Meu Estranho Mafioso

27 Vinte e quatro.


Notas iniciais
Hello people! Sentiram minha falta? Sinto muito pela demora para postar. e.e Tive um mega projeto da escola para lidar que tirou todo meu tempo. ( u 3 u) Estou orgulhosa comigo mesma pelo tamanho do capítulo. =3 ♦ Obrigada à PurinNeechan pela recomedação. ♥ Considerei-a como um presente também, por ter sido na semana de meu aniversário. Arigatou. ♥

SABE AQUELES MOMENTOS em que você é aparentemente possuída por alguma coisa e faz algo que pode, provavelmente, se arrepender depois?

Esse sentimento que lhe deixa com um pulga atrás da orelha? Que faz você se sentir culpada por algo que fez? Lhe tortura mentalmente?

Pois é... era assim que estava me sentindo ao escutar aquelas palavrinhas saindo da boca de Natsu.

“Afinal, Lucy é... meu brinquedinho pessoal.”

Traída.

Acho que essa é uma ótima palavra para se usar no momento.

“Ferida”; também serve.

Engoli em seco, encostando-me na parede fria. Meus olhos continuavam arregalados de surpresa.

Arrependida.

Sim... essa palavra define muito melhor o que sinto. Sinto-me arrependida por ter confiado em Natsu.

Sou tão idiota!

Eu sabia! Sabia! Lembro-me muito bem de ter dito a ele para ficar longe de mim! De dizer que meu pior erro em Magnolia fora conhecê-lo!

Então por quê? Por que deixei-me confiar nele?

Burra! Burra! Burra! Burra!

Lágrimas rolaram por meu rosto.

E é aí que entra a parte em que eu fui “possuída”.

Explodi em uma onda enorme de fúria.

Como Natsu pôde dizer aquilo?

Em um ato impensado irrompi pela porta, surpreendendo a todos — ou pelo menos quase todos.

Gray massageava as têmporas — tentando imaginar, provavelmente, por que Natsu não o ouvira —, Gajeel tinha um sorriso brincalhão nos lábios, parecia estar bem ansioso para saber minha reação. Hunf! Um brutamontes sim! Não desminto Levy-chan nunca mais! No entanto... se ele não tivesse incentivado o rosado a continuar, não descobriria o quanto Natsu é cretino!

É um ponto de vista, apenas.

Caminhei lentamente até o rosado em questão, que encarava-me embasbacado. Seu queixo havia caído devido a surpresa.

— Lu... Lu... Lu... — Gaguejava.

Parei em sua frente. Engoli em seco.

— É engraçado, certo? — Murmurei em um fio de voz. Minha garganta estava seca, por isso minha voz estava rouca, o que ajudava a demonstrar minha dor.

— Luce... — Balbuciou com um olhar triste. — Desde quando...

— Lucy.

— O quê?

— Não ouse me chamar de “Luce”. É Lucy para você. Ou melhor, Heartfilia. Não me chame pelo primeiro nome e nem por nenhum apelido... nunca mais! — Praticamente gritei.

— Lu... — Ele estava sem ação nenhuma. Rendi-me aos sentimentos e deixei as lágrimas rolarem livremente por meu rosto. — E-Eu...

Engoli em seco.

— Não diga nada. — Interrompi-o. — Não se dê a esse trabalho.

Virei-me e caminhei para fora da sala.

— Sinto muito por isso, mas terá que procurar outro brinquedo. — Sussurrei.

— E-espere! Lucy! — Fechei a porta estrondosamente.

Não queria ouvir. Nada que o Natsu dissesse me faria desculpá-lo.

Limpei as lágrimas, respirei fundo e, com um olhar decidido, voltei ao salão.

— E então, como foi? — Indagou-me Igneel, que esperava ao lado da porta que dava no silencioso corredor. Segurei o grito.

Soltei um longo suspiro antes de responder-lhe:

— Foi incrível! Descobri o quanto seu filho é maravilhoso.

Sorriu.

— Ele agiu como um cretino, não foi? — Questionou com um sorriso sábio brincando levemente nos lábios.

Encarei-o surpresa.

— Sim... — Confirmei. — C-como você....

— E tem mais! — Interrompeu-me. — Você quer ir para a mansão logo pois não quer encará-lo.

Fiquei calada por alguns segundos.

Não quero encarar Natsu?

Acho que não... Provavelmente o mataria devido à raiva...

— Acertou de novo. — Concordei.

— Sabia. — Sorriu novamente. Apoiou um cotovelo na estátua de mármore próxima dele e tomou um olhar desanimado. — Seria tão bom se me entendesse com Aries da mesma forma que entendo com você... — Murmurou lançando o olhar até a jovem que dançava e parecia se divertir muito no centro da pista de dança. Aries atraia muitos olhares dos homens que dançavam a sua volta, como pude perceber.

— Aconteceu algo entre vocês? — Indaguei, enquanto nos dirigiamos até uma mesa e sentando-nos em cadeiras próximas.

— Luceeeee! — Brandiu ele em um guincho, deixando seu rosto enterrar-se em meu peito.

— I-Igneel-san?! — Exclamei surpresa por seu ato.

Fungou.

— E-eu... — Gaguejou. — Fui chamar a Aries-chi para dançar e ela praticamente acabou com a minha honra como pai.

