Notas iniciais
FALA GALERINHA!!!
nao, isto nao é uma alucinação, eu realmente estou aqui postando 3 dias seguidos, linda demais eu sei - modestia manda lembranças -
;D

- Atrapalho alguma coisa? – Nem bati na porta, só entrei. Eles estavam sentados na cama longes um do outro.

- Não, pode entrar. – Thalia levantou da cama e veio até a porta.

- Na verdade, eu queria que você viesse comigo, tem como? – Ela assentiu e acenou pro Nico.

Levei ela pro quintal, onde tinha um balanço de corda. Ela riu e correu na minha frente pra sentar no balanço.

- Sabia que você ia gostar daqui. – Comecei a balança-la e ela jogou a cabeça pra trás, fazendo o vento gelado bagunçar seus cabelos. – Viu, o que há de errado com você e Nico? – Ela corou.

- Nada. Porque acha que tem alguma coisa errada?

- Não sei, será que é por que vocês nem se tocam? Você não queria nem ficar no mesmo quarto que ele. Eu sei que ele é seu primeiro namorado, foi seu primeiro beijo. Quer dizer, vocês se beijam né?

- Claro né!

- Ah vai sabe?! Nem as mãos vocês dão!

- É complicado.

- O que é complicado?

- Ele é experiente.

- E daí? – Ela bufou.

- E daí que ele tem medo de fazer alguma coisa que eu não esteja preparada, e nem eu tenho coragem de tomar a iniciativa. – Olhei chocada pra ela.

- Você só pode estar zuando comigo. Logo você Thalia! Sempre foi caruda, sem vergonha!

- Mas eu nunca namorei antes! E também eu acho desconfortável ficar se agarrando no meio das pessoas.

- Não é pra se agarrar. Por acaso você me viu tranzando loucamente com Percy em público? – Ela abriu a boca pra falar. – Esquece as fotos, aquilo foi uma bela de uma burrada, bem boa pra falar a verdade. Eu só estou dizendo que não é pra vocês ficarem grudados, agarrados nem nada do tipo. Mas um simples entrelaçar de mãos já diz muito sobre os sentimentos, e do jeito que você falou, vocês se respeitam muito. Não vejo o porquê de não compartilharem esse tipo de intimidade.

Ela ficou pensando um pouco, e eu continuei a balança-la.

- Como que foi? – Ela me perguntou.

- Foi o que? – Perguntei, mesmo sabendo do que ela estava falando.

- Você sabe. Sua primeira vez.

- Foi horrível. – Ela olhou assustada pra mim. – Você lembra, eu era idiota, iludida pelo charme daquele trouxa. Ele pediu uma prova de amor, eu dei. Foi desconfortável, eu não tive nenhum tipo de prazer e ele dormiu logo depois de gozar. Sério foi horrível. – Ela ficou perdida em pensamentos e eu voltei a falar. – Mas com Percy, foi perfeito. Admito que eu fui bem atirada. Eu ataquei ele na boate, e ele me zoa por isso até hoje. Mas eu não me arrependo. Porque desde o primeiro dia, desde a primeira conversa ele me encantou sabe? – Ela sorriu, tentando assimilar o que eu dizia pra ela. – Lembra daquele dia, das perguntas estranhas? Você me perguntou de quem eu tinha nojo ai eu disse, “aquela japa suicida com as costas coberta de cravos” e depois me perguntou por quem eu sentia o contrário de nojo, só de olhar. Na época eu não tinha uma resposta, mas agora tenho. Foi exatamente esse sentimento. Se tem um termo certo pra definir eu não sei, só sei que desde a primeira vez uma parte do meu cérebro queria conhece-lo, conversar com ele e o restante, queria muito arrancar aquela roupa e descobri o que tinha por baixo. – Ela riu mais relaxada.

- Foi isso que eu senti por ele também.

- Então. Não tem por que ter medo. Vocês se gostam. Só deixa acontecer entende? Se deem mais liberdade. Vai acontecer devagar, não é só porque ele é experiente que também não vai aprender sabe? Vocês vão se conhecer e é com pequenos gestos que se começa. – Ela sorriu pra mim e voltou a dar impulsos no balanço. Era tão pequenininha que parecia uma criança mesmo.

- Acho que você está no curso errado. Deveria fazer psicologia. – Eu fiz uma careta e ela riu de mim.

- Falando nisso, como está seu curso?

- Extremamente fácil. Eu nasci pra publicidade.

- Nunca te imaginaria fazendo outra coisa. – Sorri pra ela, e revezamos o balanço até Sally nos chamar pra comer.

...

