Meu Lar

40 Capítulo 40


Notas iniciais
Alguém aí ainda? Desculpe o sumiço e só tenho a dizer que o capítulo ficou muito, muito, muito ruim. :(

As duas mulheres se olhavam espantadas enquanto Quinn tinha a expressão confusa, vagando seu olhar de uma para a outra, sem entender o porquê daquela reação.

– Você casou com a Santana? – perguntou Mercedes ainda espantada.

– E tem como resistir a esta latina gostosa? – Quinn falou, agora com um sorriso bobo em direção a Santana, que ainda encarava Mercedes.

– E o seu bebê com Brittany? – Mercedes perguntou confusa para Santana, que não teve tempo de responder, pois Quinn respondeu por ela.

– Nossa filha está linda, não existe criança mais perfeita que ela. – um sorriso ainda maior iluminou seu rosto.

– Como você descobriu que ela é sua filha? – perguntou espantada e agora tinha a atenção das duas mulheres a sua frente.

– Ela é minha filha porque casei com a San. Alí e eu tivemos uma conexão imediata, desde que nos conhecemos. – disse, mas ainda estava intrigada com a pergunta de Mercedes, pois parecia que a resposta exata não era exatamente aquilo que respondera.

– Ahhh. – disse Mercedes, ainda espantada e tentando processar o que lhe fora dito, sob o olhar atento e desconfiado de Santana e Quinn – E Brittany? – perguntou agora para Santana.

– Infelizmente a Britt não resistiu ao parto e acabou falecendo. – respondeu e um traço de tristeza cruzou em seus olhos.

– Sinto muito, Santana. Ela era uma pessoa maravilhosa. – disse baixo – E a menina de vocês?

– Alícia. – falou agora com um sorriso no rosto – Nossa menina é simplesmente maravilhosa. A fofura em forma de criança.

– Ela é simplesmente a coisinha mais amorosa desse mundo. Tem um jeitinho que encanta qualquer um. – Quinn dizia completamente boba – Tivemos uma conexão muito forte desde a primeira vez que nos vimos. – informou.

– Bom saber... – sussurrou, pensativa.

– Cedes, agora lembrando do que você disse, por que você me perguntou como eu descobri que a Alí era minha filha? – perguntou desconfiada e uma lembrança tomou sua mente.

Mercedes estava desconsertada e com a boca entreaberta, sem saber o que responder. Respirou fundo e tomou coragem, mas quando foi falar uma leve batida na porta foi dada e em seguida uma enfermeira com uma cadeira de rodas adentrou ao local.

– Com licença, Dra. Jones, a sala está preparada para a realização dos exames.

Aquilo pareceu despertar Mercedes, que logo estava ajudando a enfermeira a colocar Santana na cadeira de forma que a latina não fizesse movimentos bruscos.

Mercedes explicava os procedimentos que seriam feitos para Quinn e Santana enquanto a enfermeira conduzia a cadeira de rodas ao seu destino. Os exames foram feitos de forma minuciosa, sob o atendo olhar da loira, que não desgrudava um minuto da esposa.

– Bom, meninas, nada mais de mais grave aconteceu, além da fratura no pulso e algumas escoriações, mas como a queda foi bem feia, recomendo que a Santana fique em repouso absoluto, pois seu corpo está muito sensível e qualquer fator anormal pode causar um aborto espontâneo, pois seu organismo está começando a se recuperar e pode entender que o feto é alguma ameaça que tem de ser expelida. – explicava profissionalmente – Mas não se preocupem, é só medida de prevenção mesmo e por apenas duas semanas, até você ter se recuperado por completo.

– Viajar para casa nem pensar, então? – perguntou Santana.

– Nem pensar, mesmo. Após essas duas semanas você vai voltar aqui e faremos alguns exames antes de eu te dar alta. – informou – Qualquer coisa anormal que você sinta nesse período vocês podem me telefonar, vir aqui ou até mesmo me chamar, não importa a hora.

– Obrigada, Cedes. Não sei o que seria de nós sem você. – Quinn abraçou a amiga de forma emocionada.

– Amigos são para essas coisas, Quinnie. E só faço isso porque você é uma amiga muito especial e que amo como uma irmã. – declarou acariciando os cabelos loiros.

– Mas você vai nos visitar mesmo que não seja profissionalmente, não é? – os olhos verdes lhe indagaram.

– Com certeza. Quero muito conhecer a obra de arte que eu ajudei a ser construída. – mexeu, piscando para Santana, referindo-se a Alícia.

– Quanto a isso... – Quinn fez uma pausa enquanto encarava Mercedes – Acho que precisamos conversar...

– Tudo bem, Quinnie. Vamos levar Santana para o quarto e lá nós conversamos. – disse a médica por fim.

Santana observava as duas sem entender o que acontecia ali e o porque das feições ansiosas de Quinn e preocupadas de Mercedes.

– Vou lhe dar esse calmante aqui, Santana, mas ele é bem fraquinho. Não vai causar nenhum mal a você ou ao bebê.

– Por que tenho que tomar um calmante? E que conversa é essa que teremos? – perguntou desconfiada.

– Na situação que você está, com tudo que aconteceu, é melhor você tomar o remédio para não se alterar e não acabar prejudicando o bebê de vocês. – declarou.

