Meu Estranho Mafioso

34 Vinte e nove.


Notas iniciais
I'M BACK, PEOPLE! ~let's dance Sem mais delongas... Aproveitem! o/~

ACORDEI COM UM gemido de dor. Meus pulsos doíam. Pisquei algumas vezes para ver se minha visão clareava e após algum tempo percebi que era em vão, uma vez que a sala onde me encontrava estava totalmente entregue ao breu.

Um som um pouco abafado ressoava da sala ao lado.

… Um canto, talvez?

Tentei caminhar em direção a porta, que sabia onde estava devido a luz que rastejava-se por baixo dela, e foi nesse momento que percebi que estava suspensa. Isso explicava a dor nos pulsos.

A porta se abriu estrondosamente e pude observar o meu possível sequestrador. Seus cabelos rebeldes possuíam uma coloração branca e não entrava em contraste com a pele, também alva. Trajava trapos rasgados e tinha manchas negras nos olhos, possivelmente resultado de noites maldormidas. E ele era extremamente magro.

Cantarolava alegre enquanto acendia luz e caminhava pelo cômodo que pude observar melhor.

A tinta da parede estava descascando e caindo e ele, pelo visto, não se preocupara em limpar. E só. Fora as paredes e chão sujos, as únicas outras coisas que tinham ali eram correntes fixadas na parede — o que me prendia, por acaso —, algumas rodas de pedras que não sabia para o que serviam e, ironicamente, uma vassoura.

Reparei que ainda usava as roupas que achei na choupana junto a Meredy — uma camiseta de mangas longas e uma calça moletom, tudo de uma cor incrivelmente marrom.

Meu carcereiro notou que estava acordada, pois disse:

— Ora, ora. Veja só quem acordou! Se não é a senhorita Dragneel?! Bom dia!

— Quem é você? — Indaguei com a voz seca. Estava com sede. Muita sede. — Faz quanto tempo que estou aqui?

— Heh... —Murmurou. — Não está com medo? Você foi sequestrada. Sou muito perigoso, sabia?

— Imagino. — Respondi simplesmente. Eu sei que deveria estar com medo, porém... não dava. Já havia sido sequestrada uma vez quando criança, e fora milhões de vezes mais violento e assustador. E só de pensar nesse assunto, lembro que foi nesse momento que minha mãe adoeceu. — Poderia me dar um copo d'água? — Pedi.

Encarou-me surpreso, soltando em seguida uma risada irônica.

— Claro. Por que não?

Saiu do cômodo e aproveitei essa chance para tentar me soltar das correntes. Infelizmente, elas só seriam abertas por chave. Desisti de movimentar-me, pois assim só machucaria mais meus pulsos. Bufei ao pensar em Natsu.

Será que ele já havia dado conta de meu desaparecimento?

Era interessante em como ele não percebera minha ausência a tempo de impedir esse cara misterioso e esquelético de tirar-me dos limites da mansão.

O homem albino voltou, trazendo uma caneca com manchas espalhadas por sua superfície, sinal de que não havia sido bem lavada.

— Aqui está sua água, madame. — Disse, chegando a caneca perto de meus lábios. Mordi meu lábio ao ver a água meio marrom ali dentro.

Eca. Em que condições vivia aquele homem?

— Quer saber? Acho que passo. Já não estou com tanta sede — disse.

Ele soltou uma risada de escárnio e virou um pouco para o lado.

— Você quem sabe — e tomou um gole demorado daquele líquido.

Ugh! Senti arrepios vendo aquilo.

— Er... — Chamei sua atenção assim que me recuperei. — Com licença...

— O que precisa agora?

— Necessito... — Hesitei antes de voltar a falar. — Ir ao banheiro...

Ele riu.

— Sinto muito, não caio nessa.

— Não, é sério. — Brandi séria.

— Você pediu para beber água agora à pouco.

— O quê? Não posso ter sede e vontade de ir ao banheiro ao mesmo tempo? — Indaguei irritada.

Puxou-me pelo cabelo para perto de seu rosto. Como era alto!

