Meu Lar

35 Capítulo 35


Notas iniciais
Espero que gostem. :D

– Quinnie, estou com fome. – Santana falou manhosa, sentada à sombra recostada no corpo de Quinn, que admirava a paisagem.

– Mas já? Não faz nem meia hora que você comeu uma porção de camarões e iscas de peixe. – falou beijando o ombro de sua amada.

– Mas era pequenina e você comeu comigo. – fez beicinho e Quinn a beijou.

– Então vamos para o hotel que vou pedir um almoço bem gostoso para minha esposa.

– Será que eles ainda vão nos atender? Já são quase duas da tarde. – observou.

– Provavelmente sim. Se for necessário eu obrigo eles. – falou incisiva e Santana abriu um sorriso apaixonado.

– Não precisa obrigar, amor. Se não der saímos e comemos qualquer coisa e depois voltamos para o quarto, estou com um pouco de sono. – falou manhosa.

– Cadê minha latina marrenta? Essa aqui vai fazer eu me derreter. – disse contra os lábios de Santana, que beijou com carinho.

– Esses hormônios estão acabando com minha reputação. – fez uma voz chorosa – Mas acho que um pouco da culpa de eu estar assim é sua, que fica me mimando sem limites.

– Sempre vou te mimar. – afirmou beijando-a mais uma vez – E te amar.

– Também vou te amar sempre, mi amor. Te quiero más que todo.

– Vamos logo para o quarto que quero te ouvir gemendo em espanhol no meu ouvido.

– Así, Quiiinn. Bien como me gusta, mi pacion. – gemeu no ouvido de Quinn, que sentiu seu corpo esquentar.

– Vamos logo. – disse dando de mão na bolsa de praia que haviam levado e conduzindo Santana pela cintura de volta ao hotel.

...

No elevador Quinn abraçou Santana por trás e encaixou o queixo no pescoço moreno. A latina aconchegou-se mais contra o corpo da esposa e encaixou o quadril contra o desta, roçando levemente, a fim de provocá-la.

Vendo a intenção de Santana, a loira puxou-a ainda mais contra si e aceitou de muito bom grado que a outra se esfregasse contra seu membro que já pedia para sair da cueca de contensão que usava. Distribuía beijos cálidos pelo pescoço da latina, disfarçando a excitação das duas frente às câmeras de segurança existentes no local.

A provocação já estava insuportável e estavam doidas para acabar com aquela tortura que nem sabiam quem tinha dado início.

– Vou te comer bem gostoso, da forma que você gosta. – Quinn avisou num sussurro – Não vai nem dar tempo de chegar à cama.

Santana só conseguiu rir de forma maliciosa, já esperando pela sessão de prazeres que estava por vir. Para Quinn falar daquela forma tinha certeza que realmente não chegariam nem mesmo perto da cama.

Ouviram o sinal avisando que o elevador havia chegado ao andar desejado e saíram logo em seguida. Quinn apertava a cintura de Santana enquanto a conduzia até o quarto. Ficou de frente para a porta enquanto procurava o cartão para liberá-la, afastando sua atenção por um momento da latina que olhou para os lados a fim de se certificar que não havia ninguém no corredor.

Sem conseguir se conter Santana envolveu a cintura de Quinn, a abraçando por trás, passando a distribuir beijos molhados em seu pescoço. Uma das mãos adentrou a camiseta larguinha que esta usava e logo estava apertando um dos seios com volúpia por cima do biquíni. A mão direita deslizou rapidamente por cima da bermuda e apertou o ponto de prazer de Quinn, arrancando-lhe um leve gemido.

Quinn procurava o cartão na bolsa de forma desesperada, não conseguindo localiza-lo em lugar algum. Não conseguia se concentrar enquanto a mão de Santana massageava seu pênis por cima do tecido da bermuda. Seus lábios quentes percorriam seu pescoço e nuca, deixando um rastro quente.

Depois do que pareceu ser uma eternidade a loira conseguiu abrir a porta e as duas mal conseguiam se lembrar como entraram no quarto e tampouco como acabaram nuas com Quinn possuindo Santana, que tinha as pernas circundando sua cintura, contra a madeira dura da porta.

Beijavam-se com ardor enquanto Quinn estocava seu pênis dentro de Santana com sofreguidão. Gemiam uma na boca da outra, e a latina tinha os braços enrolados no pescoço da esposa, trazendo seu rosto ainda mais para junto do seu.

