Meu Gremista
60 Capítulo 60
Notas iniciais
aconteceram coisas
1ª o show do john foi a coisa mais linda do mundo, e eu chorei pq nao estava la (me julguem eu sou idiota mesmo)e eu ja baixei o show e estou ouvindo mais 456374869504386 vezes XD
2ª teve um puta apagao aqui na minha cidade, por causa de um puta temporal do devil que derrubou 3 postes na minha rua... resultado sem água e sem energia
que beleza
3ª desisti de física.
é isso
bom cap ;)
No dia seguinte já publiquei no grupo que eu tenho com aquele povo retardado que estávamos arrumando as malas pra ir a sampa e de lá pegaríamos o voo pra Polinésia francesa (Bora Bora) ao 12:30 e que segundo Poseidon um de seus recepcionistas nos buscaria no aeroporto.
Quando Percy ficou sabendo do tempo de voo quis morrer.
Cerca de 13 horas e 22 minutos de voo.
– Porque não podemos ir de barco?????
Eu ignorei. Ele é tão inteligente pra algumas coisas mas pra outras é tão besta.
Tyson estava agarrado as minhas pernas enquanto eu e Percy arrumávamos as malas.
– Fica aqui pra sempre Annie. Você não precisa ir embora. – Olhei pra Percy em agonia. Eu odeio a hora de ir embora.
– O pequeno. – Sentei na cama que estava pensa, a nova demoraria alguns dias para chegar. E falando nisso...
FLASHBACK ON
(NA://que fique claro que esta parte não estava inclusa na história, mas a pedido de uma leitora muito especial "annabeth" resolvi escreve-la e botar aqui ;D)
Depois de sermos zoados até a morte por todos, ouvimos um grito que veio do terceiro andar.
Tereza.
Escondi meu rosto no peito de Percy e esperei todos subirem correndo as escadas pra ver o que tinha acontecido. Subimos atrás (que fique claro que Percy estava me carregando).
Quando chegamos lá, Tereza estava com as mãos na boca em choque. Poseidon colocou a mão no seu ombro e olhou pra dentro do quarto, sua cara foi igualmente chocante.
– Mas... mas... – Acho que ele não estava acreditando muito que tínhamos realmente quebrado a cama. Me escondi atrás de Percy envergonhada. Thalia me encarou boquiaberta.
– O que... como?
– Gente... – Minha mãe resmungou.
– Creio em deus pai. – Sally disse.
– O que aconteceu? Vocês brigaram? – Tyson olhou pra gente assim como todo mundo.
– Não... não pequeno, foi... foi a aranha. É isso. Ela fugia e eu tenho muito medo, olha o que aconteceu. – Poseidon explodiu em uma gargalhada.
– Meu filho! Meus parabéns. Eu nunca fui capaz. Você só me dá orgulho. – Ele apertou a mão de Percy que estava todo sorridente. – Por isso que você está meio mancando querida! Eu nunca pensei ser possível, mas vocês são incríveis. Parabéns. Desse jeito eu vou ser avô logo! Que maravilha! Vem tampinha, vamos ir atrás de outra cama pro seu tato, porque a aranha de ontem foi fooorte... – Ele piscou pra gente e saiu com Tyson ainda gargalhando e murmurando, “meu filho é incrível”, “só orgulho”, “descascaram uma parede e quebraram uma cama!” “Deuses, Sally que me aguarde” ... e coisas do tipo.
– E-eu falei brincando! Não acredito que realmente quebraram a cama! – Sally disse histérica.
– Que força em cara. – Nico deu um tapinha no ombro de Percy e assobiou olhando o estrago do quarto. Ai eu me manifestei.
– OPA! Que fique claro que isso aconteceu quando eu estava por cima. – Minha mãe me olhou chocada e eu voltei a esconder o rosto.
– É mas a parede foi minha culpa. – Percy disse. O pior de tudo é que ele se orgulhava de quase destruir um quarto. É um cretino mesmo.
