Meu Lar

26 Capítulo 26


Notas iniciais
Sei que estou atrasada, mas pelo menos saiu hoje. Desculpem os erros, acabei de terminar de escrever e vim correndo postar para vocês.

A viagem de volta ao Rancho não teve qualquer contratempo. Apesar das estradas ainda estarem um pouco úmidas e o templo nublado não houve chuva, o que facilitou no trajeto.

O tempo passado dentro da caminhonete serviu para que Santana e Marley contassem a Quinn a história da mais nova, a qual era filha apenas do pai de Santana, que teve um caso extraconjugal com a mãe da morena de olhos azuis que acabou por abandoná-la com Maribel quando esta tinha quatro anos, nunca mais voltando.

Maribel não perdoou o marido em função da traição e acabou se divorciando, mas ficou com a pequena sob sua guarda e a criou como filha. Segundo Santana a mãe se apaixonara por aquela peste no momento em que colocara os olhos nela e que a irmã teve a mesma reação com a latina mais velha, passando imediatamente a chama-la de ‘madre’, assim como a irmã.

O pai das duas veio a falecer cinco anos depois, deixando a guarda definitiva de Marley, que ainda era criança, para Maribel, a qual não pensou duas vezes em aceitar aquela responsabilidade e encaminhou a adoção da menina. Ficando, portanto, com uma criança de nove e uma adolescente de treze anos para cuidar.

Felizmente nenhuma das duas filhas deu qualquer tipo de problema para Maribel. Sempre foram meninas esforçadas e estudiosas, fazendo o que tinham ao seu alcance para ajudar a mãe. Haviam passado por várias dificuldades financeiras, mas isso só serviu para que a latina mais velha sempre incentivasse as filhas a estudarem cada vez mais para serem alguém na vida.

Quinn ouvia encantada os esforços que sua sogra havia feito para sustentar e educar as duas filhas. Maribel deixava de ter as coisas para ela, mas jamais deixara Santana ou Marley sem o que necessitavam. Admirava ainda mais aquela mulher de fibra.

Pararam a caminhonete em frente à casa de Quinn. Maribel tinha referido a Santana que ficaria fazendo algumas guloseimas juntamente com Emma a fim de espera-las. Marley soltou Alí da cadeirinha e a pequena saltou para o banco da frente, sentando no colo de Quinn e pressionando a buzina, para chamar atenção das ocupantes da casa.

Santana, Quinn e Alícia desceram da caminhonete e sorriram ao ver as duas mais velhas se aproximando. Após cumprimentarem-se efusivamente a loira pediu que Maribel pegasse no banco de traz do veículo um presente que haviam trazido para ela. Sob protestos de que não deveriam ter se preocupado com ela, aproximou-se da pick-up de vidros escuros e assim que abriu a porta levou as mãos à boca, espantada com o que encontrara.

– Nunca pensei em deixar minha Madre sem palavras. – brincou enquanto se movimentava para descer da caminhonete.

– Hija! – disse já abraçando a caçula, que apertou em seus braços – Por que não avisou que estava vindo? – ralhou em seguida.

– Queria fazer uma surpresa para vocês, Madre. – sorriu ainda abraçada à mãe.

– E que surpresa maravilhosa. – voltou a apertar a filha em seus braços – Emma, venha conhecer meu bebê.

– Madre, eu também sou seu bebê. – Santana implicou, fazendo Quinn rir e a trazer para junto de seu corpo.

– Para bebê você não serve, meu amor. – cochichou em seu ouvido, beijando seu pescoço delicadamente.

– Deixa de ser ciumenta, San. Quando que você vai se convencer que a bebê da Madre soy jo. – provocou Marley.

As duas irmãs ainda implicavam uma com a outra enquanto entraram na casa de Quinn para apreciarem o delicioso almoço feito por Emma e Maribel. Alí estava grudada na tia, e dizia que queria matar a saudade.

– Ei, grandão. Onde você estava? – perguntou Quinn ao sair para a varanda com um café em mãos.

Abaixou-se e acariciou o pelo do animal, que como sempre fazia muita festa para ela. Quinn observou Tobby parar as orelhas e ouvir a voz que vinha de dentro de casa e em seguida correr porta a dentro. Seguiu atrás dele e se deparou com Marley caída e o cachorro lambendo seu rosto de forma feliz.

– Oh, seu monstrinho. Não vai deixar de fazer isso nunca? – ria.

– Vejo que não é só comigo que ele apronta. – Quinn acompanhava as risadas.

Alícia correu em direção a Tobby e logo a menina era o centro das atenções do animal, que brincava com ela como se fosse uma outra criança.

– Vou resolver algumas coisas pendentes no escritório. – Quinn avisou Santana.