— Você é bem ousadinha para alguém que foi sequestrada. — Proferiu ameaçadoramente. Encarei-lhe enervada por estar puxando o meu cabelo. — Hoh... Uma boa expressão de se ver em um rosto tão belo. Aliás... — Afastou-se para avaliar-me dos pés a cabeça. — Não só o rosto. — Lambeu os lábios secos e rachados e então comecei a ter medo.

Demorou um pouco para a ficha cair, porém não tinha a mínima ideia do que aquela cara pretendia!

Mordi o lábio inferior meio receosa.

— Gostaria de ir ao banheiro, por favor. — Pedi educadamente.

— Ficou mansa de repente... — Observou. Apenas encarei-lhe em silêncio. — Está bem. Vou mostrá-la o banheiro, mas antes... — Pegou uma das correntes no chão e voltou ao outro cômodo, fazendo um barulho alto de ferro sendo arranhado com ferro. Apareceu novamente na porta, vindo até mim e prendendo a outra algema de ferro em meu tornozelo. — Vamos ter certeza que não fugirá. — Completou com um sorriso meio sádico.

Soltou as algemas de meu pulso e soltei um suspiro aliviado ao sentir meus pés tocarem o chão. O alívio, infelizmente, só durou alguns segundos, antes de sentir algo gélido tocar meu pescoço — o cano de uma arma.

— Em frente, senhorita Dragneel. — Murmurou atrás de mim e perto demais.

— E onde é o banheiro? — Perguntei com um leve tremor na voz. Se tentasse fugir estaria, literalmente, morta.

— Lhe direi as direções. — Afirmou. — Primeiro, saíamos desse cômodo... — Ao seguir suas instruções, demos de cara com uma sala suja e enorme, muito mais espaçosa do que onde estava. Haviam armários de madeiras com vidros e algo que não consegui imaginar dentro. — Agora vire a esquerda, princesa — Obedeci-o e dei de cara com uma porta branca e parecia que cairia a qualquer momento. — Aí está. Pode ir.

Engoli em seco enquanto ele empurrava-me para dentro do cômodo. Evitarei descrevê-lo para vocês por bom senso. Suspirei enojada olhando para aquele sanitário — ou o que pensava ser o sanitário. Estava apertada e era o melhor que poderia oferecer. Que escolha tinha? Inspirei encorajando-me e fui em frente.



[DS¹ → Gray Fullbuster]

— Gray, vá ver como aquele idiota está. — Ordenou Erza apontando para a sala onde prendemos Natsu. Eu não queria ir ver como aquele estúpido estava. Queria achar a “irmãzinha” Lucy logo e trazê-la em segurança para “casa”. Bufei, obedecendo-a.

Erza estava uma pilha de nervos desde que a chamamos e interrompemos seu momento com Jellal.

Suspirei, batendo à porta antes de entrar no cômodo. Um jarro de vidro quase acertou minha cabeça, sorte que desviei a tempo. Voltei meu olhar irritado para Natsu, que tinha sua boca amordaçada, os braços amarrados e um olhar nervoso em sua face. Parecia que iria pegar fogo a qualquer momento.

Peguei uma fita que estava em cima da mesinha de centro da sala levemente espaçosa. Tudo ali estava limpo e arrumado — ou deveria, uma vez que o senhor irritação começou a brincar de destruir as coisas. Um quadro com a imagem de um vaso de flores enquadrilhava uma parede laranja tendo um sofá vinho logo abaixo. O chão de madeira era liso e polido e, fora isso, só haviam a mesa de centro de madeira e o pilar aonde amarrávamos Natsu quando este perdia o controle.

— Sinceramente... — Sentei no sofá que ficava ao seu lado. — Vou ter que amarrar seus pés também? — Desci a mordaça de sua boca. — Pare de jogar futebol com artigos de vidro e porcelana.

— Me solta daqui agora! — Gritou e arrependi-me amargamente por ter tirado aquele pano da maldita boca do rosado. — Vou salvar a Lucy! Vou salvá-la agora!

— Vê se cala a merda da boca! — Sibilei irritado. — Todos estamos preocupados com a Lucy, será que não percebe? Mas, infelizmente, não há nada que possamos fazer até conseguirmos localizá-la.

Natsu cerrou os olhos em minha direção.

