Meu Gremista
36 Capítulo 36
Notas iniciais
Mais um cap pra vcs que sao os melhores leitores do mundo *0*
A semana começou de novo, e nada de diferente aconteceu, a não ser que eu deixei o almoço pronto então aproveitei mais do meu namorado.
Terminei de fazer um exercício de estatística e amarrei meu cabelo num coque pra tomar um banho, pulei da minha cama no chão, peguei meu celular e coloquei uma musica pra tocar e entrei no banheiro cantarolando TNT. Me olhei no espelho vendo o chupão roxo enorme no meu pescoço que meu querido namorado deixou, e fiz umas caretas básicas porque, quem nunca?
Eu dançava feliz da vida, porque mesmo sendo segunda-feira meu dia foi tudo de bom, fiz um básico solo de guitarra invisível porque eu sou uma pessoa normal, e todo mundo já fez isso.
Mas algo deu errado, e eu digo o que foi. A merda do tapete. Porque ele estava lá? Explica pra mim porque eu tenho a merda de um tapete no banheiro se eu sempre tropeço em tapetes? E por que eu estava usando meias? Não é uma boa combinação.
Bom o que aconteceu foi o seguinte, eu escorreguei no tapete e como se não bastasse bati a cabeça na pia e quando cai no chão torci o pulso tentando me apoiar no chão.
Tudo bem, nada aconteceu só uma forte dor de cabeça dos infernos e meu pulso que ficou parecendo uma bola. Pelo menos eu achava, ate sentir uma coisa quente escorrer da minha cabeça e pingar na minha blusa branca. A não.
Dei cinco murros no chão com o pulso bom, chamando a 78, aquilo significava “urgente”, não demorou nada e ela adentrou no flat colocando a blusa e com o cabelo molhado.
– O que? Annie cade você?
– Aqui. – Merda minha cabeça latejava e eu tava ficando tonta.
– O que você... PUTA QUE PARIU.
Ela foi até meu armário correndo e pegou uma toalha enquanto discava pra emergência.
– Se você não gritar eu agradeceria minha cabeça tá doendo um pouquinho. – Eu acho que eu tava meio grogue. Nossa que sono.
– Merda Annie como você fez isso? – Ela enrolou a toalha na minha cabeça e apertou firmemente.
– O que eu fiz? – Eu não estava entendendo o que ela tava falando, essa 78 é muito louca parece que bateu a cabeça. Bocejei e pisquei duro, quando eu fiquei com tano sono?
– EIEI, olha pra mim, não dorme ta legal? Fala aqui comigo. Canta uma musica pra mim vai. – To falando que ela tá doidona.
– Do que você tá falando? Eu não quero cantar. – Depois disso algumas pessoas invadiram meu pequeno quarto com um monte de trecos, me deixando mais zonza ainda, eu não estava conseguindo acompanhar direito. Quem eram aqueles caras?
– Aqui, rápido. Ela tá perdendo muito sangue. – Alguns caras me pegaram e depois disso eu apaguei.
POV Percy
Eu estava no hospital checando a prancheta de uma paciente. Ela tem cinco anos se chama Carly e é uma fofa, quebrou o braço no balanço mas não derramou uma lágrima.
– Gato?? Cade você calouro? – Revirei os olhos, puta que pariu essa Reyna não desiste.
Desde que eu cheguei aqui ela fica dando em cima de mim, mesmo depois de começar a usar a aliança. Ela ficou meio chocada, mais não desistiu.
– Percy, acho que a bruxa gosta de você. – Carly disse pra mim, ela também odeia a Reyna. – Você não pode ficar com ela, você é um príncipe. – Sorri pra ela.
– Pode ficar tranquila, eu já tenho a minha princesa. Agora cuida desse braço e toma esse remedinho ok?
– Ta bom. – Ela me deu um beijo na bochecha e eu ajudei ela a sair da cama, quando Reyna entra no quarto.
– Achei você gatinho. – Carly fez uma careta e acho que eu também estava fazendo uma.
– Eae, estamos de saída. – Levei Carly ate seus pais e assinei em sua prancheta.
– Então gatinho quando vai me dar uma chance? – Ela passou a mão no meu braço e eu me desvinculei dela com nojo.
– Nunca. – Sorri falso pra ela e me afastei, escutando uma sirene do lado de fora do hospital.
– Jackson, vem comigo. – Disse se o senhor Martin. Larguei a prancheta e fui atrás dele.
O senhor Martin é o medico neurocirurgião. Como quero me especializar nessa área, qualquer caso de pacientes com alguma fratura no crânio ele me chama para assistir a operação.
