Meu Lar

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Volteeeiii, mas o capítulo tá horrível. Desculpem mesmo, mas não estou conseguindo conciliar tudo que tenho que fazer e ainda para ajudar tive que viajar a trabalho e fiquei cinco dias fora... :( Quero voltar a ser criança.

O trajeto até a casa dos Fabray foi tranquilo. Alí ia sentada em sua cadeirinha, enquanto Santana ia com o braço a envolvendo e Quinn tinha a mão sobre a coxa direita da latina. Judy falava animada contando sobre os dias em que estiveram com Alícia e narrando tudo que a menina fez e os mimos que concederam à neta. Quinn e Santana sorriam enquanto ouviam o entusiasmo da outra ao contar as peripécias da pequena.

– Eu não acredito que você aprontou tudo isso enquanto sua mãe e eu estávamos fora? – repreendeu Santana e Alí fez cara de culpada.

– Desculpa, Mama.

– Seus avós vão pensar que eu não te dei educação. – falou no mesmo tom, tentando esconder o quanto estava achando fofa a reação da menina, que parecia verdadeiramente envergonhada – Como você foi fazer seu vovô Russel sair quase às dez da noite para comprar sorvete para você? – ralhava e os outros seguravam o riso, sabiam que era importante aquele momento para a educação da menina e não deram qualquer opinião, pois Santana estava certa e todos percebiam o quanto a latina estava se segurando para não encher a filha de beijos.

– Eu prometo que não vou mais fazer, Mama. – disse fazendo beicinho.

– Não precisa chorar, mi preciosa. A Mama te ama e só não quer que você faça isso com seus avós de novo, pois não é certo. Ok? – falou abraçando a filha e beijando-a carinhosamente – Agora peça desculpas ao Vovô por ter agido assim.

– Desculpa, Vovô Russel. – pediu delicada.

– Tudo em meu amor. O Vovô também te pede desculpas por ter cedido tão facilmente e também ter sido culpado por você levar uma bronca. – falou sorrindo, dando uma espiada na menina pelo retrovisor do carro.

– Agora sei porque Quinn também age assim. – disse Santana revirando os olhos e recebendo da loira um beijo no rosto.

– Tudo culpa do meu pai. – riu e pegou a mão que a filha estendia por cima de Santana.

Chegaram à mansão dos Fabray pouco tempo depois. Alí correu para brincar na sala com os brinquedos que havia ganhado. Maribel as recebeu com entusiasmo e arrastou a filha para a sala, sentando-se ao seu lado em uma poltrona, exigindo que esta lhe contasse os detalhes da viagem, sendo seguidas de perto por Judy e Russel.

– E Kitty e Marley onde estão? – Quinn questionou curiosa.

– Kitty foi deitar um pouco e Marley disse que ia tomar um banho. – Maribel informou, voltando a prestar atenção em Santana, que começava a contar sobre a viagem.

– Vou lá em cima dar um beijo na Tampinha. – anunciou já levantando e se dirigindo às escadas, deixando os demais entretidos na conversa e Alícia brincando.

Quinn subiu as escadas rapidamente e logo chegou ao quarto da irmã mais nova. Sem nem ao menos bater abriu a porta e assustou-se com o que viu.

– Mas o que está acontecendo aqui?

...

Alícia continuava brincando sentada no tapete completamente alheia aos adultos a sua volta, os quais encaravam Kitty e Marley, que estavam sentadas lado a lado de cabeça baixa como se estivessem prontas para ouvir uma reprimenda.

– Só vou dizer uma coisa. – Quinn falou séria e as duas levantaram levemente os olhos em sua direção, completamente envergonhadas por terem sido flagradas em um momento constrangedor – Da próxima vez tranquem a porta. Temos criança em casa e não quero que minha filha testemunhe as tias em uma ocasião tão particular.

– Nos desculpe, Quinn. Isso não vai mais acontecer. – Kitty falou encarando a irmã e levou um olhar de Marley, que não havia entendido o contexto daquela afirmação.

– Não vai mais acontecer? – questionou para a loira sentada ao seu lado, com o coração apertado. Será que Kitty havia se arrependido?

– Não sem trancarmos a porta, Marls. – falou com um sorriso tímido, que foi correspondido pela morena, que sentia uma felicidade como nunca havia sentido antes.