— Você...

— O que foi? — Indaguei.

— Por acaso não estaria... interessado na Lucy, estaria?

Tossi com aquela suposição.

— Como?

— Andei reparando em como vocês conversam bastante quando estão juntos. Não gosto do jeito que olha para ela. — Seu tom já era baixo. Encarei-o.

Está certo que não vejo a Lucy como uma simples amiga, no entanto a considero uma irmã mais nova! E ela me ajudou com a Juvia. Devia ajudá-la como agradecimento, e não apenas isso!

— Você está louco. — Afirmei, levantando-me.

— Gray, estou falando sério, se você tentar algo com a Lucy...

— Deixe de ser idiota, cabeça de fósforo. Está imaginando coisas que não existem. — Caminhei até a porta. — Volto quando tivermos mais informações. Ah! Tente não perder o controle dessa vez, sim? Não queremos mais problemas.

Fechei a porta e voltei ao cômodo em que estava anteriormente, chegando ao mesmo tempo que Levy, que irrompeu pela porta ofegante.

— Levy! — Exclamou Erza ao vê-la. — Está tudo bem?

— Cadê a Lu-chan? — Perguntou ignorando a pergunta da ruiva e sondando o ambiente ao redor com os olhos. Notei Gajeel aparecer atrás dela.

— O que houve? — Perguntei para ele.

— Ela estava naquele emprego quando viu alguém passar na rua dentro de um carro acabado. — Explicou. — Ela acha que a Lucy...

— Não acho, tenho certeza! — Sua voz beirou ao desespero.

— Levy, acalme-se. — Sacudi-lhe os ombros fracamente. — Pode nos dizer o que viu?

— Estava no meu horário de folga e estava olhando pela janela quando vi um carro passar por ali. Eu observei algo dourado no banco de trás e então percebi que era o cabelo da Lu-chan! — Guinchou. — Era ela! Tenho certeza!

— Pode nos dizer como era o cara que dirigia o carro? — Indagou Mira aparecendo de repente ao meu lado.

— Ele era alto... aparentemente. Magro e com manchas embaixo dos olhos. E era magro. Muito magro.

Senti meu sangue gelar ao ouvir aquela descrição. Merda!

— Gray, solte o Natsu. — Erza falou virando-se em direção a porta. — Mira, tome conta das coisas. Vamos buscar Lucy.

— Se for quem estávamos pensando, isso não seria bem conveniente? — Indagou Mira.

— Só espero que seja conveniente chegarmos lá a tempo preciso. — Balbuciei ao passar por ela. Chutei a porta já tirando um canivete de meu bolso e assustando Natsu. — A encontramos garanhão. Vamos buscar sua garota. — Avisei.

— Descobriram quem a pegou? — Perguntou enquanto o soltava. Meio hesitante afirmei. — E quem é?

Seu olhar decidido não me dava nenhuma opção a não ser responder. Disse-lhe o nome e, antes que pudesse perceber, ele já havia saído do quarto como um furacão em fúria, levando uma 9mm que estava em cima da mesa e carregando também meu cinto de munições.

Suspirei já prevendo a cena a seguir. Agradecia a Deus por Levy estar aqui.

… Lucy ia precisar de alguém para se apoiar depois do que presenciaria.

[Gray Fullbuster → Off]



Saí do banheiro segurando a ânsia de vômito. Como aquele cara conseguia morar ali? Não era de se estranhar sua aparência observando aquele ambiente.

E esse cara estava sentando em uma poltrona velha de frente para o “banheiro”, limpando o cano da arma. Irônico. Ele limpa mais a arma do que o ambiente em que vive.

— Sente-se. — Apontou para um sofá mofado velho. Rapidamente o obedeci e apenas fiquei observando o ambiente. Aquelas prateleiras induziam minha curiosidade. — Bem, senhorita Dragneel, espero que esteja satisfeita com a acomodação. É o melhor que posso oferecer.

… Se esse é o melhor, imagine o pior.

— Senhorita Dragneel, senhorita Dragneel. — Disse, chamando-lhe a atenção. — Você não para de me chamar assim. Tenho um nome, sabia?