— Aries-chi, você disse... — Murmurei. Soltei um suspiro leve e acariciei seus cabelos. Ele parecia uma criança... — Está tudo bem, Igneel-san. — Confortei. — Você mesmo disse que sabe o motivo dela tratá-lo assim. Então por que não tenta arrumar isto?

— Bem que queria. — Fungou, levantando a cabeça. As lágrimas dele pareciam brilhar... — Mas a Aries não dá chance.

Sorri.

— Tudo ao seu tempo, Igneel-san. Uma hora ou outra, ela vai o perdoar...

Deu um sorriso satisfeito.

— Então vamos fazer uma promessa! — Estendeu-me seu mindinho. — Tento melhorar minha relação com a Aries, e você se entende com o Natsu. — Congelei. — Que tal?

Pensei durante um instante.

Aries seria bem mais feliz caso tivesse o pai ao seu lado... Mas o Natsu é um cretino... No entanto a Aries deveria se entender com o pai...

Aries... Natsu... Aries... Natsu... Aries...

Ah! Que se dane o Natsu! Farei o melhor para a Aries, que é minha amiga!

— Aceito! — Concordei, trançando meu dedo no dele.

— Eba! — Abraçou-me novamente.

— O que você pensa que está fazendo? — Indagou irritada Ultear, que estava vendo toda nossa cena. Golpeou o rosado na cabeça.

— Isso doí, Ur! — Reclamou ele, levantando-se com as mãos apoiadas onde recebera o golpe.

— Não me chame de Ur! — Ralhou ela, dando-lhe outro soco. Apontou em minha direção. — O que estava fazendo com a namorada do seu filho?

— Ela estava me consolando devido às ações da Aries! — Explicou raivoso.

— Não envolva outras pessoas em seus problemas, idiota! — Enervou-se ainda mais.

— Mas eu também estava achando uma maneira de...

— Não me interessa! — Cortou. Virou-se para mim. — E então, Lucy? Está se divertindo?

— E-eu... — Engoli em seco. Estava até ir para aquele maldito corredor! — Estou. A festa está maravilhosa.

Ultear me encarou. Em um ato imediato forcei um sorriso.

— Fico feliz que esteja gostando. — Respondeu.

— Não, Ur. — Interrompeu Igneel. — Tenho certeza que o melhor para a Lu-pyon agora será ir para a mansão.

— Não me chame de Ur! E por que acha isso?

O rosado olhava um ponto atrás de mim. Virei-me e percebi que Aries nos encarava de maneira assustadora.

— É melhor eu ir embora mesmo. — Observei, fazendo uma expressão de dor. — Não me sinto muito bem...

— Deve ter sido toda a chatice do Igneel...

— Ei! — Irritou-se o mais velho.

— Precisamos de alguém para te levar... — Lançou um olhar ao redor do salão.

— Eu levo. — Meteu-se alguém.

Era Gray.

— Aí está nosso salvador! — Comemorou Igneel.

O moreno deu um sorriso galanteador em minha direção.

— Vamos nessa, princesa?

— Não tem problema nenhum nisso, Gray? — Perguntou Ultear.

— Não. — Respondeu simplesmente. — Já estava cogitando ir embora mesmo.

— Já que é assim... — Cedeu.

Pegou minha mão gentilmente e me conduziu até a entrada da mansão. Estava ventando muito... pelo visto iria chover mais tarde...

— Está com frio? — Indagou o moreno, observando assim que um arrepio percorreu-me, enquanto esperávamos o manobrista trazer um dos carros da garagem. Como membro da máfia Dragneel e ser próximo da família principal, Gray tem permissão para certas coisas que outros não tem.

— Er... Um pouco. — Admiti. Por que conseguia contar a Gray tudo tão facilmente? Fora assim depois do incidente com Sting também.

Retirou seu casaco e o descansou sobre meus ombros. O sorriso não sumia do seus lábios de jeito nenhum.

— O-obrigada. — Agradeci, sentindo minhas bochechas arderem fortemente. Puxei o casaco um pouco mais para cima.

Arregalou os olhos e virou-se para o outro lado, afagando minha cabeça.

— Não foi nada.

Senti-me enjoada ao perceber que este ato dele fora igual ao de Natsu quando estávamos nas montanhas Sakura.

Finalmente o carro chegou. Era uma ferrari branca bem confortável.

— Ei... Lucy... — Começou, após algum tempo em que deslizávamos pela estrada escura. Apenas as luzes da ferrari iluminavam o pequeno trecho à frente.

— O que foi? — Indaguei, sem deixar meus olhos saírem da estrada.

— Sobre o que o Natsu disse... — Suspirei.

— Não é um assunto muito bom para se conversar o momento. — Cortei, controlando minha raiva.

Suspirou.

— Se não for agora, quando será?

Calei-me.

— Tem razão. — Concordei. — O que tem?

— Sinto muito. — Desculpou-se.

Virei-me para ele.

— Por que está se desculpando? Não foi você que o obrigou a dizer aquilo.

— Mas poderia tê-lo impedido. — Respondeu. — Ou pelo menos tentado. Dessa maneira você não sairia machucada.

Encarei-lhe, corando. Recostei-me no banco, observando o trecho claro da estrada a frente.

— Não foi culpa sua. — Sussurrei. — E foi bom não tê-lo feito. Agora vejo como o Natsu me imaginou todo esse tempo. Não é algo que me deixe feliz, no entanto é algo que me deixa aliviada.

— Você não se sente... Sei lá! … Suja? Você foi usada dessa maneira o tempo todo...