Não precisou muito mais esforço para ambas gozarem. Afastaram a boca momentaneamente e encostaram as testas, uma encarando os olhos da outra. Sem dizerem uma palavra voltaram a se beijar fervorosamente, ainda encaixadas. Santana afastou seus lábios e beijou toda a extensão do pescoço de Quinn, enquanto voltava a movimentar seu quadril, sentindo a excitação crescente da loira.

Com seu membro completamente ereto, Quinn saiu de dentro da esposa e caminhou com Santana ainda junto a seu corpo até perto da mesa que havia na antessala. Colocou-a delicadamente no chão e virou-a de costas para si, fazendo com que se curvasse sobre o móvel. Sem pensar duas vezes a penetrou novamente, sentindo seu pênis adentrar facilmente a vagina completamente molhada da esposa.

Beijou toda a extensão das costas de Santana enquanto entrava e saía de seu interior vagarosamente. A latina gemia e aumentava o movimento de seu quadril. Procurava olhar para Quinn por sobre o ombro, vislumbrando os olhos verdes cheios de desejo. Mal conseguia fechar a boca enquanto era possuída por seu amor. Era incrível o prazer que aquela mulher a fazia sentir.

Santana tinha as mãos espalmadas sobre a mesa, apoiando-se da melhor forma que podia. Quinn curvou-se contra suas costas e tomou mais uma vez sua boca, enquanto suas mãos se apoderaram dos seios que balançavam diante dos movimentos que faziam. Apertou seus mamilos com prazer até que gozaram simultaneamente. Totalmente sem forças a latina cedeu sobre a mesa, sentindo peso da loira sobre suas costas e a respiração ofegante em seu pescoço.

Selvagem... essa era a melhor definição para o sexo que haviam acabado de fazer.

Assim que conseguiram se recuperar um pouco, Quinn pegou Santana no colo e a levou para o banheiro, preparando a banheira com água morna e sais, que logo cobria seus corpos. Depois da sessão de prazer que haviam tido, tomaram um banho tranquilo, onde apenas namoraram e trocaram leves carícias.

– Está com sono? – Quinn perguntou sorrindo ao ver Santana bocejando enquanto se secava.

– Acho que fiquei sem energia. – disse com os olhos pesados, vestindo a camiseta do pijama de Quinn.

– Esse pijama é o meu, San. – riu.

– Deixa eu colocar, Quinnie. Tem seu cheirinho. – falou manhosa e Quinn não pode resistir e a abraçou pela cintura, aproximando delicadamente seus rostos e dando um demorado selinho nos lábios carnudos que ainda estavam um pouco inchados pelos beijos trocados momentos antes – E você pode ficar nua, não vou me importar. – sorriu travessa.

– E por que eu tenho que ficar sem roupa e você vestida? Posso saber? – perguntou no mesmo tom.

– Porque eu estou com frio e você é uma mulher quente.

– Então vamos para a cama para você dormir um pouco enquanto meu corpo de mulher quente aquece o seu. – falou já puxando Santana apenas de camiseta para a cama, mas logo se lembrou — Você não estava com fome?

– Passou, mais tarde comemos alguma coisa. Agora quero dormir. — disse sentando na beirada da cama, bocejando mais uma vez

Santana se acomodou embaixo dos lençóis enquanto Quinn fazia a volta na cama para se deitar ao seu lado. Assim que a loira deitou aconchegou-se contra o corpo que vestia apenas uma cueca.

– Assim não vale. Você está muito vestida. – falou quase dormindo, aconchegada entre os seios desnudos da esposa.

Quinn apenas sorriu e beijou os cabelos escuros de sua esposa que já dormia tranquilamente. Seguindo seu exemplo fechou os olhos e logo acompanhava a respiração compassada de Santana.

...

– Nem acredito que hoje já é sexta feira e estamos embarcando para NY. – Estavam no aeroporto esperando o voo e Santana comentava triste por sua lua de mel já ter acabado.

– Passou muito rápido mesmo. – Quinn também lamentava – Mas podemos tirar mais uns dias depois da exposição e levar nossa pequena junto. Estou morrendo de saudades da minha pequena.

– Nem me fale, se ela estivesse aqui conosco eu nem faria esforço para irmos para NY. Só vou porque nossa filha está lá nos esperando e só falar por telefone com ela já não está mais me bastando.