– Vocês são impossíveis! – Sally jogou os braços pra cima e bateu os pés no chão. – Como Tereza vai limpar isso?
– A gente ajuda. – Eu disse, mas não deu muito certo, porque assim que sai de trás de Percy, minhas pernas tremeram e se ele não me segurasse pela cintura eu teria ido de cara no chão.
– Filha de deus. Você vai voltar a andar né? – Minha mãe disse aflita, Percy soltou uma risada.
– Vai sim, é só uma dormência momentânea.
– Vocês são loucos. – Thalia disse.
– Não me arrependo de nada. – Me virei pra Percy. – Meu aniversário está ai, é bom você preparar alguma coisa no mesmo nível. – Percy sorriu feliz pra todos.
– Ela é incrível não é? – Ele me pegou estilo noiva no colo e me deu um beijo na bochecha.
– Sim, nossa, incrível. Agora eu quero ver quem vai limpar isso daqui. – Sally ainda batia o pé no chão.
– Não se preocupe Dona Sally. – Minha sogra olhou reprovadoramente pra Tereza, por ela tê-la chamada de Dona. – Esse é o meu trabalho, eu posso chamar mais algumas pessoas pra ajudar na limpeza só vai demorar um pouquinho. – Ela coçou a cabeça analisando a bagunça do quarto.
FLASHBACK OFF
Voltando...
Puxei Tyson pro meu colo.
– Eu tenho que estudar meu amorzinho. Eu queria muito ficar aqui com você mas eu não posso. – Ele fungou e me abraçou, escondendo a cabeça no meu pescoço (com maquiagem, as marcas ainda estavam lá). – Vamos fazer o seguinte, nas férias do meio do ano pede pro seu papai deixar você lá com a gente por uns tempos, o que acha? – Ele me olhou feliz e saiu correndo gritando pelo pai. Percy riu, sentou na cama e deitou no meu colo. Automaticamente minhas mãos foram pros seus cabelos pretos.
– Você sabe que meu pai vai acabar cedendo e o pirralho vai mesmo. – Eu sorri e beijei seus lábios.
– Claro que eu sei, se não, não tinha chamado ele pra ir. – Ele fez uma careta chateada.
– Ele vai querer dormir com a gente. – Eu ri e alisei seu rosto, completamente liso (Sally o obrigou fazer a barba).
– A gente da um jeito. – Passei a mão na sua testa e vi um ponto preto. – Que isso? – Cheguei mais perto e notei ser um cravo. – Nooossa olha o tamanho desse cavalo! Deixa eu tirar.
– Ah não Annie! Eu odeio tirar cravo.
– Eu que vou tirar cabeça de algas, fica quieto. – Segurei sua cabeça e comecei a espremer.
– Ai... Aaai... AAI... Porra isso dói. – Tirei aquele bitelo de um cravo e o encarei debochada.
– Para de ser bixinha.
– Eu sou bixinha é? Que eu saiba você ainda está toda marcada. Será que eu vou precisar te lembrar? – Ele me encarou safado e me empurrou com força deitando em cima de mim. Escutamos um estralo e a cama balançando. Rolamos pra cabeceira com o impacto.
– NÃO ACREDITO QUE VOCÊS TERMINARAM DE QUEBRAR A CAMA!! – Sally gritou do seu quarto. Percy me encarou com medo e eu soquei seu braço.
– Merda.
...
– Tchau gente. – Abracei todo mundo, inclusive Nico, Thalia e minha mãe que iriam pegar um outro voo amanhã anoite pra Assis. – Boa viagem pra vocês e bom ano novo pra todo mundo.
Tyson correu pro meu colo. O nariz vermelho por causa do choro. Abracei ele apertado e Percy nos abraçou.
– Hey tampinha não fica triste. A mamãe liberou você. Daqui a pouco você vai ver a gente de novo. – Tyson olhou pra ele que deu uma piscadinha, e abraçou o irmão ainda no meu colo.
– Eu vou sentir saudade tato. – Sorri, porque tão lindinho gente? – De você também Annie. – Ele voltou a me abraçar.