— Não. Não me sinto suja nem algo do tipo. Como disse, me deixa aliviada. Além disso, mesmo que tenha sido “usada”, conheci pessoas maravilhosas que sei que posso começar a confiar. Como a Aries, a Erza, Mira, Lisanna, Elfman, Ultear, Igneel e... você.

O carro desviou-se um pouco do trajeto.

— E-eu?! — Exclamou surpreso.

— Claro! — Sorri. — Veja como me animou depois daquele “lance” com o Sting, ou então o quanto está se mostrando preocupado por causa do estúpido do Natsu... Obrigada por se preocupar, Gray.

Sorrimos um para o outro, sendo interrompidos por uma buzina de caminhão. Finalmente estávamos na avenida. Vamos lá... Vocês sabem como é rápido chegar à mansão Dragneel depois disso.

— A propósito, Gray... — Uma coisa me perturbava há algum tempo.

— Hum? — Balbuciou, estacionando a ferrari.

— Aconteceu algo entre você e a Juvia?

— Nada muito importante. — Soltou seu cinto, sendo seguido por mim. — Apenas terminamos nosso namoro.

— Eu diria que isso é algo importante! — Observei. Por que ele parecia tão desinteressado?

Riu.

— Deveria ser, não é mesmo? Porém... Juvia estava me deixando louco ultimamente. Mais um pouco e ela terá que ir presa.

— Eh?! — Assustei-me. — Co-como assim?

— Ela está muito... obsessiva. Sim, esta é a palavra correta. Não posso nem mais respirar perto de uma garota que ela enlouquece. Na nossa última missão ela até...

Virou-se para encarar-me.

— Hum?

— Não é nada. — Fez segredo. — É melhor você não saber.

— Foi algo tão terrível assim? — Indaguei, enquanto andávamos pelos corredores vazios da mansão. Nossos passos ecoavam, era realmente estranho. Mesmo sem os donos, a mansão não tinha criados e empregadas trabalhando sem parar? Onde estava Virgo? Meredy?

— Sim... — Cedeu, fechando os olhos por alguns instantes. — Sinto-me amedrontado só de lembrar.

— Realmente é melhor eu não saber. — Concordei assustada.

Chegamos a porta de meu quarto.

— Bem... É isso. Foi um prazer contar com sua presença essa noite, mademoiselle. — Brincou.

Sorri.

— Digo o mesmo, caro e gentil bom moço. — Observei-o beijar minha mão em um gesto teatral.

— É realmente uma pena não ter tido uma chance de dançar com você. — Lamuriou-se.

— Na próxima vez dançaremos, então.

— Promete?

— Claro. — Sorri para ele.

— Vou cobrar, viu?

Ri.

— Tudo bem. — Acenei para ele, vendo-o partir pelo caminho que viemos e entrei em meu quarto.

Recostei-me na porta fria de mogno e deslizei até o chão, dando um longo e cansado suspiro. Um brinquedo, hein? O que devo fazer? Acho que... comecei a gostar dele...

Segurei minha cabeça com as mãos, encostando minha testa nos joelhos dobrados.

...Gostar?

Eu gosto... do Natsu?

Suspirei, desistindo. Mesmo que tivesse desenvolvido esse tipo de sentimento por ele, agora era tarde. Levantei-me do chão e fui até a cômoda, pegando meu celular que deixara ali anteriormente. Tinha dito a Igneel que o faria, então...

Disquei o número tão conhecido por mim pela primeira vez desde que chegara em Magnolia. Realmente... fui uma pessoa terrível por não tê-lo feito antes.

Um bipe... Dois bipes... No terceiro, fui finalmente atendida.

— Alô?

Involuntariamente meus olhos encheram-se. Senti mais falta dele do que imaginara.

— Alô... Papai, sou eu, Lucy. — Especifiquei.

Pude ouvir a respiração entrecortada dele do outro lado. Estava surpreso, com toda certeza.

— Lucy... — Balbuciou, não podendo conter a felicidade e alívio em sua voz. — Você está bem? Como estão as coisas por aí? Levy já chegou? Por que não telefonou antes? Voltará logo? Aquele dia está chegando...

Ri. Em seguida, me senti a pior pessoa do mundo. Papai devia estar louco de preocupação comigo, e nem me dera ao trabalho de telefonar-lhe! Que péssima filha eu sou!

— Estou ótima, papai. — Confortei-lhe, indo até a sacada e observando o céu estrelado. — Está tudo bem... Na verdade, aconteceram alguns imprevistos, mas consegui resolver a grande maioria. Sim, Levy já está aqui a um bom tempo. Ela me surpreendeu!

Ouvi-o rir do outro lado da linha.

— Ela conseguiu mesmo pegar-lhe de surpresa! Pensei que falharia, uma vez que você é toda apegada a esses detalhes e afins.

— Pois é... — Concordei, lembrando-me quando prestava atenção em todos os detalhes a minha volta. — Realmente não percebi nada... Ah! Peço desculpas por não ter ligado antes, estava bem... ocupada...

Senti-me um lixo por mentir para ele daquela forma.

Ele suspirou.

— Está tudo bem, raiozinho. Deve concentrar-se em seus estudos. Eu entendo. Aliás, fiquei muito feliz com os boletins que enviou-me recentemente. Suas notas estão incríveis! Como esperado de uma Heartfilia!