— Claro que sei. Não achei que quisesse ser chamada pelo nome por um sequestrador, Meredy.

Meu sangue correu mais lentamente nas veias.

… Meredy? Ele havia acabado de dizer Meredy, não?

— Esse... não é meu nome. — Murmurei e pude perceber sua expressão de divertida mudar para uma surpresa.

— Você não é Meredy Dragneel? — Indagou desacreditado.

— Não. — Balbuciei. Eu nem lembrava a Meredy!

— Droga! — Praguejou antes de soltar um suspiro pesado e voltar a sorrir. Ele meio que me assustou com aquele sorriso. — Parece que ficaremos algum tempo aqui, então. Me chamo Erigor. Qual o seu nome, não-senhorita Dragneel.

— Er... Lucy. — Respondi brevemente. Ele olhou o relógio antes de dizer:

— Parece que tenho que me apressar — e adentrou no cômodo aonde estava presa anteriormente.

Aproveitei essa chance para ir até as prateleiras. Algo ali estava me incomodando. Demorei alguns segundos para perceber o que me fazia ter esse sentimento, e apenas quando percebi o que eram que fui tomada pelo terror.

Eram mulheres que tinham naqueles vidros. Não exatamente as mulheres em si, mas somente... suas cabeças. Em todas as prateleiras de todos aqueles armários.

— Dei alguns passos para trás, sentindo meus braços logo serem presos por algo gelado e logo estava suspensa de novo. Estava chocada demais para gritar. Aliás, não era apenas choque e medo, estava apavorada. Sentia que a qualquer momento começaria a chorar descontroladamente.

— Por que todas vocês sempre caem nessa? — Indagou Erigor, voltando para a sala. Carregava uma daquelas rodas de pedra entre os braços. Soltou um muxoxo em tom de reprovação em minha direção e foi até uma “máquina de costura” não muito longe de onde estava.

Encaixou a pedra e logo ligou o aparelho, fazendo a roda girar muito rápido. Só então a ficha caiu.

Ele iria afiar algo ali. Algo perigoso e mortal.

Eu seria, se Natsu não chegasse a tempo, uma das cabeças na prateleira daquele maníaco.

Natsu idiota...

— Vamos começar. — Disse o albino, tirando uma foice enorme sabe-se lá de onde e começando afiá-la.

… Onde você está?

— Está pronto! — Exclamou, tirando o contato da foice com a pedra e testando o fio de corte no sofá. Agora entendia porque o sofá estava naquelas condições.

— P-p-p-por que faz isso? — Gaguejei quando o vi se aproximar lentamente. Precisava atrasá-lo...

— Não leve a mal... Lucy. Você nem era meu alvo. Eu só queria vingança.

— Vingança?! Por quê?

Ele soltou uma risada sínica, como se não fosse saber mesmo se explicasse.

— Quando era pequeno, a família Dragneel dizimou minha família inteira. Vê onde habito? — Gesticulou para o local sujo e decaído. — É tudo por culpa deles! Eles tiraram meus direitos! Tiraram minha vida!

— A vingança não é o melhor caminho! — Afirmei.

— Pode até não ser... — Concordou. — Porém é o que me resta agora.

Mordi o lábio inferior, tentando pensar em algo. Pense Lucy... Pense!

— Não seria injusto de sua parte? — Ele parou, interessado no que diria. — Eu nem era seu alvo, como disse agora a pouco.

— Porém é importante para aquele maldito Salamander. Acha que não sei a seu respeito? Que ingênua, não?! — levantou a foice, calculando o ângulo perfeito para meu pescoço.

— Mesmo assim, não estaria fazendo o mesmo que eles? — berrei. — Não estaria tirando meus direitos?

Erigor gargalhou antes de balbuciar:

— Isso não importa agora. — Desceu a foice e fechei meus olhos, esperando pelo pior.

… No entanto o que recebi foi o som de ferro contra ferro.

Abri meus olhos, sendo pega de surpresa ao observar Erza interceptar o ataque do albino com uma katana de lâmina vermelha.

— Erza Scarlet! — Exclamou ele, em um alegria quase contagiante. Quase. — Que honra vê-la aqui! Poderia chamar isso de destino? Era a próxima de minha lista!

