Meu Gremista
53 Capítulo 53
Notas iniciais
como eu disse, muitas ideais junto rendem caps mais rapido kkkk
e a falta de interesse do meu professor de geral tamb. é um corno aquele homem!
enfim
boa leitura ;)
– Esse seu nervosismo é por causa do avião ou porque vai conhecer a sogrinha daqui a algumas horas?
Percy apertou ainda mais suas mãos envolta do braço da poltrona, os nós dos seus dedos estavam brancos, e eu estava com medo dele quebra-los de tanta força.
– Você me lembrando disso a todo o momento não esta me ajudando.
– A única coisa que eu posso fazer é rir de você. Eu já estive no seu lugar Percyto, e você riu de mim. – Ele me olhou querendo me matar. Me aconcheguei perto dele e dei um beijo no seu pescoço. – Não sei por que você está preocupado, você já falou com a minha mãe no telefone e ela paga muito pau pra você. E nem te viu ainda.
– Falar no telefone é uma coisa completamente diferente, mas agora ela vai ficar na minha casa convivendo com a gente e nada de sexo na mesa de sinuca.
– Mas isso nem pensar mesmo! Não é nem por causa da minha mãe, é só porque seu pai é muito ligeiro.
– Por falar no meu pai, você vai ter que falar com ele, você sabe, sobre o hotel. – Fiz uma careta.
– Você vai falar comigo.
– Mas é claro. – Eu deitei minha cabeça no seu ombro e comecei a ler meu livro. Estávamos viajando de dia então eu podia ler sem ter ninguém me enchendo o saco. A não ser Percy é claro, que ficava me interrompendo a todo o momento.
– Percy, você não quer dormir um pouquinho não? Me deixa ler vai. – Ele riu e apoiou a cabeça na minha. Quando senti sua respiração se regularizar o avião entrou em uma zona de turbulência. Percy deu um pulo na poltrona e checou rapidamente se seu cinto o estava “estrangulando” de tanto que ele apertou. – Calma, relaxa. Foi só uma turbulência. – Ele segurou minha mão o que doeu pra caralho. – Menos força Percy. – Ele notou que estava esmagando a minha mão e ruborizou largando logo em seguida.
– Não vou dormir. – Ele olhou pra mim com os olhos arregalados de pavor. Eu queria rir, mas sabia o quanto seu medo era forte.
– Deita aqui vai. – Levantei o braço da poltrona que nos separava e ele deitou a cabeça na curva do meu pescoço enquanto eu continuava a ler.
A cada turbulência eu o sentia estremecer ao meu lado e checar o sinto. Até que ele realmente dormiu. O que me deu muita dó. Porque assim que ele caiu no sono o piloto avisou que iriamos pousar e eu tive que acorda-lo.
– Essa foi a pior viagem da minha vida.
– Fala sério nem foi tão ruim assim.
– Parecia que o céu queria me expulsar do avião!! Eu tava vendo a hora que iriamos cair. – Percy pegou as nossas malas naquelas esteiras filhas da puta enquanto eu levava nossas bagagens de mão até um carrinho. – A gente podia voltar, sei lá de barco né? – Revirei os olhos.
– Não mesmo, demoraríamos dias pra chegar. – Fomos arrastando o carrinho até o desembarque onde Argos estava esperando por nós. – Awwn que saudade que eu tava dele.
Quando chegamos perto o suficiente eu o abracei e ele ficou muito vermelho fazendo Percy cair na risada.
– Também senti sua falta menina Annie. – Eu sorri ainda mais e o abracei de novo.
– Você aprendeu mesmo!
– Vamos lá Annie, deixe o velho homem respirar. – Quando eu o soltei, Percy lhe deu aquele típico abraço de homem com aqueles tapas nas costas. – E ae Argos, tudo em cima?
– Se com tudo em cima você quer dizer se esta tudo bem. Sim. – Voltamos a rir e ele a corar. É um lindinho mesmo.
– Bom, vamos colocar as malas no carro e esperar que minha mãe, Thalia e seu namorado cheguem. – Olhei pra Percy e ele engoliu em seco. – Temos meia hora ainda. Quer comer alguma coisa?
– Comida de aeroporto é uma facada.
– Ah mas você acha mesmo que dona Sally deixaria seu menino sem comer? – Argos tirou um tapoer de dentro do carro, que dessa vez era uma van pra caber todo mundo, e quando abriu tinha vários cooks azuis com gotas de chocolates. Pensei que os olhos de Percy sairiam das órbitas.
– Minha mãe é demais. – Ele pegou dois de uma vez e enfiou na boca.
– Até parece que ela deixaria seu bebê passar fome. – Limpei seu queixo que estava cheio de farelos azuis, e ele sorriu pra mim com todos os dentes sujos. – Crianção.