— Mas eu não... — Surpreendi-me. Não havia lhe enviado nada! Será que... fora Igneel? Ele estava por dentro de tudo o que acontecia, então talvez... apertei meu punho fechado em meu peito, agradecida. Igneel estava se saindo um salvador e tanto! — Fico feliz que tenha gostado. Irei esforçar-me cada vez mais! Sobre...aquele dia... talvez eu... não consiga chegar a tempo... — Lamentei.

— Entendo... Bem, ficarei na expectativa. — Ouvi-o bocejar.

— Está com sono? — Indaguei, arqueando uma sobrancelha.

— Não. É só o cansaço... você sabe... negócios, fazenda... Não está sendo fácil administrar isso tudo com a preocupação sobre você. Ou melhor, não estava. Agora que ligou, sinto-me aliviado.

Sorri.

— Não precisa fazer-se de durão, papai. Entendo muito bem que em parte, esse bocejo foi de cansaço, porém grande parte foi sono.

Riu novamente.

— Touché! Me conhece melhor do que imaginava!

— Sou sua filha. É o mínimo que devo saber. Agora é melhor ir dormir. — Aconselhei.

Ele gargalhou de forma baixa.

— Certo, certo... Você também, mocinha.

— Claro! Bons sonhos, papai.

— Bons sonhos... Lucy.

Desligamos.

Apoiei-me na sacada e observei o céu.

Já que tinha feito uma ligação para papai, por que não ligar para ele também? Aposto que a voz dele iria acalmar-me, além de me ajudar a entender esse turbilhão de coisas que estou sentindo.

Disquei o número que anteriormente era o mais importante para mim, trêmula. Fora tão estúpida... Ele era a pessoa mais importante para mim! Como pude nem ao menos liga para essa pessoa?

Por alguns segundos deixei-me vagar por uma de minhas muitas memórias com ele.



— Olhe só! — Gritei, correndo até ele. Havia achado um enfeite de cabelo destruído. — Isso não é triste?

Observou o enfeite em minhas mãos sujas de terra (havia cavado para pegá-lo), em seguida arqueando as sobrancelhas para mim.

— Onde encontrou isso?

— Estava jogado no meio do caminho. — Limpei um pouco mais o objeto de tecido branco. — É realmente uma pena estar assim... Parecia ser tão bonito... — Lamentei.

— Deve ter caído do cabelo de uma dessas turistas que estavam cavalgando por aqui mais cedo. — Observou. — É triste... entretanto não está mais utilizável.

— Não pode fazer nada para arrumá-lo?

Tossiu, surpreso.

— Por que faria algo assim?

— Vamos lá! Olhe a qualidade do tecido e dos desenhos nele! Apenas alguém talentoso como você poderia consertá-lo!

Riu.

— Lucy...

— Por favor! — Supliquei, fazendo minha carinha de cachorro abandonado. — Por mim!

Corou fortemente, deixando seus lábios formarem um bico tão fofo que quase o beijei.

— Não tenho outra escolha, então. — Disse relutante. — Mas se conseguir, só lhe darei daqui a duas semanas, quando for seu aniversário! — Advertiu.

Meu rosto iluminou-se.

— Wah! — Exclamei feliz, pulando sobre ele. — Já disse que te amo?!

— Hoje? Ainda não. — Respondeu, todo convencido.

Ri.

— Seu bobo! — Dei-lhe um soquinho fraco no braço. Aproximei meu rosto do dele, deixando minhas bochechas corarem tanto quanto as dele. — Eu te amo.

Sem aviso prévio, capturei seus lábios macios para mim.

E então as duas semanas passaram em um piscar de olhos, e faltando apenas um dia para meu aniversário, a triste notícia veio-me.

— Sinto muito, Lucy... — Lamentou. — Deveria ter sido mais cuidadoso...

Apenas observei os destroços do enfeite sobre a mesa. Virei-me para ele sorrindo.

— Tudo bem! Quem iria imaginar que aquele boi pirado voltaria do veterinário logo hoje? Porém está se sentindo muito culpado... Desculpe.

— Eh?! — Exclamou ele, chocado. — Não diga isso Lucy! Não foi sua culpa! Foi...

— Claro que foi! — Interrompi. — Lhe fiz passar pressão demais por causa disso. Sinto muito...

— Mas a culpa não...

Corri até a porta, pronta para ir embora.

— Está tudo bem! Lhe vejo amanhã às três, okay? — Sorri.

— Ce-certo. — Concordou relutante. Ele estava revoltado por não tê-lo dado a chance de se desculpar, tinha certeza.

E então o tão esperado dia chegou! O sol brilhava belamente, os empregados corriam de um lado para o outro arrumando os últimos detalhes e... ele estava atrasado.

Fala sério! Como ele pôde se atrasar para o meu aniversário? Não de uma pessoa qualquer, mas o meu aniversário!

— Oi, Luce! — Chamou-me um garoto de cabelo negro curto e olhos da mesma cor.

— Victor! Não sabia que viria ao meu aniversário! — Exclamei feliz.

— Até parece, pequena! — Bagunçou meus cabelos. — Só se faz dezesseis anos uma vez.

— E qualquer outra idade também. — Observou um velho de aparência sábia, postando-se atrás do anegrado.

— Jiji, não estrague meu momento “super cool”; por favor! — Reclamou o garoto com um muxoxo.

Ri. Eles não mudavam nunca...

— Psiu! — Escutei. Olhei ao redor, mas não encontrei ninguém. — Aqui!

