Meu Estranho Mafioso
41 Trinta e cinco.
Notas iniciais
[…]
Infelizmente, por causa desse ato, ele perdeu a direção do carro, que começou a derrapar na estrada. E tudo o que pude fazer foi...
Gritar.
— VOCÊ ESTÁ LOUCO? — Berrei, enquanto ele recuperava o controle do carro.
— Desculpe! — Exclamou. — Como queria que eu reagisse a uma notícia dessas?!
— Esperava que você ficasse surpreso sim, mas não que largasse do volante! — Continuava gritando. — Quer nos matar? Seu grande idiota maluco!
Ele estacionou o carro em uma parte segura da estrada e virou-se para mim.
— Quem gostaria? — Começou a responder na mesma altura que eu. — Você não sabe que existem momentos certos para dizer as coisas?
— Bem, não teria contado isso agora e desse jeito se não tivesse ignorado todas as minhas tentativas de conversar!
— Então agora a culpa é minha? Tenho que lembrá-la de que foi você que me deixou irritado a ponto de eu ficar tão bravo que quis lhe ignorar?
— Oh, mas como é infantil! Você tem quantos anos, senhor Dragneel? Sete?
— Como eu adoro quando você é irônica! — Revirou os olhos.
— Obrigada! — E assim o silêncio voltou a tomar o carro. Respirei fundo. — Tudo bem. Olha... Admito que foi erro meu tentar lhe dizer isso em um momento nada propício. Me desculpe.
— Tudo bem. — Disse simplesmente.
— É... só isso? — Indaguei incrédula.
— Claro que é. O que mais poderia querer?
— Você deveria pedir desculpas também! — Brandi.
— Pelo o quê? Não fiz nada de errado!
— Me ignorar não foi errado de sua parte? Há! — Soltei indignada. — Você é mesmo incrível, senhor Dragneel! Bem, não precisa se preocupar — soltei o cinto de segurança —, pois em breve não vai ter que se incomodar com minha presença!
— Onde pensa que vai? — Perguntou.
— Para um lugar beeem longe de você. Não quero incomodá-lo com a minha presença por mais tempo! — Abri a porta, jogando minhas pernas para fora. — Passar bem, Natsu Dragneel!
Fui bruscamente puxada para dentro de volta pelo rosado. Ele fechou a porta com força e travou-a com os botões do seu lado.
— Luce...
— O que pensa que está fazendo? — Forcei a maçaneta do carro. — Destrave isso. Agora!
— Luce.
— Você está infringindo meus direitos! Abra essa porta logo!
— CALA A BOCA E ME ESCUTA! — Explodiu ele. Lancei um olhar assustado em sua direção, ao mesmo tempo em que voltava a me endireitar no banco macio.
— Certo... — Concordei.
— Assim não dá. —Murmurou para si mesmo. — Você vai acabar me enlouquecendo!
— Você não precisa da minha ajuda para isso. É só alguém lhe deixar segurar uma arma. — Ele realmente estava falando aquilo para mim?
— Sinto muito! Quantas vezes tenho que dizer isso?
— Essa é a primeira vez que você diz! Por que está gritando comigo?
— Me desculpe então! Eu não queria ter feito nada daquilo!
— Ótimo! Agora eu sei o quanto é perigoso estar junta de você! — Bufei. — Me dê apenas um bom motivo para continuar na mansão.
— Porque eu te amo, droga! — Berrou, virando-se para mim bruscamente. — Eu realmente gosto de você, Lucy...
Engoli em seco diante daquela confissão. Meu coração falhou uma batida e começou a bater aceleradamente.
— Não é uma pena? Aparentemente, não é um sentimento recíproco.
— Luce... — Estendeu a mão em minha direção, porém me afastei de seu toque.
— Pare com isso. Não me chame assim. — Virei-me para a porta. — Abra a porta, Natsu.
— Luce...