– Nós também pequeno.
Embarque do voo 986 para São Paulo, plataforma C
– Temos que ir. – Dei um beijo na sua testa e coloquei ele no chão. Ele correu e se agarrou nas pernas da minha mãe. Sorri pra ela. – Tchau gente. Amo vocês.
– A gente também. – Eles acenaram. Percy pegou nosso carrinho e eu enlacei meu braço no seu. Olhei pra trás mais uma vez e sorri acenando de novo.
– Você ta com aquele remédio pra eu dormir ai né? – Percy perguntou. Seu corpo já estava ficando tenso.
– Ta sim, não se preocupe. Vai ser rápido. – Ele acenou freneticamente. Era muito engraçado esse medo dele.
...
Abrimos o apartamento e Percy entrou correndo na frente pra ir ao banheiro. Eu disse pra ele ir durante o voo, mas ele levanta da cadeira? Bundão.
Levei nossas malas pro quarto e peguei mais duas dentro do guarda roupa, já prontas que eu fiz antes da viagem.
Tomei uma água e enxaguei o rosto. Percy pegou nossos passaportes e outros documentos. Descemos até a portaria e eu fui checar a correspondência, vendo as contas em dia e tudo mais. Percy chamou um taxi e fomos para o aeroporto de Guarulhos.
Chegando lá, encontramos todo aquele povo retardado de sempre que fez muita falta. 78 pulou no meu pescoço e me deu um cascudo me fazendo socar a sua barriga.
– Perva! Que saudade que eu tava de você biscatona.
– Fala platinada, também senti sua falta. – A Barbie me sufocou em um abraço e eu a abracei de verdade dessa vez.
– Oi cabrita.
– E ae perua! Não acredito que a única coisa rosa que você está usando é esse colar! – Ela riu.
– Isso é porque você não viu as malas dela. – A veinha crakuda me deu um abraço também.
– Oie crakuda. Engordo em? Paro com a droga do lado da família né? – Ela riu sarcasticamente.
– E você? Derrubou a casa? Tá rouca porquê? E esse pescoço maquiado ai não engana ninguém.
– Você fala isso porque não viu como ficou a cama, mas Percy sendo Percy tirou uma foto. – Que ele estava mostrando pros meninos nesse momento. Leo deu um grito tipo “UOOOOU” e deu um tapa na mão do meu gremista que estava com um sorriso orgulhoso nos lábios, revirei os olhos.
– Gente mas nem na casa da sogra essa criatura acaba com o fogo na xanex hein? – Clarisse me deu dois tapinhas nas costas e fizemos um toque de mano.
– Ahhh era noite de natal! Tinha que aproveitar. – Chamei elas com as mãos e elas se juntaram pra me ouvir sussurrar. – Eu nem andei no dia seguinte. – Elas riram safadas e eu fiz um High-Five com a 78.
– Gente cada vez me surpreendo mais com essa garota. É um orgulho. – 78 disse nos fazendo rir.
– Fala loiraaa! – Malcom me deu um abraço.
– E ae mané! Curtiu a foto que eu te mandei né?
– Cara, você é demais. Poseidon de mano foi impagável. Foto exclusiva baby! Mais dinheiro pro Malcom aqui. – Nós fizemos um toque eles riram.
– E ai meninos como vão? – Dei um abraço em cada um.
– Estamos ótimos e você, vejo que já está andando. – Leo disse fazendo todo mundo rir.
– Poisé, por um momento pensei que teria que usar cadeira de rodas.
– É muita potência. – Percy flexionou os músculos e eu babei. A ele é meu mesmo, posso babar.
– Oh potência, mostra as fotos pras meninas, elas também querem ver. – Percy foi mostrar as fotos sorridente.
– Deixa eu postar no blog??
– Tá louco? Usou tóxicos??
– Só uma Annie.
– Lógico que não.
– Mas você não vai me impedir de escrever sobre isso. – Revirei os olhos.
