Meu Gremista
23 Capítulo 23
Notas iniciais
– Filho? – Disse uma voz doce e melodiosa. Gelei na hora. Percy, sentindo minha tensão, segurou minha mão fazendo círculos com o polegar.
– Relaxa anjo.
– Fácil pra você falar. – É agora, vou conhecer a extraordinária escritora, e mãe do meu namorado. Sally Jackson.
Ouviu-se som de passos ecoando pelo corredor. Meu coração estava aos pulos e eu sei que não e necessário tudo isso, mas não é uma coisa que eu posso controlar. Esmaguei a mão de Percy. Até que ela apareceu.
Bebê! Que saudade meu filho. – Ela veio de braços abertos e era mais bonita e jovem que eu imaginei. O cabelo castanho encaracolado fazia um contraste com seus olhos também castanho, quase pretos, os olhos de Tyson. Percy apertou minha mão e soltou, indo abraçar sua mãe.
– Você tem que para com essa mania de me chamar de bebê mãe. Também estava com saudade. – Percy a abraçou, e levantou ela do chão. Ela gargalhou segurando firmemente no pescoço dele. – Ta bonitona dona Sally, isso é tudo pra receber seu filhão aqui? – Percy a colocou no chão, e ela ficou lhe acariciando o rosto. Tyson ao meu lado segurou a minha mão, vendo o quanto eu estava desconfortável. Sorri pra ele.
– Claro que não. Vim conhecer a minha nora. – Percy soltou um som indignado ao mesmo tempo divertido, se virou pra mim, e eu engoli em seco.
Ela olhou pra mim e sorriu, veio em minha direção e me abraçou. Retribui meio hesitante.
– Oh querida, você é incrivelmente linda! Muito mais do que eu imaginei.
– A-ah, hm e-eu, é um p-prazer conhecer a senhora. Sou muito sua fã.
– Imagine Annie, posso te chamar assim né? Já pedi pra você me chamar de Sally! Seja bem vinda a minha casa. Venha quero lhe mostrar tudo…
Sally começou a me puxar pela mão. Percy parou em frente a nós duas. – Mãe, acabamos de chegar e você já esta querendo monopolizar minha namorada? Nós estamos cansados e com fome. – Cruzou os braços na frente do peito.
– Não seja ciumento bebê, você já passou muito tempo com ela, e eu vou leva-la para conhecer a casa, levarei ela até o seu quarto e depois vamos fazer um lanchinho, esta muito tarde para jantar.
– Eu posso fazer isso mãe.
– Não seja infantil Percy. – Eu disse a ele.
– É não seja infantil, vá falar com o seu pai e de atenção ao seu irmão. Já estaremos de volta. – Percy bufou, finalmente concordando, veio na minha direção e me deu um selinho.
– Ve se não demora. – Sussurrou no meu ouvido. Revirei os olhos.
– Sua mãe tem razão em te chamar de bebê. Já eu volto. – Dei um beijo na sua bochecha e me deixei ser puxada pela sogrinha.
...
– Meus deuses! – Levei a mão à boca, maravilhada. É simplesmente meu sonho de consumo. – É incrível Sally. Esse definitivamente é o lugar mais lindo que eu já vi em toda a minha vida.
Sally me mostrou toda a casa. É completamente incrível. Se não me engano contei 12 quartos, sendo 7 suítes. 3 banheiros, 2 lavabos. Uma sala de jogos, um cinema, uma adega, uma sala de tv com vários puffs e tals, uma sala normal (não me pergunte pra que tudo isso), uma sala de jantar, uma cozinha completamente perfeita, um escritório e por último, o ambiente de trabalho de Sally Jackson. O que mais me impressionou foi o carinho com que ela tratou os funcionários, sempre carinhosa e com muito respeito.
Os quartos ficavam no terceiro andar, a cozinha e as salas no primeiro. Em uma espécie de porão ficava a sala de jogos, o cinema e a adega climatizada. E no segundo andar, que é onde estamos, fica o escritório e a fantástica biblioteca.
– Meu sonho sempre foi ter uma biblioteca, é o sonho de qualquer escritora e amante dos livros. – Ela disse, enquanto eu andava pela enorme sala passando os dedos delicadamente sobre os livros.
– É realmente um sonho.
