Meu Lar
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Era cerca de quatro horas quando Quinn entrou com seu carro na garagem do edifício. Tinha no rosto um sorriso de lado, quase que sacana. Santana havia notado que a loira vinha quieta e não pode deixar de notar suas feições, principalmente quando dirigia o olhar para ela.
– Por que está tão calada e com essa cara, Quinn? – não se aguentou e acabou perguntando.
– Nada não. – desconversou ainda com o sorriso nos lábios.
– Como “nada”, você vem desde a casa de seus pais me olhando de canto de olho e com esse sorrisinho de canto.
– Impressão sua...
– Anda, fala de uma vez. – exigiu.
– Agora quando chegarmos em casa eu te mostro. – sorriu sedutora e Santana sentiu seu corpo esquentar.
– Vou cobrar. – falou, entrando imediatamente no jogo e colocando a mão sobre a perna de Quinn, escorregando até a virilha da loira que fechou os olhos e gemeu ao sentir um leve apertão sobre seu membro que latejou.
O elevador parecia não chegar nunca ao seu destino e Quinn mal conseguia disfarçar o volume que se formava cada vez mais ao imaginar os gemidos que arrancaria de sua latina logo a seguir. Tinha as mãos cruzadas frente a cintura, tentando esconder o efeito que sua esposa lhe causara. Santana apenas lhe enviava olhares marotos e sorrisos vitoriosos, diante do poder que sabia ter sobre o corpo da loira.
Entraram no apartamento e Quinn praticamente arrastou Santana em direção ao quarto, já despindo a latina assim que adentraram no cômodo.
– Agora você vai me mostrar tudo o que você imaginou hoje mais cedo. – disse puxando o corpo esbelto contra o seu e apossando-se fervorosamente da boca carnuda.
– Acho que não vai dar tempo. – Santana provocou entre um beijo e outro.
– Ah, vai ter que dar. – falou pressionando o quadril contra o de Santana, que gemeu – Me conta o que você imaginou. – pediu.
– Primeiro quero tomar um banho morno para tirar o cansaço do dia e o suor. – sussurrou mordiscando o lóbulo da orelha de Quinn, que gemeu – Em seguida eu quero que você me possua embaixo do chuveiro, bem gostoso como só você sabe.
Mal terminou de falar e se afastou de Quinn, que ia protestar, mas se conteve ao ver o requebrado do quadril de Santana, completamente nua, dirigindo-se ao banheiro e a provocando com uma piscadela. Praticamente arrancou a cueca e o sutiã que ainda vestia e correu atrás da mulher.
Entrou no banheiro e Santana já abria o chuveiro e verificava a temperatura da água. Juntou-se a ela e abraçou-a por trás, trilhando beijos por toda sua nuca e pescoço.
Santana pressionou seu quadril ainda mais contra o de Quinn, sentindo a ereção roçar contra suas nádegas. Pegou as mãos da esposa e direcionou-as a seus seios, apertando-as contra eles. Rebolou mais contra a loira, que não conteve o gemido e massageou ainda mais forte os mamilos entumecidos, pressionando os próprios seios contra as costas da esposa.
Sem aviso Santana se afastou e de forma sedutora começou a passar a espoja ensaboada pelo corpo de Quinn, que aceitava tudo pacificamente, com os olhos ardendo de desejo viajando pelo corpo da esposa.
De forma provocante, Santana colocou um pouco da espuma e passou-a vagarosamente por toda a extensão do pênis de Quinn que mais uma vez não segurou o gemido, passando em seguida a massagear os testículos, levando a loira quase que ao prazer extremo.
Vendo o quão excitada a loira estava, resolveu não tortura-la e masturbou-a rapidamente, abaixando-se a sua frente e preenchendo a própria boca com a ereção em riste. Quinn colocou uma das mãos na parede, a fim de apoiar-se e a outra segurou os cabelos de Santana, que fazia movimentos de vai e vem chupando seu pênis.
Não demorou muito e gozou na boca da amada, que sem qualquer pudor sorveu cada pingo jorrado.
Ao ficar novamente em pé virou Quinn de costas para si, após lhe dar um demorado beijo, fazendo com a esponja os mesmos movimentos sensuais que fizera anteriormente. Assim que terminou de ensaboar a esposa, foi a vez dela começar a tortura.
Da mesma forma que Santana, Quinn a ensaboou de forma lenta, mas assim que tirava o sabão do local aproveitava para distribuir beijos e lambidas, deixando rastros de fogo por onde sua língua passava.
