Meu Gremista

61 Capítulo 61 Bônus


Notas iniciais
HELLO EVERYBODY!!!!!!!!
como vão?
hj temos um POV booonus. e esse cap ta bem divertido ;)
O review de vcs me deixaram emocionada, serio. vcs sao uns fofos e eu tenho que dizer que estamos na reta final da fic =(
nao que eu vá acaba-la agora nem nada do tipo, ainda teremos mais alguns caps pela frente. mas ja estou pensando no fim.

Chega de falar desses assuntos tristes, vamos pro cap de hj!!

Na manhã seguinte acordamos as 9:00 mesmo. Também não podia ser diferente. O sol já brilhava forte na nossa janela não permitindo que dormíssemos com a sua presença.

Levantei e fui escovar os dentes, Percy pegou o interfone e ligou quarto por quarto dos nossos amigos pra acorda-los. Recebeu vários xingamentos.

- Bom dia pra vocês também seus ingratos. – Ele desligou rindo e discou um novo número. Enquanto chamava ele me olhou com uma cara de quem iria aprontar. – Bonjour, je me demande à quelle heure vous servirons le petit déjeuner (Bom dia, gostaria de saber até que horas vocês estarão servindo o café da manhã) – Me arrepiei inteira e ele me olhou com aquela cara de arteiro safado. – Oui, oui, oui, d'accord. Merci (Sim, sim, sim tudo bem. Obrigado). – E desligou o interfone. – O café só vai ficar até as 11:00. Vamos rapidinho, ai a gente já vai pro mar. – Seus olhos brilhavam. Ele pulou da cama e me deu um tapa na bunda indo pro banheiro.

Abri minha mala, procurando o biquíni e a saída de praia. Peguei o creme de pentear e passei no cabelo. O sal do mar desidrata muito. Arrumei uma bolsa com toalhas, protetor solar e coloquei duas garrafas d’água do frigobar dentro. Peguei também um hidratante e um pós sol. Coloquei o biquíni e o arrumei na marquinha, comecei a passar o protetor assim que Percy saiu do banheiro.

- Mais já?

- É claro. Gosto de ir adiantando as coisas. Ai é só chegar na praia e cair no mar. – Ele riu e tirou a cueca, colocando a bermuda e se aproximando pra que eu passasse protetor nele.

- Não vai ficar tostando no sol que nem todas as mulheres? – Eu ri, enquanto espalhava protetor sobre as maçãs do seu rosto. O fiz sentar na cama, porque meus braços já estavam ficando cansados.

- Você já deveria estar acostumado. Eu não sou que nem as outras mulheres. – Dei um selinho nele. – Eu gosto de futebol, cerveja, truco, falo palavrão e a minha cor preferia é azul. Definitivamente eu não vou ficar tostando igual as outras mulheres. Eu vou pro mar. – Ele riu com gosto, me puxou pro seu colo e me beijou.

- E é por isso que você é a melhor namorada do mundo. – Sorri e o beijei mais uma vez. – Passa nas minhas costas? – Ele deu um tapa na minha perna, eu levantei e subi de joelho na cama pra espalhar o protetor. – Huum quantos minutos a gente tem? – Ele perguntou gemendo pela massagem, eu ri e dei dois tapinhas na suas costas.

- Nenhum. Vamos logo. Já que você me acordou essa hora da madrugada, é bom aproveitarmos. – Parei na frente do espelho, amarrei meu cabelo e peguei a bolsa. Percy me abraçou por trás e levou a mão até o amarrador. Tirei ela de lá com um tapa. – Para de ser chato puta que pariu. – Ele fez um bico. – Vai embaraçar, quando nós entrarmos na água eu desamarro. Agora vem, pega o chinelo e vem.

...

Depois de pegar de tudo um pouco pra comer que tinha no hotel, nós esfomeados fomos pra praia. E o melhor de tudo, não tinha praticamente ninguém. O mar estava vazio, e as únicas pessoas na praia estavam lendo e outras namorando por ali. Cara eu amo esse lugar.