Foquei minha visão em uma árvore ali perto e reconheci a figura atrás de mim.

Fez um gesto, chamando-me até ele. Estranhei.

— O que faz aqui? — Indaguei.

— Shh! — Pediu silêncio. — Quero te dar seu presente sem todos nos zoarem. Feche os olhos.

O obedeci sem questionar. Senti-o mexer em uma das mechas de meu cabelo, e quando ele por fim liberou-me, fui surpreendida.

— Que lindo! — Exclamei. Ele havia colocado um enfeite branco em meu cabelo. Não o que o boi louco havia pisoteado, pois seu designer era diferente. — Onde você...

— Eu fiz. — Leu meus pensamentos. — Passei a noite toda costurando isso, e serei sincero... sou um desastre. — Mostrou-me seus dedos enfaixados.

— Você... — Estava emocionada.

Capturou meus lábios em um beijo calmo e alegre.

— Feliz aniversário, Lucy!

Fui arrancada dessa memórias ao ouvir sua voz ressoar do outro lado.

— Lucy? — Indagou. Ah! Desse sim estava com saudades! As lágrimas que apareceram quando conversei com meu pai voltaram à tona, no entanto dessa vez transbordaram, borrando, com toda certeza, minha maquiagem. Minha expectativa para ouvi-lo dizer meu nome novamente era tão grande que fiquei em silêncio. — Lucy? — Repetiu.

Segurei o telefone mais perto do ouvido.

— Ei... — Murmurei. — Como sabia que era eu?

Ouvi sua risada gentil do outro lado.

— Como não reconhecer o telefone da pessoa mais importante para mim?

Sorri inconscientemente.

— Tenho que me desculpar... — Balbuciei.

— Pelo quê? Apenas não ligou e nos matou de preocupação, nada demais.

Engoli em seco.

— Des...

— Estou brincando! — Cortou-me. — Até parece que ficaria aqui se pudesse ter acontecido algo com você.

Fiquei em silêncio por um tempo.

— Tem razão. Você não faria isso.... Está saindo do banho, não está? — Previ.

— Minha vidente favorita acerta mais uma! Como descobriu dessa vez?

— Sua voz está ecoando um pouco. — Reparei.

— Incrível com detalhes como sempre.

— Só com você, ultimamente... — Disse.

— Aconteceu algo?

— Não... Nada. Só estava com saudades de vocês, além de me sentir culpada por não ter ligado antes...

— Lucy. — Sua voz tornou-se séria. — Aconteceu algo? — Seu tom era inquisitivo. — Posso perceber sua confusão na voz.

Sorri tristemente.

— Como sempre, ainda consegue adivinhar meus pensamentos.

— Eu sei que me ama por isso também. — Soltou, convencido. — E então?

— Tente descobrir, vidente. — Soltei, voltando a entrar no quarto.

— Hum... — Murmurou ele. — Você está magoada... Vou supor que tenha brigado com alguém dos seus amigos e amigas novos, ou então... Começou a gostar de um garoto e ele lhe decepcionou. — Arregalei os olhos. Sua risada quase ensurdeceu-me. — Não... você tem mais caráter que isso. E não faria isso sem conversar direitinho comigo e esclarecer seus sentimentos, certo? Entãão... aposto na briga com amigas.

Engoli em seco.

— Bingo! — Murmurei, sentindo-me culpada. Era estranho afirmar aquilo para ele. Se até ele percebeu isso... Deve ser verdade...

Eu realmente... devo amar o Natsu.

— Bingo... no quê? — Indagou desconfiado.

— Adivinhe. — Dei um sorriso meio forçado.

Ele ficou em silêncio. Por fim, suspirou fortemente.

— Entendo. Isso é... uma surpresa. — Podia imaginá-lo massageando as têmporas. — Me pegou de jeito agora, Heartfilia.

Ele... estava muuuuito chocado!

Quase nunca me chamou de Heartfilia!

— Ah! Não! Não! Não! — Soltei exasperada. — Sabe que eu não...

— Não precisa dizer mais nada. — Interrompeu-me. Pude ouvir sua risada. — Está tudo bem.

— Eh?

— Também arranjei alguém enquanto esteve fora.

— Eh? — Deixei minha raiva instantaneamente sair, enchendo-me de ciúmes. Como assim “arranjou alguém enquanto estive fora”?

Gargalhou.

— Estamos quites agora. Tenho certeza que ninguém vai te amar da mesma forma que eu, mas... se precisar de uma prova para os seus sentimentos... tudo bem. Eu sei o quanto você pode ser frágil, Lucy. E principalmente confusa, quando se trata dos seus sentimentos. Saiba que eu vou esperar.

Sorri. Ele era realmente meu anjo. Meu coração encheu-se de gratidão.

— Obrigada.

— E... esse carinha que está mexendo com você..? Demonstrou sentir algo em troca?

— Ah... — Lembrei-me de todos os momentos em que Natsu agira de forma fofa em minha frente. — Sim, ele... — “Lucy é... meu brinquedinho pessoal”; lembrei-me. Engoli em seco. — É muito fofo. — Menti.

— Hum... — Murmurou. — Uma grande mentira!

— Por que tem sempre que ler meus pensamentos? — Indaguei exasperada.

— Você precisa ser honesta com pelo menos uma pessoa. Guardar as coisas só para si não faz bem. Principalmente se forem coisas negativas.

