Meu Guarda-Costas
9 Só Um Guarda-Costas?
Butter e Brandon sorriam um pro outro, até que o loiro viu que estavam sendo observados.
— Ah... Butch... Sayumi. – Ele cumprimentou, sem jeito.
— Oi. – Butch falou, seco.
— O-oi. – Sayumi disse, com seu jeito meiguinho.
—E ae, rapazeada! – Butter provocou, e fez como se eles não tivessem feito nada demais. E não fizeram. Butch podia ser seu guarda-costas, mas não era seu dono.
— B-bom... – Pigarreou Brandon. – Nos vemos amanhã depois da aula, Butter?
— Claro! – Disse a morena, que estava só sorrisos. Adoraria ler os pensamentos de Butch, não podia negar.
Butch só ficou estranhamente calado. Isso preocupou Sayumi.
— Senpai? Tudo bem?
— Claro. Só tô cansado. – Respondeu o moreno, com cara de poucos amigos.
— T-tá bom... Vamos pra casa?
— Sim. Brandon, pode levar a Sayumi pra casa? Tenho que acompanhar a Buttercup até em casa.
— Hã, sim! – Brandon disse.
Quando estavam voltando pra casa, Butch estava estranhamente calado(de novo). Geralmente ele fala pelos cotovelos. Mas no momento, o cotovelo dele doía. Ele estava com ciúmes da pessoa que protegia.
— Que cara de bunda é essa?! – Butter riu, apontando pro rosto do garoto.
— Nada. – Ele disse, sério.
— Se anima aí, meu! – Butter deu um tapinha no ombro de Butch que continuava a fitá-la.
— Não finja como se nada tivesse acontecido.
— E aconteceu? – Butter indagou, arqueando uma das sobrancelhas.
— Você aceitou sair com o Brandon sem minha permissão! – Ele falou, como se ela tivesse cometido um crime.
— Não cometi crime nenhum. E mais, você não manda em mim. Faço o que quiser da minha vida. Você não é meu dono! – Butter ficou irritada com a possessão do garoto.
— Não... – Ele abaixou a cabeça. – Não sou mesmo seu dono.
Era como se estivesse magoado por não ser.
— Butch... cê tá bem?
— Tanto faz pra você, né?
— Cê tá estranho demais... E nervoso. – Comentou ela.
— QUEM TÁ NERVOSO AQUI? – Ele gritou e ela se assustou.
— V-você tá alterado. Butch, calma. – Ela fez uma cara de indefesa e Butch se sentiu culpado.
— Desculpa, tô com muita coisa na cabeça. – Ele colocou a mão na testa e os dois continuaram andando pra casa.
— Ah! Como foi seu encontro?
Butch parou e a fitou raivosamente.
— Não posso dizer que não me diverti. Mas a Sayumi e eu não combinamos...
— Você diz o mesmo de todas as garotas! – Butter bufou.
— Só de uma eu poderia dizer o contrário. – Ele disse, se aproximando dela.
— Butch... O que... – Ela nem pode terminar, Butch a abraçou o mais forte que podia. Ele queria que ela entendesse um pouco de como se sentia. Mas ao mesmo tempo, temia ser rejeitado.
— Ao invés de sair com o Brandon, vá ao cinema comigo. – Sugeriu Butch, com os olhos do gato de botas.
Buttercup quase riu na cara dele. Ele estava sendo ciumento na cara dela! Era tão fofo que ela quase apertou as bochechas dele. QUASE.
— Talvez. Vamos ver. – Ela se fez de difícil e continuou andando.
— Qual é, sou seu guarda-costas, tenho que ficar ao seu lado! – Butch choramingou.
— Ah é? Por que foi a um encontro sem mim então? – Ela o encarou.
— É pela minha reputação. E mais, está com ciúmes? – Ele riu.
Buttercup escondeu o rosto vermelho.
— Claro que não! Por que eu deveria? – Bufou ela.
— Fiz isso mais pra te provocar... Queria que pedisse pra eu ficar com você, como um guarda-costas... – Ele sorriu, apalpando os cabelos negros da mesma.
— Você é doente... – Buttercup disse e quase levantou a mão pra dar na cara dele. QUASE.
— Qual é. Sou um amorzinho. – Ele fez a carinha do gato de botas de novo.
— Quando não está sendo vilão... – A morena revirou os olhos.
Butch gargalhou e a colocou nas costas.
— E-ei! O que é isso? ME SOLTAAA!
— Você parecia cansada! E isso é divertido! – Ele ria e saia correndo.
— Você me paga! Sei que está adorando brincar comigo, mas depois de um mês, vamos acertar as contas, verme! – Ele estava furiosa, mas depois de um tempo, gostou do passeio nas costas de Butch. Ele era irritante, mas ela estava gostando da companhia dele. Pelo menos, não estava sozinha.
Ao chegarem em casa, ambos fizeram suas higienes, jantaram, fizeram a lição...
— Quer jogar um game?
— Não, agora eu tô morta. – Avisou a morena.
— Então, vai dormir. – Ele riu. – Vou jogar um pouco.
— Tá, boa noite.
— Butter.
— Que é?
Ele a abraçou de novo. Que sensível, não?
— E-ei... O que é isso? – Ela se debateu, mas ele foi mais forte e a aproximou mais do seu peito. O coração dela estava conectado com o dele. Ela podia jurar que sentiu o dele bater forte no peito.
— Você... Eu não vou te abandonar. Não pode ir com outros caras, sua chata. Só comigo. Sou seu guarda-costas, responsável por você também. Eu me preocupo com você. Posso não ser seu dono, mas você me pertence. De certa forma. Bem, eu sinto um pouco isso.
“O-o que... O que ele...”
— Butch...
Ele apertou mais ela contra seu peito. O calor entre eles estava aumentando e Butter não sabia quanto mais podia aguentar. Estava com a respiração difícil e também ficando encalorada.
— Não me deixe. – Butch disse, perto do ouvido dela.
Ela sentiu seu coração dar um pulo e acelarar com tudo, parecendo um carro descendo ladeira a baixo (AIZÁ, MARCO VÉIO! TACA-LE PAU!).
“O que é isso que estou sentindo? É estranho mas ao mesmo tempo bom... Ai, esse perfume dele... AI! VOU MORRER SE NÃO SAIR DE PERTO! QUE CALOR, MEU DEUS!”
Os dois trocaram intensos olhares quando se desgrudaram. Os olhos de ambos brilhavam.
“O que ele disse é sério ou é só o dever de guarda-costas? Ele é mesmo SÓ meu guarda-costas?”
Aí ela se tocou que estava olhando ele tempo demais.
— Tenho que dormir, boa noite. – Ela escondeu-se embaixo das cobertas, sentindo o coração que estava acelerado.
— Boa noite. – Butch riu e ligou o jogo. Deixou no mudo pra não acordar a garota.
Quando Butter pegou no sono, Butch foi até ela e cuidadosamente lhe deu um beijo na testa.
— Butter. Você é minha. Só minha.
Como se pudesse ouvir, a mesma se encolheu e o rosto ruborizou. Butch a cobriu melhor e deitou-se no seu colchão ao lado da cama dela.
— Boa noite. – Ele disse, sem esperar resposta. Logo, não poderia segurar esse sentimento só pra ele.
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