— DESTRANQUE A PORTA, NATSU!! — Gritei. Ele fez o que pedi e saltei para fora do automóvel. — Obrigada. A partir daqui eu vou a pé. Minhas coisas serão buscadas logo. — Respirei fundo antes de soltar aquela frase. — Adeus, Natsu.
— Luce...
— É Lucy! Aprenda de uma vez! Isso realmente é irritante!
Pude ouvir um “droga” seguido de uma batida na buzina enquanto caminhava para longe dali. Para longe dele.
Adeus... Natsu Dragneel.
✩✩✩
Já estava de noite e eu ainda estava no meio da estrada. A luz da lua minguante infelizmente não deixava-me ver muito, uma vez que havia muitas nuvens, embora nenhuma previsão de chuva.
Por que não deixei Natsu me levar até o hospital?; era o que me perguntava.
Soltei um longo suspiro. Será que ia chegar lá antes do amanhecer? Aliás, eu nem sei onde é hospital, agora que parei para pensar.
Oh céus! Estou ferrada!
De repente uma luz iluminou o local mais a frente de onde estava. Amém! Era um carro!
Espera! Pode ser o Natsu! Ignore Lucy, ignore!
— Lucy? — Chamou-me o motorista, que pela voz deduzi não ser Natsu. Virei-me e apertei os olhos para distinguir a pessoa.
— Jellal! — Exclamei ao identificá-lo. — Há quanto tempo!
— Realmente. — Concordou. — O que faz aqui?
— Na-nada... — Brandi, olhando ao redor.
— Quer que eu acredite que não estava fazendo nada no meio de uma estrada vazia perto de uma floresta?
— Está certo! — Bufei. — Estava indo visitar a Erza junto com Natsu, entretanto tivemos uma... discussão, por assim se dizer, e acabei decidindo ir o resto do caminho a pé.
Um sorriso brincou em seus lábios.
— E isso foi há quanto tempo?
— Va-vai saber... — Virei o rosto em outra direção para que ele não visse meu rosto vermelho de vergonha.
Pude ouvir sua risada baixa, sendo seguida do barulho de uma porta abrindo.
— Entre. — Encarei-o. — O que foi? Ambos estamos indo ao Hospital Geral, certo? Não lhe dar uma carona seria muita falta de educação de minha parte.
— E-então acho que vou aceitar... — Acomodei-me no banco macio e confortável ao seu lado e fechei a porta. Ele deu a partida em seguida. Do rádio, o som de um piano entoava baixinho.
— Você está bem? — Perguntou ele de repente.
— Eh?
— Ouvi dizer que você foi acertada por uma bala — olhou rapidamente em minha direção —, então queria saber se estava bem.
— Ah... sim. Levaram-me até a Poluchka e ela deu um jeito na situação. Ah! Porém eu não fui acertada. A bala passou apenas de raspão.
— Natsu é realmente um tapado. — Afirmou.
— Pois é... — Tive que confirmar. Nos minutos seguintes dediquei meu tempo a olhar para fora. As estrelas já haviam aparecido, embora muitas fossem sobrepujadas pelas nuvens. Observei o rosto de Jellal. Ele era realmente lindo... Me perguntava como andavam as coisas entre ele e a Erza... — Você está indo visitar a Erza? — Indaguei.
— É... também. — Não desviou o olhar da estrada.
— Também? — Estranhei.
Um sorriso meio conformado tomou seu rosto.
— Sabia que perguntaria isso. — Soltou um suspiro. — Tenho um parente lá.
— Oh... Algum de seus pais?
— Não. — Virou em um trecho da pista e pude ver o prédio do hospital finalmente. — Meu irmão.
— Então você tem um irmão! — Exclamei. — Que legal! Ter um irmão... hein?!
Lançou-me um rápido olhar dedutivo.
— E você?
— O quê?
— Tem algum irmão? Ou irmã?
