largando um pacote sobre a mesa e depositando as mãos nos bolsos da calça. – O meu amigo de sorriso alegre. Você o viu por aí? – Agora o caçula era sério.

- A, vi sim. – Jaejoong tinha a mandíbula trancada de raiva. – Vocês o mataram, lembra?

- A, é? – ChangMin seguiu o sarcasmo do menor. – E você pode me dizer por que ele ainda chora?

- Vocês não se contentam com o meu sofrimento? Ainda têm que vir aqui e remexer a ferida mais e mais? – Agora Jaejoong chorava, sentindo seu peito doer.

- Jae, nós amamos você. Nunca faríamos nada que pudesse machuca-lo! – Agora o jovem possuía uma voz suplicante.

- ENTÃO POR QUE FIZERAM!? – Seu pranto já não tinha mais controle.

ChangMin baixou o rosto e sorriu, sentindo uma lágrima lhe contornar os lábios, deixando Jaejoong confuso.

- Lembra quando éramos pequenos e eu passava o dia incomodando você? Colava chiclete no seu cabelo, tachinhas na sua cadeira, cola na sua massinha de modelar, terra no seu sanduíche, amarrava nós impossíveis nos tênis... Você já se perguntou o por quê Jae? – ChangMin levanta o rosto, olhando fixamente nos olhos do menor. – Porque eu te amo. Você é o irmão que eu sempre quis ter. O cúmplice que eu sempre almejei. Aquele amigo que nós queremos só para agente, sabe? De tanto amor que temos por ele? E quando fui embora... – O jovem tentou engolir o choro que já teimava em sair. – Eu rezei todos os dias para você estar feliz. – Sorrindo tristemente, enquanto as lágrimas contornavam seu sorriso.

- Então... Por que Chang? – Jaejoong quase não consegui pronunciar as palavras, tamanho era seu desespero.

- Você quer mesmo saber a resposta? – Indagou o caçula, recebendo o aceno positivo do menor. – Então vista isso. – Pegando o pacote e entregando para o ruivo.

Desconfiado, Jaejoong leva o pacote até seu quarto e o abre. Um lindo traje social completo em branco estava cuidadosamente arrumado. Terno, colete, camisa, gravata, calça e sapatos. O jovem estranhou mais ainda, mas decidiu seguir. Tomou um banho demorado e vestiu-se. Ao olhar-se no espelho, sorriu triste. “Como um anjo” Sentindo uma lágrima lhe escapar dos olhos ao lembrar do moreno.

Lentamente, o jovem vai até o encontro de ChangMin, que surpreende-se com sua beleza.

- Perfeito. – Sussurrou o caçula.

Ao saírem, Jaejoong vê que ChangMin está com o carro de Taemin, tornando a situação cada vez mais estranha.

- ChangMin, o q... – O ruivo é interrompido pelo maior.

- Não faça perguntas, apenas deixe acontecer. – Respondeu o jovem, docemente.

Ouvindo o maior, Jaejoong se cala, apenas entrando no carro. Durante o caminho, sua mente corre em busca de uma explicação, mas sem êxito.

Seus devaneios são interrompidos quando o caminho se torna muito familiar. “M-Mas... esse é o bairro da casa da árvore...” Pensou o jovem. Olhou de canto para ChangMin, que mantinha um sorriso sereno. O bairro permanecia estranhamente deserto, deixando tudo cada vez mais esquisito. Subitamente ChangMin estaciona o carro, chamando a atenção do menor.

- Você confia em mim? – Indagou inocente.

Jaejoong não conseguiu responder.

ChangMin sorriu e retirou um lenço negro do bolso, vendando o ruivo.

Jaejoong sentiu o carro voltar a andar, mas logo parar novamente.

- Onde estamos? – Indagou apreensivo.

- Você vai ver. – Respondeu ChangMin em tom sereno.

O ruivo ouviu o jovem sair do carro, e logo sentiu sua porta ser aberta. Guiado pelo maior, Jaejoong caminha alguns passos e para, sentindo ChangMin desvendar-lhe os olhos.

Ao contemplar a visão, seu coração para e a emoção imediatamente se transforma em choro.

Um corredor feito de pétalas de flor de cerejeira foi formado cuidadosamente, e, ao fim dele, a linda figueira da casa da árvore repousava imponente. Junsu, Minho, Kevin, Key, Ajoo, YooChun, Taemin, seus amigos contornavam o corredor com seus devidos pares, terminando de formar a mágica passarela.

Ao olhar, viu seu lindo amado trajando um terno igualmente branco, sorrindo. Não conseguiu acreditar, chorando de alegria.

ChangMin faz menção com o braço, indicando para o menor entrelaçar o seu. Sorrindo, Jaejoong obedece, e a linda música começa a tocar. A cada passo, contempla os rostos de seus amigos emocionados, sentindo ser desculpado por aqueles olhares ternos. Ao dirigir seu olhar para frente, percebe Yunho sorrindo serenamente, esperando seu amado chegar. Quando a distância se anula, ChangMin abraça os amigos e dirige-se até seu namorado e par.

- O que é tudo isso? – Indaga o ruivo, sorridente.

- É o nosso casamento. – Responde o maior, delicado.

- Então era isso? E a Verônica? – O jovem sentia-se um incrível imbecil por pensar tantas coisas sobre seus leais amigos e seu amor verdadeiro.

- Ela é a moça que me vendeu as nossas alianças. – Respondeu o moreno, silenciando-se pela presença do padre.

A cerimônia seguia emocionante. Todos choravam, felizes pela união mais verdadeira já presenciada pelo homem.

- Jaejoong. – Iniciou Yunho, segurando a mão esquerda do menor com a aliança ainda em sua mão. – Você foi como um anjo que desceu do céu especialmente para mim. Sinto-me completo ao seu lado, tomado por uma paz divina. Seu toque, seu beijo, sua voz, seu olhar, seu modo de amar... Eu te amo meu amor. – Colocando cuidadosamente a aliança no dedo anelar esquerdo.

- Yunho. – Iniciou o ruivo, com a voz embargada pela emoção. – Algumas vezes eu duvidei do seu amor, perguntando-me se realmente me amava. Mas agora vejo o quanto equivocado eu estava, pois o nosso sentimento não pode ser explicado. Não existe palavra no mundo que o resuma. Nosso amor não é perfeito porque ele é bom. Nosso amor é perfeito porque ele é real. Te amo meu amor. – Repetindo o gesto do moreno.

- Yunho, Jaejoong, selem este momento divino. – Sorriu o padre ao ver o casal beijar-se com paixão.

Todos vibraram, sorriram e gritaram com a prova mais pura de amor que já viram. O amor que venceu a barreira do tempo e do homem, perdurando para sempre nos corações daqueles dois jovens.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!