Meu Gremista
37 Capítulo 37
Notas iniciais
Obrigada pelos reviews, de todos.
Boa leitura pra vcs ;)
Acordei meio zonza, meu olho ardeu pra porra com a claridade e parece que fui atropelada por um caminhão. Senti uma pontada de dor do lado esquerdo da cabeça, levei minha mão até la e senti um repuxão de agulhas nessa mão, que porra é essa? Tentei puxar, mais notei que minha outra mão estava engessada. O que aconteceu? Olhei pros lados em busca de respostas e o vi sentado na poltrona ao meu lado.
Seu braço estava estendido na minha maca, e ele babava no próprio braço. Sorri com a cena. Notei olheiras profundas embaixo dos seus olhos e um curativo no seu antebraço. Passei os dedos levemente em cima, tentando entender o porque daquele curativo.
Fiquei a observa-lo por um tempo, levei meus dedos, que estavam pra fora do gesso, aos seus cabelos acariciando.
– Hmm. – Ele gemeu e sorriu, satisfeito. Ri baixinho e continuei com o carinho. Percy demorou a abrir os olhos, e quando fez olhou pra mim com tanto amor que me fez arrepiar.
– Oi. – Ele sorriu, parecia agradecido, abraçou meu corpo e suspirou aliviado. – O que aconteceu?
– Você não se lembra? – Ele me perguntou preocupado.
– Vagamente. – Pensei um pouco. – Lembro de estar em casa cantando e... Ohh.
– Poisé. – Ele beijou a minha testa, minha bochecha, meu nariz, queixo e por ultimo meus lábios, me fazendo sorrir. – Você me deu um susto e tanto anjo.
– Me desculpa. – Ele colou sua testa na minha e sorriu, acariciei novamente seu curativo. – E o que aconteceu com você? – Ele olhou pro seu braço e deu de ombros.
– Você perdeu sangue demais, e estamos com falta no banco de doadores. Seu tipo sanguíneo graças a todos os deuses é o mesmo que o meu. Nem pensei duas vezes pra te doar. – Meus olhos marejaram e eu beijei ele desesperadamente.
– Eu te amo.
– Eu também te amo anjo. – Ele me deu um selinho. – E é por isso, que você vai pra casa comigo. – Franzi o cenho.
– Por quê?
– Porque apesar de ter sido uma cirurgia tranquila, a recuperação é delicada. E eu sendo um futuro doutor e preocupado namorado tenho a obrigação de cuidar de você dando seus remédios nas horas certas, trocando curativo. – Eu ri, vendo o brilho nos seus olhos.
– Já disse que você é demais pra mim? – Ele sorriu e negou com a cabeça.
– Cala a boca, que eu sou seu número. – Piscou e se afastou, pegando o celular e discando um número. – Atena? – Arregalei os olhos. – Ela já acordou... Não, esta tudo bem. Ela acordou normal, deve estar sentindo uma dor de cabeça e parece incomodada com as agulhas... Vou passar pra ela, só um instante. – Peguei o celular da sua mão e o olhei divertida.
– Oi mãe?! – Saiu como uma pergunta, porque eu estava meio em choque. – Tudo bem?
– Tudo bem? Eu que tenho que fazer essa pergunta né Annabeth Chase? Como você foi fazer isso minha filha! Me deu um susto, não só em mim como nos seus amigos e no seu namorado, que é um anjo.
– É ele é. – Olhei pra ele, enquanto o mesmo caçava alguma coisa na bolsa, escova de dente, e ia pro banheirinho que tinha ali.
– Mas você está bem filha? Não tá sentindo nada? O que o médico te disse?
– Só uma dor forte na cabeça, e ele ainda não veio me ver. Mas Percy disse que só vou ter que tomar alguns remédios e que vai me sequestrar por algum tempo pra cuidar de mim.
– Acertou em cheio em filha? – Ri da louca da minha mãe. – Estou com saudades, espero receber noticias suas em breve, mas não me assustando do jeito que você fez em garota!
– Ta bom dona Atena, se cuida ai também.
– Beijos filha.
– Beijos. Tchau. – Desliguei o celular, e coloquei em cima da mesinha que tinha do lado.