– Gente vamos fazer o check-in logo? Tem toda essa burocracia pra sair do país e blah blah blah. – Frank disse e eu concordei.
– É vamos. – Eu peguei nossas malas de mão e Percy catou o carrinho com nossas outras malas. Os outros fizeram o mesmo e fomos por check-in.
...
– Cadê aquele remédio?
– Tem certeza? São 13 horas de viagem, da tempo da gente escapar pro banheiro. – Ele refletiu por um tempo, mas negou.
– Tenho, quando estivermos em terra firme eu prometo te foder de várias maneiras possíveis. Mas não em um avião. – Murchei, peguei a merda do remédio e dei pra ele que engoliu rapidamente e encostou a cabeça na poltrona.
– Oh peixinho. – Malcom que estava na poltrona atrás da gente, se levantou e debruçou na poltrona de Percy. – Imagina se o avião cai com você dormindo? – Percy se encolheu no banco e a 78 o puxou pela camisa dando um beliscão no seu braço.
– Para de ser estupido. – Ouvi ela dizer e eu ri.
Peguei a mão do Percy que estava fechada em punho e a abri massageando levemente, dei alguns beijinhos e entrelacei nossos dedos sentindo ele relaxar aos poucos. Ele abriu seus olhos penetrantes e me encarou sorrindo, desenhou com os lábios eu amo você. Sorri. Também te amo eu disse.
– Awwwn que bunitinho. – Levantei a cabeça e vi Malcom com uma câmera filmando a gente. Mandei um beijo pra lente e Percy deu um sorriso.
– Eu também quero um beijo.
– Você está muito mimado isso sim. – Mas eu o beijei.
– Da pra parar com essa novelinha ai atrás? – Clarisse levantou a cabeça na poltrona e Malcom a filmou.
– Oh Chris tá faltando dá um coro nela em? Temos bastante tempo, dá pra dá uma rapidinha no banheiro. – Clarisse lhe mostrou o dedo do meio e ele riu.
– O que vocês estão fazendo? – A Barbie perguntou na poltrona do corredor, Malcom virou a câmera pra lá e ela deu um gritinho arrumando o cabelo. Leo riu e apareceu.
– Olá a todos Leo gostoso Valdez na área. – A veinha que estava na poltrona de trás deu um pedala na cabeça dele. Eu ri.
Malcom voltou a câmera pra 78 do seu lado e começou a irrita-la.
– Este é o amor da minha vida, olha como ela é linda. – Ela empurrou a câmera com a mão mas riu.
– Sai daqui Malcom. – Ele lhe deu um beijo na bochecha e eu peguei a câmera, já deu pra sentir a zona dentro do avião né? Todos estavam olhando pra gente e rindo.
– Me dá um beijinho amor. – Ele fez um bico e fechou os olhos ela riu e deu um selinho nele e depois deu dois tapinhas “alá” 78 na cara dele que fez um bico.
– Pronto, agora quieta a bunda ai. – Ele cruzou os braços sobre o peito e franziu a testa. Voltei a sentar na minha poltrona e virei a câmera pro Percy que voltou a se segurar firmemente.
– Cabeça de algas. – Chamei, ele de olhos fechados fez um “hum”. – Abre esse olhos lindos pra mim vai. – Ele sorriu e abriu os olhos azuis. – Diga oi pros seus fãs.
– Oi fãs. Viram o tanto de louco que eu tenho a minha volta? Nós estamos dentro de um avião e esse povo fazendo essa zoeira toda, imagina se isso cai. – Virei a câmera pra gente e deitei a cabeça no seu ombro.
– É um voo muito longo, daqui a pouco eu tiro o baralho e a gente vai jogar um truco. – Ele riu e beijou meus cabelos.
– Louca. – Eu ri e o beijei. Nesse momento uma turbulência chacoalhou o avião. Percy se tencionou todo e seus olhos se arregalaram de medo.