— Tem razão. — Concordei, entendendo o que dissera. Era tão bom falar com ele depois de tanto tempo.

Coisas... negativas?

Saia jogada, meus pulsos sendo presos, beijo forçado, apalpações sem permissão... o estupro do Sting...

Talvez... eu devesse contar aquilo.

Talvez uma ova! Eu devia aquilo a ele!

M-mas...

— Tem mais alguma coisa? — Perguntou em um tom inquisitivo.

— Não, nada. — Respondi simplesmente.

— Hum... — Balbuciou desconfiado. — Nada mesmo?

— Nada mesmo.

— Certo... Prevejo que você ficará com sono em breve, então é melhor desligar. — Soltei um muxoxo e ele riu. — Boa noite, Lucy.

— Boa noite.

Desliguei com um sorriso no rosto. Sentia-me mais leve depois dessa conversa.

Alonguei-me, pensando no que fazer em seguida.

— Hum... — Murmurei pensativa. — Acho que vou tomar um banho...

Dirigi-me até a porta do banheiro, mas havia um aviso de Virgo ali.

“Hime-sama;

é terrível ter que lhe dizer isto, mas o banheiro do seu quarto está danificado. (É uma longa história...) Portanto terá que usar o banheiro do andar principal. Sinto muito.

Está na hora da punição?

Virgo.”

Suspirei. Fui até a cômoda e peguei uma toalha e minha camisola fina, afinal fazia muito calor naquela noite. Andei pelo corredor silencioso, ouvindo meus passos ecoarem e desci as escadas lentamente. Cheguei ao banheiro enorme e branco, despi-me e entrei na enorme banheira, deixando-me relembrar tudo o que aconteceu naquele dia.

… Natsu idiota.

Igneel foi bem gentil e brincalhão comigo, ultimamente.

Aries saiu da mansão finalmente... O fato do Makarov ser avô deles ainda me surpreende.

Afundei minha cabeça na banheira.

Pensar muito naquilo não me faria bem.

✩✩✩

Saí do banheiro e voltei a estranhar o silêncio. Onde estava o resto de pessoal? E ninguém tinha chegado ainda? Já passava da meia noite!

Subi as escadas. Droga..! Estava começando a ficar com medo. Era apenas eu naquela enorme mansão!

— Lucy! — Ouvi, virando-me rapidamente sorrindo. Finalmente alguém!

… Era Natsu.

Voltei a andar, já sentindo aquele nó, que não sentia há muito, aparecer em minha garganta.

— Lucy! — Chamou, subindo atrás de mim.

Apenas continuei, fingindo não tê-lo ouvido.

— Lucy! — Gritava Natsu, seguindo-me pelo corredor. — Espere!

Ignorei-o, andando a passos largos, ao mesmo tempo em que segurava as lágrimas. Ele pedia para esperar, entretanto apenas continuava a andar, inclinando-me cada vez mais a uma corrida.

Por fim alcançou-me, segurando meus pulsos e prensando-me na parede.

— Me solte! — Ordenei. — O que você quer, Natsu?

— Quero explicar o que ouviu.

Lancei-lhe um sorriso debochado.

— Explicar o quê? Como esse tempo todo esteve pensando em mim como um objeto de diversão?

— Não! Você entendeu errado! Por favor, deixe-me explicar... — Suplicou.

— Eu não quero! — Gritei, desvencilhando-me de suas mãos. — Não tem nada para explicar! Você deixou bem claro. Desde quando nos encontramos, você apenas me viu como um brinquedo!

— Eu já disse que não é isso! Eu...

— Foi engraçado, Natsu? — Interrompi-o. — Foi engraçado me ver desaparecer em uma montanha? Cair na neve porque você “não me ouviu”? Me ver ser estuprada? Brincar com meus sentimentos?

Calou-se. Pelo visto não tinha como responder minhas perguntas.

— Eu estive enganada a seu respeito, Natsu Dragneel. — Confessei, deixando finalmente as lágrimas rolarem por meu rosto. — Pensei que era alguém de mais caráter. Alguém em que podia... confiar. Não acreditava realmente que esse tempo todo fosse esse... esse... mentecapto! Estúpido! — Rendi-me ao meu ataque de raiva. — Imbecil! Idiota! Cretino!

— Cale a boca... — Sussurrou com a voz rouca e cabisbaixo, escondendo totalmente sua expressão.

— Não! — Respondi, dando murros fracos em seu peito. — Você é um imbecil! Como ousa fazer isso comigo? Foi divertido, Natsu Dragneel? FOI DIVERTIDO?

— Eu mandei você calar a boca... — Continuou a sussurrar.

— NÃO! Estou muito decepcionada com você, Natsu! Nunca esperaria algo desse calibre de...

Fui interrompida bruscamente por seus lábios. Voltou a segurar meus pulsos, impedindo-me assim de continuar a socá-lo. Contra minha própria vontade, rendi-me ao beijo. Havia uma necessidade nele... como se há muito clamassem pelos meus, e apenas o correspondi. Largou meus pulsos para descansar uma de suas mãos sobre minha cintura, enquanto a outra era apoiada em minha nuca, puxando-me mais para perto. Entreabri meus lábios, dando passagem a sua língua, que prazerosamente explorou cada canto de minha boca.

Uma onda de necessidade perpassou-nos, avisando que o ar entre nós dois era escasso, portanto nos separamos, ofegantes.

— Deixe-me... explicar... — Pediu novamente.