Santana aproximou-se de Quinn, que ainda olhava fixo para as duas inconsequentes a sua frente. A latina percebia que, apesar de estar se fazendo de durona ao repreender a irmã e Marley, ela estava se segurando para não rir daquela situação e tinha certeza que ela estava tão feliz quanto a própria se sentia pelas mulheres a sua frente.

Judy, Russel e Maribel assistiam a tudo calados. As filhas eram adultas e sabiam muito bem fazer suas escolhas, e no fundo estavam bastante felizes pela possibilidade de Kitty e Marley também se tornarem um casal.

– Ao menos usaram preservativo? – Quinn provocou.

– Não sou irresponsável como minha irmã... – provocou Kitty, colocando o braço sobre os ombros de Marley e trazendo o corpo da morena contra o seu em um abraço.

– Mas que atrevida essa baixinha. – Quinn se fez de ofendida.

– Tia Marley, você e a tia Kitty vão se casar assim como as minhas mamães? – Alí se pronunciou, tirando olhares espantados de todos, que até haviam esquecido que a pequena estava na sala.

Todos encararam o novo casal que em sincronia ficaram completamente rubras.

– N-não s-sei, princesinha. Ainda é muito cedo para dizermos... – falou constrangida e Kitty entrelaçou seus dedos aos dela, sorrindo timidamente.

– Você ia gostar se eu e sua tia namorássemos? – Kitty perguntou sorrindo para a sobrinha.

– Ia ser muito legal. – a menina pulou no colo das duas que a abraçaram.

– Então quem sabe se eu pedir para a sua abuela ela me deixe namorar a tia Marley. – disse olhando para Maribel, que sorriu feliz.

– Sério? – sussurrou Marley encarando Kitty com um semblante indecifrável.

– Você não quer? – perguntou preocupada.

– Quem sabe se você pedir direito eu aceite... – abriu um sorriso de lado.

– Nunca fiz isso antes, ainda mais com plateia. – disse Kitty envergonhada, mas isso não impediu que num gesto ágil colocasse ali sentada no sofá e ficasse de joelhos diante de Marley – Marley Rose Lopes, aceita ser minha namorada?

Marley não se conteve, abriu um sorriso iluminado e no instante seguinte estava abraçada a Kitty, buscando seus lábios com urgência.

– E essa é minha irmã que afirmou que nem chegaria muito perto da sua. – disse Santana para Quinn, sendo acompanhada por todos na risada, inclusive pelo novo casal.

– O que eu posso fazer se também fui arrebatada pelo encanto das Fabray. – brincou Marley, abraçada a Kitty.

– E eu pelo das Lopes. – falou selando os lábios da namorada.

O resto do dia foi passado naquele mesmo clima familiar. Jantaram todos juntos e ao final da noite Quinn anunciou que iria para seu apartamento junto com a esposa e a filha. Maribel decidiu ficar na casa dos Fabray e insistiu em ficar com Alícia, para que as duas ficassem mais um tempo a sós, mas as duas queriam muito matar a saudade da filha e acabaram levando a pequena com elas.

Naquela noite dormiram as três na grande cama do casal. Alícia se aconchegou bem contra Quinn, que a envolveu em um abraço protetor, pegando logo no sono. Santana admirava as duas figuras que mais amava compartilhando aquele momento e não pode deixar de se emocionar. Se não soubesse de sua história poderia jurar que as duas eram mãe e filha de sangue, tamanha a ligação entre elas.

Olhou-as por mais um tempo e acabou dormindo. Queria estar descansada no dia seguinte, quando ocorreria a festa de abertura da competição que Blue Sky e Black estavam inscritos.

...

Santana acordou na manhã seguinte e ao abrir os olhos estranhou o quarto onde estava. Imediatamente veio a sua lembrança que estava no apartamento de Quinn em NY. Olhou para o lado e viu a filha e Quinn dormindo, ambas de bruços, exatamente na mesma posição. Nunca havia reparado naquele jeito da filha dormir, até aquele momento.

Estranhou aquilo, mas deu de ombros, só podia ser a convivência com Quinn que a estava influenciando. Levantou-se vagarosamente e foi até a cozinha preparar um café da manhã especial para suas princesas. Fez o café da forma que Quinn gostava e o leite que a filha costumava tomar pela manhã, ajeitando em uma bandeja com outras guloseimas que achou pela cozinha, provavelmente Judy mandara abastecer o local.

