Meu Estranho Mafioso

28 Contos de Ultear. -Especial Igneel-


Notas iniciais
Hello, Hello! Igneel divo ganhou um especial! Yay! (/ ^ v ^)/ Aproveitem. Nos vemos nas notas final.

As luzes haviam caído um oitavo, o que significava que estava na hora de trocar as lâmpadas — se aquele lugar fosse normal.

Os vidros de diversas bebidas, marcas e cores resplandeciam e pareciam exalar um brilho prata, o que entrava em contraste com os detalhes dourados entalhados no mogno. Pelo lugar praticamente vazio ecoava um jazz leve, fundindo-se com o leve cheiro adocicado do perfume do barmen.

Na cadeira a sua frente, havia um homem estiloso, trajando uma roupa formal, com um terno solto por cima dos ombros. Seus cabelos rosados destacavam-se ao encontro do belo chapéu negro que usava e...

— E então? — Indagou Ponsho, retirando-me bruscamente da minha narração envolvente. Pausou a música em meu celular.

— E então o quê? — Indaguei, fazendo um mínimo bico, irritado pela interrupção.

— O que está fazendo aqui? Ainda mais nessa hora? — Deslizou um copo de vinho em minha direção.

— O quê? Não posso ir ao bar na hora que quiser?

— Você sempre reclama que não dorme demais antes de viajar. — Lembrou-me. — Então pensei que já estaria puxando o ronco a essa hora.

— Eu até queria... — Murmurei, sentindo um calafrio perpassar-me rapidamente. — No entanto, quando estávamos arrumando as malas aconteceu uma coisa interessante...

— Arrumem suas malas logo! — Ralhou Ur pela milésima vez, correndo de um lado para o outro com montanhas de roupas nas mãos. — Principalmente você, Igneel.

Cerrou os olhos em minha direção em um olhar ameaçador.

— Sim, sim, mamãe Ur. — Debochei.

— Não me chame de Ur! — Berrou, batendo a testa no batente da porta de seu quarto. — Ai!

— Viu? Se não estivesse agindo como uma mãe, não teria rachado o coco. — Zombei.

Seu olhar nervoso avisou-me que estava ultrapassando os limites.

— Oh! — Exclamou Meredy, aparatando ao meu lado. — Nunca vi você arrumar uma mala sua! Posso tirar fotos? Esse é um momento histórico!

Lancei-lhe um olhar levemente irritado.

— Como assim um momento histórico? Eu sempre arrumo minhas malas!

— Não arruma não. — Discordou. — Sempre pede para a empregadas fazerem esse serviço. Preguiçoso!

— Claro que não! — Exclamei. — Sempre fui um adulto responsável e...

Não pude continuar pois a rosada explodiu em gargalhadas.

— Que barulheira é essa? — Ralhou Ur, voltando do quarto já pronta para dormir. Vestia uma camisola roxa fina e pantufas da mesma cor. — Mandei vocês arrumarem suas malas e...

— Escute essa, Ur! — Interrompeu minha pequena, correndo o mais rápido que pôde para o lado da morena. — Papai disse que sempre foi um adulto responsável!

— Quem? — Exclamou, apontando para minha direção. — Igneel?

E juntou-se a Aries na sinfonia de gargalhadas.

Funguei duas vezes, antes de explodir em uma exclamação chocada e triste:

— Elas não são más?! — Balancei meus braços rente ao corpo.

— Agindo assim você parece uma criança. — Concordou Ponsho. — E ainda mais uma garota...

Deixei meu queixo cair, chocado. Segurei as lágrimas e tomei um gole de vinho.

— Vocês são muito maléficos em relação a mim. — Acusei.

— É porque você geralmente age como criança, Igneel-san. — Explicou. — Você costumava ser tão sério antigamente, tão — suspirou, desistindo de pensar no termo correto. — adulto? — Chutou. — Sim, acho que essa é palavra certa.

Sorri tristemente.

— É mesmo? Bem... alguém devia ser. Você sabe que minha esposa não era... normal, por assim se dizer.

— Ela era esplêndida. — Elogiou.

— Obrigado. — Agradeci, levantando a taça brevemente em sua direção.

Sentou-se a minha frente, encarando-me com um olhar sério. Iria me perguntar algo importante, pude prever.

— Igneel-san... posso lhe perguntar algo?

Bingo.

— Diga, meu jovem... diga. — Murmurei com a voz rouca.

— Pode não fazer isso, por favor? — Indagou sério.

Suspirei. Esses jovens de hoje em dia não sabem mais brincar.

— Vá em frente. — Incentivei, dando uma bebericada no vinho.

— Você... Gosta da Ultear-san?

Cuspi todo o vinho que estava ingerindo em cima do balcão.

— O quê? — Exclamei, surpreso e chocado, enquanto limpava a boca.

— D-digo... — Atrapalhou-se. — É que vocês estão sempre juntos, e nas últimas semanas ela estava tão carente que aceitou namorar o Jean sem nem pensar. Então eu... — Interrompi-o irrompendo em uma gargalhada convulsiva. Lançou-me um olhar assustado e alerta quando comecei a tossir (não aguentava mais tanto rir). — Igneel-san?