A areia era branquinha e o mar translucido. Era de perder o folego. A Barbie estendeu sua esteira (rosa) na areia e começou a passar aquele trem de torrar a pele. A veinha se juntou a ela, e eu não sei pra que se ela já é preta. Afe. Clarisse sentou com a bunda na areia e começou a cavar um buraco.

- O que você ta fazendo? – Perguntei.

- Nós vamos enterrar o Frank. – Ela disse com uma cara perversa.

- Porque?

- Porque ele odeia areia. – Ela é impossível. Leo adorou a ideia e se sentou ao lado dela pra ajudar a cavar.

Logo Chris e Frank trouxeram as águas de cocô. Frank pisava com cuidado na areia, e quando viu a toalha que a veinha estava deitada sentou la e começou a limpar o pé. Estranho? Nem um pouco.

Antes de sairmos do hotel, pedi a um dos arrumadores uma tenda. Eu não ia ficar o tempo todo naquele sol. Ele conseguiu uma pra gente e ainda se ofereceu para arma-la, mas eu recusei. Agora estava só assistindo Malcom e Percy tentando monta-la.

- Como que faz isso? – Percy perguntou.

- Encaixa uma peça na outra. – Dei de ombros, ele me fuzilou.

- Fácil falar, vem aqui fazer. – Sorri e peguei as peças que estavam na sua mão e olhei as outras espalhadas pela areia.

Notei que elas eram enumeradas por tamanho, então separei todas as numerações e imaginei como ficaria a tenda, conseguindo visualizar onde as peças se encaixariam, as emendas, os pés e o bico, então comecei a encaixa-las.

Malcom e Percy observavam com sorrisos debochados nos lábios, e quando a armação começou a pegar forma seus sorrisos foram se transformando em caretas. 78 ria tirando sarro deles.

- Pronto manés, agora coloquem o tecido. Será que vocês são capazes de fazer isso? – Eles bufaram e pegaram o tecido pra colocar. Bati palmas. – Nossa muito bem, não acredito que vocês conseguiram! Bons garotos. – 78 ria e batia palmas comigo. Ela fez um carinho na cabeça do Malcom como se ele fosse um cachorrinho. Ele olhou pra Percy com raiva e os dois acenaram juntos.

Rápidos como um raio, eles nos pegaram no colo e saíram correndo pro mar. Eu gritei pela surpresa, mas depois gargalhei.

Quando já estávamos bem fundo, Percy me jogou e eu afundei prendendo a respiração. Meus pés não tocavam o chão e eu emergi sorrindo. A água estava uma delícia. Nadei até Percy e grudei no seu pescoço, ele era melhor nadador do que eu.

Ele me virou e levou a mão até o meu amarrador. Rolei os olhos e soltei meus cabelos.

- Que fixação homem! – Ele riu e me beijou. Seus lábios estavam salgados e foi inevitável não rir. Cabeça de algas.

Nadamos até a 78 e o Malcom, que estavam mais pro raso, não tão raso, mas o suficiente pra dar pé.

- Que tal uma briga de galo? – 78 perguntou. Sorri arteira pra ela e afundei Percy, já subindo no seu ombro.

- Fechou. – Olhei pra baixo e pisquei pra Percy e ele sorriu, entendendo o recado.

78 subiu nos ombros de Malcom e segurou nos seus cabelos.

- Preparada pra perder perva? – Eu ri.

- Isso é o que vamos ver platinada. – Dei um nó no meu cabelo e estralei os dedos.

Lá da areia, Chris gravava tudo com uma câmera enquanto a Clarisse e Leo continuavam a cavar os buracos e a Barbie, Frank e a veinha colocavam as mãos sobre os olhos pra tentar enxergar melhor.

- JÁ!!! – Gritei. Percy avançou junto com Malcom e eu agarrei as mãos da 78.

A guerra estava difícil, a platinada tem uma força que puta que pariu, mas meu namorado me deu uma ajudinha. Ele passou uma rasteira no Malcom que cambaleou, dando uma vantagem pra mim. Então só foi empurrar um pouquinho e entortar as mãos dela que caiu com tudo de costas na água.