Estava completamente entretida olhando os milhares de títulos. Sally pôs uma mão sobre meu ombro, me virei pra ela.
– Soube que você é uma grande fã. – Ela deu de ombros e estendeu um pacote pra mim.
Peguei o pacote de suas mãos, tremendo. Rasguei a embalagem e ofeguei. Toda a saga de Sally Jackson, e todos seus livros avulsos. A coleção assinada e com dedicatória. Meus olhos marejaram quando eu vi o rascunho do seu novo livro junto com os já publicados.
– E-eu... – Coloquei os livros sobre a mesa e a abracei. – Não sei como lhe agradecer.
Ela retribuiu meu abraço. – Continue fazendo meu filho feliz. Nunca o vi tão vivo como ele esta. Meu menino sofreu tanto com relacionamentos, espero que você não me decepcione estou apostando minhas fixas em você.
– Não vou decepciona-la. Eu... e-eu gosto muito do seu filho, como eu jamais imaginei gostar de alguém. É meio que uma dependência, eu nunca estive tão feliz.
– Eu sei que sim querida. – Ela sorriu pra mim, corei, não é um assunto muito agradável para se ter com a sogra né? – Pode ter certeza que seu sentimento é reciproco, eu vejo nos olhos de vocês o quanto se gostam, e é por isso que confio em você. Você vai fazer meu filho feliz.
– Obrigada Sally. Obrigada pela confiança e pelos livros também. Foi o melhor presente que eu já ganhei.
– Que bom que gostou. Se você conseguir terminar de ler o rascunho antes de ir embora, gostaria de saber sua opinião para um segundo livro, o que acha? – Saímos da biblioteca e subimos para o terceiro andar em direção aos quartos. Paramos em frente a última porta, o quarto do Percy.
– Vou deixar você trocar de roupa, se quiser tomar um banho para relaxar fique a vontade. Estarei na cozinha preparando um lanchinho pra vocês.
– Tudo bem, obrigada.
Entrei no quarto (NA:// eu imaginei o quarto do homem de ferro. Eu amo o homem de ferro *-*), e a primeira coisa que eu vi foi uma camiseta do grêmio assinada enquadrada em cima da cabeceira da cama. Meu Gremista.
Sentei na cama olhando para fora, as janelas de vidro proporcionando a belíssima imagem da cidade toda iluminada. Tirei o sapato, e fiz um coque no cabelo. Comecei a desabotoar a calça jeans quando escuto a porta do banheiro se abrir e de lá sair o meu gostoso, apenas com uma toalha na cintura e varias gotinhas escorrendo pelo seu peito e se escondendo na toalha. Lambi os lábios, como eu queria seu uma gotinha. Levantei da cama indo em sua direção, ele ainda não tinha me visto, lerdo, quando ele realmente me notou eu já estava próxima dele. Sem o salto eu batia no seu peito, uma gotinha atrevida estava querendo escapar, peguei ela com a língua olhando nos olhos azuis dele.
– Como eu queria ser essa gotinha. – Uma outra estava escorrendo, segui ela com a ponta dos dedos até chegar na toalha. Percy sorriu safado e mordeu meu lábio inferior, uma de suas mãos foi ao meu cabelo e, como de rotina, desfez o meu coque. A outra ele levou a minha bunda por dentro da calça já desabotoada, apertando-a. Gemi nos seus lábios. Me desvinculei de seus braços, indo em direção ao banheiro, deixando ele com uma cara de tacho. – Vou tomar um banho.
– E vai me deixar assim?! – Ele apontou para a sua semi-ereção. Sorri mordendo os lábios.
– Mais tarde. – Mandei uma piscadela, escutando ele soltar um muxoxo.
Entrei no banheiro deixando a porta encostada. Tirei minha roupa, refiz o coque e liguei o chuveiro, não tinha tempo para tomar um banho de banheira, por mais que ela me chamasse. Fiquei em baixo d’agua quente por um tempo, sem molhar o cabelo, comecei a me ensaboar quando Percy abriu a porta, com uma calça de moletom e segurando a camiseta no braço, olhou pra mim e gemeu.
– Isso é maldade Annie.
– Não mandei você entrar aqui. – Dei de ombros. Peguei o sabonete líquido e joguei sobre meus seios, os massageei olhando pra ele. Seus olhos escureceram e ele apertou seu membro sobre as calças.