Lambeu toda a extensão da barriga de Santana e contornou seu umbigo, dando leves beijos no local. Sem esperar ficou de joelhos e colocou a perna da latina sobre seu ombro, passando de imediato a chupar seu clitóris.
Santana rebolava contra a boca de Quinn, que agora lambia toda a extensão de sua intimidade e penetrava sua vagina com a língua, enquanto massageava quase que freneticamente o clitóris com o dedo indicador. Ouviu um gemido mais alto saindo da boca da esposa e quase que imediatamente sentiu o líquido quente que escorreu direto para sua boca.
Mal terminou de ficar em pé e virou Santana de costas para si, fazendo com que pressionasse as mãos contra a parede e entreabrisse as pernas. Sem dar qualquer aviso envolveu seus seios e a cintura com os braços e a penetrou.
Gemeram em uníssono, como se fossem apenas uma. Quinn passou a mover o quadril de forma ritmada, estocando em Santana profundamente. A latina rebolava contra o pênis da loira, pegando sua mão e baixando até entre suas pernas, fazendo com que ela estimulasse seu clitóris no mesmo ritmo que a penetrava.
Quinn distribuía beijos pelas costas de Santana e sentiu as paredes que envolviam seu membro se fechando cada vez mais. Acelerou o ritmo de seus movimentos e sentiu a latina gozando, seguindo-a logo em seguida, mordendo de leve seu ombro moreno.
Em seguida saíram debaixo do chuveiro e acabaram por se amar mais uma vez com Santana sentada sobre o mármore da pia. Agora sim, praticamente tudo que ela imaginou havia sido realizado.
...
– Nossa, Quinnie, isso aqui é lindo demais. – dizia Santana encantada com a decoração da festa, que estava sendo realizado em um dos salões mais luxuosos de NY.
– Não sei como eles conseguem, mas a cada ano a decoração é mais bonita que a do ano anterior. E os artistas que se apresentam também são bem bons. – Quinn dizia com um sorriso iluminando seu rosto ao entrar de mãos dadas com a esposa no amplo salão, já cheio de gente.
– Então não é a primeira vez que seus animais participam dessas exposições? – perguntou curiosa.
– Na verdade não. Já faz alguns anos que tomei gosto nessa competição e sempre busco inscrever meus melhores animais. Já é o terceiro ano que trago Black e ele foi o campeão de sua categoria nos dois anos anteriores. – dizia com orgulho – Espero que esse ano não seja diferente.
– Claro que não vai ser. Seu meninão vai ser campeão mais uma vez. – incentivava, mas tinha certeza que nenhum garanhão se comparava à beleza, porte e qualidade de Black.
– E a sua princesinha não vai ficar muito longe, não. – brincou, lhe dando um selinho e mais uma vez sorrindo abertamente, completamente feliz por Santana nunca se esquivar de seus carinhos em público – Te amo. – não conseguiu se segurar.
– Também te amo, bobona. E já te disse um milhão de vezes que tenho o maior orgulho de ser casada com uma mulher linda e maravilhosa como você. Quero mais é que todos saibam quem é a sua dona. – disse, sabendo os pensamentos que rondavam a cabeça de Quinn.
– Viste só? Me faz te amar ainda mais. – falou bobamente e voltou a selar os lábios carnudos com carinho.
Ainda de mãos dadas vasculharam o salão com os olhos a procura de Kitty e Marley, que haviam avisado já estarem no local as esperando.
– Lá estão as meninas. – falou Quinn ao avistar Kitty acenando em sua direção.
Caminharam entre as pessoas que circulavam no local e por diversas vezes Quinn parou a fim de cumprimentar alguns conhecidos, sem nunca deixar de apresentar de forma orgulhosa Santana como sua esposa.
– Achamos que não vinham mais. – comentou Marley assim que sentaram-se à mesa.
– Garanto que perderam a noção de tempo transando. – Kitty falou rindo e recebeu um olhar severo de Quinn.
– Fazer o quê se sua irmã é muito boa de cama. – respondeu Santana, surpreendendo as duas loiras e arrancando uma gargalhada de Marley
– Meu Deus, cunhadinha, você é realmente perfeita. – Kitty agora acompanhava a namorada nas risadas, recebendo um olhar quase que mortal de Quinn em sua direção.
– Não falei nenhuma mentira. – concluiu, dando um delicado beijo em Quinn, que ficava cada vez mais derretida pela esposa.
– É que você me completa, então somos perfeitas juntas em todos os aspectos. – disse sorrindo e encerrando o assunto – Quais são as atrações de hoje? – questionou direto para Kitty.