— Não... — Olhei novamente em direção do prédio, que agora parecia ainda maior. — Minha mãe bem que queria me dar uma irmãzinha, entretanto ela — soltei um suspiro triste — morreu antes disso.
— Sinto mui...
— Não, tudo bem. — Cortei-o. — Está tudo bem. Já passou, não há nada que eu possa fazer a respeito disso, infelizmente.
Sorriu gentilmente em minha direção.
— Você é incrível.
— Eh? — Senti minhas bochechas arderem.
— É incrível ter essa visão. — Estacionou o carro.
— Oh... Obrigada. — Lancei um riso envergonhado para ele.
Saímos do carro e, depois de sermos devidamente instruídos, caminhamos até o quarto onde Erza deveria estar. No entanto, não tivemos a chance de chegar no quarto devido a uma multidão no corredor. Pelas câmeras de nível profissional dava para perceber que metade do povo ali eram repórteres. A outra metade eram enfermeiras, que os impedia de seguir adiante. Mais à frente haviam dois homens vestidos de preto, em frente a porta do quarto que deveria pertencer a Erza.
— O que será que está havendo aqui? — Indaguei para Jellal. — Eles não estão tentando chegar no quarto da Erza?
Ele apenas suspirou.
— Então ela veio, hein?
— Eh? — Perguntei confusa.
— Já vai descobrir. — Disse simplesmente.
A porta do quarto abriu-se e os homens de preto precipitaram-se para a frente da pessoa que saiu, impedindo-me de vê-la. Um espaço na multidão se abriu, deixando-a passar. Aparentemente Jellal conhecia a pessoa, pois ela veio diretamente em nossa direção.
Os guardas afastaram-se, deixando-me finalmente vê-la. Seus olhos eram azul esverdeados, o cabelo ruivo alaranjado,a pele clara e... ela era uma celebridade!!
Kyoko Knightwalker.
A atriz mais bem sucedida do país.
Encarei-a admirada enquanto ela inclinava-se para frente para beijar a bochecha do azulado.
— Jellal... Como cresceu! — Brandiu.
— E você parece ter ficado ainda mais bela, Kyoko-san.
— Mesmo? — Jogou uma mecha de cabelo para trás. — Sabe como é... nesse ramo, aparência é tudo!
Fernandez riu para ela.
— Como foi lá? — Indagou.
— Bem... — Lançou o olhar para o quarto de Erza. — Não muito harmonioso, admito. Porém, é o preço que pago por meu egoísmo.
— Kyoko-san...
— Knightwalker-sama. — Chamou um dos guardas. — Temos que ir.
— Oh, entendo... Bem — pressionou levemente o ombro de Jellal —, por favor, continue tomando conta dela por mim.
Colocou seus óculos escuros e seguiu como se nada houvesse acontecido.
Ela me ignorou por completo...
Seguimos até o quarto da ruiva.
— Kyoko Knightwalker... conhece a Erza? — Perguntei para o jovem ao meu lado.
— Não tanto quanto deveria. — Lancei-lhe um olhar confuso, fazendo-o rir. — Ela é a mãe de Erza.
— Eh? — Exclamei, alto o suficiente para umas das enfermeiras pedir-me para fazer silêncio. — Kyoko é ma... mãe da Erza?! Como poderia? Não há nenhuma noticia sobre isso!
— Deve haver, se procurar em jornais de dezenove anos atrás. Bem — abriu a porta do quarto —, não é um assunto agradável para Erza.
Mirei meu olhar para a ruiva em questão, que olhava, através das finas cortinas do quarto, o céu noturno. Deu-se conta de nossa presença e sorriu. Sua perna estava atada, engessada e presa a um apoio, mantendo-a levantada.
— Lucy! Jellal!
— Ei, garota. — Jellal aproximou-se, dando-lhe um beijo na testa. — Como se sente?
— Não vou morrer, então acho que me sinto bem. — Sorriu gentilmente. — Lucy, como você se sente?