— Ora, que honra – ironizou. — É uma pena, mas seu histórico de morte só vem até aqui. — Apontou a katana na direção dele. — Erigor, você está sobre custódia da máfia Dragneel pela morte de cento e cinquenta mulheres, sendo setenta cinco delas integrantes de nossa... organização.

Erigor voltou a rir.

— Errou em algo. — Observou. — São cento e cinquenta e uma mulheres.

— Como?

Em um ato rápido demais para meus olhos, Erigor saltou para cima dela, que defendeu-se extraordinariamente jogando-o para trás. Infelizmente, eu estava atrás.

A foice bateu na corrente que me suspendia, cortando-a, e ambos caímos. Observei Erza levantar-se com certa dificuldade e percebi que a foice também havia atingido sua perna, abrindo uma ferida enorme.

Ele levantou-se rindo. Sua foice estava longe demais para ser alcançada, entretanto ele mostrou que isso não seria um problema ao levantar-se e retirar uma faca portátil de sua calça.

— Acho que isso é um adeus, senhorita Scarlet. — Desceu a faca, ao mesmo tempo em que sua perna era atingida por três tiros, fazendo-o largar a faca que pendeu ao lado de Erza e cair ao meu lado.

— Erza, você está bem? — Indagou Gray, o atirador, correndo até nós duas. Minhas mãos ainda estavam presas, mas mesmo assim esgueirei-me para longe de Erigor. Mantinha a consciência e se mexia um pouco, voltando a ter controle de seu corpo.

— Onde pensa que vai, Heartfilia? — Meus movimentos travaram. Ele havia pego meu cabelo. — Você não... — Parou de repente, fazendo-me olhar para trás. Um sorriso formou-se em meu rosto.

Natsu estava ali.

Não havia mais nada a se temer.

O rosado apontava o cano da arma que segurava na cabeça de Erigor. Meu alívio esvaiu-se ao ver a expressão dele.

O sequestrador apenas deu uma última risada.

— Um dia da caça, outro do caçador. — Murmurou, sendo atingindo em cheio na cabeça pela arma de Natsu. Estranhei o fato de Erigor cair no chão e Natsu voltar a atirar sem parar.

— Natsu... — Chamei-o, sendo completamente ignorada. — Natsu! — Berrei de novo. Ele não parava de atirar. Segurei a manga de sua blusa e este me jogou para o lado, virando-se em minha direção e apontando a arma para minha cabeça. — Natsu? — Tentei novamente.

Seu olhar era frio e inescrupuloso. Não era algo que desse para definir. Ele.... ele parecia...

Um monstro.

— Na... tsu? — Ele hesitou por um segundo, então puxando o gatilho. Eu estaria morta agora caso Gray não tivesse desviado sua mão, fazendo a bala atingir meu braço ao invés de minha cabeça.

Erza o derrubou, gritando para Gray me tirar dali imediatamente. Ato esse que ele atendeu rapidamente após tirar as algemas de minha mão. Estava em choque.

— Acho que não é bom eu perguntar se você está bem... — Balbuciou ele enquanto corria comigo em seus braços até sua ferrari. — Você está tremendo. — Avisou.

Lentamente observei minhas mãos. Elas tremiam muito. No entanto, o pior foram as lágrimas que vieram aos meus olhos assim que observei o sangue que deslizava por meu braço.

Segurei o corte feito pela bala tentando estancar o sangramento enquanto Gray colocava-me sobre o banco macio e aconchegante de sua ferrari e prendia o cinto.

Natsu... quase me matou.

— Vamos lá. — Disse Gray, pisando no acelerador .

Enquanto o vento ricocheteava em meu cabelo, percebi algo.

Estava saindo daquele local com uma sensação que nunca pensei que sentiria por Natsu antes.

Medo.

Notas finais
¹ - Dragneel Side: essa opção aparecerá toda vez que algum membro da máfia Dragneel narrar um fato/momento/acontecimento. — Natsu quase matou a Lucy, gente. :o Alguém segure esse rapaz! Agradeço a todos que favoritaram a fic. Lucy com medo do Natsu... E agora? e.e Reviews? Recomendações? Pedradas? -q