– Qual é o caso Doutor? – Ele me estendeu a prancheta e minhas pernas fraquejaram ao ler o nome. – S-senhor? Tem certeza que esse é o nome?
– Sim, Annabeth Chase. Caiu no banheiro e bateu a cabeça, esta perdendo muito sangue e esta com uma coagulação no lado esquerdo do crânio. Você esta bem? Esta pálido Perseus.
Segurei firmemente a prancheta e quase corri pelos corredores do hospital, como ela conseguiu fazer isso? Doutor Martin segurou meu braço me fazendo parar.
– O que ouve rapaz?
– É a minha namorada. – Minhas mãos tremeram e eu voltei a andar. – Annabeth Chase é minha namorada. – Acho que ele entendeu, porque começou a me acompanhar.
– Tem certeza que vai conseguir acompanhar? – Coloquei as luvas cirúrgicas e a touca, eu iria só assistir, mas o risco de contaminação tinha de ser zero.
– Eu preciso Doutor. – Meus olhos marejaram quando eu a vi desacordada na maca e o tanto de sangue que banhava seus cabelos. – Oh meu anjo. – Segurei sua mão enquanto a equipe médica entrava na sala. – Tem alguém a acompanhando?
– Uma garota. Ela esta desesperada na sala de espera. – 78, pensei.
– Então vamos começar.
– Ela perdeu muito sangue doutor, parece que na hora da queda tentou se apoiar e machucou o pulso. Acho que também bateu o pescoço porque está roxo. – Disse um dos assistentes.
– O pescoço é meio que minha culpa sabe. – Fiquei meio envergonhado, mas pelo menos isso serviu pra tirar um pouco da tensão que estava dentro daquela sala.
...
Não foi uma cirurgia complicada nem nada do tipo. Não precisou raspar seu cabelo porque o corte que tinha foi o suficiente para fazer a operação, nem ser levada a UTI.
Annie foi levada para o quarto e eu a acompanhei, iria doar sangue pra ela. Sorte que ela não tem um sangue incomum.
Eles nos deitaram em um quarto com duas camas lado a lado, a única coisa que nos separava era uma cortina, a qual eu fiz questão de rancar, para ficar olhando pra ela.
– Ela vai ficar bem Perseus, você sabe disso. – Doutro Martin me disse enquanto Mattew, um enfermeiro, tirava meu sangue.
– Eu sei, só... É difícil de ver. – Fiquei olhando pra ela, com o rosto pálido, os olhos fechados, a boca rachada e os cabelos ainda com um resto de sangue. Tinha um curativo na sua testa do lado esquerdo e sua mão direita estava enfaixada.
– Eu sei garoto. Bom, você pode ficar aqui se quiser, depois da retirada do sangue peço para que fique na poltrona para liberar o leito pra mais pacientes. – Sorri amarelo pra ele.
– Claro Doutor. Não se preocupe.
– E ela vai precisar de uma boa recuperação...acho que você pode dar um jeito nisso né? – Acenei positivamente pra ele. – Tenha uma boa noite Jackson. – Ele disse e saiu do quarto. Voltei a olhar pra Annie.
– Vai ser difícil. – Estiquei minha mão e alcancei a sua. Acariciei levemente tomando cuidado com a agulha presa nas costas da sua mão, pensando no quanto ela odiaria isso pela manha.
...
Sai do quarto e fui até a sala de espera avisar a 78 que meu anjo ficaria bem. E qual foi a minha surpresa ao ver que estava todo mundo la?
– Oi.
– PERCY!! – 78 gritou e veio me abraçar. – A Annie, como ela ta?
– Ninguém veio avisar vocês?
– Até vieram mais eu não entendi muita coisa.
– Bom, ela perdeu muito sangue e também teve que fazer uma cirurgia para retirar o coagulo que se formou. Mas tudo ocorreu bem, ela nem teve que ir pra UTI e amanha a tarde você já poderão vê-la.
– O que é isso no seu braço? – Drew perguntou.
– Como eu disse, ela perdeu muito sangue e coincidentemente seu tipo sanguíneo é o mesmo que o meu. Então eu doei pra ele. – Malcom levantou juntamente com Leo e eles me fizeram sentar.
– Você não pode ficar zanzando por ai cara.
– Ainda tenho que terminar meu turno.
– Pode deixar que eu falo com o Martin. – Fiz que sim pro Frank e ele saiu.
– Percy, tem uma pessoa que quer falar com você. – Hazel me estendeu o telefone e eu olhei pra ela confuso.
