Meu Guarda-Costas

10 Eu Vou Resistir!


Na manhã seguinte, seria o suposto encontro de Butter com Brandon, o qual ela não ia, pra sair com Butch. Ela não estava mesmo a fim de ir. Não queria nem ir ao cinema com Butch. Mas ele fez aquela carinha fofa... e ela não resistiu, de novo!

“Estou amolecendo? Impossível...” – Ela tocou a testa e balançou a cabeça.

Assim, quando chegaram na escola...

— Olá, Buttercup. – Brandon sorriu pra ela, sem jeito.

— E aí. – Ela respondeu, sorrindo. – Ah, Brandon. Tenho que falar um negócio contigo.

Ela sentou na carteira ao lado de Brandon.

— Não vamos mais poder sair. Surgiu um... imprevisto. – Ela fitou Butch nessa hora e o moreno apenas riu.

— A-ah... Tudo bem... Outro dia, quem sabe... – Brandon riu e coçou a nuca, envergonhado.

Butter sorriu e foi até Butch.

— Chato, o garoto pareceria ser mó gente boa.

— Ele é, mas você nem estava a fim de ir.

— Você não me manda... Mas isso é verdade. E mais, não é só você que presta, tá?

— Talvez... – Butch piscou pra ela que grunhiu.

— Nossa, não houveram crimes ultimamente... Acho que estão tomando juízo! – Blossom comentou, lixando as unhas.

— Verdade! Deu até pra descansar! Parece férias. – Bubbles assentiu.

— É. Por que da última vez, tivemos MUITO trabalho. – Blossom enfatizou o MUITO.

— É mesmo. Até os Desordeiros pararam! – Bubbles comentou, pegando um chiclete da sua mochila e o mastigando em seguida.

— É... Vai ver seguiram o irmão, que está cuidando de uma de nós. – Blossom disse, pegando um dos chicletes da irmã.

— Eu acho o Boomer tão fofinho... Ele não é mau totalmente. Ele é um gatinho. – Bubbles riu, ruborizando o rosto.

— Hahaha. O Brick é uma graça, com um ar de durão e bad boy. Mas é um amorzinho, eu acho. – Blossom disse, mascando seu chiclete e lixando o resto das unhas.

— Mas nem pensar que daria certo de nós namorarmos com eles. – Bubbles choramingou.

— Ué, por que? – Blossom soprou os restos de unha e limpou sua calça, que tinha alguns farelos.

— Somos inimigos há muito tempo. Eles podem abusar da nossa fraqueza por eles e comandar a cidade! – Bubbles disse.

Ela andava raciocinando mais.

— Fala sério. Pra mim, eles mudaram. Mas o Macaco talvez que queira isso. Bem, vamos ver o que diz o tempo... – Blossom guardou a lixa no estojo e jogou os cabelos pra trás.

Sentiu que alguém a observava. Mas quando ela ia olhar, não havia nada. Na verdade, quem a observava era Brick.

O mesmo para Bubbles. Boomer observava a loirinha discretamente e sorria.

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— Está animada? – Butch parou na frente de Butter e abriu um largo sorriso para a mesma.

— Pro que? – Ela levou um leve susto por ele ter aparecido tão de repente que seu coração deu um pulo.

— Como o que? – Butch riu, como se ela tivesse contado uma piada muito engraçada. – Sério, Butter? O que vamos fazer hoje?

Butter colocou a mão no queixo e se lembrou.

— Ah, o cinema?

— Eureka! – Ele estalou os dedos na frente dela.

— E que filme é?

— É um de terror, não me lembro do nome agora.

— Me convida e nem sabe do nome? Imprestável... – Ela disse. – Digo... É melhor você pagar!

— Claro! A senhorita nem vai tocar na carteira! – Ele disse, no seu modo galante.

— Dá vontade de usar meu raio laser pra queimar sua mão às vezes, sabia? – Comentou ela, revirando os olhos.

— Qual é, faço de tudo pra você e ainda me trata assim?

“Eu vou resistir a ele... Não vou me apaixonar por um inimigo! Pra ele fazer o que quer de mim e tomar a cidade? Não mesmo! Eu sou a Buttercup, afinal! A durona!”

— Ora, trato como quiser. – Falou a morena, como se não fosse nada de mais.

— Você é má. – Ele fez beicinho e Butter riu.

— É meu jeito, cara. Não dá pra mudar assim. Pelo menos tô me controlando pra não te bater. – A menina de olhos verdes disse.

— Tá legal... – Sorriu ele. – Estou acostumado. Gosto de você assim.

“Como assim, GOSTO? Como amiga, né??”

Butter só desviou o olhar. Logo o recreio havia acabado e todos voltaram à suas salas de aula. Por conta de Butch estar o tempo inteiro com Butter hoje, Sayumi nem se aproximou dele.

No fim da aula, então...

— Vamos? – Butch indagou.

— Sim, mas vai me esperar tomar um banho.

— Tranquilo, vou tomar um também. – O menino verde disse.

— Já alcanço vocês! Esqueci o meu caderno no meu armário! Não sei como... – Blossom bateu em sua testa e saiu correndo.

