Meu Lar

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Galera, demorou, mas ficou pronto. Capítulo parte fofo, parte hot e parte triste para vocês. Ps.: Esse vai para as minhas leitoras mais insistentes que me mandaram MP incentivando para eu acelerar o capítulo: Asuka, JapaAgron e Angel. :D

Abraçaram-se carinhosamente e assim que se afastaram Quinn envolveu a mão de Santana e encaminhou a aliança para o dedo anelar, onde ficou perfeitamente posicionada. Em seguida foi a vez de a latina fazer o mesmo movimento, colocando a aliança pelo dedo branco da noiva.

– Eu te amo. – falou Quinn selando os lábios carnudos de Santana.

– Também te amo.

– Agora vem a segunda parte do pedido. – Quinn disse com um sorriso maroto nos lábios, que faziam seus olhos brilharem.

– Que seria? – Santana perguntou confusa.

– Bem... agora que você aceitou casar comigo temos que marcar a data. – respondeu no mesmo tom.

– Podíamos marcar para quando bebê estiver com uns três ou quatro meses. – sugeriu.

– Não queria tão distante assim...

– Mas amor, antes disso eu vou estar rolando por causa da gravidez. – explicou.

Todos acompanhavam o diálogo com um sorriso no rosto, até mesmo Alícia. Já sabiam dos planos de Quinn e esperavam ansiosos a resposta de Santana. A latina com certeza teria uma surpresa.

– Não vai não. Se você concordar com a loucura que eu planejei e já dei início vamos nos casar antes de você ficar lindamente redondinha. – brincou.

– E que loucura foi essa, Quinn? – questionou desconfiada.

– Então... – começou fazendo mistério – Hoje pela manhã antes de sair para comprar nossas alianças eu mexi em sua bolsa. – falou marota e Santana ficou séria – Aí eu peguei seus documentos sem que você visse... – dizia, encarando a noiva que ainda estava sem entender nada – E fui até o cartório e dei entrada nos papéis para casarmos na semana que vem. – falou rápido, ansiosa pela reação da outra.

Santana a olhava totalmente sem reação. O que Quinn acabara de lhe dizer? Que havia marcado a data do casamento delas para a próxima semana? Mas tão rápido? Não daria tempo de organizar nada. Olhava atônita para a loira a sua frente que começava a colocar feições preocupadas no rosto.

– San? Fala alguma coisa? – pediu de vagar. Agora estava com medo de ter sido precipitada – Desculpe se me adiantei e não consultei você. Podemos marcar para depois então.

– Por que tão rápido? – perguntou ainda sem entender.

– Porque não quero ficar mais nenhum minuto da minha vida sem você plenamente do meu lado, em todos os sentidos. – respondeu mais do que rápido.

Santana a olhava de uma forma intensa que Quinn não conseguia decifrar.

– Você aceita casar comigo na semana que vem? – propôs temerosa.

– É muito rápido... – fez uma pausa e viu Quinn praticamente murchar em sua frente – Mas com você eu casaria já amanhã, caso fosse possível. – sorriu meigamente e acariciou a face amada.

– Você me deixou preocupada. – riu e abraçou Santana, ambas completamente felizes.

O restante do jantar foi regado a brindes e à sobremesa que Emma havia se esmerado em fazer para agradar as noivas. A comemoração se estendeu por mais um tempo, até que todos começaram a apresentar sinais de cansaço e começaram a se recolher.

Quinn e Santana dividiam um sofá de dois lugares em frente às poltronas ocupadas por Maribel e Marley. A latina tinha o corpo aconchegado contra o da loira, que tinha o braço envolvendo seus ombros e os dedos acariciando seu braço delicadamente enquanto sorria para a sogra que contava uma história sobre a infância das filhas.

– Você vai dormir aqui comigo está noite, não é? – falou no ouvido de Santana, assim que a sogra fez menção de ir embora – Nossa filha já está dormindo no quarto dela e seria um pecado tirá-la de lá a esta hora.

– Eu confio em você suficientemente para deixá-la aqui e ir dormir em minha casa. – provocou e viu a felicidade reluzir nos olhos verdes.

– Aqui é a casa de vocês. – declarou.

– Vai ser, ainda é só sua casa. Mas em breve aqui será o nosso lar, onde criaremos nossos filhos. – falou buscando demonstrar todo o amor e confiança que tinha por Quinn.

– Eu te amo. – foi tudo que conseguiu dizer, emocionada, antes de selar os lábios de Santana apaixonadamente.

– Boa noite para vocês duas. – Marley falou, com um sorriso no rosto, diante da cena que testemunhava. Era completamente gratificante ver a felicidade da irmã e que finalmente ela encontrara uma pessoa que pudesse cuidar dela. Desejava do fundo do seu coração algum dia encontrar uma pessoa que pudesse dividir um amor como aquele que testemunhava ali – Minha Madre e eu vamos nos recolher.