— Eh?Ah! Eu estou bem! — Balancei as mãos em um gesto desconcertado. — Aquela bala pegou de raspão, nada para se preocupar.
— Vejo... — Sorri para ela. Soltou um suspiro pesado. — Aconteceu algo?
— Só estou... cansada.
— Foi um desastre, certo? — Indagou Jellal, enquanto arrumava algumas flores de um vaso.
— Foi. — Apoiou a cabeça nos travesseiros posicionados verticalmente em suas costas. Acho que nunca vou me entender com ela.
— Claro que vai. — Apoiou ele.
— Não enquanto ela estiver apenas concentrada em sua carreira. — Sorriu com escárnio. — Que patético, nós duas.
— Não acho que isso seja patético. — Intrometi-me.
— Lucy?
— Por que seria patético? Escute, Erza. — Peguei sua mão entre as minhas. — Às vezes, não é você que está dificultando essa aproximação?
— Hein?
— Digo... é a isso que estava se referindo, certo? Não acho que sua mãe esteja tão concentrada na carreira a ponto de esquecê-la.
— Como poderia saber?
— Porque ela mesma disse, agora à pouco. Não foi, Jellal?
— Eh? — Surpreendeu-se com minha chamada. — Hum... sim... Ela disse que o reencontro de vocês não foi muito harmonioso e que a culpa era dela por ser tão egoísta.
— Entendo. — Baixou o olhar.
— Ela se preocupa o bastante para vir até aqui ver como você está. Talvez vocês só não tenham achado ainda uma maneira de dizerem o que realmente sentem.
— Você... está parecendo uma conselheira – compararam os dois.
— Desculpe! — Soltei suas mãos. — É apenas que, depois da morte de minha mãe, aconteceu algo parecido entre eu e meu pai. Então... por isso... — envergonhei-me o bastante para calar-me.
A ruiva riu, pegando minhas mãos em seguida.
— Obrigada, Lucy. Isso realmente me deu esperanças. Não vou desistir.
— Erza... — Animei-me, pulando sobre ela e lhe dando um abraço.
— Lucy, a perna dela! — Alertou-me Jellal.
— Desculpe!! — Afastei-me imediatamente.
— Ai! — Exclamou ela. — Você é bem forte quando quer.
— Realmente sinto muito.
— Não... Esse abraço me deu forças. Obrigada.
Fernandez levantou-se, caminhando até a porta.
— Hora de ver aquele pirralho. — Avisou-nos.
— Espere! — Interrompeu-o Erza. — Leve Lucy com você.
— Po-por quê? — Indaguei envergonhada.
— Estou muito cansada e gostaria de descansar agora. Além disso, algo me diz que é essencial que vá.
— Esse “algo” atende pelo nome de Aries? — Brandi desconfiada.
— Ha?! Por que atenderia? Aries odeia esse lugar.
— Sério? — Estranhei. — Por quê?
— É o lugar onde a mãe dela foi dada como morta. — Explicou. — Depois disso ela só é atendida pela Poluchka, nas raras vezes que fica doente.
— Oh... — Murmurei.
— Não estaria lhe pressionando, estaria? — Dirigiu-se a Jellal.
— De maneira alguma. — Pegou-me gentilmente pelo cotovelo, guiando-me para fora do quarto. — Venho lhe ver outra hora.
— Certo. — Sorriu.
— Pirralho... — Comecei, quando já esperávamos o elevador. — Quer dizer seu irmão, certo?
— Sim.
— E... desculpe se for rude perguntar, mas... por que ele veio para cá?
— Ele... está aqui a bastante tempo. — Sorriu tristemente.
— Bastante tempo quanto? — Apedrejei-me mentalmente por estar sendo tão insensível.
— Há alguns anos já. — Meneou a cabeça em um gesto pensativo.
— A-anos?! — Assustei-me.
— Bem, deixe-me contar um pouco da minha história: eu nasci junto a mais dois irmãos.
— Trigêmeos? — Indaguei.