Mesmo sem entender e ainda mais desconfiada, Santana tomou o remédio que lhe era estendido. Quinn estava completamente calada. Tinha o olhar perdido e nenhuma expressão era revelada em seu rosto. Seu cérebro fervilhava e a única coisa que pensava era: será?

A mesma enfermeira que estava auxiliando Mercedes prontificou-se em empurrar a cadeira em que Santana estava de volta ao quarto. Quinn caminhava calada, com uma das mãos no ombro da esposa. Tinha a expressão pensativa e aquilo estava intrigando a latina.

Santana já estava acomodada na cama e olhava cada vez mais intrigada de Quinn para Mercedes. Aquele silêncio e as feições pensativas a estavam deixando nervosa.

– O que está acontecendo afinal? – perguntou firme, encarando a médica.

– A vida realmente nos causa peças que nunca imaginaríamos em sã consciência. – divagou Mercedes.

– Sua filosofia não me esclareceu nada, dra. Jones. – declarou Santana.

– Já disse que pode me chamar de Mercedes. – sorriu momentaneamente desconsertada, elaborando uma forma de esclarecer o que acontecera há anos atrás – Há alguns anos atrás eu fui procurada por um casal de mulheres que queriam muito ter um bebê. Confesso que me encantei pelo carinho que uma tinha com a outra, principalmente o cuidado que a morena tinha com a loira. – falou e olhou para Santana, que prestava atenção na própria história sendo contada por Mercedes – Vi que qualquer uma das duas seria uma excelente mãe e eu não possuía naquele momento um doador condizente com aquela relação de amor, amizade e cumplicidade que eu via ali. Dava para ver que a relação de vocês era boa, apesar de reconhecer mais amizade do que propriamente paixão ali, como agora eu vejo entre você e a Quinn.

Respirou enquanto olhava para as duas mulheres a sua frente, que prestavam atentamente atenção no que a médica falava. Quinn havia sentado ao lado de Santana na cama e agora envolvia as mãos da esposa com as suas.

– Como eu ia dizendo, eu senti que vocês mereciam uma criança especial, que mesmo sem conhecer o doador do esperma, carregaria os genes de uma das melhores pessoas que eu já conheci. – falou olhando para Quinn.

– Foi aí que você me procurou. – concluiu Quinn.

– Sim. Foi aí que eu procurei você e praticamente implorei para que ajudasse o casal a realizar seu sonho.

Santana estava estupefata, não conseguia dizer nada. Tinha a boca aberta de espanto enquanto seu cérebro processava o que fora dito ali.

– V-você está querendo dizer que a doadora do sêmen... – deixou o final da frase no ar, olhando em choque para Quinn, que permanecia séria.

– Sim, Santana, a doadora foi a Quinn. – disse por fim Mercedes.

– Quinnie? – Santana sussurrou. Estava abismada, mas o silêncio de Quinn a estava preocupando.

– A Britt mandou vocês para mim. Ela me mandou o meu maior tesouro para eu cuidar. – uma lágrima escorreu pelo rosto branco.

Santana envolveu Quinn em seus braços e as duas choraram abraçadas. Os sonhos de Alícia e até mesmo os de Quinn começaram a fazer sentido.

– A minha pequena é mesmo minha. – conseguiu dizer entre soluços.

– Ela sempre foi, amor. – Santana tentou se controlar, mas também chorava.

– Nossa filha, San. – disse sorrindo entre as lágrimas – Minha, sua e da Britt.

Mercedes respirou aliviada ao ver que elas tinham reagido bem à notícia. Nunca tinha presenciado um caso desses, então não podia sequer prever qual seria a reação das envolvidas.

– Você tem noção da loucura disso tudo, San? – Quinn dizia espantada – Tanto lugar nesse país e você praticamente o atravessou e foi procurar emprego justamente no nosso Rancho.

– Não sei nem o que pensar.

– Nessas horas eu acredito piamente em milagres. – Mercedes finalmente se pronunciou – Por que isso que aconteceu entre vocês é praticamente inexplicável.

– Meus milagres. – Quinn declarou e selou os lábios de Santana com amor – Se ainda existia alguma dúvida de que nos pertencemos, ela foi completamente extinta.

– Eu nunca tive dúvidas disso, amor.

– Nem eu. Te amo mais que tudo, minha San.

– Também te amo, minha Quinnie.

Ao ver que as duas tinham reagido bem à novidade, Mercedes se retirou do quarto, a fim de dar mais privacidade ao casal.

Andava pensativa pelos corredores da clínica, porém um sorriso bailava em seus lábios. Nunca na vida acreditaria naquela história se a contassem para ela. Quando conheceu o casal Lopes-Pierce sentiu algo especial nas duas mulheres e de imediato decidiu que Quinn seria a doadora para que elas pudessem ter o bebê tão desejado.

Nunca imaginou nas voltas que a vida daria e que no final as coisas acabariam daquele jeito, sendo os fatos revelados na clínica onde tudo começara.

O destino realmente se encarregava e o que está escrito para acontecer definitivamente acontecerá.

Notas finais
Gente, adaptei a minha fic Biscoito da Sorte para a tag Camren lá no SocialSpirit. Quem quiser conferir: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-fifth-harmony-bicoito-da-sorte-3689862