Desembarque do voo 493, Assis.
Percy engasgou com os biscoitos e arregalou os olhos pra mim.
– Não faltava meia hora?
– Parece que adiantou. – Ele olhou pros biscoitos como se não estivesse mais com fome.
– Eu preciso ir ao banheiro. – Revirei os olhos.
– Vamos, eu também preciso. Eles vão demorar até descer do avião e pegar as malas. Dá tempo.
Eu pensei que ele estava me enrolando pedindo pra ir ao banheiro, mas quando ele saiu de lá parecia muito mais sério. E ridículo também.
– Percy, pra que esse cabelo penteado pro lado? – Eu disse tentando não rir. Ele corou.
– Estava bagunçado demais não acha? – Ele alisou a camiseta e ficou ereto e eu não aguentei, tive que gargalhar.
– Vem aqui vai. – Ele se aproximou e eu baguncei seu cabelo da melhor forma que podia. – Pronto, agora está bom. Parece que você acabou de fazer um sexo selvagem. – Ele bufou.
– Ah ótimo, vou aparecer na frente da sua mãe com esse cabelo.
– Melhor do que aquela coisa lambida pro lado. Eu namoro um cara sexy não um mauricinho. – Ele fez um bico. – Não precisa ficar com medo ok? Minha mãe é de boa. – Ele respirou fundo e acenou. Peguei sua mão e fomos até a plataforma G onde eles desembarcariam.
Assim que eles desembarcaram meus olhos encheram de lágrimas. Como eu sentia falta da minha mãe.
Ela veio na minha direção e me abraçou. Seu cheiro característico e quente. Um cheiro de casa. Eu quase chorei mesmo.
– O minha filha como você está linda. – Ela me avaliou com seus olhos cinzas inteligentes e sorriu pra mim. – Senti muito a sua falta.
– Eu também mamãe. – Ela me abraçou de novo e finalmente notou Percy ao meu lado. – Hmm, mãe esse é meu namorado Percy.
– Muito prazer Atena. – Ele lhe estendeu a mão e ela sorriu por ele não tê-la chamado de senhora. Minha mãe ignorou totalmente sua mão estendida e o abraçou.
– Obrigada. – Ela sussurrou baixinho. Não sei porque ela estava agradecendo, mas ele pareceu entender e a abraçou de volta.
– Eu que agradeço. – São dois estranhos.
Uma multidão passou na minha frente e eu fiquei na ponta dos pés tentando enxergar.
– Procurando alguém? – Thalia disse ao meu lado. Eu sorri e ela pulou no meu colo.
Nossa amizade sempre foi meio estranha. Nós não éramos muito de contatos físicos, abraços nem nada do tipo. Thalia é minha irmã de alma disso eu tenho certeza, e muito tempo separadas faz isso com as pessoas.
Eu a abracei apertado sentindo como se o pedaço que eu deixei em Assis tivesse voltado.
– Sua puta porque ficou tanto tempo sem me ver?! – Eu ri e ela desceu do meu colo, Thalia era minúscula, e completamente o contrário de mim. Tinha os cabelos completamente lisos e pretos com alguns reflexos avermelhados que ficavam muito legal no sol. Seus olhos eram de um azul escuro, iguais ao de Percy quando ele estava excitado. E era branca igual a um giz.
– Você também deveria ter vindo me ver bruxa. – Ela sorriu e me deu um soco no braço. Ela tinha essa péssima mania de me bater enquanto falava. – Thalia, quero lhe apresentar meu namorado, Percy. – Ela olhou pra ele envergonhada e fez um aceno e ele sorriu pra ela.
– Ouvi muito sobre você, é um prazer finalmente conhece-la. – Ele estendeu a mão e ela apertou rapidamente.
– Infelizmente não ouvi tanto assim sobre você. – Ela me fuzilou e eu dei de ombros. – Mas é um prazer.
Um ser apareceu atrás dela. Ele tinha mais ou menos a minha altura, talvez um pouco mais alto, Era magro e tinha os cabelos pretos assim como os olhos e também era muito pálido. Estava usando uma jaqueta de aviador muito legal e carregando um carrinho com muitas malas dentro.
– Annie esse é meu namorado Nico. – Ofereci minha mão pra ele e ele pegou delicadamente, muito envergonhado.
– É um prazer. – Eu disse.
– Igualmente. – Eu em.
– E ai cara? – Percy também o cumprimentou e se ofereceu pra levar o carrinho.
– Não precisa. – Ele fingiu que não escutou e pegou o carrinho das mãos dele.
Enlacei meu braço no de Percy e fomos até o carro tagarelando. O mais engraçado foi Nico e Thalia que nem as mãos deram. Ficaram lado a lado e o mínimo choque entre seus ombros eles coravam. Que bunitinho.