— Sim. — Sorriu por tê-lo entendido rapidamente. — E crescemos fortes e saudáveis por um bom tempo. No entanto... estávamos voltando do concurso nacional de música clássica, do qual participei...
— Música clássica? — Encantei-me. — Qual instrumento toca?
— Eu... tocava piano.
— Tocava... Não mais?
Suspirou.
— Nesse dia, quando voltávamos do concurso, chovia muito e... acabamos sofrendo um acidente. Meus pais e um dos meus irmãos, Siegrain, não suportaram e acabaram falecendo. — Seguíamos por um corredor agora. Paramos na frente de uma porta. — Somente eu e meu irmão mais novo sobrevivemos, no entanto — soltou um sorriso debochado — ele acabou entrando em coma, sobrando apenas a mim.
— Eu sinto muito! — Meu peito doía. Mal havia aguentado a morte de minha mãe, mas Jellal... Ele perdera os dois pais e um irmão, enquanto o outro estava em coma, e parecia ainda tão... vivo.
— Não precisa ficar assim. — Afagou minha cabeça. Aproximamo-nos da cama. — Tenho certeza que uma hora esse dorminhoco vai acordar. Estou certo, não estou, Mystogun?
Mystogan era idêntico a Jellal, tirando o fato de seu cabelo estar um pouco maior e ele estar conectado a fios e tubos. Uma tela ao seu lado mostrava seus batimentos cardíacos, que eram tão calmas que parecia que ele estava apenas dormindo.
Apertei a mão do azulado ao meu lado.
— Você que é a pessoa realmente incrível aqui. — Elogiei.
— Não, não sou. — Discordou. — Eu apenas estou tentando ser positivo em relação a isso, porém realmente tenho medo dessa situação toda.
— Enquanto acreditar no que disse, tudo ficará bem.
Sorriu para mim.
— Obrigado.
— De qualquer forma — desviei meu olhar —, por que está me contando tudo isso?
— Por que Erza pediu que a trouxesse aqui e você me perguntou sobre meu irmão.
— Mas eu sou apenas uma estranha para você.
— Entretanto, mesmo sendo uma estranha para mim, não é para Erza. Ela gosta e confia em você o bastante para me pedir para trazê-la aqui. Pode não aparentar muito, mas também confio em você. Embora acho que você não tenha a mesma opinião à meu respeito.
— Claro que não! Quero dizer... Por que não confiaria? Você é tão vivo! E.. me contou tudo o que indaguei. Toda a sua história!
— E quanto à Natsu?
Fechei meu rosto.
— O que tem?
— Você confia nele?
— Por que está me perguntando isso? — Mexi os ombros, desconfortável com aquela situação.
— Porque vejo duas pessoas que podem ter um futuro impressionante juntas sendo separadas a toa.
— Não é a toa! — Exclamei. — Respondo a todas as perguntas que ele me faz, porém ele continua fechado! Como posso saber as reais intenções dele? Ele nem ao menos me conta sua história! Como poderia considerá-lo quando ele não se dá ao mínimo trabalho de informar-me? — Desabafei.
— Já tentou perguntar a ele?
Acalmei-me repentinamente.
— Perguntar? Tudo o que indago ele diz “tudo ao seu tempo”. — Fiz uma péssima imitação de sua voz.
— Esse não seria o ponto crucial para ele?
— O quê?
— Você está a ponto de deixá-lo, certo? — Acenei afirmativamente com a cabeça. — Então por que não lança um ultimato? “Conte-me sua história”; ou algo assim. Se ele negar-se, siga em frente com sua vida.
Considerei a possibilidade hesitante.
— Eu... deveria?
Aproximou-se um pouco do meu rosto, olhando em meus olhos e sussurrou:
— Acho que deveria.
Então decidi-me. Daria a ele mais essa chance. Só mais essa.
Natsu deveria me contar sua história, ou perder-me-ia para sempre
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