— Ai, ai... — Balbuciei, tirando algumas lágrimas de meus olhos. — Desculpe. — Dei um gole no copo de água de colocara a minha frente. — É só que você impôs uma coisa tão... irreal.

— Eh? Quer dizer que você não gosta da Ultear?

— Claro que gosto. — Confirmei, recostando-me na cadeira e encarando-o ficar chocado. — Ela é uma ótima secretária, além de babá e ela é incrível para ser zoada! No entanto, se esse “gostar” ao que se refere for em um sentido amoroso... a considero minha irmã mais nova, ou prima.

— O gostar ao qual me refiro é a relação entre um homem e uma mulher. — Especificou.

Segurei o riso. Impossível.

— Impensável, Ponsho. — Ri. — De onde tirou essa ideia?

— Por que seria impossível? Como disse, vocês vivem juntos. Lentamente poderia acontecer.

— Não precisa se preocupar. — Avisei. — Não vou roubar o amor da sua vida.

Ele corou fortemente. Ficara da cor do cabelo da Kyoko...

— E-e-e-e-eu n-n-não...

— Poupe-me do discurso, Ponsho. — Cortei, estendendo a palma de minha mão para ele. — Você deixa na cara que gosta dela, e eu apoio totalmente os dois juntos. Não acho que seja uma má pessoa e a mini Ur merece alguém assim.

— Igneel-san...

— Além disso... — Continuei, sendo tomado por um olhar triste e ignorando-o completamente. — Não serei capaz de amar mais ninguém da mesma forma que amei Honoka...

Era estranho dizer seu nome depois de tanto tempo...

Honoka...

Honoka...

Honoka...

Honoka...

Honoka.

— É Ho-no-ka. — Corrigiu a jovem de longos cabelos negros. — Fala sério! Se for agradecer alguém, certifique-se que memorizar seu nome direito.

— Eh? — Exclamou um arrumado Igneel, surpreso. — Não é Haruka?

— Não! — Gritou a morena, irritada. De repente, acalmou-se. — Vamos nos apresentar de novo. Meu nome é Honoka, Honoka Dragneel.

Estendeu a mão para o rosado.

— Ah... — Murmurou, sem entender muito bem a cena. Relações humanas não tinham muito a ver com ele. — Sou Yamaguchi Igneel. — Apertou a mão dela. — Sinto muito pelo ocorrido. Sou péssimo com nomes. Foi mal, Horika!

— Como eu disse... — Sibilou, cada sílaba com um tom irritado. — É Honoka!

— Eh?! Errei de novo?! Sinto muito!



Sorri lembrando-me disso. Ela era demasiadamente orgulhosa, principalmente com seu sobrenome.

— Acho que, no fim, você é um homem de uma mulher só, Igneel-san. — Reparou Ponsho.

— Hum. — Acenei em concordância.

Ele sorriu.

— Lembra-se de quando não quis dar um presente para ela em seu aniversário?

— Caramba! Quanto tempo! — Exclamei. — Se me lembro bem, ela estava com um bico enorme na época, e já tínhamos virado melhores amigos. Ela estava com raiva porque era meu aniversário...

— Mas ela também queria ganhar presentes! — Fizemos coro, caindo na gargalhada logo em seguida.



— Honoka... Será que poderia parar de fazer esse bico? — Implorou um rosado desesperado.

— Não. — Afirmou convicta Honoka, caminhando a passos largos enquanto obtinha uma expressão emburrada e os braços cruzados.

— Cara... — Suspirou o rosado, jogando os fios rosáceos de seu cabelo para trás, em um gesto exasperado. — Está bem. Se for para continuar com esse bico, simplesmente diga que me odeia logo!

Ela parou, diminuindo os passos gradativamente. Virou-se rapidamente, jogando os fios negros para trás e, nos olhos azuis, um toque de desespero a tomava.

— Não é isso! — Gritou, chamando a atenção dele. — Igniru, espere!

Desta vez a situação se inverteu, com a garota correndo atrás dele.

— Não. — Respondeu com a voz rouca.

— Eu não te odeio, Igniru!

— Então por que está agindo assim, Honoka?

— É-é p-porque...

—... Por quê? — Incentivou, vendo-a corar.

— E-eu... também quero ganhar presentes hoje! — Assumiu, corando ainda mais. — Será que é proibido? Por que só você pode?

— Talvez porque seja o meu aniversário? — Indagou retoricamente, com uma onda enorme de ironia na voz.

— M-mas... — Tentou, voltando a formar um bico.

Igneel suspirou.

— No entanto... — Chamou sua atenção. — Fico feliz.

— Eh? — Surpreendeu-se a jovem.

— Você estava com esse bico há algum tempo, então fiquei imaginando o que tinha feito de errado...

— Sinto muito...

— Fico aliviado em saber que era só por causa disso. — Sorriu, remexendo no bolso, à procura de algo. Tirou de lá algumas poucas notas e seu sorriso espalhou-se ainda mais. — Ei, Honoka? — Chamou.