Ergui os braços em vitória enquanto Percy começou a dar uns pulinhos. Dei as mãos pra ele e me equilibrei pra conseguir fica de pé nos seus ombros e dei um mortal pra trás. Percy gritou juntamente com Chris lá na areia.

- Minha namorada é demais! – Ele disse quando eu emergi. Sorri pra ele e me grudei no seu colo.

- Não valeu peixinho seu viado. Me passou uma rasteira. – 78 deu um pedala nele.

- Sua mula era pra você fazer o mesmo, por isso que eu pisquei pra você.

- Ahhh eu pensei que você estava me cantando. – Ele piscou pra ela. Ela revirou os olhos.

Percy levou os dedos aos lábios e assobiou.

- Oh seus boiolas vem! – Chris largou a câmera e veio pra água. Frank veio atrás correndo pra sair da areia. Leo chacoalhou as mãos foi até a beirada do mar, encheu a mão de água e jogou nas meninas que estavam estiradas na areia, só ouvimos os xingamentos delas e ele voltando correndo pro mar. Clarisse também largou de cavucar o buraco e veio pro mar. Só as duas retardadas ficaram lá estiradas do lado de fora da tenda.

- Depois que pegar uma insolação eu quero ver.

Ficamos ali até mais ou menos umas 14:00, até Percy me vencer acabando com a minha paciência enquanto reclamava de fome.

- Mas não para de comer um minuto.

- Oloco Annie, ficamos ali bastante tempo. – Chris, o outro esfomeado, disse.

- Então vamos fazer assim, alguém vai até o restaurante e traz o cardápio. Cada um escolhe o que vai comer ai Percy vai lá pagar as comidas.

- Porque eu?

- Porque você que estava reclamando de fome, você que fala francês e é você quem tá com o dinheiro.

- E como eu vou trazer tudo? – Rolei os olhos.

- Cabeça de algas. – Eu disse e todos riram. – Os garçons trazem a comida até aqui. – Ele refletiu e aceitou.

- Ta mais já que eu vou pela segunda vez, alguém vai ter que ir agora. – Ele sentou embaixo da tenda comigo e deitou no meu colo.

- Nem deita, vou passar protetor. – Ele resmungou. – Vai anda, sem choro. – Ele bufou mas levantou e eu comecei a passar protetor nele. Leo riu.

- Mas é capacho mesmo. – Percy lhe mostrou o dedo do meio. – Vai bebezinho, passar protetor.

- Você também deveria, vai ficar todo vermelho. – Ele deu de ombros.

- Nem vou. To na sombra.

- É mas o mormaço queima – Ele deu de ombros de novo. Então ta né.

Chris levantou e tirou a areia da bermuda.

- Ok, vou lá pegar os cardápios. Também to com fome. – E foi.

Nem tivemos que esperar muito e ele já estava de volta, pra alegria do meu namorado um garçom estava com ele com uma maquininha de cartão e um bloquinho. Cada um escolheu o prato e Percy pagou. Depois de pouco mais de meia hora nossos pedidos chegaram.

E foi ali que descobrimos que a veinha tinha alergia a camarão.

- Gente. – Ela disse, se coçando. A voz começando a ficar rouca e falhada, seu olho direito estava meio inchado. – O que ta acontecendo? – Quanto mais ela coçava, mais feridas iam aparecendo. Seu rosto inchou de repente e ela começou a respirar com dificuldade.

Os meninos levantaram correndo, Frank esqueceu da sua aflição a areia e levantou derrapando, espirrando areia pra tudo quanto é lado.

- Merda, você tem alergia. – Ele disse. Tadinho não sabia se relava nela ou roía as unhas. – Percy o que a gente faz?

Apesar de todos estarem fazendo medicina (menos Malcom, que desistiu) só Percy conseguiu fazer residência no primeiro ano. Então eles estavam meio desesperados.