As duas levantaram e despediram-se das duas, rumando em seguida para o quarto que em breve seria o do casal.

Santana conduziu Quinn em direção à cama ampla, que já fora palco de várias noites tórridas e com certeza seria de dezenas de outras mais. Sentou a noiva na beirada do colchão e se afastou começando um sensual strip-tease.

No mesmo instante Quinn arregalou os olhos e retesou o corpo. Uma onda de calor tomou conta de todo seu ser. Admirava os movimentos de Santana, que gingava de forma cadenciada enquanto levava a mão até a lateral do vestido e descia vagarosamente o zíper.

Santana ficou de costas para Quinn e passando as mãos pelas laterais do próprio corpo rebolou até quase alcançar o chão, empinando o bumbum para seu lado. Retornou à posição anterior no mesmo ritmo e voltou a ficar de frente para a loira sedenta a sua frente.

Vagarosamente se desfez do vestido exibindo a lingerie branca de renda quase transparente que contrastava perfeitamente com seu tom de pele. A cinta-liga da mesma cor prendia a meia três oitavos que terminava com uma renda sobre a coxa muito bem torneada.

Quinn sentia o desejo correndo desenfreado por suas veias. Apertava os dedos contra o colchão e sentia que em breve sua calça social iria estourar, de tão excitada que estava. Até seus mamilos doíam, de tão túrgidos que estavam.

Vendo as reações provocadas na noiva, Santana se aproximou aos poucos e parou entre as pernas de Quinn, que não se fez de rogada e alisou as pernas da latina enquanto dava beijos por todo o abdome desta.

Sentiu as mãos de Santana indo até à barra de sua blusa, que logo estava fora de seu corpo, seguida pelo sutiã que cobria os seios alvos. Apertava as carnes firmes com vontade e a trazia cada vez mais contra si. Ansiava pelo maior contato possível. Passava as mãos pelas pernas cobertas pela meia calça e sem qualquer aviso subiu-as e desamarrou as laterais da calcinha, que era presa por lacinhos de seda.

Os lábios rapidamente baixaram na direção do local que fora desnudado e apossaram-se dali sem qualquer pudor, abrindo os grandes lábios lambendo toda a extensão que alcançava. Chupou o clitóris inchado e sentiu as mãos de Santana bagunçando seus cabelos e empurrando-a mais contra si, a fim de aumentar ainda mais aquele contato.

Enquanto a sugava aproveitou para abrir a própria calça e baixou-a até onde conseguiu, juntamente com a cueca que usava. Santana gemia enquanto alisava o pescoço e ombros de Quinn, que afastou-se do local onde quase se perdera e agarrou a cintura da latina, fazendo com que ela ficasse de costas.

Mordiscou as nádegas perfeitas e puxou-a delicadamente para seu colo, fazendo com que Santana sentasse sobre a ereção latejante, passando a mover-se logo em seguida. Virou a cabeça para trás e conseguiu capturar os lábios de Quinn, sentindo o próprio gosto na língua ávida que invadia sua boca.

Cavalgava sobre o pênis de Quinn que massageava seus seios sobre o sutiã, ambas estava parcialmente vestidas. Sentia os bicos endurecidos dos seios da loira contra suas costas, fazendo desenhos abstratos enquanto subia e descia num ritmo alucinante.

Quinn baixou uma das mãos e voltou a manipular o clitóris de Santana, que não demorou muito a ter um orgasmo que quase a fez perder os sentidos. A loira sentindo que a noiva havia alcançado o ápice também o atingiu, sentindo seu corpo convulsionar de tanto prazer que sentiu naquele momento.

Ficaram um tempo encostadas. Um corpo contra o outro. Anestesiadas. Quinn abraçava Santana fortemente contra si, como se a latina fosse desaparecer sem qualquer aviso.

– Quinnie, preciso respirar. – sussurrou – Não vou fugir, amor.

– Não vai mesmo? Promete? – falou temerosa, afrouxando levemente os braços. Sua voz transpareceu toda a insegurança que estava sentindo. Nunca em sua vida havia atingido aquela plenitude, agora tinha medo que aquilo não fosse verdade e que poderia vir a perder tudo de repente, como já havia lhe acontecido.

– Nunca vou fugir de você. – disse, percebendo o súbito medo que Quinn estava transparecendo.

Santana afastou-se levemente de Quinn e levantou-se. Terminou de tirar a própria roupa sob o olhar atento da loira, que ainda parecia insegura. Abaixou-se e delicadamente tirou a sandália que a noiva calçava e despiu as calças e cueca que estavam parcialmente abaixadas.