– Primeiro tem os discursos de abertura feitos pelos organizadores, depois o jantar e em seguida o baile, onde haverá diversos cantores e músicos se apresentando. Neste sentido está mais variado que o ano passado. – falou casualmente.
Seguiram conversando animadamente durante todo o jantar, era incrível como haviam se entrosado em tão pouco tempo, parecia que se conheciam e conviviam há anos, tamanha a afinidade entre as quatro.
– E eu com medo de que minha cunhada não gostasse de mim. – dizia Santana em meio a risadas com Kitty, que estava se mostrando bem diferente do que havia imaginado.
– Tinha que ver suas reais intensões com minha irmã antes de me revelar, oras. – se justificava – Mas vou confessar, cunhadinha, que te amei no momento em que você entrou assustada naquela sala.
– Oh, minha linda, obrigada. Isso é tão importante para mim. Ainda mais agora que você e essa praga que eu chamo de irmã também estão namorando. – disse carinhosa.
– Vamos parar com essa melação toda que eu quero dançar com a minha latina gostosa. – declarou Quinn.
– E eu com a minha. – Kitty concluiu – Apesar que eu estou achando que a minha é falsificada, com esses olhos azuis. – falou brincando e levou um tapa no braço.
– Então vamos para a pista que eu vou te mostrar o requebrado de quadril que só as latinas têm e aí quero ver você dizer que sou falsificada. – Marley disse em falso tom de ofensa e saiu puxando a loirinha em direção à pista, sendo seguida de perto por Quinn e Santana, que riam daquela situação.
Assim que chegou ao local, já cheio de pessoas dançando, Marley passou a se movimentar de forma cadenciada, puxando Kitty contra si. Ficou de costas para a namorada e rebolou com o quadril grudado no dela, fazendo com que sua cintura fosse circundada pelos braços da menor, que a virou para si tomando seus lábios com paixão.
– Sou falsificada? – provocou.
– Não, com certeza é uma latina legítima. – respondeu, beijando-a mais uma vez.
Quinn e Santana observavam as duas enquanto dançavam praticamente do seu lado.
– Quem diria que essas duas iam se acertar? – divagou Quinn.
– Quem diria que nós iriamos nos acertar? – Santana replicou.
– Tem razão. Do destino ninguém escapa. – concluiu.
– Meu destino com certeza é você, meu amor. – beijou Quinn com carinho, demonstrando todo o amor que sentia.
– San, vou pegar algo para beber, você quer que te traga um coquetel sem álcool?
– Claro, Quinnie. Vou ficar aqui com as meninas. – disse se aproximando das outras duas e fazendo com que separassem os lábios um pouco – Agora vocês têm que entreterem uma grávida, podem parar com essa agarração. – provocou.
– Tinha que ser. Sua esposa está te ensinando bem demais, heim. – provocou Kitty.
– Não temos culpa de vocês ficarem se agarrando em público. – riu.
Marley abraçou a irmã de forma carinhosa enquanto dançavam. As três estavam distraída enquanto dançavam e conversavam animadamente, até que Santana viu a expressão no rosto de Kitty mudar e soube ali que alguma coisa estava errada.
– O que houve, Kitty? – perguntou preocupada.
– Não acredito que aquela megera ainda tem coragem de chegar pero da Quinn. – falou com raiva olhando para o local onde a irmã estava.
Imediatamente Santana se virou em direção onde Quinn estava e se deparou com a visão de uma mulher baixinha e de cabelos escuros alisando o braço de sua esposa, que se mantinha séria. Podia perceber, mesmo de longe que ela não estava à vontade. Quando deu por si já caminhava em direção a elas.
– Calma, San. Lembra do bebê. – Marley tentou apaziguar, segurando-a pelo braço – A Quinn está visivelmente dando um gelo nela.
– Estou calma, Marls. Só vou lá salvar minha mulher das garras daquela oportunista. – disse com a voz totalmente calma – Eu confio totalmente na minha Quinn. – disse e seguiu rumando em direção ao bar, sendo seguida de perto Kitty e Marley.
...
Quinn observava Santana, sua irmã e sua cunhada do bar com um largo sorriso no rosto. Estava tão distraída que não percebeu que uma das pessoas que mais lhe fez sofrer se aproximava. Só percebeu sua presença quando uma mão alisou seu braço.
Virou-se ainda com o sorriso no rosto, mas logo este sumiu, dando lugar a um olhar de indiferença. Agora a olhando de perto via que não tinha nenhum sentimento com relação a ela. A única coisa que sentia era indiferença.
– Quanto tempo, Quinn. – falou de um jeito sedutor.
– Olá, Rachel. – disse simplesmente.