- Alguém vai lá na farmácia comprar um remédio pra alergia. – Frank catou a bolsa da veinha e saiu correndo. – Agora Hazel olha pra mim. – Ela fez um som debochado, o olho dela estava muito inchado não era muito fácil de se enxergar. – Faz o possível. Agora acalme a respiração. Puxe o ar lentamente. – Ela fez o que ele pediu, relaxando as costas. Percy começou mediu sua palpitação e pediu que ela relaxasse pra que os batimentos voltassem ao normal. – Você vai ficar com algumas feridinhas, tipo umas picadas pelo corpo, mas elas vão desaparecer logo. O inchaço só vai passar com o remédio. Não há muito o que fazer. Só seria bom um pouco de água pra ela lavar a boca. – Ainda bem que eu peguei aquelas garrafas d’água. Peguei uma e entreguei pra ela. – Toma devagar, vai ser difícil de engolir. – Ela tomou um mini gole e começou a arfar. – Com calma não precisa se exaltar que só piora. – Ele falava com tanta calma, que todo mundo que estava tensionado relaxou os ombros, eu sorri. – Isso, já vai passar.

Nesse momento chega um Frank correndo pela areia com uma sacolinha nas mãos e vários remédios de alergia.

- Eu não sabia qual trazer então eu trouxe todos que tinham lá. – Ele mostrou as caixinhas e a gente riu. Ele sentou do lado dela e pegou na sua mão. A testa franzida de preocupação. Tão bunitinho.

Percy começou a ler as embalagens, abriu uma das caixinhas e entregou dois comprimidos a ela. Ela engoliu um de cada vez.

- Isso não deve demorar muito. Mas mantenha as costas reta pra facilitar a respiração. – Ela acenou e deu uma coçadinha no rosto. – Não aconselho ficar coçando se não vai demorar mais pra sair as feridas.

Frank passou a mão pelo rosto dela pra ver se estava com febre e respirou aliviado.

- Pode... – Ela pigarreou porque a voz ainda estava meio rouca. – Podem voltar a comer, eu já to melhor.

- E você vai comer o que? – Frank perguntou. Ela deu de ombros. Frank pegou o prato dele que nem tinha relado direito e deu pra ela. – Toma eu sei que você vai ficar com fome, me da o seu.

- Awwn que fofinho. – Você sabe quem disse isso.

- Que dó ter alergia a camarão, uma das melhores coisas da vida. – Eu disse e ela choramingou.

- Também tenho a morango, mas não é tão forte que nem essa. Só pinica e falta o ar.

- Frutos do mar podem ser perigosos. É melhor evitar, se você tem alergia a camarão é provável ter a outro fruto do mar mais forte. – Percy disse.

- Que dó em fia, vai ter sorte assim lá na pqp. – Clarisse disse.

- Poise.

Depois desse puta susto, todos voltaram a comer em paz.

...

- A gente vai dar uma volta. Hoje não tem festa é só amanhã, querem vim? – Eles riram.

- Nãão a gente não tá afim de ficar segurando vela. – Eu ri, Percy entrelaçou seus dedos nos meus e eu deitei a cabeça no seu ombro.

- Vamos jantar no hotel mesmo?

- É né. A janta é inclusa então vamos aproveitar.

- Tudo bem. – Olhei no relógio do meu celular. – Agora são quase 18:00, nos encontramos lá as 21:00 ta bom? – Eles acenaram. Clarisse estava muito dentro do buraco já. Só imaginando a cara do Frank. – Vou deixar a bolsa e os chinelos aqui, se vocês forem pro hotel leva pra gente?

- Beleza, passa lá no meu chalé que suas coisas vão tá lá. – Fiz um joinha pra 78.

Saímos andando pela praia. Percy ia chutando a água que nem uma criança. Eu ri e joguei água nele com o pé e sai correndo na sua frente. Ele gargalhou e correu trás de mim.

Igual aquelas cenas de filmes românticos água com açúcar.

Que você assiste e fica, ai que coisa idiota.