– Boa tarde. – Uma mulher morena, com roupas coladas e um jaleco aberto, entrou no meu quarto carregando uma bandeja. Aquilo era enfermeira? É permitido usar esse tipo de roupa aqui? Olhei desconfiada pra ela. A mulher checou alguma coisa na prancheta. – Annabeth.
– Ham, boa tarde.
– Vim trazer alguns de seus remédios. – Ela colocou a bandeja em cima da mesa e olhou de canto pro celular que estava com a tela ligada. – Esse é..
– Annie, você quer alguma coisa... O que você esta fazendo aqui? – Percy disse saindo do banheiro.
– Então essa é a sua namorada? – A mulher olhou pra mim com uma cara de nojo. – Não é nada demais. – Levantei a sobrancelha pra ela. Percy fechou as mãos em punho e trincou os dentes.
– Saia daqui por favor. – Ela levantou as mãos, como se rendesse e seguiu até a porta.
– Fica esperta loirinha, porque eu tô na fila. – Ela piscou e saiu rebolando. Olhei confusa pra Percy que bufou e puxou os cabelos.
– Ok, possa saber o que aconteceu aqui?
Percy me contou o que a vadiona andou fazendo e eu quis socar a cara dela.
– QUE FILHA DA PUTA!! Deixa ela voltar a cruzar meu caminho, meu punho está louco pra beijar a cara dela. – Percy riu e beijou a palma da minha mão.
– Parece que já esta melhor né anjo? – Corei, ouvindo ele rir.
...
Saímos do hospital era quase oito da noite, com mil e uma recomendações. Meu cabelo estava uma tristeza, tinha um pouco de sangue ainda nele e os cachos costumeiros estavam desfeitos, me forçando a amarra-lo o que não deixou um Percy muito feliz. Coloquei uma roupa qualquer que tinha na mochila que a perua fez, coloquei um óculos de sol pra tampar as olheiras que eu tinha e fomos embora.
Chegamos no ap de Percy e estava todo mundo lá.
– O que vocês estão fazendo aqui? Como abriram minha porta?
– Chave embaixo do tapete não é uma coisa muto esperta cara. – Malcom deu um tapinha nas costas de Percy e veio me abraçar. – E ai loirinha, deu um susto na gente em?
– Deixa eu te fazer uma pergunta. – Ele olhou pra mim, esperando. – Porque me chama de loirinha se a sua namorada também é loira. – Ele pensou um pouco, e olhou pra 78 que estava sentada no sofá.
– É verdade né? – Disse, como se estivesse acabado de notar aquilo. 78 revirou os olhos e levantou, também me abraçando.
– Sua cadela! Nunca mais me de um susto daquele! Acho que aquela cena nunca mais vai sair da minha mente.
– Obrigada por me resgatar. Falando nisso, como soube que eu estava lá morrendo? – Quando eu disse isso, Percy chacoalhou a cabeça, como se não pudesse nem imaginar. Sorri pra ele.
– Você não lembra? Você que me chamou, ouvi 5 barulhos vindos do teto, e eu tava terminando de trocar de roupa. Fui de lingerie pra sua casa. – Ela disse, fazendo a gente rir.
Depois disso, todos vieram me abraçar e me dar sermão. Fala sério.
– Já chega né? Podem ir embora agora.
– Tudo bem, estamos indo. Mas antes quero que vejam uma coisa. – Malcom levantou do sofá e pegou o notebook, mostrando pra gente.
– Você não fez isso.
– Eu disse que precisava de grana.
Em um site de fofocas estava as fotos que ele havia tirado, com um circulo em volta das nossas alianças.
– E quanto você ganhou com isso seu otário?
– Quinhentinho.
– O QUE? Quinhentos reais?
– É. Acho que vou começar a relatar a vida de vocês dois, o que acham? Serei a fonte confiável de alguns jornalistas. Tipo agora: “O nosso querido casal 20 passou por um momento tenso e delicado, quem diria que Annabeth Chase é uma desastrada? Ela caiu de cabeça tendo que passar por uma cirurgia que foi acompanhada de perto pelo senhor perfeição Percy Jackson. A cirurgia foi um sucesso e Annie passa bem”. O que acham?