Quando já estavam completamente nuas a latina puxou Quinn para a cama e deitou-se contra suas costas, alisando os cabelos loiros e sedosos de sua amada.

– Você quer conversar sobre o que te atormenta? – perguntou carinhosa e sentiu Quinn suspirar.

– Eu tenho medo que você se arrependa e acabe me deixando. Tenho medo que você acabe percebendo que tudo isso foi um erro e que na verdade nunca sentiu nada por mim. Tenho medo que você me deixe e leve nossos filhos embora. Tenho medo que nossos filhos acabem sentindo repulsa e que não gostem de mim por ser assim. – nessa altura sua voz já era um sussurro e lágrimas escorriam por seu rosto.

Santana sentiu a dor que Quinn sentia. Queria entender o porquê de tanta insegurança. Puxou o corpo da loira até que ficassem de frente uma para a outra e encarando os olhos verdes começou a dizer.

– Quantas vezes vou ter que te dizer que te amo? Lucy Quinn Fabray, eu te amo como jamais amei alguém em toda a minha vida. É com você que quero dividir o resto dos meus dias e formar uma família. Eu nunca vou me arrepender disso. Sequer tenho qualquer dúvida com relação ao sentimento que tenho por você, porque meu coração bate única e exclusivamente em razão de te amar. – disse pegando uma das mãos de Quinn e colocando acima de seu seio esquerdo – Alí te ama, te idolatra e jamais terá um sentimento por você que não seja amor, respeito e admiração. E tenho certeza que nosso bebezinho também vai ter os mesmos sentimentos que nossa filha tem. – falou, agora colocando a mão da noiva sobre seu ventre.

– Eu só tenho medo de perder vocês. Que vocês me deixem como pessoas que amei já me deixaram um dia.

– Nunca vamos te deixar. Quinn, eu vou te dizer isso quantas vezes forem necessárias, até que você acredite plenamente nisso. Eu te amo. Você é o centro do meu mundo. Já não sei viver sem você junto a mim. – a loira fungou, afastando as lágrimas, e sorriu para Santana – Você não quer me contar por que você achou que eu poderia me arrepender e deixar você?

Quinn suspirou e resolveu que chegara a hora de partilhar com Santana a razão de seus medos e o porquê de ter tanto medo de amar e ser abandonada.

– Minha mãe tinha 18 anos quando um cowboy misterioso e cheio de charme começou a trabalhar para meu avô. Não demorou muito tempo para que ele notasse a beleza dela e passasse a dirigir esse charme em sua direção. Como era uma jovem bastante ingênua acabou caindo em seus encantos e ele a seduziu sem qualquer escrúpulo. Ele na verdade queria o dinheiro do meu avô. Mamãe acabou engravidando e meu avô a contragosto acabou concordando com o casamento deles, mas exigiu um contrato antenupcial. Alguns meses depois eu nasci e para espanto de todos eu não era nem uma completa menina e nem um menino. – contava e Santana podia ver a dor em seus olhos – Desde o momento do meu nascimento eu fui rejeitada por meu pai biológico, que não fazia nenhuma questão de esconder sua repulsa por ter gerado um ser como eu. O tempo foi passando e ele não fazia nenhuma questão de se aproximar de mim. Minha mãe brigava constantemente com ele em razão disso e estava decidida a se divorciar, mas ele a ameaçava e ela tinha medo de contar para meu avô. Ele conseguiu arrastar aquela situação, explorando-a financeiramente até eu completar cinco anos, quando em mais uma discussão sobre a forma como ele me tratava acabou com ele agredindo minha mãe bem na hora em que meu avô entrava na sala. Na mesma hora eu vinha correndo para encontrar meu avô na sala e também me deparei com a cena. Vovô o expulsou, mas antes de sair ele se virou para mim e disse que ficava aliviado de não ter mais de conviver com uma aberração como eu.

Quinn voltou a chorar e Santana afagou seu rosto, limpando as lágrimas, puxando-a conta seu corpo logo em seguida. Um ódio desconhecido tomou conta dela. Como podia um pai agir daquela forma, desprezando a própria filha. Naquele momento sentiu toda a mágoa que tinha escondida dentro de si por seu pai ter traído sua mãe se esvair. Por mais que ele tivesse errado sempre quisera o bem dela e de Marley e até o fim tentou obter o perdão completo de Maribel.

– Não chora, meu amor. – foi tudo que Santana conseguiu dizer, sentindo que ela mesma estava à beira das lágrimas.

Notas finais
Obrigada a quem comentou e a quem apenas leu e nem um oi me deixou. :( Bom feriadão. Até segunda. :D