– Podemos levá-la à Disney. – disse Quinn com os olhos brilhando.

– Ela ainda é muito pequena, Quinnie, não vai aproveitar nem metade dos brinquedos.

– Então podemos ficar no meu apartamento em NY mesmo e levá-la ao Central Park e a outros lugares que ela vai adorar.

– Pode ser uma boa ideia. – falou realmente cogitando aquela hipótese.

Quinn falava com Will pelo celular dando algumas instruções para o Rancho, quando ouviram seu voo sendo anunciado. Ainda era cedo e pretendiam ter a filha nos braços logo no começo da tarde.

O voo foi tranquilo, mais uma vez Quinn conseguiu tranquilizar Santana, que mais uma vez havia ficado um pouco nervosa. Desembarcaram em NY quase duas horas da tarde e foram direto pegar a bagagem. Mal ingressaram no local que dava acesso à saída do aeroporto e viram uma pequena com cabelos negros correndo em sua direção.

– Mamaaaa! Mamãããeee. – Alí corria para suas mães que imediatamente agacharam-se para ficar da altura da pequena e receber seu abraço cheio de saudades.

– Mi preciosa, la madre estuviera llena de soledad. – dizia Santana abraçando a pequena.

– Llo tambien, Mama.

– E de mim ninguém sentiu saudades não? – perguntou Quinn com um bico de ciúmes.

– Mamãe Quinnie, é claro que senti falta de você também. – disse saltando do colo de Santana abraçando-a forte.

– Huuummm, que abraço mais gostoso esse da minha pequena.

As pessoas que passavam em volta olhavam encantadas a doçura da criança, que não disfarçava o amor que sentia por aquelas duas mulheres, que retribuíam da mesma forma.

– Você veio sozinha nos buscar, Alí? – brincou Santana.

– Não, Mama. – arregalou os olhos, já no colo de Quinn – Sou muito pequena para vir sozinha.

– Como não vi ninguém com você achei que estava só.

– Eu vim com a Vovó Judy e o Vovô Russel. – disse apontando o casal mais velho que estava parado um pouco mais afastado e agora se aproximava para cumprimentá-las.

– Achamos que a Alícia tinha vindo sozinha nos buscar. – foi a vez de Quinn buscar e os dois riram.

– Queríamos dar um pouco de privacidade para vocês. Não quisemos atrapalhar o momento de família que vocês estavam tendo. – disse Judy sem querer ser invasiva.

– Que bobagem, Judy. Agora somos uma família só. – Santana disse carinhosa, abraçando a sogra, que retribuiu o gesto de igual forma.

– Obrigada, Santana. Fico feliz que você pense assim. – disse com os olhos marejados por ver que a nora não tentaria afastar a filha de seu convívio.

– Eu já disse que a San não é a megera, que tentava me afastar de vocês. – usou o apelido dado por Kitty.

– Cada vez me convenço mais disso. – disse ainda abraçada a Santana, que a apertava ainda mais em seus braços.

– Judy, você acha mesmo que depois de todo o carinho que vocês demonstraram ter pela neta de vocês eu ia mesmo querer afastar a Quinn da família? – questionou olhando nos olhos da loira mais velha e em seguida encarando o sogro – Vocês agora são minha família também e só não conviverão conosco se não quiserem.

– Eu amo essa minha nora. – Russel concluiu o assunto emocionado, envolvendo a esposa e a nora no mesmo abraço.

Quinn olhava encantada para aquela interação de sua família. Com Rachel nunca teve aquilo, pois a primeira coisa que ela quis fazer foi manipulá-la para que se afastasse de seus pais e principalmente de sua irmã, ficando furiosa cada vez que percebia serem falhas suas tentativas. A loira sempre fora educada por sua mãe, seu avô e posteriormente por Russel no sentido de que família é o bem mais precioso e o único que deve ser mantido inabalável.

Com Alícia em seu colo e aqueles pensamentos ainda em mente, aproximou-se dos três que ainda estavam abraçados e juntou-se a eles a fim de consolidar ainda mais aquela união que já havia se iniciado antes do casamento.

Notas finais
Obrigada por todos os comentários que enviaram. O carinho de vocês é sempre muito importante. :D Espero que tenham gostado. Boa semana a todos. Ps.: Desculpem os erros, mais uma vez não corrigi.