— Sim? — Perguntou ela, estranhando a mudança repentina na voz dele.

— Pode não ser muito, mas... — Apontou para um ponto iluminado atrás dele. — Que tal umas rosquinhas?

— Rosquinhas! — Exclamou ela, deixando a boca encher de água. Sua animação era totalmente visível. Saltou em cima do rosado. — Ah...! Já disse que te amo?!

— Hã... — Igneel corou levemente. — D-depende do..

— Igniru! — Chamou a jovem já longe, acenando freneticamente. — Venha logo! Ah...! Que sabor de rosquinha vou escolher...? — Murmurava enquanto saltitava.

Igneel bufou. Honoka sabia como controlá-lo.

Porém... ele amava isso nela.

Terminamos de rir.

— Honoka-san era incrível. — Elogiou Ponsho.

— Controladora. Mimada. Egoísta. Sadomasoquista. — Apontei. — Esses eram alguns dos termos que poderíamos utilizar para descrevê-la.

— Amável, alegre, carinhosa e bondosa também. Estou enganado?

Sorri simplesmente.

— Não, não está. — Levantei-me. — Não se preocupe, Ponsho. Honoka foi única para mim. Assim como a Ur é única para você.

Seu rosto explodiu em um tom avermelhado novamente. Realmente... Kyoko tinha um concorrente quando se tratava em tons avermelhados.

— E-eu n-não...

— Você a ama, certo? Como sei que você é uma boa pessoa, os apoio totalmente. Vá em frente, Ponsho. Não deixe nada ficar em seu caminho.

— Igneel-san... — Começou.

— E lá se ia o formoso mafioso, com sua aura brilhante emanando e iluminando o lugar. Seu terno esvoaçava por trás dos ombros e... — Cortei-o, mantendo minha narração anterior.

— Igneel-san... você está de moletom... — Observou ele, antes de eu fechar a porta completamente.

— Isso não importa. — Murmurei para mim mesmo.

Agora, mais importante do que qualquer outra coisa... (meu rosto adquiriu uma tonalidade azul).

Será que já se livraram daquilo?

— KYAAAAAAAH! — Gritei.

— O que foi, Igneel?! — Indagou Ur, chegando ao batente da porta em velocidade incrível.

Agarrei-a pela cintura e postei-me atrás dela.

— Ur! Ali! Ali!

— Não me chame de Ur! — Deu-me um soco na cabeça. Para alguém menor, era incrível como me acertava em cheio com esses golpes. Olhou para onde eu apontava. — O que tem ali?

— Olhe bem! — Disse, tremendo.

Aproximou-se um pouco. Continuei parado aonde estava, dando um passo para trás. Ela pegou um ponto marrom escuro do chão na mão.

— Iiiirgh! — Murmurei, cheio de nojo.

— Deixe de ser nojento, Igneel! É somente uma semente grande de melancia.

— Não, não é. — Afirmei convicto.

— Sim, é. — Contradisse.

— Não é! Veja bem essa... essa... coisa em sua mão. É grande demais para ser uma semente de melancia.

— Como eu disse... é somente uma semente grande de melan...

Ela parou o que estava dizendo assim que a “semente” se mexeu.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — Gritei, correndo o mais rápido o possível até o elevador.

— Espe... Igneel! Me ajude aqui! Igneel! — Gritava Ur, no entanto eu não queria nem saber.

Sim... é difícil admitir, mas... baratas são meu ponto fraco. (Envergonhado...)

Suspirei, tomando um olhar corajoso.

Ur já devia ter conseguido se livrar da (eca/irgh!) barata.

Chamei o elevador (frase mais estranha... é como se eu dissesse: “Elevador?! Olá! Pode vir aqui por um segundo?”).

Enquanto esperava, deixei um sorriso espalhar-se por meu rosto. Recebera recentemente a notícia de que Natsu havia arrumado uma namorada... interessante.

Bem, realmente ela deve o ser. Sendo filha dela...

O elevador finalmente se abriu. Adentrei, pensando nessa tal “namorada”.

E então? Como será a tal Lucy? Terá puxado a mãe?

Hu, hu, hu...

Como é você? … Filha de Layla...

Lucy Heartfilia.

Notas finais
Vamos esclarecer algumas coisas importantes antes de mais nada: • Percebi que houve muita confusão quanto a isso, então deixe-me esclarecer: Victor NÃO é o ex/"ele" da Lucy. É um personagem OC meu que criei para WP (Watashi no Promise - minha primeira fic) e que decidi utilizar aqui. :3 • Muitos me perguntam quando irei postar o próximo e tal... No entanto, não estou tendo TEMPO para digitar direito, então estou retirando nosso cronograma de MEM aos domingos. Postarei quando der. • No mais,é somente isso. (^ w ^)* — Igneel tem um ponto fraco bem... feminino. e.e FINALMENTE REVELEI O NOME DA MÃE DO NATSU! *(^ o ^)* Estava com tanta vontade de revelar... Honoka. ♥ Obrigada aos que favoritaram. Reviews? Capítulo alterado: 08/01/2015.