– Quem é? – Disse, pegando o celular da mão dela.
– Atena, a mãe da Annie. – Olhei compreensivo pra ela e atendi.
– Alô?
– Oi. Percy né? Como está minha menina? Como tá a minha filha?
– Ola senhora. Sua filha acabou de sair de uma cirurgia, acompanhei tudo de perto. Não foi nada serio então não foi muito complicado, ela perdeu muito sangue, mas está bem.
– Ai meu deus. Mas o que acontece agora? Tem sangue o suficiente no banco de doadores pra ela? O tipo sanguíneo dela não é tão incomum...
– Não se preocupe senhora. Eu doei sangue pra Annie. – Ela respirou aliviada.
– O meu filho. Muito obrigada. Você é um anjo. – Eu sorri.
– A Annie também é meu anjo, não pensei duas vezes em fazer isso por ela.
– Não sei nem como agradece-lo querido.
– Não é necessário senhora Chase.
– Pare de me chamar de senhora! – Eu ri.
– Tudo bem Atena, me desculpe. Se quiser falar com ela amanha, assim que ela acordar eu ligo pra sen... você.
– Eu ficaria muito feliz. Muito obrigada novamente meu genro. – Eu devo ter corado porque a Drew apertou a minha bochecha.
– Imagina. Até mais Atena.
– Até mais. – Desliguei o celular e o entreguei pra Hazel.
– Então, ótimo jeito de se falar com a sogra em? – Clarisse fez essa piadinha tão sem graça que eu vi a 78 preparando um soco pra dar na cara dela.
– Cala a boca por favor. – 78 não estava de brincadeira.
– Algueém poderia ir buscar algumas coisas na casa da Annie?
– Por quê?
– Ela precisa de uma boa recuperação, remédios na hora certa e ajuda pra refazer o curativo. Eu acho melhor ela ficar em casa por uns tempos.
– Eu posso ir pegar. – Drew levantou, peguei a chave do carro e estendi pra ela.
– Sabe dirigir? – Leo levantou também e pegou a chave da minha mão.
– Não é uma boa ideia, eu te levo até lá.
– E eu vou junto pra vocês não se comerem no caminho. – Clarisse saiu junto com eles.
– Se vocês quiserem ir embora podem ir, não poderão vê-la hoje mesmo. Aproveitem a carona.
– Você já jantou cara? – Neguei. – Toma ai. – Malcom jogou umas notas de dinheiro no meu colo. – Come alguma coisa, toma um café e tenta dormir um pouco. Vai dar tudo certo. Você é sangue bom. Sacou? Sangue bom? – Ri da tontice dele. – Falou cara.
– Falou, obrigado ai. – Bati na mão dele, que foi embora junto com o povo.
Respirei fundo, cansado. Apoiei a cabeça na parede e fechei os olhos. Ela vai ficar bem. Sorri.
Fiquei ali parado por um tempo, acho que até cochilei, quando senti alguma coisa na minha coxa.
– Annie?
– Não gato. – Levantei num salto querendo enfiar a mão na cara dessa puta.
– Pelamor de deus! Quer fazer o favor de parar?! Eu não vou sair com você caralho! Eu amo outra pessoa. Eu amo a minha namorada e ela está agora sedada se recuperando de uma cirurgia, então se você não quiser levar um cacete, saia daqui e se de o respeito. – Ela me olhou espantada, eu nunca falei assim com ela, mas eu estou estourando. Eu não bato em mulher, nunca bateria, mas ameaçar não faz mal.
– Nossa Percy. Você nunca fez...
– Eu sei. – Respirei fundo. – Olha me desculpe tá legal? É que. Eu a amo entende? Você é bonita. – Só que não. – Mas eu a amo tanto que chega a doer, e eu não trocaria ela por ninguém nesse mundo. E agora ela tá lá. Sedada naquela maca e me dói demais olha-la daquela maneira, sem poder fazer nada e você chegou me irritando novamente sendo que eu já te disse que não quero nada. – Suspirei, massageei minhas têmporas e a olhei. – Me desculpa.
– Não. Eu é que peço desculpa. – Ela levantou e deu um sorrisinho amarelo, se afastando. – Percy?
– Fala.
– Tomara que ela te mereça. – Sorri. – Qualquer coisa, é só me procurar gato. – Ela piscou pra mim e saiu rebolando. Revirei os olhos.
Não da pra ser gentil com putas.
...
Notas finais
Eu gostei, mas o próximo vai estar melhor.
BEIJOOOS =*
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