– Eu estava com saudades de você. – falou tentando chegar mais perto do corpo de Quinn, que se afastou levemente, ainda séria.
– É mesmo? – perguntou sem interesse, olhando para o garçom, que ainda preparava as bebidas que pedira.
– Sim. Muita. – respondeu, passando um dedo no braço de Quinn, de cima para baixo, tentando ser provocativa – Você não sentiu saudades de mim?
– Não. – falou indiferente.
– Não acredito em você. – riu sedutora, tinha certeza que conseguiria reconquistar a loira, que sempre fora caidinha por ela – Não acredito que ainda não tenha me perdoado pelo deslize que eu cometi...
– Para falar a verdade não estou nem um pouco interessada no que você acredita ou não. – disse agora encarando a mulher a sua frente – O que você fez ou deixou de fazer não me diz mais respeito e tampouco me dou ao trabalho de pensar em você...
– Você está mentindo. Sei que você me ama... – falou quase ríspida, perdendo a postura anterior.
– Alguém me ofereceu um drinque e vim cobrar. – a voz de Santana se fez presente e Rachel se virou para ela a encarando quase que com raiva.
Quinn abriu um sorriso tranquilizador em direção a esposa, a fim de mostrar que estava tudo bem. Santana sorriu de volta e encarou Rachel de forma provocativa.
– Não sei se você percebeu, mas está atrapalhando. – Rachel falou rudemente para Santana.
– Estou atrapalhando? – perguntou de forma debochada para Quinn.
– De forma alguma. – respondeu.
– Como não está atrapalhando? Estávamos quase nos acertando, Quinn. – tentou falar melosamente e Santana revirou os olhos.
– Acho que não vemos as coisas da mesma ótica. – Quinn falou mais uma vez séria.
– Você pode nos dar licença? – insistiu para Santana – Eu e minha noiva estamos conversando. – tentou despachar a latina que quase gargalhou.
– Que feio, Quinn, não sabia que você era desse tipo, que sai por aí tentando enganar todas as mulheres que encontra. – falou em tom de falsa reprimenda e Quinn se segurou para não rir.
– Agora que você já percebeu que ela é comprometida pode dar meia volta e tirar seu cavalinho da chuva. – falou petulante, enquanto Quinn assistia àquilo mais do que interessada.
– Sério que essa anã nariguda vai falar comigo assim? – provocou e Rachel tentou avançar em Santana, mas Quinn a segurou pelos braços.
– Se eu fosse você não faria isso e tratava de sair daqui. – Quinn falou firme.
– Viste só? Cai fora, latina. – Rachel provocou.
– Não falei com ela, falei com você, senhorita Berry. – Quinn manteve-se firme.
– Mas, Quinn, eu sou sua noiva... – disse ofendida e Quinn gargalhou.
– Eu fui a sua noiva, mas pelo que me consta você nunca foi a minha. Hoje eu dou graças a Deus por você ter agido como agiu. – falava calma, como nunca achara que iria agir quando aquele momento chegasse – Te confesso que sofri por um tempo, mas hoje eu só tenho a te agradecer, senhorita Berry. Se eu não tivesse aberto os olhos, mesmo que forçosamente, hoje eu não teria a verdadeira mulher da minha vida ao meu lado.
– Do quê você está falando? – perguntou confusa, pois estava certa que teria Quinn novamente para si.
Santana se aproximou de Quinn e circundou sua cintura com os braços, tendo seus ombros cobertos de forma protetora por um braço da loira, que selou seus lábios.
– E só um aviso: da próxima vez que você falar dessa forma com minha esposa, não respondo por mim. – disse firme.
– Sua esposa? – arregalou os olhos. Não acreditava que alguém além dela suportaria Quinn, afinal ela era anormal.
– Sim, esposa.
– Uma interesseira, isso sim. – praguejou.
– Não julgue os outros por você. – Santana disse com um sorriso irônico – Nem todos agem somente por interesse, assim como você. Eu sinto pena de você, por ter jogado fora a oportunidade de ter do seu lado uma mulher espetacular como a Quinn. Pensando bem, na verdade eu fico grata, porque assim eu pude encontrar a mulher da minha vida. – disse sorrindo bobamente para Quinn, que a beijou de forma apaixonada.
Marley e Kitty observavam tudo um pouco afastadas, prontas para se aproximar, caso fosse necessário. Viram quando Rachel olhou com ódio para o casal e se afastou a passos duros, cruzando pelas duas sem nem ao menos notar.
– Isso não vai ficar assim. – murmurou ao passar por Kitty, sem perceber a presença da ex-cunhada.
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