– Você vai adorar a casa. Principalmente a biblioteca. – Assim que eu disse isso os olhos de Thalia chegaram a brilhar.
– Você pegou meu autógrafo com ela?
– Peguei, mas nada melhor do que você mesma pegar não acha? – Ela fez uma careta.
– Não, ta louca? O que ela vai pensar de mim? – Rolei os olhos.
– Não sei. Que tal que você é uma fã?? – Percy riu e fechou a porta da van sentando ao meu lado.
– Fala com tanta coragem agora, mas na hora que foi conhecer minha mãe quase não parava em pé de tanto que tremia as pernas. – Dei um tapa na sua perna.
– Ah é porque você é muito corajoso também né? – Ele me mandou um olhar de advertência, mas eu me virei pra minha mãe e zombei da cara dele. – Mesmo depois de ter falado com você no telefone, esse aqui até passou mal dentro do avião. – Percy ficou vermelho e escondeu o rosto na curva do meu pescoço.
– Ah querido que isso. Medo do que? Até parece que eu vou fulmina-lo.
– É que você não sabe os motivos pra ele ter medo. – Olhei pra ele com uma cara safada e eu tenho certeza que ele queria morrer. VINGANÇA!
Eu não sei quem estava com mais vergonha, se era Percy ou Thalia e Nico. Tenho que me lembrar que o namoro deles é um caso complicado.
– Então. – Thalia disse claramente querendo mudar de assunto. – Vão ter quartos suficientes pra gente na sua casa? – Eu me segurei pra não rir.
– Não sei. Talvez. – Disse isso assim que passamos pelos portões da casa/mansão/castelo. Como eu senti falta daqui.
O queixo dela só faltou cair. Ela me fulminou com os olhos no maior estilo “Vou te matar, você me fez parecer uma idiota.” Eu apenas sorri.
Assim como da primeira vez, assim que saímos da van chegaram os carinhas no carrinho de golf e colocaram as malas la dentro. Acho que o queixo de Thalia nunca voltaria pro lugar.
– Bom, bem vindos a minha casa. – Percy disse enquanto ajudávamos os carinhas com as malas.
– É só uma família que mora ai? – Nico perguntou enquanto íamos andando pelo jardim. Nossa ele fala!
– Sim. Só minha mãe, meu pai e Tyson meu irmão. E é claro todos os funcionários. – Entrelacei minha mão na dele e encostei minha cabeça no seu ombro.
Minha mãe estava maravilhada com a quantidade e variedade de flores que tinham ali.
– São incríveis.
– Dona Sally tem muito carinho por essas flores. – Ela não sabia se tocava, cheirava ou apenas observava. A alegria no rosto dela me deixou extremamente feliz. – Vamos entrando. Vocês devem estar cansados da viagem. E com fome também.
– Ah sim. Vamos comer os maravilhosos doces azuis da Sra. Jackson. – Disse assim que passamos pelas portas de vidro do hall de entrada.
– Ouvi bem? Minha própria nora me chamando de Senhora? – Sally apareceu na porta da sala, elegante como sempre com seu sorriso carinhoso e os braços estendidos. Me soltei de Percy e a abracei. – Oh linda estávamos morrendo de saudade de você.
– Ahhh e de mim ninguém tem saudade né? – Percy disse e entrou no nosso abraço.
– Oh meu bebê! – Sally abraçou Percy apertado e ele a girou no ar. – Você tem que parar de fazer isso menino! Eu estou ficando velha. – Percy riu e beijou sua testa.
– Que nada, você está uma senhora enxuta. – Ela lhe deu um tapa no braço e ele apenas riu.
– Olha o respeito com a sua mãe garoto. Temos visitas em casa. – Sally foi até a minha mãe e também a abraçou. – É um prazer conhece-la. Annie é parecidíssima com você!
– Imagina o prazer é todo meu. Li seus livros, você escreve maravilhosamente bem.
– Obrigada, Atena. É Atena né? – Minha mãe sorriu.
– Sim Atena.
– Bom parece que temos dois deuses nessa casa hoje. – Sally disse nos fazendo rir. – E você querida, qual o seu nome?
– Thalia. Sou uma amiga da Annie. – Sally também deu um abraço nela, que ficou meio desconfortável.
– É um prazer. E você?
– Nico. Sou o namorado dela. – Outro abraço.
– Ah como vocês são lindinhos juntos. – Ela disse e eles coraram.
– Hmm espero não estarmos atrapalhando. Não queremos dar trabalho pra ninguém...