Depois de comermos o delicioso bolo da minha sogrinha, Percy e eu sentamos na espreguiçadeira que tinha perto da fonte com uma manta por causa do tempo frio, enquanto Sally fazia um tour com eles pela casa.

- Sua mãe veio falar comigo. – Olhei surpresa pra ele.

- Sério? – Ele acenou. – E o que vocês conversaram.

- Sobre você é claro. – Ele me apertou nos seus braços quando deu uma ventada. – Você é muito parecida com ela. Em todos os sentidos.

- Assim como você que é uma cópia do seu pai. – Ele sorriu.

- É. Mas vocês conseguem ser ainda mais. Deve ser porque, sei lá, você não teve seu pai por perto.

— Graças aos deuses né? – Ele deu de ombros. – O que foi aquilo no aeroporto?

- Aquilo o que?

- Você e a minha mãe, e os obrigadas.

- Sua mãe se preocupa com você, estando longe dela e tudo mais. Mesmo depois de termos conversado por telefone, ela fica apreensiva né. E alguma coisa na sua expressão disse pra ela que você estava bem, feliz comigo. Por isso ela me agradeceu. – Eu fitei seus olhos, hoje azul claro com algumas rajadas em verde.

- Desde quando você ficou tão bom em ler as expressões das pessoas? – Ele riu e deu de ombros.

- Sei lá. Sei que rolou algum tipo de entendimento entre a gente. – Eu sorri.

- E você com medo da sogrinha? Ela só aparenta ser durona, mas é uma manteiga, bem maleável quando você realmente a conhece.

- Principalmente quando já se conquistou a filha. – Ele piscou pra mim e me deu um selinho.

Ao mesmo tempo, ouvimos os portões se abrirem, levantei correndo e puxei Percy comigo. Poseidon havia chegado e Tyson junto com ele.

- Vamos fazer uma surpresa pra ele! – Percy riu e segurou minha mão enquanto corríamos até a casa. Nos escondemos atrás do sofá e esperamos.

- Que mau humor é esse baixinho? – Poseidon entrou carregando a bolsa de Tyson, ele pulou no sofá e cruzou os braços emburrado.

- Já é final do ano. A Annie prometeu que vinha. – Os olhinhos dele se encheram de lágrimas que ele logo limpou com as mãos.

- Ei filho, deve ter algum motivo por ela não ter vindo ok?

- Será que ela não gosta mais da gente? – Quando ele disse isso eu não aguentei mais, e tive que sair do esconderijo.

- Que absurdo! Quem disse uma barbaridade dessas? – Pulei ao seu lado no sofá e ele levou um susto. Só pra depois notar que era eu.

- ANNIEEE! – Tyson pulou no meu colo e eu abracei ele apertado. – Eu tava com saudade. Pensei que você não vinha. Porque demorou tanto?

- O pequeno, também senti sua falta. As férias começaram ontem, então quando tive tempo peguei um avião e vim pra cá te ver.

Escutei um pigarro e Percy olhando pra ele com uma falsa cara feia.

- E eu não existo né tampinha? – Tyson saiu do meu colo e também deu um abraço nele. Percy bagunçou seus cabelos e eles trocaram aquele toque estranho.

Enquanto isso Poseidon veio me cumprimentar.

- Ele já estava ficando deprimido que a cunhada dele não vinha nunca. – Eu ri e o abracei. – Como foi de viagem?

- Pra mim tranquila. – Olhei pra Percy e ele estremeceu.

- Odeio voar. – Poseidon olhou pra ele como se entendesse.

- Nem me fale. Se tivesse uma maneira de ir de barco pra todos os lugares...

- Viu? Alguém me entende! – Revirei os olhos e sentei no sofá de novo. Tyson sentou do meu lado e encostou sua cabeça no meu braço. – E ai velho? Como vai? – Poseidon riu e abraçou o filho.

- Eu estou bem, jovem. Saiba que se você chegar a minha idade com a minha disposição Annie terá muito à agradecer. – Eu ri.

- É isso mesmo. Você me prometeu que teria um tanquinho com 65 anos!

- Vou te falar. Coloque os quartos no terceiro andar com escadas infinitas. Isso ajuda muito. – Percy fez careta, claramente lembrando do que Sally disse. E eu ri tanto que me faltou ar.

- Às vezes vocês são tão bobos. Eu não entendo o que vocês estão falando. – Tyson disse, e a gente voltou a rir.