– Aproveito para ir contigo e depois sigo para os estábulos a fim de ver os cavalos.

– Cavalos? Sei bem que você vai é conferir se Blue Sky e Black estão bem. – brincou, enquanto conduzia Santana pela cintura.

– Me conhece tão bem assim?

– Melhor do que você pensa. – declarou – Sabe por quê? – perguntou e Santana fez que não com a cabeça, tendo um sorriso nos lábios – Porque eu te amo plenamente.

– Também te amo, minha paixão, meu mundo. – respondeu apaixonada roubando um beijo de Quinn.

– Hum, delícia. – disse contra os lábios carnudos – Não quer dar uma passadinha na minha sala não? Quem sabe eu possa reforçar um pouco suas novas atribuições. – provocou, beijando o pescoço da latina que começava a pensar seriamente em aceitar aquele convite, já que seu corpo começava a ficar em brasa.

O som de passos e um pigarro atrás delas as fez voltar ao mundo e se depararam com Puck, que tinha um sorriso de lado.

– Desculpe interromper as duas pombinhas, mas preciso conversar com a Quinn sobre a entrega do gado que compramos no último leilão.

– Estraga prazeres. – murmurou Santana para que só Quinn ouvisse.

– Literalmente. – a loira falou no mesmo tom, com um sorriso no rosto.

– Vou lá ver os cavalos enquanto você fala com o Noah.

– Espero vocês mais tarde para jantarem comigo. Vamos comemorar a chegada da Marley.

– Não precisa, Quinn. – ralhou.

– Precisa sim. Vai ser uma noite especial. – sorriu travessa, dando as costas para Santana e entrando em seu escritório seguida por Puck.

Santana examinou minuciosamente cada um dos animais, principalmente Black e Blue Sky, que participariam de uma competição dali a duas semanas. Estava orgulhosa com o desenvolvimento que a égua teve desde que chegara ao Rancho, sempre fora um animal bonito e vistoso, mas agora estava ainda mais elegante e com a postura confiante. Olhando bem parecia que ela refletia sua própria personalidade.

Já o garanhão negro de Quinn tinha a mesma sensualidade e aura de poder que a própria dona tinha. Os dois animais se completavam, assim como ela e sua loira. Sorriu diante daquela constatação e decidiu que proporia à namorada que fosse feita a cruza dos dois cavalos a fim de solidificar ainda mais aquelas duas peças sensacionais que eram.

Ainda demorou um pouco para terminar algumas coisas que haviam ficado pendentes e já anoitecia quando deixou o que faltava para terminar no outro dia. Foi direto ao escritório de Quinn, mas este já estava trancado, ficando chateada por a namorada não tê-la esperado.

Cabisbaixa dirigiu-se até sua casa, onde encontrou Alí vendo um desenho deitada sobre Tobby. Aquela visão da filha fez com que abrisse um enorme sorriso e com que todos os sentimentos conflitantes que vinha sentindo fossem substituídos por um amor incondicional por aquela pequena. Como podia ser tão doce?

Aproximou-se do sofá e sentou, puxando a filha para junto de si. A menina abriu um sorriso para a mãe e aninhou-se contra seu corpo. Tobby mal se movimentou, apenas sacudindo o rabo levemente, logo fechando os olhos e voltando a seu sono profundo. Terminou de ver o desenho com Alícia, acariciando os cabelos lisos e se deleitando com as risadas que a filha dava.

– San, não vi que tinha chegado. – disse Marley, entrando na sala e sentando-se do seu lado.

– Cheguei agora a pouco e mesmo precisando urgente de um banho não resisti em ficar um pouco com minha pequena. – falou enquanto abraçava a filha e dava um beijo no alto da cabecinha.

– Ela é mesmo irresistível. – riu — Mas vai lá. Toma um banho bem relaxante, que depois temos que jantar na casa da cunhada.

– Nem me fala na sua cunhada que estou zangada com ela. – falou brava, quase bufando.

– Mas por quê?

– Ela nem me esperou e tive de vir sozinha para casa. – revirou os olhos.

– Santana! – ralhou – Quem ouve você falando vai achar que você mora a quilômetros do trabalho e que dependia da carona de Quinn. – riu.

Santana fez cara de brava para a irmã e afastou Alí levemente para poder se levantar. Colocou a língua para Marley que revidou, saindo da sala em seguida para tomar um banho relaxante.

Ficou um bom tempo na banheira refletindo sobre tudo o que acontecera em sua vida desde que Alícia nascera e chegara à conclusão de que nunca estivera tão feliz na vida. Realmente, ir parar naquele Rancho tinha sido uma jogado do destino, à encaminhando direto para sua alma gêmea.