– Você é muito má. – Sorri voltando a tomar meu banho. Percy passou desodorando e colocou a camiseta, passou a mão nos cabelos e saiu.
– Peeeercy. – Ele apareceu no batente da porta. – Esqueci a toalha.
– Toma anjo. – Ele jogou a toalha pra mim por cima do box.
– Eu não sei que roupa eu coloco. – Ele me observava enquanto eu me enxugava.
– Já coloca um pijama, nós vamos só comer alguma coisa e vamos dormir.
– A ta claro, vou la conhecer seu pai de pijama. – Ele deu de ombros. Me enrolei na toalha e sai do box. Quando passei pela porta Percy me agarrou e me jogou na cama. Gargalhei da cara de travesso dele parecidíssima com a de seu irmão. Acariciei seu rosto e plantei um beijo nos seus lábios.
– Como foi la com a minha mãe? – Ele perguntou ainda deitado em cima de mim. Passei a mão nos seus cabelos molhados. Ele enfiou a cabeça no meu pescoço deixando alguns beijos ali. Suspirei.
– Foi incrível. Sua mãe é maravilhosa. Fiquei encantada com a biblioteca dela.
– Sabia que iria gostar. E os livros que ela te deu, gostou?
Puxei seus cabelos, escutando ele reclamar. – Você sabia! Seu cretino. – Dei um tapa no seu braço. “ ai Annie” – Eu quase chorei na frente da sua mãe.
– Porque??
– Eu me emocionei ta legal?! – Ele riu muito da minha cara. Empurrei ele, fazendo-o cair do outro lado da cama, ainda rindo. Levantei pra começar a me arrumar. – Para de ser ridículo, e pega meus cremes la na mala.
– Não estão mais na mala.
– Como assim?
– Provavelmente Tereza, com sua mania de arrumação, esvaziou nossas malas. Suas roupas estão no meu closet e seus cremes no banheiro.
– Me sinto um invasora. – Percy levantou da cama e me deu um beijo.
– Não quero que se sinta assim. Ali é o closet, fica a vontade, vou la pegar seus cremes ta? – Acenei e ele me deu mais um beijo e foi em direção ao banheiro. Suspirei.
Entrei no closet todo espelhado dele, e fiquei meio perdida. Escolhi uma roupa não tão molambenta, mas nada muito chique. Vou acabar sem nada no meio da noite mesmo. Percy trouxe meus cremes, e ficou assistindo eu os passar pelo corpo. Me troquei rapidamente e desamarrei o cabelo. Percy entrelaçou sua mão na minha e descemos as escadas em direção a cozinha (sinceramente, se Percy não estivesse comigo eu teria me perdido).
...
Como eu posso descrever Poseidon Jackson? Ele exala poder. É bonito, charmoso e parece que o local onde ele se encontra carregava toda a áurea do seu poder. Ele estava sentado no balcão da cozinha lendo um jornal bebericando uma xícara de café.
– Pai, quero lhe apresentar Annabeth, minha namorada. – Percy colocou sua mão no fim da minha coluna. Poseidon levantou os olhos azuis em nossa direção, os olhos de Percy, retirou o óculos e levantou. Chegou perto de mim e estendeu a mão.
– É um prazer conhece-la senhorita. Meu filho falou muito bem de você, é bom vê-lo sorrir novamente e parece que você é o motivo de tudo isso. – Ele sorriu mostrando as linhas de expressão no canto de seus olhos indicando que ele sorria muito. Apertei sua mão o cumprimentando. – Sinta-se em casa querida.
– Imagina senhor Jackson, é um prazer conhecer o senhor.
– Senhor esta no céu, agora venham Sally fez questão de preparar o lanche de vocês.
Fomos para a cozinha, no lado direito havia uma mesa montada com vários pães e geleias, sucos e o caralho a quatro. Sally estava perto de uma senhora no fogão. A senhora parecia indignada porque minha sogrinha não deixava ela cozinhar.
– É o meu trabalho senhora Jackson.
– Esta tudo bem Dirce, eu adoro cozinhar. E são os doces preferidos de Percy, deixa eu fazer apenas esse por favor.
