Meu Gremista
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Boa noticia: viajo amanha pra Casa!! Lar doce lar AMEM! Terei mais tempo para escrever ai que lindo!! bjos gatinhas.
A semana que se seguiu foi uma das piores. Eu fiz tanta prova, tantos cálculos que estou até zonza. Graças as madrugadas acordadas estudando que nem uma louca, não peguei exame em nenhuma, passei direto. AMEM! Percy também não precisou ficar uma semana a mais de recuperação. 1º semestre fechado!!
Estava nesse momento arrumando as malas. Eu iria conhecer a família de Percy. E eu não estava nervosa.
– Vai começar tudo de novo. PARA DE ANDAR PELA CASA ANNABETH CHASE!!!!!!
– Vocês não entendem! Eu vou conhecer Sally Jackson! Poseidon Jackson! Como não ficar nervosa cacete.
– Pode ficar nervosa, mas fica andando pela casa, morde a boca, roer as unhas e estralar os dedos não vai te ajudar em nada.
– Drew. Eu não consigo. Eu vou chorar. Eu não sei me comportar, ser uma lady.
– Você não tem que ser perva, Percy gosta de você do jeito que é.
– Mas e se os pais deles não gostarem de mim?
– Isso não vai te impedir de ficar com ele Annie. Vocês se gostam. Isso que importa.
Bufei, desabando na cama. A veinha tem razão. Eu namoro ele não os pais dele! Mas impressionar seria um ponto a mais.
– Tudo bem. O que eu levo? La faz frio. E nós vamos ficar 2 semanas.
– Ah, deixa que eu ajudo. – Você já sabe quem disse isso.
– Nada de rosa na minha mala!
– Não tem como colocar nada rosa aqui Annie, você não tem roupa rosa. – Dei de ombros.
– Foi só um aviso.
...
– Que horas sai o ônibus de vocês?
Estávamos no aeroporto, eu e Percy esperando para embarcar, e o resto, que nos amam de mais, nos trouxeram até aqui, daqui eles vão para a rodoviária cada um pegar um ônibus e ir pra casa.
– 23:30, já estamos indo. – As meninas me abraçaram, a Clarisse não, ela me deu um toque de mano.
– Boa viagem pra vocês vadionas.
– Pra você também. Tenha respeito na casa da sogra em. Nada de sexo selvagem!
– Faça um favor a humanidade, vai tomar no cu. – Mandei um sorrisinho sarcástico pra 78.
Segunda chamada ao voo 359 à Gramado.
– Bom, esta na nossa hora. Tchau pra vocês, aproveitem a viagem de ônibus pelas ruas esburacadas enquanto eu viajo de primeira classe. – Muitos dedos do meio foram mostrados a mim. Soprei um beijo no ar pra eles, e fomos embarcar.
...
– Odeio aviões, odeio voar.
– Para de reclamar Percyto, nem saímos do chão ainda.
– Quero dormir a viagem inteira.
– Quanto tempo de voo?
– Cerca de 58 minutos.
– Afe, o jeito é dormir mesmo. Odeio viajar de noite, não posso ascender a luzinha pra ler porque a pessoa da frente quer dormir. Foda-se a pessoa da frente, a minha passagem é do mesmo preço que a dela caralho. – Percy riu da minha cara e passou os braços sobre meus ombros.
– Acalme-se Annie. Deita aqui vai, e me da um beijo que você vai ficar calminha. – Sorri e o beijei.
– Com licença senhores, apertem os cintos vamos decolar. – Sério, eu me segurei pra não estapear a cara dessa vadia.
...
Nada de interessante aconteceu no voo. Depois da decolagem (segurei na mão do Percy porque se não ele ia gritar igual uma menininha) nós dormimos e fomos acordados pela mesma vadia que interrompeu nosso beijo. Vadia.
Quando desembarcamos, minha mão começou a suar, o medo se apoderando de mim. O arrependimento me atingindo na cara quando eu vi um Volvo preto luxuoso, com um carinha de cap e tudo abrindo a porta pra nós.
– Hey Argos, como vai? – Percy deu um abraço no velho homem meio de lado, ainda segurando a minha mão.
– Ola menino Perseu. – Argos estava meio sem jeito, mas retribuiu rapidamente o abraço do meu gremista.
– Quero que conheça Annabeth, minha namorada. – Percy passou os braço em volta da minha cintura, apertei gentilmente a mão do senhor.
– Oh. És muito bonita senhorita Annabeth. – Corei.
– Ah, m-muito obrigada, mas me chame apenas de Annie. Nada de senhorita.
– Tudo bem senhorita. – Percy gargalhou.
