Meu Lar

38 Capítulo 38


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo. :D Espero que gostem. (Stefany e DoceBarbara, segue a novela mexicana, kkkk)

– Como você conseguiu gostar daquele anão de jardim? – já na mesa, junto da irmã e da cunhada, Santana perguntava de forma debochada para Quinn.

– Sinceramente... nem eu entendo. – falou revirando os olhos.

– Ainda bem que você encontrou o caminho do bem e o bom gosto finalmente tomou conta do seu ser. – foi a vez de Kitty debochar.

– Obrigada, Kitty. – disse Santana, rindo – Aparentemente você me considera melhor que a megera.

– Nossa, nem se compara. Você é minha cunhadinha favorita. Aquela lá nem para encosto servia. – gargalhou.

– Vamos esquecer aquela lá, que o passado já era. – declarou Quinn – Agora eu só quero curtir a noite ao lado da minha mulher. – mais uma vez sorriu carinhosamente para Santana, que retribuiu com um delicado beijo.

– Te amo.

– Te amo mais.

– Quinnie, vem dançar comigo mais um pouco antes de irmos embora. – chamou Santana, melosa, e Quinn pensou no quanto a esposa era fofa fazendo aquele bico, bem diferente da outra que tentara dobrá-la daquela forma mais cedo, conseguindo apenas parecer pedante e ridícula.

– Nossa, com esse bico lindo eu não consigo te negar nada. – falou envolvendo Santana pela cintura e conduzindo-a para a pista de dança, onde colaram seus corpos a fim de moverem-se conforme a música lenta que tocava.

– Nunca sonhei que poderia ser tão feliz. – sussurrou Santana contra a orelha de Quinn.

– Nunca sonhei que sequer pudesse ser feliz. – Quinn falou afastando sua cabeça levemente da de Santana e encarando os olhos escuros – Mas graças a você e às nossas famílias eu descobri que isso é possível.

– Eu te amo mais que tudo, minha Quinnie.

– Eu também te amo mais que tudo, minha San.

Beijaram-se de forma lenta e apaixonada, mal sabiam que ao longe eram observadas por olhos rancorosos, cheios de ira e maldade.

Dançaram por quase meia hora e Santana quase não se aguentava mais em pé.

– Quinnie, preciso ir ao banheiro. Onde fica? – perguntou a Quinn que conversava com Marley.

– Subindo aquelas escadas ali, amor. – indicou.

– Vou rapidinho até lá, que nosso bebê está pressionando minha bexiga e depois podemos ir embora? – pediu – Estou cansada.

– Estava só esperando você convidar. Também já estou no meu limite.

Santana afastou-se em direção ao banheiro e logo o encontrou. Apenas uma das cabines estava ocupada, mas não chegou a ver por quem. Saiu da que utilizara e olhou-se no espelho. Seu batom havia saído quase que por completo, mas o restante da maquiagem ainda estava impecável. Mirou sua barriga e alisou o ventre com um sorriso terno nos lábios.

Ainda com a mão no mesmo local saiu do banheiro para ir de encontro a Quinn, que a aguardava para partirem.

Ia distraída, pensando no quão boa havia sido a noite que não percebeu um vulto se esgueirando por suas costas quando iniciava a descer as escadas. Mal sentiu o empurrão que fez com que rolasse os degraus íngremes após soltar um grito agudo, chamando a atenção de várias pessoas no salão.

Quinn ainda conversava sozinha com Marley quando ouviu um grito ecoar distante pelo salão. Seu corpo gelou ao se virar rapidamente para as escadas e ver o corpo de Santana rolando pelos degraus.

Não pensou duas vezes ao sair correndo, seguida por Marley, empurrando todos a sua frente. Parecia que um mar de gente havia se fechado a sua volta e não conseguia chegar a seu destino.

Quando finalmente conseguiu empurrar as últimas pessoas que olhavam curiosas, deparou-se com o corpo de Santana estirado no chão, inconsciente.

– San! – chamou ao se jogar ao lado da mulher – Amor, fala comigo, por favor.

O desespero em sua voz e em suas feições era nítido. A música parou de ser tocada e um grande burburinho tomou conta do local.

– Santana! San! – chamava enquanto alisava o rosto da esposa desacordada, sendo contida por Marley para não mexê-la e piorar ainda mais a situação.

– Alguém chama uma ambulância, por favor. – Marley pediu, também em desespero.

– Eu já chamei. – avisou um homem – Deixe-me olhá-la enquanto a ambulância não chega. Eu sou médico.

– Por favor, ela está grávida. – Quinn implorou, com os olhos rasos d’água, sendo amparada pela cunhada.

O médico passou a examiná-la ali mesmo e a prestar os primeiros atendimentos que podia, já que os recursos no local eram precários. Não demorou muito e os paramédicos invadiram o local, recebendo a informação do senhor que prontamente às ajudou acerca do que havia conseguido fazer. Prosseguiram fazendo os demais procedimentos necessários antes da remoção de Santana.

Santana estava sendo colocada em uma maca quando uma Kitty toda escabelada adentrou no local arrastando pelos cabelos Rachel com algumas marcas vermelhas pelo rosto e sangue escorrendo pelo nariz.

– Foi essa filha de uma puta quem empurrou Santana da escada. – disse jogando a menor no chão.

Todos que estavam no local olharam para Rachel de forma horrorizada.

– Eu vou te matar se alguma coisa acontecer à minha mulher ou ao meu filho. – Quinn rugiu entre os dentes tentando partir para cima dela, mas sendo contida por Marley, que mal conseguia conter a própria fúria.