Percy respirou fundo e deu um tapa na nuca dele, e eu ri da maluquice dos dois.
– Deixa ele Percy. – Malcom olhou pra mim com os olhos brilhando. – Mas a partir de agora, você paga tudo pra gente fio! Não vai ganhar as nossas custas e sair na boa. – Ele cruzou os braços sobre o peito e fechou a cara. Estendi minha mão boa, mas toda furada por causa das agulhas malditas, pra ele. Ele me encarou por um momento, bufou e apertou.
– Fechado, loirinha.
– Fechado, manézão. – Rimos da cara de desolado dele e levamos todos até a porta.
– E então, o que podemos fazer agora em? – Levantei as sobrancelhas pra ele, que sorriu se desculpando.
– Vamos tomar um banho, tomar os remédios e dormir. – Fechei a cara e ele riu de mim. – Não fica brava anjo, você esta de repouso.
– Não quero ficar de repouso de sexo Perseus! – Ele gargalhou.
– Não vai ficar. Mas hoje não ok? Você acabou de sair do hospital, escapou de ficar em observação porque prometi que não deixaria você fazer esforço.
– Estou fazendo esforço ficando sem sexo!
– Você entendeu o que eu quis dizer teimosia! – Ele me deu um selinho e eu suspirei derrotada.
– Tudo bem vai. – Abracei ele e fomos grudados pro banheiro, quase tropeçando pelo caminho, mas ok. – Você vai lavar meus cabelos?
– Está tarde, eu não tenho aquele treco de secar e você não vai dormir de cabelo molhado.
– Mas está oleoso e ensanguentado eca!
– Amanha de manha a gente lava. – Ele me ajudou a tirar a roupa, me sentou na privada e pegou uma caixa branca no armário e uma sacola. – Melhor assim do que você doente. – Limpou as mãos com álcool e retirou meu curativo delicadamente. – Você esta com a imunidade baixa. – Suas mãos pareciam penas de tão leves.
– Você é muito bom nisso. – Ele jogou tudo no lixo, enrolou a sacola no meu gesso e foi ligar o chuveiro. Entrei no box enquanto ele tirava a roupa.
– Bom no que? – Ele pegou o sabonete e começou a me ensaboar. Involuntária mente meus seios se eriçaram, fazendo-o sorrir.
– Em ser médico. – Encostei minha testa no seu peito e com a mão não enfaixada, também o ensaboei.
Terminando de lavar meu corpo e o dele. Percy ligou o chuveiro na água gelada pra limpar meu curativo.
– Tá muito feio? – Fiz uma careta sentindo arder.
– Não muito. Já vi piores. – Ele desligou o chuveiro e me deu uma toalha. Senti uma pontada na cabeça me deixando zonza.
– É normal ter dor de cabeça né? – Perguntei, levando minha mão à cabeça. Ele assentiu, pegou um remédio na caixa e me deu. Enfiei na boca, com a mão em concha peguei um pouco de água da pia mesmo e engoli.
– Tem mais dois que você tem que tomar, mas é só daqui uma hora.
– Acho que não vou estar acordada até la. – Dei minha toalha pra ele se enxugar e fui até o quarto.
– Eu te acordo não se preocupe. – Catei uma camiseta dele que estava jogada na cadeira, cheirei sentindo seu perfume maravilhoso e coloquei ela mesmo. Desamarrei meu cabelo e tirei a sacola da minha mão, deitando na cama.
Percy entrou no quarto trazendo a sacola da farmácia com os remédios que havíamos comprado mais cedo, junto com uma garrafa de água, e colocou em cima do criado mudo.
– Vou colocar pra despertar. – Ele mexeu no celular, pegou uma bermuda no armário e deitou ao meu lado. – Boa noite anjo.
– Boa noite amor. – Devia estar sobre efeito de remédio ainda, porque dormi instantaneamente.
...
Notas finais
Mas então, o proximo cap tamb nao tem hentai, se é o que vcs pervas querem saber!
Mas o ooooutro quem sabe ;))
BJO GATONAS!
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