– Vai ser difícil Annie, demorou mais ou menos toda a minha infância para ele aprender a não me tratar como um robô. – Com esse comenteario, Argos ficou envergonhado. Tão fofo ele.
Entrei dentro do carro, com cheiro de novo, e puxei a porta, o que assustou Argos que estava indo fecha-la pra mim. Percy riu das nossas caras. Ah qualé, eu não sou acostumada com luxo.
– Vai continuar rindo assim, não chego nem na sua casa. Já pego outro avião aqui. – Cruzei os braços e fiz um bico. Infantil? Imagina.
– Desculpa anjo. – Percy disse, ainda rindo (cretino), beijando meu pescoço.
...
Chegamos no castelo de Percy. Sim, castelo. Aquilo não era uma casa. E a única coisa que passou pela minha cabeça foi: Como dão conta de limpar esse monstro?
– É bom que a Drew tenha colocado roupas adequadas dentro dessa mala, pelo jeito vou ter que usar roupa de gala pra ficar dentro de casa né? – Sussurrei no ouvido de Percy enquanto mais pessoas pegavam as malas. A minha estava na minha mão, até um rapaz tira-la de mim.
– Você vestida em um saco de lixo fica bem. – Percy beijou minha têmpora. – Mas eu prefiro você nua. – Sussurrou no meu ouvido. Me arrepiei, é logico.
Dei um tapa no seu braço. – Sem sem-vergonhice na casa dos seus pais.
– Fala serio Annie, nos vamos ficar duas semanas aqui. Vai aguentar tanto tempo?
– Você sabe que não. – Percy abriu um sorrisão maior que a cara. – Mas isso é entre quatro paredes honey, fora delas você nem ouse tocar em mim. – Ele deu um sorriso torto, e apertou a minha bunda. – Filhadaputa. – Disse entre os dentes, enquanto ele ria de mim.
Nossas malas foram colocadas em carrinhos de golf. Serio. Aqueles carrinhos maneiros. Pras malas. Eu vou morrer.
– Pra que tudo isso? É só caminhar do jardim até a porta!
– É uma longa caminhada. Você prefere ir a pé? Assim você se sente mais confortável, e eu aproveito e te mostro a propriedade.
– Vamos a pé então. Pelo menos eu ganho tempo para enfrentar seus pais.
– Do jeito que você fala, parece que eles são algum tipo de deuses do olimpo. Meu pai só tem nome de deus ok? – Percy entrelaçou sua mão na minha e fomos caminhando pelo jardim. Completamente incrível.
Nunca vi tantas flores de tantas cores e cheiros. No meio do caminho tinha algumas tendas, com bancos estofados, mesas, redes, balanços, namoradeiras. Era um sonho.
No centro do jardim, havia uma fonte de água simplesmente incrível. Por mim, ficaria ali pelo resto das férias. Dava até pra dormir em uma das espreguiçadeiras, que parecia mais confortável que a minha minúscula cama de solteiro.
Chegamos em frente a casa/mansão/castelo. As paredes eram de vidro, deixando o ambiente claro e arejado. Me fazendo questionar novamente, como limpar tudo isso?!
Quando nos aproximamos da porta, Argos a abriu nos dando passagem.
– Mãããe! Cheguei. – Percy gritou, assim que colocou os pés no hall de entrada, que era uma combinação entre o que existia de mais moderno com rustico, simplesmente perfeito. Rapidamente, ele foi atingido por um furacãozinho de cabelos negros e olhos castanhos.
– Cabeçããããããão!! – Disse o furacão, que eu presumo que seja Tyson, irmãozinho de Percy.
– Fala tampinha! – Percy deu uma chave de braço nele lhe dando um cascudo, me fazendo rir. Chamei a atenção dele, que olhou pra mim e corou. Sussurrou alguma coisa no ouvido de Percy, que sussurrou de volta. Só observei.
– O que uma moça tão bonita, viu no babaca do meu irmão? – Tyson, todo galanteador, perguntou beijando as costas da minha mão. Percy lhe deu um tapa na nuca, mas ele não pareceu se importar. Fingi ter um vestido imaginário, e fiz uma reverencia.
– Obrigada Sir, não acho que sou digna de tal elogio. Mas o cabeção ai me prometeu apresentar seu irmão mais novo, só estou fingindo. – Lhe mandei um piscadela, fazendo os morenos rirem.
– Filho? – Disse uma voz doce e melodiosa. Gelei na hora. Percy, sentindo minha tensão, segurou minha mão fazendo círculos com o polegar.
– Relaxa anjo.
– Fácil pra você falar. – É agora, vou conhecer a extraordinária escritora, e mãe do meu namorado. Sally Jackson.
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