– Alguém chame a polícia, mal estou conseguindo segurar a Quinn e se ela escapar eu vou ajudar a acabar com a raça dessa desgraçada. – Marley pediu quase fora de si.

– Quinn, por favor... – Rachel tentou dizer, mas recebeu um tapa de Kitty.

– Cala a boca, infeliz, senão termino de acabar com a tua raça. O que te bati ainda foi pouco perto de todo o sofrimento que você vem causando a minha irmã desde que entrou na vida dela. Eu devia acabar com a tua raça e poupar o mundo da tua presença desprezível. – falava enquanto puxava Rachel pelos cabelos para que esta a olhasse.

– Para, Kitty. Deixa essa ratazana aí. Me ajuda aqui com a Quinn. Vamos para o hospital saber da San. – Marley praticamente implorou e a loira menor finalmente às encarou, vendo que agora sua irmã chorava contra o peito da morena.

– Se alguma coisa acontecer com a minha cunhada ou com o bebê que ela está esperando eu mesma volto e te encontro onde for para acabar com a sua raça. Não vou deixar minha irmã sujar as mãos contigo. – ameaçou e voltou a ficar ereta, indo em direção da namorada e de Quinn.

Cruzaram por alguns policiais na saída e Marley contou rapidamente o que havia acontecido, correndo atrás das duas loiras logo em seguida.

Chegaram ao hospital em tempo recorde, Quinn ainda tremia nos braços de Kitty, que dizia palavras de conforto à loira mais velha.

– Santana Lopes-Fabray. Ela deu entrada aqui agora a pouco. – Quinn perguntou nervosa à recepcionista que verificou nos cadastros.

– Sim, ela está sendo examinada na emergência. – disse polida.

– Posso vê-la? Sou esposa dela. – pediu desesperada.

– Sinto muito, senhora, mas não posso deixá-la acessar aquele setor. Vocês vão ter que aguardar na sala de espera.

– Como assim? Eu preciso ver minha mulher. – disse se alterando.

– Calma, Quinn. A San vai ficar bem. Vamos esperar que daqui a pouco virão nos dizer que está tudo bem. – Kitty acalmou-a, tentando soar positiva, mas o medo de que algo grave tivesse acontecido a consumia por dentro.

Kitty praticamente arrastou Quinn para a sala de espera. A loira mais nova nunca tinha visto sua irmã tão abalada como naquele momento. Estava temerosa com a reação que ela poderia ter caso alguma coisa mais grave acontecesse.

– Preciso saber dela, Marley. – Quinn falou com olhos suplicantes em direção à cunhada, que apenas a envolveu em um abraço reconfortante.

– Vou ligar para nossos pais. – Kitty anunciou, afastando-se um pouco.

– Fale que não digam nada para a Alí. Não quero que ela fique preocupada. – pediu, preocupada com o bem estar da filha.

Kitty afastou-se um pouco para falar com a mãe ao telefone, explicando todo o acontecido e repassando o pedido de Quinn. Cerca de meia hora depois Maribel, Judy e Russel invadiam a recepção, também tomados pela preocupação.

– Já souberam alguma coisa da minha hija?

– Ainda não, madre. – Marley respondeu a abraçando com força.

Maribel logo se soltou de Marley e foi ao encontro da nora, que estava sendo amparada por seus pais enquanto chorava. Assim que a viu, Quinn se afastou da mãe e abraçou a sogra apertado.

– Eles vão ficar bem, não é mesmo? – chorou.

– Claro que sim, filha. Santana é uma mulher forte e tenho certeza que ela e o bebê ficarão bem.

Ainda estava sendo amparada pela sogra e pela mãe quando uma enfermeira entrou no local olhando para todos os presentes.

– Familiares de Santana Lopes? – chamou.

– Eu sou esposa dela. – falou rápido – Como ela está?

– Apesar da queda ter sido bem preocupante, ela está bem. Somente fraturou o pulso esquerdo. – disse de forma profissional.

– E o nosso bebê? – perguntou preocupada por a enfermeira não ter mencionado nada.

– Com relação ao bebê o médico que falar diretamente com vocês. – anunciou séria – Sua esposa já está no quarto. Se quiser vê-la é só me acompanhar.

Mesmo extremamente preocupada em função de seu bebê, Quinn não hesitou em seguir a enfermeira para ver como Santana estava. Entrou no quarto e se deparou com a esposa deitada na cama. Tinha o semblante abatido e o pulso enfaixado.

– San? Amor? – chamou ansiosa.

– Quinnie...- murmurou sonolenta.

– Como você se sente? – perguntou acariciando o rosto amado com uma das mãos, enquanto a outra era entrelaçada na mão que não estava machucada.

– Dói tudo. – disse baixo.

– Você me deu um susto sem tamanho. – disse suave para acalmá-la.

– Desculpa.

– Você não tem que se desculpar.

– Não lembro direito o que aconteceu. – disse confusa.

– Descansa, San. Não fica forçando a memória. Quando você se sentir bem nós conversamos.

– Nosso bebê, Quinn... Como está nosso bebê? – perguntou preocupada, levando a mão junto ao ventre.

– O médico vai falar conosco depois. Mas tenho certeza que vai ficar tudo bem. – tentou acalmá-la.

– Não posso perder nosso filho, Quinnie. – chorou.

– Não vai, amor. Te garanto que não. – afirmou com uma firmeza que com certeza não sentia.

Agora o que restava era esperar o médico, rezando para lhes dissesse que estava tudo bem com o bebê protegido no ventre de Santana.

Notas finais
Gostaram? Me deixem um 'oi'. Tô carente de vocês...