- Que isso, o circo chegou e não avisaram? – Sally desceu as escadas com minha mãe, Thalia e Nico atrás. – Ah olha quem chegou. – Poseidon sorriu pra ela, mas Sally não estava falando com ele. – Meu pequenininho vem aqui pra mamãe te apresentar pro pessoal. – Poseidon murchou e Tyson desceu do sofá e foi até a mãe. – Gente, esse é Tyson meu filhinho lindo, meu pequeno.

- Mãe! Eu não sou tão pequeno assim! – Ele olhou pra Thalia e sorriu. – Eu já to quase do tamanho dela. – Thalia riu e concordou.

- Exatamente, você está pequenino ainda. – Eu disse Thalia olhou pra mim com uma cara sarcástica, mas depois riu.

- Você é a cara do seu irmão. – Minha mãe disse, e ele olhou pra ela, depois pra mim, e depois pra ela de novo.

- AHH TEM DUAS ANNIE!! – Minha mãe riu quando ele chegou mais perto dela.

- Ah não querido, eu sou Atena. Mãe da Annie. – Ele corou e soltou um “ah”. Eu ri assim como todo mundo.

- Olha só como você ta novona! Pode até se passar por minha irmã gêmea.

- Deixa disso menina.

Poseidon pigarreou e Sally finalmente olhou pra ele.

- Ohh meu bem não tinha te visto! – Ele levantou uma sobrancelha pra ela descrente, porque Poseidon era grande e tinha aquela aura de poder. Era meio impossível não nota-lo. Sally o abraçou e ele deu um beijo na testa dela.

- Percebi mesmo. – Tão infantil quando Percy.

- Bom, esse é meu marido Poseidon. – Ele cumprimentou a todos com apertos de mão.

- Ah vocês não podem falar muita coisa. Percy é uma cópia sua!! – Minha mãe disse olhando de Percy pra Poseidon que apenas riu.

- É a linhagem dos deuses. Temos os genes mais fortes. – Ele disse fazendo um trocadilho com seus nomes.

- Eu sou uma cópia do meu pai, Tyson é minha cópia. Somos todos cópias. Agora, vamos jantar? – Percy levantou e eu lhe dei um tapa na nuca.

- Não seja mal educado. – Sally olhou pra mim me agradecendo.

- É não seja mal educado.

- Incrível como ele fica assim perto dos pais. Parece uma criança birrenta. – Ele fez uma carinha de “filhote de foca fofo” E veio me abraçar. Rolei os olhos.

- Não querendo dar uma de criança birrenta, mas concordo com ele. To com fome. – Thalia disse e Percy riu.

- É isso ai cunhadinha! Vamo come! – Percy me puxou pra sala de jantar e Tyson veio correndo pegar na minha mão.

- Eu que vou sentar perto da Annie! – Percy fechou a cara e os dois saíram correndo pra disputar a cadeira. Respirei fundo.

- O que aconteceu com meu namorado super maduro?

- Está disputando sua atenção com o irmão mais novo. – Olhamos pra mesa e eles estavam se empurrando. Revirei os olhos e sentei do outro lado da mesa, Thalia se sentou do meu lado e minha mãe do outro. Eles olharam pra mim com uma cara de decepção.

- Agora vão ter que ficar sentados um do lado do outro. E sem chutes por baixo da mesa! – Eles cruzaram os braços junto. O que foi bem engraçado.

- O meu deus! É um anjo essa menina! Não quer morar aqui pra sempre? Por favor? – Sally pediu. – Ele nunca me escuta! Pede pra ele arrumar o quarto também vai. E não deixar toalha molhada em cima da cama. – Todo mundo riu, menos os dois birrentos.

- Vish, estou trabalhando essa tática ainda. – Olhei pra Percy e ele me mandou um beijinho.

O jantar foi servido e a confusão finalmente se acalmou. Percy só roubava algumas carnes do prato de Tyson quando ele não estava olhando, ai eu lhe dava algumas bicudas por baixo da mesa. Ele me olhava cético, “nada de chute por baixo da mesa”, e eu mandava ele calar a boca.

- Eles são ótimos. – Minha mãe sussurrou no meu ouvido. Passei meus olhos pela mesa e sorri.

- São mesmo.

...

Notas finais
Heeey proximo cap ta bem daora, eu curti muito escreve-lo sera que eu posto amanha??? nao sei depende dos reviews kkkk
que isso Gabriela mendigando comentários.
masi eu mereço né??? =3

PS: Era pra eu ter feito isso no cap de ontem mas eu acabei me esquecendo.
Uma leitora minha esta escrevendo uma fic para quem curti jogos vorazes:
http://fanfiction.com.br/historia/412841/Distrito_12.
passem lá! ;)

É isso
beijos gatinhas