Largou a bandeja na mesinha de cabeceira e fez a volta na cama, parando do lado de Quinn, sentando no colchão e em seguida acariciando aquele rosto de anjo. A esposa dormia relaxada, tinha as feições suaves e realmente lembrava um ser celestial.

– Acorda, amor. – sussurrou, passando o nariz pelo rosto perfeito – Hora de levantar, Quinnie.

– Já vou, San. – murmurou ainda dormindo.

– Te fiz café, bem do jeito que você gosta. – distribuía beijos pela face alva e pelo pescoço descoberto – Quem foi que falou que estava com saudades do meu café?

Ao receber aqueles carinhos um sorriso brotou nos lábios de Quinn, que ainda tinha os olhos fechados. Sem qualquer aviso, Santana foi envolvida por um abraço que a fez cair sobre a loira, que a apertou ainda mais firme contra si.

– Bom dia, amor. – disse com a voz rouca de sono.

– Buenos días, mi pasion! – Santana sussurrou de forma sensual contra os lábios da esposa, beijando-a logo em seguida com desejo.

– Eu queria tomar um banho antes do café. – Quinn falou maliciosa.

– Se for rápido eu te espero, estou morrendo de fome.

– Mas eu quero a companhia da minha mulher. – sussurrou passando os lábios pelo pescoço de Santana.

– Mas não vai ter. Nossa filha está dormindo aqui do nosso lado e dessa vez não vamos ser imprudentes. – riu e afastou-se levemente de Quinn, que tinha um bico enorme – Se não desmanchar esse bico eu vou morder. – avisou e a loira aumentou-o ainda mais, fazendo com que Santana se aproximasse e mordesse sensualmente os lábios amados.

Beijaram-se mais uma vez com paixão e ao ver que não conseguiria convencer Santana a lhe acompanhar no banho, Quinn resolveu ir sozinha tomar uma ducha. Voltou para o quarto vestindo um roupão preto e foi para cima da cama junto da esposa que tentava acordar Alícia.

– Bem sua filha mesmo, dorme como uma pedra. – brincou.

– Falei que dava para você tomar um banho comigo. – provocou.

– Pensei seriamente em ir te acompanhar...

– Por que não foi?

– Porque tudo que eu imaginei não ia se resolver rapidamente. – falou sensual e Quinn sentiu seu membro latejar.

– Não faz assim, San. – implorou Quinn e recebeu um sorriso de lado de Santana.

– Mais tarde te mostro tudo que imaginei... – cochichou no ouvido de Quinn que só conseguiu fechar os olhos – Noah ligou enquanto você se banhava. – anunciou de repente pegando um biscoito e comendo, como se nada estivesse acontecendo a pouco.

– Os cavalos chegaram bem? – se preocupou.

– Ele disse que sim, mas quero ir ver minha menina e seu garoto de perto para ter certeza.

– Agora fiquei com ciúmes de Blue Sky. – falou manhosa e recebeu um selinho – Acho que você se importa mais com ela do que comigo. – provocou.

– Era só o que me faltava, Lucy Quinn Lopes-Fabray. Você com ciúmes da Blue. – não conseguiu conter a gargalhada, o que acabou acordando Alícia.

A pequena logo estava rindo com sua mãe latina, que contava que Quinn estava com ciúmes de Blue Sky.

– Mamãe, não precisa ter ciúmes da Blue. Eu e a Mama te amamos muito, muito. – falava de forma inocente, o que preencheu o coração de Quinn com um calor reconfortante.

– Vem cá, minha pequena. Também te amo muito, muito. – declarou abraçando a filha.

O resto do dia correu em torno dos animais, que aparentemente estavam bem, mas Santana fez questão de examiná-los minuciosamente. No meio da tarde deixaram Alícia com os avós e foram se preparar para a festa que ocorreria mais tarde. Apesar de ansiosa, Quinn estava imensamente feliz por finalmente ter a mulher que amava lhe acompanhando naquele evento importante.

Notas finais
Desculpem os erros e o fato do cap ter ficado realmente ruim. :( Obrigado pelos coments aos capítulos anteriores, assim que der eu respondo. Beijão, galera.