– Calma, tá tudo bem. – Ele escondeu sua cabeça no meu pescoço e respirou pesadamente. Suspirei, ele tinha que dar um jeito nessa fobia dele. – Tchau gente, até a próxima. – Desliguei a câmera e joguei pro Malcom. – Pode dormir agora tá? – Ele assentiu e se aconchegou mais em mim. Acariciei seus cabelos e sem perceber também adormeci.
...
Tenho uma coisa a dizer.
Pra quem não sabe, Bora Bora, que é onde fica a Praia da Matira, fica na polinésia francesa.
E lá eles falam francês.
E meu gremista é o único que fala francês.
E eu amo quando ele fala francês.
Preciso dizer que eu estou encarando ele feito uma idiota enquanto ele conversa com o nosso recepcionista?
Preciso dizer que eu estou lembrando daquela nossa noite, em que ele me fodeu falando francês?
Preciso dizer que eu quero arrancar as roupas dele nesse momento?
Acho que não né.
– Gente olha o olhar da Annie, cuidado Percy ela vai te atacar a qualquer momento. – Malcom disse com a câmera ligada. Eu nem percebi, mas quando é que eu coloquei a mão na sua coxa? Lambi os lábios e olhei pra Malcom.
– Por favor. Cale a boca e desligue a câmera, não quero ser filmada fazendo sexo em público de novo. – Eles soltaram um “UOOOOU” e Percy riu em meio a sua conversa com o carinha lá e olhou pra mim com a sobrancelha arqueada. Puxei ele pela camiseta e sussurrei no seu ouvido. – Para de me tentar. – Ele riu e passou o braço pelos meus ombros.
– Oh mon ange ele não vai entender se eu falar em outra língua. – Ele passou os dedos de leve pelas sardas no meu ombro sorrindo debochado pra mim. Eu tremi e lambi novamente os lábios.
– Excuse Sr. Do you speak english? (descupe senhor, você fala inglês?) – Perguntei ao senhor super simpático.
– Oh dear, yes. I'm sorry, that your petit ami is spoken in French with me, really sorry. (oh querida, sim. Me desculpe é que seu namorado falou em francês comigo, realmente me desculpe). – Acho que petit ami quer dizer namorado em francês.
– Don’t worry. That I was a little lost in the conversation. (não se preocupe, é que eu estava meio perdida na conversa). – Eu tava mesmo, mas não era bem por isso que eu queria mudar a língua. Me sentindo com closed caption da tv.
Eles continuaram a conversar, agora em inglês e eu pude respirar aliviada. Meus amigos retardados riam e eu apenas mostrei o dedo do meio pra eles.
...
Quando chegamos ao hotel que era tipo uns chalés separados dentro d’água que eu simplesmente pirei. Era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
Leo comentou.
– Pelo menos dormir nós vamos poder, os chalés são bem separados não vai dar pra ouvir a sem-vergonhice desses dois.
– Sabe o que é isso Leo? Vontade. Que isso Drew? Ta deixando ele na seca? – Percy perguntou e Leo ficou da cor de um pimentão. Ele começou a gaguejar, mas fechou a boca e ficou quietinho.
Teve um rolo lá, porque uma recepcionista brasileira nos reconheceu e tivemos que tirar uma foto com ela se não ela teria um treco. Malcom ficou todo feliz porque seu site tinha seguidores até aqui. Outro carinha também, mas ele só ficou nervoso por estar falando com o filho do patrão. Nossa, é difícil enxergar Poseidon como o chefão mal.
Pegamos nossas chaves na recepção e fomos cada um pro seu chalé. Nossas malas seriam entregues depois.
Abri a porta e ofeguei. Gente se existe o paraíso, é aqui. Gargalhei, tirei os sapatos e corri, pulando na cama.