Quando ela chegou nos armários, pegou seu caderno. Mas aí ela viu Brick ao lado, em seu armário e levou um ‘choque’, derrubando o caderno.

— Opa, desculpa... Não quis te assustar... – Brick foi logo dizendo.

— N-não... A culpa foi minha. – Blossom estava vermelha, mas abaixou a cabeça, tentando esconder. “Droga! Aja normalmente! Ele vai perceber!” – Pensou a ruiva.

Os dois se ajoelharam para pegar o dito caderno e as mãos deles se tocaram, causando um choque estranho em ambos.

— H-hum, er... – Brick balbuciou.

— E-er... Tenho que ir! – Ela rapidamente pega o caderno. – Até mais, Brick! – E sai.

Brick se encosta nos armários e coloca a mão no coração. Estava acelerado. Tocou seu rosto, estava vermelho. Colocou a mão no estômago, embrulhado.

“Não é possível... Eu estou...” – Brick pensou.

Ele balançou a cabeça e resolveu ir encontrar Boomer.

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Boomer tinha ido tomar água e Bubbles estava conversando com suas amigas, mas precisava ir pra casa. Quando ambos estavam pra ir embora, acabam se esbarrando e os dois caem.

— Foi mal, eu não vi aonde estava indo... BUBBLES?

— BOOMER! – A loira logo corou. – Eu também estava distraída.

Ele coçou a nuca e estendeu a mão pra mesma.

— Dois distraídos... – Eles riram e ela pegou na mão dele, e sentiram um choque estranho dentro de si, daqueles de arrepiar os pelinhos.

— B-Boomer... Obrigada. – Ela levantou a cabeça pra olhar nos olhos dele e coraram mais.

— N-não foi nada! – Ele soltou a mão dela, coçou a nuca e desviou dos perfeitos olhos azuis da menina. – A-a gente se vê por aí... Até!

— C-claro. A-até! – Ela acenou, meiga.

“MEU DEUS! QUE CALOR! AINDA BEM QUE FOI LOGO COM O BOOMER! O CRUSH MAIS GATO DO PLANETA!!” – Pensou a loira.

Ela foi encontrar Blossom na frente do colégio e as duas comentaram sobre os crushes e tudo o que acabou de acontecer. Elas estavam com as esperanças mais vivas que nunca. Com certeza, não poderia ser um plano maligno.

Ficaram pensando em como Butter era sortuda em ter Butch como seu guarda-costas. Fariam de tudo para terem o “crush” como guarda-costas.

Butch e Butter já tinham tomado banho. Faltava se vestirem.

Butch vestiu um moletom preto da Nike, calças jeans azuis e rasgadas, ALL STAR preto e seu fiel relógio de pulso.

Butter foi com um jeans rasgado também. Foi com uma camiseta preta e com a escrita em branco imitando uma chama “ROCK” e uma caveira ao lado. O dela era um ALL STAR verde-escuro.

— Estou pronta. – Disse a verde.

— Vamos. – Butch deu o braço pra ela enganchar.

— Sério isso? – Butter olhou pro braço dele e depois pra ele.

— Seria bom, mas você nunca quer, Buttercup. – Disse o Professor.

— Por favor, né! Olha só o que o cidadão me pede! – Ela disse, como se fosse um sacrilégio.

— Eu sou seu guarda-costas, mordomo... Poxa! – Butch fez beicinho.

Ela grunhiu. Decidiu só ficar assim até ficarem longe o suficiente pro Professor não ver.

— TÁ! – Ela decidiu, enganchando em Butch. Sentiu como se estivesse numa montanha-russa e achou que vomitaria o que comera no lanche. Seu coração palpitou alguns minutos, também.

— Boa menina. – Butch apalpou a cabeça dela.

— Ei, não sou um cachorro pra fazer isso! – Bufou ela, estressada.

— Mas é tão fofa, não aguento... – Butch fez beicinho.

“Não achei que fosse tão difícil resistir a esse moreno... Meu Deus. Tô só sentindo o coração e vendo só a gente pela frente. Só escuto as batidas do coração.”

— Tanto faz. – Ela rapidamente fechou a cara e os dois saíram.

— Boa sorte! Divirtam-se! Butch, cuide bem dela! – O Professor acenou.

— Pode deixar. Eu uso meus poderes em qualquer vilão que tentar machucá-la! – Disse Butch, sorrindo.

— Quem diria, o vilão virou herói. É o fim do mundo... – Buttercup fez careta, ainda enganchada ao verde.

— É... – Riu Butch, com seu sorriso perfeito, o que Butter querer soltar dele, mas ao mesmo tempo ficar com ele assim pra sempre. Afinal, não era sempre que um cara lindo daqueles fazia isso por ela. E era magnético. Parecia que um imã a puxava para Butch. Aqueles olhos, aquele sorriso, aquela risada irritante, aquele cabelo, aquele perfume... Butter estava seriamente com medo de cair na conversa dele, se entregar àquele moreno e não resistir aos encantos do narcisista que sempre odiou.

“Não creio que isso tá acontecendo!”