– Ela ainda vai enlouquecer os empregados. – Poseidon dos disse baixinho. – Dirce, deixa ela fazer os doces azuis, você sabe como ela é teimosa. Pode ir dormir, a gente se vira daqui.
– Tem certeza? – Poseidon assentiu. – Tudo bem, boa noite senhor Jackson.
Poseidon abraçou Sally por trás observando ela terminar os famosos doces azuis. Percy me puxou pela mão em direção a mesa.
– E ai, o que vai querer?
– Um copo de suco e uma torrada com queijo ta bom pra mim. Vou esperar os doces da sua mãe.
– Já imaginava.
Esperamos os pais dele se juntarem a nós na mesa. Quando Sally colocou os doces na mesa, os olhos de Percy chegaram a brilhar.
– Fiz seus doces azuis preferidos bebê. – Cara, isso tava muito engraçado.
– Sally, ele não é seu bebê. – Poseidon disse, sério. “Obrigado pai.” – É o nosso bebê. – Ele apertou a bochecha do meu namorado me fazendo gargalhar.
– Fala sério.
Eu estava acabando de comer, quando meu telefone toca.
– É lá de casa, vou lá no seu quarto atender ok? – Sussurrei no ouvido de Percy.
– Claro anjo, vai lá.
– Boa noite pra vocês.
– Boa noite querida, durma bem. – Disse Sally. Poseidon assentiu com a boca cheia de doce.
Subi correndo as escadas atendendo o telefone.
– Alo?
– Annabeth Morta Chase, como você não vem nessas férias me ver? Isso é traição você é minha melhor amiga e não esta aqui? E que historia é essa de “esta na casa do namorado dela”? Você não me disse que estava namorando! E já esta tão serio a ponto de conhecer os pais dele! Eu quero te matar!!
– Acalma a periquita ai Thalia. Eu não te contei que estava namorando porque queria te contar pessoalmente, e eu realmente queria passar as férias ai, mas minha mãe ta sem grana. Por falar nisso, porque você esta ligando da minha casa?
– Eu vim aqui tirar satisfação do porque você não ter ido me ver ainda, e descobri que certa pessoa não virá passar as férias comigo!
– Me desculpe Thalia, eu sinto muito a sua falta.
– Ta ta, não parece! Mas e ai, me conta que história é essa de namorado?
Contei tudo pra marmota da minha amiga, quando cheguei na parte de conhecer Sally Jackson ela faltou enfartar. Ela quem me apresentou aos livros dela, e me fez prometer que pegaria um autografo dela.
– Mas e ai, vocês já...
– Já o que?
– Você sabe.
– Claro né. Antes mesmo de namorar, ele é gostoso de mais pra resistir e você sabe que eu tenho um fogo.
– Eu to a um mês com o meu namorado e não tive coragem.
– O QUE?! Você também ta namorando cadela?! Depois eu que sou traíra. To aqui me abrindo com você me sentindo culpada e você sendo essa filha da puta.
– Ah eu também queria te contar pessoalmente.
– Vadia. Mas fala ai, qual o nome dele?
– Nico, e ele é tão lindo.
– E porque o receio de da pra ele?
– Ah você sabe que eu ainda sou virgem ne?
– Isso eu sei. Mas ele esta te pressionando? Você tem vontade?
– Vontade eu tenho, toda hora. E não ele não ta me pressionando. É só que, ele é experiente, e eu sou só uma virgem.
– Cala a boca. Você não é só isso. E se ele esta com você ate agora, sem pressionar e você sendo a gostosona que é. Ele deve realmente deve gostar de você.
– Vai a merda. Mas o Percy te pressionou?
– Que nada. Eu que agarrei ele. Mas agora, falando serio. Só da pra ele, quando você estiver pronta. Não precisa ter medo ok?
– Tudo bem, obrigada Annie, vou desligar aqui porque se não a conta vai às alturas.
– Ok gata. Ve se se cuida. Xoxo.
– Xoxo. Adios.
– Adios.
Desliguei o celular, e tirei meu shorts. Entrei de baixo das cobertas e não precisei esperar muito tempo pra Percy entrar no quarto.
– Não ta dormindo né?
– Não. Tava te esperando.
– Que bom, porque eu tenho uma surpresa. – Ele sorriu malicioso, e eu retribui olhando o que ele tinha na mão.
...
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