– Hmmm essa daí é bem forte. Isso é bom porque não podemos quebrar. – Percy fuçou na nossa mala de mão e tirou uma caixinha de lá. Me apoiei nos cotovelos e o olhei contornar a cama e sentar atrás de mim. – Eu meio que perdi a linha do raciocínio por causa do seu presente de aniversário e tudo mais. – Mordi os lábios lembrando da nossa noite. – E você também não me lembrou o que dificulta um pouco as coisas, mas aqui está o seu presente de natal (NA:// acharam que eu tinha esquecido né haha). – Ah éé esqueci do presente encomendado. – Eu mandei fazer, não achei nada igual ao que eu tinha em mente.
Ele abriu a caixinha e lágrimas me vieram aos olhos.
Tinha uma gargantilha fina prata e um pingente pendurado.
O pingente era um átomo também prata o núcleo era uma pedra azul da cor dos seus olhos, os elétrons brilhavam com mini pedrinhas que eu estava rezando para não serem diamantes, imagina o valor disso?
Relei delicadamente na peça, temendo que ela quebrasse. O modo como o azul do núcleo se mesclava com o cinza da prata lembrando nossos olhos era incrível e eu quis beija-lo pelo resto da vida.
– É... éé... – Cobri a boca com as mãos e olhei pra ele que sorria pra mim.
Percy tirou o colar da caixinha e virou o pingente. Tinha alguma coisa escrita ali.
– Do sempre seu cabeça de algas. – Ele leu pra mim e as lágrimas finalmente caíram. Ele gravou o apelido que ele simplesmente odeia só pra me fazer chorar, cretino.
– Você odeia esse apelido. – Eu ainda estava em choque.
– Mas é uma coisa sua. Você me chama assim, e é por isso que ele é especial. – Ele colocou meus cabelos pro lado e colocou o colar no meu pescoço. – Merda de fecho. – Eu ri em meio as lágrimas e fechei rapidamente. Ele sorriu e deu um beijo no meu ombro.
– Eu acho que a gente já conversou sobre a perfeição. Tem que maneirar. – Ele riu e eu o beijei. Deitei ele na cama e fiquei por cima, colocando todo o meu sentimento naquele beijo. – Obrigada cabeça de algas. – Ele riu e acariciou meu rosto, logo depois fez um cafuné no meu cabelo. – Agora me diz por favor que não são diamantes. – Ele deu de ombros.
– Talvez seja. – Lhe dei um tapa no ombro.
– Porque? Como que eu vou usar isso? São diamantes Perseu!
– E dai?
– E dai que nós moramos em São Paulo, não da pra andar com isso na rua. – Ele fez uma cara triste.
– Você não gostou? – Suspirei.
– Eu amei. Simplesmente amei. – Deitei a cabeça no seu peito e ele ficou fazendo cafuné no meu cabelo. – Mas não precisava disso. Imagina o valor...
– Não vem com essa Annabeth. Presente não se pergunta o preço.
– Eu não estou te perguntando, estou apenas imaginando. – Ele riu e soltou um “Aham”.
– São 2:00 da manhã. Vou botar o relógio pra despertar as 9:00, tá bom? – Resmunguei, odeio acordar cedo. – Vamos lá anjo, na praia tem que se acordar cedo pra aproveitar o dia.
– Minha mãe que diz isso.
– Minha sogra é uma pessoa esperta. – Levantei e lhe dei um selinho. Ouvimos alguém bater na porta e Percy foi abrir enquanto eu ia ao banheiro.
– Merci, avoir une bonne nuit. (Muito obrigado, tenha uma boa noite.) – Ouvi Percy falando e trinquei os dentes, é um gostoso do caralho mesmo. – Eles trouxeram nossas malas e um lanche. – Ele tirou a camiseta e as calças deixando pelo caminho. Apoiei na viga da porta e o encarei, esperando ele se tocar e recolher a bagunça. Ele bufou e catou tudo jogando na poltrona e pulou na cama puxando a bandeja de comida pro colo. – Olha! Tem também um folheto de todas as festas e coquetéis das duas semanas. O velho já deixou tudo pronto mesmo, ele conseguiu pulseiras VIP pra gente. – Ele enfiou um pão na boca e começou a ler os folhetos.