– Ah definitivamente Annie é a sua cópia. – Minha mãe riu envergonhada. – Já viu o tamanho dessa casa? Ela fica muito vazia. É sempre bom ter gente nova aqui pra deixar a casa mais alegre. Oh meu deus eu falo demais não é? Vocês devem estar com fome. Venham comer por favor eu fiz um bolo maravilhoso pra vocês.
– Mãe não acha melhor nos instalarmos primeiro? Não sei vocês mais eu preciso de um banho.
– Ah sim, claro. Me desculpem. Vou leva-los até os quartos. Assim é melhor, pelo menos esperamos Poseidon chegar com Tyson.
– Ele sabe que estamos aqui? – Perguntei. Ela riu.
– Não, Poseidon quis fazer uma surpresa. Ele vai pirar quando te ver aqui. – Subimos as escadas e eu amaldiçoei os quartos por serem no terceiro andar.
Paramos em uma das primeiras portas dos quartos de hospedes e Sally as abriu.
– Atena pode ficar com esse quarto. Provavelmente suas roupas já estão guardadas no closet e se houver qualquer problema é só chamar a Tereza. Ela quem cuida dos quartos. – Minha mãe acenou e entrou olhando maravilhada pro quarto, imagine se ela entrasse no de Percy. – Pode se instalar, daqui a pouco eu passo aqui pra te mostrar toda a casa.
– Ok muito obrigada. – Andamos mais um pouco e paramos no próximo quarto.
– Aqui, Thalia e Nico suas coisas também já estão arrumadas...
– C-como? No mesmo q-quarto? – Thalia perguntou.
– Claro querida. Eu não me importo, podem dormir juntos. Eu sei como os jovens são hoje em dia. – Os dois ficaram muito vermelhos e eu me segurei pra não gargalhar.
– N-no-nós não. Hããm a gente...
– É serio mesmo eu não me importo. – Sally mandou uma piscadinha pros dois e eu os empurrei pra dentro do quarto.
– Aproveitem. – Sussurrei pra eles e fechei a porta.
– Não preciso mostrar o caminho pra vocês né? – Eu sorri e neguei com a cabeça. – Ótimo, vou ver a quanto andas a nossa janta la na cozinha e depois volto pra mostrar a casa pra eles.
– Haja disposição em? Por isso que tem essas pernonas, de tanto subir e descer escadas. – Percy disse.
– Ah meu filho, mas é isso aqui que me ajuda a acompanhar o fôlego do seu pai. – Ela deu uma piscadinha pra ele. Percy fez uma cara de nojo e eu gargalhei.
– Mãe!!! – Ela riu e começou a descer as escadas. – Eca mães não podem fazer isso. – Revirei os olhos.
– Até parece. Quer dizer que depois que eu ficar grávida nada sexo pra gente? – Ele olhou pra mim surpreso, mas um surpreso bom.
– Então nós vamos ter filhos? – Dei de ombro.
– Eu acho a ideia meio bizarra. Sei lá gravidez é uma coisa meio estranha. Imagina qual deve ser a sensação? Parecer um ovo, que vai quebrar e nascer uma criança. É meio nojento se você parar pra pensar.
– Você que é estranha.
– Disso nós dois já estamos cansados de saber. – Fomos até o quarto dele e eu me joguei na cama, e ele se jogou ao meu lado.
– Você ficaria linda redonda. – Eu ri e ele passou a mão no meu rosto. – Eu quero um filho com essa sua carinha.
– Eu também quero. – Seus olhos brilharam.
– Então vamos começar a praticar. – Ele rolou pra cima de mim, esmagando meus peitos que estavam mais sensíveis que o normal. Na verdade eu também estava mais sensível.
– Nem vem! A ideia nem amadureceu e você já esta querendo me embuchar.
– Eu disse praticar, isso não quer dizer que você vai ficar grávida. Mais pra frente a gente pensa sobre isso.
– Corretíssimo, mas nós não vamos tranzar agora. – Dei um selinho nele e o empurrei. Ele bufou e caiu pro lado. – Quem sabe mais tarde se você for um bom menino? Agora vai logo tomar o banho que você queria que eu vou ter uma conversa com a Thalia.
Ele enrolou mais um pouco, levantou e cheirou meus cabelos. Foi tirando a roupa indo pro banheiro, ligou o chuveiro e começou a tomar banho de porta aberta mesmo. Revirei os olhos, peguei uma toalha e levei pra ele.
– Deveria ter deixado você se secar com o vento. – Ele riu e me soprou um beijo. – Vo indo tá? – Ele acenou e enxaguou o cabelo enquanto eu saia e batia na porta do segundo quarto de hospedes.
...
Notas finais
bjos gatenhos.
PS: deixo vcs com essa imagem do logan pra refletir:
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MEU DEUS COMO É LINDO PQP
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