Mas você vivendo isso é uma coisa completamente diferente.

E nada idiota.

Talvez seja um pouco.

Mas quem se importa?

Percy me abraçou com tudo, me fazendo perder o equilíbrio e cair com ele por cima de mim. Saímos rolando pela areia, ficando igual a bife à milanesa.

- Ahh ótimo, meu cabelo vai ficar cheio de areia. – Ele ficou por cima de mim, e sorriu passando a mão (cheia de areia) no meu rosto.

- Agora você falou igual a qualquer mulherzinha. Ai tem areia no meu cabelo nhé nhé nhé. – Dei um tapa no seu braço.

- Você fala isso porque tem o cabelo curto. – Peguei um punhado de areia e joguei na sua cabeça. Grande erro, ele se chacoalhou que nem um cachorro, me fazendo engolir muita areia. Cuspi tudo. – Eca seu porco. – Ele riu.

- A palmeirense aqui é você. – E me deu um selinho, mas fez uma careta porque minha boca estava cheia de areia. – Eca.

- É eca. Você que fez isso. – Ele riu e começou a rolar pro mar me levando junto. – Jackson, você percebeu que estamos rolando na areia e que todo mundo está vendo? – Ele deu de ombros e continuou a rolar, até irmos de encontro com o mar.

- Vamos lavar essa boquinha linda pra eu poder te beijar direito. – Eu ri.

- Eu deveria ficar sem lavar pra você me beijar com areia. – Vocês imaginam a nossa situação? Nós estamos conversando e rolando pro mar. Era ridículo ao mesmo tempo que era engraçado.

- Olha que eu beijo hein. – Ele disse, assim que a água salgada nos cobriu e ele me beijou embaixo dela mesmo. – Um beijinho salgado. – Disse quando a gente emergiu.

- Melhor que com areia. – E me beijou de novo.

- Huum bom de qualquer jeito. – Pulei nas suas costas, fazendo ele afundar. Ele soltou algumas bolhas e começou a mergulhar comigo pendurada em seu pescoço. Depois de pouco tempo, me soltei dele, peguei impulso nas suas costas me lançando pra superfície e botei a cabeça pra fora da água, respirando fundo e ele ficou lá embaixo d’água. Rolei os olhos e o puxei pelo cabelo.

- Eu não tenho o mesmo folego que você. – Ele riu e me puxou pra debaixo da água de novo e me beijou. Um beijo salgado, molhado e perfeito.

- Vamo achar um cantinho deserto pra gente vai? Eu não gosto desse povo olhando pra cá. – Subi nas suas costas enquanto ele nos tirava da água.

- Hum quer privacidade é? Depende, vai me atacar? – Eu ri e mordi seu pescoço.

- Mas é claro. – Sussurrei no seu ouvido. – Essa é a intenção da praia deserta. – Desci minhas mãos pelo seu peito e mordi sua orelha. Ele gemeu e começou a correr comigo nas costas. Gargalhei e me agarrei ao seu pescoço.

...

POV 78 (BÔNUS)

Eu estava sentada na toalha de boas com a câmera na mão. Só observando, isso será épico.

- Gente, é muita maldade fazer isso com meu japa.

- Cala boca véia. – Meu namorado lindo e gostoso disse enquanto pegava em um lado da esteira que o inocente Frank estava dormindo. – Essa foi uma ideia maravilhosa Clarisse, tenho que te parabenizar.

Clarisse deu aquele sorriso assustador e esfregou uma mão na outra, fez um “uuuuu” e seu corpo tremeu, ela estava meio que se segurando pra não saltitar ali, porque ela é macho porra.

Machos não saltitam.

- Vai logo com isso seus bixas. – Eles estavam enrolando demais. A Barbie se sentou ao meu lado e cobriu os olhos com as mãos (deixando claro que ela estava enxergando entre os dedos) e eu revirei os olhos.

Enquanto eles enrolavam pra levantar o japinha, me distrai com a areia.

Como alguém pode não gostar de areia cara? É tipo, uma coisa muito da hora. Tem uma textura legal.