– Como ainda consegue comer depois do lanche do avião? – Ele deu de ombros. – Olha o tanquinho em. – Ele sorriu pra mim e passou a mão pelo abdome.
– Se nós fizermos uma maratona de sexo daquela por semana, eu ficaria bem mais em forma. – Sorri mordendo os lábios.
– Tentador. – Ele riu e voltou a ler. – Vou tomar um banho, aqui é muito calor, não vou conseguir dormir.
– Quer dar um pulo no mar? É só abrir aquela porta. – Encarei ele surpresa e fui ver se era mesmo. E gente, o mar aos nossos pés, ele estava ali na escada. Desci os degraus molhando até as canelas e sentei no degrau seco. Fechei os olhos sentindo a brisa salgada bagunçar meus cabelos, peguei o pingente entre os dedos acariciando a joia. O cheiro do oceano era acolhedor e a lua refletindo na água era a coisa mais linda que poderia se ver.
Ouvi passos atrás de mim, e logo Percy estava ali junto comigo, me abraçando por trás. Suspirei e me recostei no seu peito.
– É o lugar mais lindo do mundo. – Ele concordou e beijou meus cabelos.
– Com a pessoa mais linda do mundo. – Sorri e olhei pra ele.
– O que deu em você hoje? – Ele riu e cheirou meus cabelos. – Você sabe que isso é conversa de moleque que quer comer a menininha né? Tarde demais pra isso Percyto. – Ai ele riu com gosto.
– O que? Eu não posso mais nem elogiar a mulher que eu amo? – Fiquei encarando ele por um tempo. – Porque está me encarando assim?
– Assim como?
– Você sabe. – Ele estalou um beijo na minha testa. – Assim.
– Ah claro, você esclareceu muito as coisas. – Fechei os olhos e balancei os pés que estavam dentro d’água. Percy respirou fundo atrás de mim e raspou seu nariz pelo meu pescoço me deixando arrepiada.
Relei a ponta dos dedos na água escutando aquele barulhinho gostoso. Fiz uma concha com as mãos e joguei a água no Percy que estava quase dormindo atrás de mim. Levantei correndo pra subir as escadas. Mas ele me pegou pela cintura e me rodou no ar. Eu ria enquanto ele fazia cócegas na minha barriga e raspava sua barba que estava crescendo no meu pescoço. Caímos na cama ainda rindo. Seu cabelo respingava um pouco da água que eu havia jogado nele enquanto o resto ele tinha secado na minha roupa.
– Acho que o banho vai ter que ficar pra amanhã. – Ele disse. Levantou pra fechar a porta e secar o cabelo. Eu tirei o colar, temendo estragar ou qualquer coisa do tipo, e guardei de volta na caixinha, o coloquei no fundo falso da minha mala.
Percy pegou o controle de luz e climatização (chique né?!) e deitou na cama. Tirei minha calça jeans e a camiseta. Meu soutien que estava me irritando profundamente, porque tinha escapado aquele aro maldito também foi junto, o que deixou Percy muito feliz.
– Não se anime muito bonitão, você pode ter dormido a viajem inteira, mas eu só cochilei. – Engatinhei sobre a cama e me deitei ao seu lado. Ele ligou o ar, então já estava bem mais fresquinho e apagou as luzes, apenas a luz da lua iluminava o quarto. Entrei embaixo da coberta e ele se juntou a mim.
– Só um beijinho de boa noite nas meninas? – Ele fez aquela cara de bebê foca fofo que não tem como se negar nada. Eu ri, e ele tomou aquilo como um sim, abrindo um sorriso maior que a cara. Enfiou a cabeça debaixo das cobertas e chupou meus seios. Gemi baixinho. Ergui a coberta e vi a cara de arteiro dele. Acariciei seus cabelos pretos, ele deu um último beijo no meu seio direito e deitou por ali mesmo. Continuei com o cafuné até cair no sono.
...
Notas finais
Assim como a "annabeth" se vcs quiserem ler alguma coisa e tals, só me pedir que eu faço o possivél ;))
Bjos gente =*
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