Saiu do banheiro com outro humor. Nem se lembrava mais que havia ficado chateada com Quinn. Foi ao guarda-roupas e escolheu um vestido de manga longa e vestiu sobre a lingerie que havia comprado especialmente para agradar a namorada.

Quando saiu do quarto Alícia já estava arrumada com um lindo vestidinho de mangas compridas que Quinn a havia presenteado. Marley, ao seu lado vestia uma blusa de manga longa, uma calça preta e botas. Maribel entrou logo atrás de Santana também de vestido.

As quatro se dirigiram até a casa de Quinn e entraram sem bater, já tinham bastante liberdade para agirem daquela forma. Emma estava sentada em um sofá junto a Will, que tinha o braço sobre seus ombros. Puck e Blaine estavam em outro, conversando animadamente, enquanto tomavam uma cerveja.

– Boa noite. – Santana cumprimentou a todos – E a Quinn onde está?

– Ô mulher possessiva esta. Não pode perder a loira um minuto... – brincou Puck.

– Não posso sentir saudade da minha namorada não?

– Claro que pode, amor. Pode e deve. – falou Quinn entrando na sala e abraçando Santana por trás, beijando seu pescoço – Mulher cheirosa essa minha. – sussurrou em seu ouvido.

– Só pra você, meu amor. – respondeu no mesmo tom, em seguida se dirigindo aos demais – Puck, Blaine, está é minha irmã Marley. Marley, estes são nossos amigos Puck e Blaine.

– Uou, mas beleza é uma coisa que sobra nessa família. Caprichaste nas filhas, Maribel. – Puck brincou.

– Pode tirar o olho que não é para seu bico. – disse Santana.

– Não mesmo. A não ser que use saia e seja extremamente feminina. – Marley piscou o olho para Puck, que na hora já entendeu o recado.

– Não tenho chance mesmo? – fez olhos pidões.

– Não, grandão. Sinto muito.

Seguiram conversando amenidades até a hora em que Emma anunciou que o jantar estava servido. Comeram em meio a uma conversa animada. Santana e Quinn estavam sempre trocando carinhos e olhares apaixonados, que não passavam despercebidos aos demais.

Em dado momento Quinn levantou-se de seu lugar e foi até a cozinha, voltando com uma champanhe dentro de um recipiente com gelo e taças ao redor. Tinha um sorriso lindo estampado no rosto. Santana a olhava de sobrancelha erguida, sem entender o que a namorada fazia.

– Acho que todos sabem o motivo do jantar dessa noite. – disse ao largar tudo sobre a mesa, ainda sob o olhar da latina, que estava sem entender.

– Sim, eu sei Mamãe Quinnie. – Alí falou feliz.

– Isso mesmo filha, você sabe e todos os outros também. Só quem não sabe o real motivo de eu ter pedido para vocês virem neste jantar é a sua Mama. – falou e olhou para Santana, que estava cada vez mais confusa – Desde o dia em que coloquei meus olhos em você a primeira vez meu coração soube que você tinha sido enviada para completar o vazio que tinha dentro de mim. O seu amor me fez uma pessoa melhor. Sempre quis ter uma família e finalmente você me presenteou com isso. Não canso de dizer o quanto te amo. Amo você e amo nossos filhos. É com você que quero passar o resto da minha vida e é com você que quero seguir construindo cada vez mais essa felicidade que me completa a cada dia.

Santana a olhava encantada. Sentia as lágrimas começando a tomar conta de seus olhos. Aquele dia tinha sido uma avalanche de todos os tipos de emoções.

– Nunca vou cansar de dizer e de demonstrar o quanto eu te amo. Você é minha alma gêmea. É a minha vida. – disse se ajoelhando na frente da namorada – Santana Lopes, você aceita ser minha esposa? Você me daria a honra de casar comigo e me fazer uma mulher ainda mais feliz ainda?

Santana levou as mãos aos lábios e as lágrimas que segurava caíram por seu rosto enquanto começava a reagir e se impulsionava para a frente, abraçando Quinn pelo pescoço.

– Claro que eu quero, Quinn. Nada me faria mais feliz. – falou chorosa – Apesar de fazer pouco tempo que nos conhecemos já temos uma ligação eterna. – disse colocando a mão da loira sobre o ventre e olhando para Alí – Mas mesmo que eu não estivesse grávida minha resposta seria sempre sim. Nunca tive tanta certeza de alguma coisa, como a certeza que eu tenho que te amo.

Um beijo apaixonado selou as palavras ditas.

Notas finais
Gente, peço mil perdões para vocês, mas acho que não vou conseguir seguir postando na mesma frequência. Vocês devem ter percebido que nem os comentários tenho tido tempo de responder, apesar disso me partir o coração, apesar de que a galera também não tem quase comentado... Assim que der posto o próximo.