Comecei a cavucar a areia com o pé, aquelas coisinhas brancas escorrendo pelos meus dedos fazendo cosquinhas eram tão da hora. Japa estranho.

- Ei.... 78 cacete. Filma aqui porra. – Leo todo estressadinho porque Barbie está em “uns dias sem sexo porque sim”. Coitado do cara né?

- To curtindo a areia aqui cara. Espera. – Voltei a câmera pra eles que estavam carregando um japa adormecido em um tapete voador.

A esteira estava suspensa.

Parecia um tapete voador.

Aquele do Aladdin sabe?

Nossa cara eu adorava aquele desenho.

- 78, gata. Por favor segure a câmera firme. Em que mundo você tá? – Malcom perguntou.

- Acho que eu viajei um pouco. – Ergui a câmera, que sem eu perceber estava virada pra baixo, e apoiei a mão no queixo. – Da pra ir logo com isso? Eu também quero ser enterrada. – Chris olhou pra mim confuso.

- Porque?

- Porque a areia é muito da hora cara! – Clarisse fez um sinal com a mão do tipo, não liga pro que ela fala porque ela é uma retardada. – Não faz BULEN comigo! Já não basta a Annie que me deu esse apelido estupido.

- Estupida é você de ter metido a cara na traseira do caminhão. – A Barbie “terei uma insolação” disse.

- B-U-L-E-N!

- FOCO AQUI! – Leo gritou sussurrando. Engraçado né? Gritar sussurrando. É uma coisa estupida. Mas tem que admitir que é engraçado.

- Vai logo com isso vai, tá ficando chato. – Apoiei de novo a mão no queixo e segurei a câmera de qualquer jeito.

Eles viraram com cuidado a esteira, e Frank é pesado. Ele é um saco de músculos cara! Maior que ele só o armário do Chris. Então com seu peso, e segundo as leis da física (que é uma coisa completamente chata e insuportável) a força com que ele caiu no buraco é enorme, fazendo ele acordar é claro.

O que foi bom.

Porque ele ficou de pé, e não mole. Não correndo o risco de ser soterrado.

- Que?... – Ele gritou e deu um pulinho muito homossexual. Nada contra galera, os gay são demais.

- JÁ!!!!!! – Ai os meninos (e a Clarisse que é um homem sem pau que gosta de homem) começaram a empurrar toda a areia que aquela doida tinha cavucado pra cima dele, que começou a soltar uns gritinhos muito suspeitos cara. Veinha que se cuide.

- NÃO, NÃO NÃÃÃO! HAZEL POR QUÊ?? – A cabecinha dele ficou pra fora, e ele chacoalhava ela sem parar, com aflição. Caaaaara isso é muito hilário.

- Desculpa amor. – BLEH! – É só uma brincadeira, eles já vão te tirar dai.

Eu chorava de tanto rir. Esse Frank é muito da hora.

Parei a filmagem e coloquei pra tirar fotos, os meninos sentaram perto da cabeça de Frank e fizeram poses. Eu fiz também é logico, fingi que estava chocando a cabeça dele. Sou muito zoeira mesmo.

- Tá, agora desenterrem ele.

- É! ME DESENTERREM!

- Cala a boca. – Tapei a boca dele com a mão e ele lambeu, passei a baba toda na sua cara e ele começou a me xingar de muitos nomes. – Minha vez de sentir a areia. – Peguei um punhadinho com a mão e vi ela escorrendo pelos dedos. – Olha como ela é livre. – Frank fez uma cara de “estapeando a própria testa” o que foi bem engraçado já que ele estava com as mãos enterradas.

Nossa, esse Frank é mesmo da hora.

...

Notas finais
homem sem pau que gosta de homem.... gente de onte eu tiro essas coisas?
eu queria a muito tempo escrever um POV da 78 pq ela é realmente assim sabe?
da hooooooora
ai gente eu só tenho amigos loucos serio.
enfim
espero que tenham gostado.
bjs bjs