Recompus minha postura e disse:

— Tudo bem.

Deslizou sua mão sobre a minha suavemente e guiou-me até seu quarto, aonde pediu para que acomodasse-me sobre a cama, ato que resolvi aceitar.

Suspirou de forma rápida, claramente pensando por onde começar.

— Sabe... Como líder da máfia, tenho muitos “admiradores”. — Começou.

— Não me diga?! — Disse irônica, arqueando uma sobrancelha.

Riu fracamente.

— Mesmo que não acredite, é a pura verdade. E mesmo que meu pai tenha mudado muitos conceitos da nossa máfia, muitos ainda continuam. O líder da máfia deve ser alguém frio, inescrupuloso e... forte. Não pode ser alguém normal, com sentimentos. E deve... — Hesitou. — Deve ter sempre uma bela dama ao seu lado. E você... — Corou fracamente. — É bonita, de certa forma.

— De certa forma? — Observei.

— Não, quero dizer...! Argh! — Atrapalhou-se. — Você é linda e... Desculpe-me o uso da palavra... gostosa. Então é claro que ia atrair o olhar de outros caras! Não podia deixar isso acontecer, mas também não podia ficar mal na visão deles, então agi como a situação pedia.

— Ou seja, não sou um brinquedo. — Refleti.

— Exatamente! — Confirmou aliviado.

— Sou um objeto de exposição. — Concluí.

— O quê? Não! Não! Argh! Por que tem que complicar as coisas?

— Por que não sabe explicá-las? — Rebati.

— Não é não saiba explicá-las! — Urrou exasperado. — Espere! Deixe-me contar a história do meu ponto de vista! Quando você esbarrou em mim, no seu primeiro dia de aula, eu estava irritado devido a um problema com uns capangas da máfia que estavam relaxando no trabalho, e então você, com toda a educação se dirigiu a mim, mesmo que rapidamente. Foi aí que percebi que você era esquisita e nova na cidade.

— O quê? Por quê?

— Regra número um de Magnolia: nunca falar comigo quando aparentar estar irritado.

Se me lembro bem, as pessoas em nossa volta nos olharam assustados e surpresos naquele dia.... Então foi por isso...

— Ah...

— E no começo... Eu meio que gostava sim de “brincar” com você. Suas reações eram exageradas e engraçadas.

— O quê? — Irritei-me.

— Viu? — Apontou para mim. — Mas então...

— Mas então...? — Incentivei.

— Se parar de me cortar poderei terminar! — Ralhou.

— De-desculpe. — Encolhi-me.

— Porém você começou a agir toda fofa em alguns momentos, como aquele da Montanha Sakura, onde pediu um pouco da minha comida, que eu... parei de lhe ver desta forma. Então percebi como sua companhia era divertida, quando estávamos esquiando. E como você era bondosa quando aceitou se fingir de minha namorada. Os sentimentos de amizade que estavam nascendo em meu peito foram aumentando tanto que, antes que percebesse... — Corou levemente. — Estava gostando de você. — Arregalei os olhos, surpresa. Aproximou-se, sentando do meu lado, virado para mim. A luz prateada da lua que entrava pela varanda fazia seus olhos ônix relampejarem em minha direção. — Quando percebi isso, comecei a ficar pensativo sobre algumas coisas... Afinal, “você tem um ex-namorado do qual só se separou por causa da distância. É claro que não vai corresponder meus sentimentos...”; era o que pensava. E então fiquei com raiva... muita raiva. E para piorar as coisas... Sting... — Dava para sentir a raiva em sua voz, tentando ser controlada. — Ele ousou lhe tocar. A minha Luce. Tive que me segurar para não matá-lo! — Berrou. — Mas não consegui... Foi minha culpa por não ir buscá-la. Minha. — Enfatizou. — No entanto, não queria ser culpado por isto, então... a acusei. Me desculpe, Luce. Sinto muito mesmo.

Seu olhar sofredor foi tão doloroso para mim... Não quero ver o Natsu com uma expressão dessa!

Antes que pudesse pensar mais, inclinei-me para frente, selando nossos lábios e o pegando de surpresa.



Oh você me faz imaginar coisas

Eu acho que vou me transformar num monstro

Oh yeah, Eu sei exatamente como você gosta disso, garota

Oh yeah, Eu vou te mostrar muitas coisas hoje



Separamo-nos ofegantes.

— Luce?! — Exclamou surpreso. — Por que você...

Peguei-o pela gola da camisa, puxando-o para mais perto.

— Você não é o único — afirmei — com esses sentimentos. Então apenas me beije, idiota. — Ordenei.

Ele sorriu e juntou seus lábios aos meus. O toque quente de Natsu fez-me arrepiar com uma onda de prazer inédita. No nosso beijo havia tanta necessidade que ele inclinou-se sobre mim, deitando-nos na cama.

O ar se fez necessário e separamo-nos novamente, arfando.

— Luce... — Murmurou, e senti uma ponta de prazer ao ouvi-lo me chamar. Fazia uma trilha de beijos do meu queixo até a boca e vice-versa. — Eu não consigo mais reprimir esses sentimentos, eu...

— Vá em frente. — Disse, interrompendo-o.

Ajudei-o a se despir, logo em seguida retirando a fina camisola e ficando somente de roupa íntima.



Bem vinda à minha cama

Bem vinda baby

Garota você está me deixando, me deixando maluco

Me diga que você não quer usar o cobertor, dama

Me diga que você não quer as luzes apagadas,

Eu preciso ver o seu corpo

Eu te dou boas vindas (bem vinda)

Eu te dou boas vindas garota (bem vinda)

Oh no no no no

Bem vinda a minha cama



Deslizei minhas mão por seus ombros largos, ao mesmo tempo em que ele beijava gentilmente meu pescoço. O toque macio de seus lábios contra minha pele levava-me à loucura. Inclinou-se novamente, e minha pele das costas entrou em contato com o tecido fino que cobria sua cama.

— Luce... você tem certeza que...

— Tenho! — Bufei. — Vai logo, Natsu! Está me fazendo perder a vontade!

Trilhou com beijos quentes do meu pescoço até os seios, arrancado o sutiã com certa brutalidade. Parou para admirá-los (?) por dois segundos, em seguida encostando a ponta da língua em um dos mamilos enquanto apertava o outro. Arfei. Com a língua, fez movimentos circulares enquanto deslizava minhas mãos pelos músculos bem definidos de seus braços.

Por fim largou a região superior, fazendo mais uma trilha até minha região pélvica. Desviou pela região restante até minha intimidade, ainda coberta pela calcinha e começou a chupar, fazendo-me gemer.

Agarrei o lençol enquanto gemia. Meu corpo todo tremia de prazer e tesão.



Fazendo doces músicas de amor

Isso é como nós, como nós fazemos

Isso é uma canção de amor para maiores

Me mostre o seu talento musical

Eu vou te fazer cantar no terceiro nível

Uma nota alta nessa noite



— Na-Natsu! — Gemi, quando ele deu uma chupada profunda.

— Hun? — Balbuciou, concentrado.

— E-eu n-não....aah! — Exclamei, sentindo outra onda de prazer.

Virei meu corpo, jogando-o sob mim. Arranquei sua cueca em um ato quase desesperado. Queria dá-lo tanto prazer quanto havia me dado.

Peguei seu pênis com as mãos e fiz movimentos de vai e vem rapidamente, fazendo-o gemer meu nome. Aproximei minha boca, porém logo em seguida a afastei.

Acho que ainda não estava pronta para uma oral. Nem para essa estava, imagine uma oral!

Ele repetiu o movimento que havia feito pouco tempo atrás e voltei a ficar embaixo dele.

— Ah! — Exclamou, lembrando-se de algo. Abriu a gaveta do criado-mudo ao lado e tirou de lá duas camisinhas. — Devemos usar isso, não é mesmo?

Arqueei uma sobrancelha.

— Desde quando tem isso? — Indaguei. — Seu pervertido!

— Não é isso! — Replicou. — Esse foi o meu primeiro presente de aniversário do velho.

— O primeiro presente de qual aniversário? — Estranhei.

— Desse ano! Não se preocupe!

Acenei em concordância. Colocamos as proteções e em seguida continuamos nossas atividades.

— Uau, Luce! — Exclamou o rosado ao ver-me sem calcinha. — Você é mais incrível do que imaginei!

Dei-lhe um soco fraco.

— “Do que imaginei”? — Observei. — Desde quando têm esses pensamentos?

Sorriu debochadamente.

— Desde que a vi nua, ué.

Tremi ao lembrar do estupro. Porém em seguida me veio o pensamento de que Natsu não apenas estava finalmente se entregando a mim, mas também estava me purificando de todos os lugares onde Sting tocara.



Bem vinda a minha cama

Nós vamos a noite toda

E a noite toda

Vamos compartilhar

Nosso amor, garota



Natsu deu uma última lambida na minha intimidade antes de penetrar-me profundamente. Gemi alto, enterrando minhas mãos em seus fios rosáceos e encaixando meu rosto na curva de seu pescoço.

Estocou duas, três, quatro, cinco vezes... E eu clamava por mais, cada vez mais profundamente.

Chegamos ao ponto alto juntos, gozando ao mesmo tempo.

Separamo-nos ofegantes e suados, mas satisfeitos com o que havíamos feito.



Oh no no no no

Bem vinda a minha cama



Enlaçou minha cintura com seus músculos firmes do braço e puxou-me mais para perto. Abracei-o fortemente, inspirando seu cheiro natural.

Cheiro de Natsu, pensei, sorrindo bobamente.

Beijou-me no topo da cabeça e depois apoiou seu queixo na mesma.

Senti o sono chegando aos poucos.

— Ei, Luce... — Sussurrou em meu ouvido.

— Hum? — Balbuciei, sentindo meus olhos pesarem.

— Eu te amo. — Deu-me um selinho rapidamente e começou a enrolar uma mecha de meu cabelo em seu dedo.

Olhei seu rosto. Ele estava bem corado. Que fofo!

Sorri largamente, fechando meus olhos e entregando-me ao sono.

— Yeap. Eu também. — Respondi simplesmente.

Dormi sorrindo.

Finalmente podia dizer que eu e Natsu estávamos juntos.

Notas finais
E então? *arqueia uma sobrancelha* O capítulo ficou bom pela demora? Meu hentai ficou uma porcaria, eu sei. Desculpem por isso, não estava inspirada para escrevê-lo, mas prometo melhorar no próximo. Gostaram da música? *--* Link: http://www.kboing.com.br/jay-park/1-1258228/ [Jay Park ♥] "Ele" finalmente deu sinal de existência. (' o ') • Obrigada aos que favoritaram! Reviews? (^ w ^)