DEPOSITEI O PENTE sobre a pia branca do banheiro de meu quarto e suspirei.

Já se faz três semanas que não volto ao Fairy Latte... Nem saio do quarto.

Aries-chan, Erza, Mira... Até mesmo Virgo está se preocupando muito comigo, mas simplesmente... Não tenho forças para mostrar meu rosto para ninguém.

Deixei de encarar-me no espelho, seguindo novamente para o quarto... E as cobertas. Notei uma bandeja em cima da cama e percebi que fora Virgo que a deixara ali... Ela vinha fazendo isso bastante recentemente, por causa da minha má alimentação.

Funguei novamente ao me dirigir até a cama, onde me envolvi pelas cobertas leves — andava muito quente ultimamente — e tentei pegar no sono, em vão.

Sentei-me e pensei em ler um livro... Porém infelizmente já havia lido todos os livros que trouxera para Magnolia...

O jeito era pegar um com Aries-chan, ou na biblioteca da mansão. Entretanto... Sair do quarto? Não quero.

… Como sou idiota.

Deveria ser mais honesta consigo mesma, Lucy Heartfilia.

Não é que você não quer sair do quarto, e sim porque você não quer ver... ele.

Até porque... Acho que não irei suportar aquilo novamente.


— Estou de volta. — Anunciou Natsu, assim que fechou a porta do hall de entrada.

— Seja bem vindo de volta, Natsu-sama. — Disse Virgo vindo em nossa direção. Olhou-me atentamente. — Hime-sama! O que houve? Por que está assim?

— Ela foi idiota, foi isso que houve, Virgo. — O rosado deu um sorriso de deboche e desgosto.

Lancei meu olhar em direção ao chão.

— E-eu...

— Não precisa dizer mais nada, Lucy-chan. — Interrompeu Aries-chan, da ponta da escada. — Dá para perceber que agora não é o momento mais propício para lhe fazer essas perguntas.

— E quando será? — Pronunciou-se o rosado novamente. Ele estava estranhamente irônico com minha situação.

— Natsu-nii-sama, por favor, não comece a causar confusão. Olhe o estado em que ela se encontra!

— Você não entendeu, Aries. — Balbuciou ele. — Mas tenho certeza que ela irá lhe contar. — Murmurou ao mesmo tempo em que subia as escadas.

Ao alcançá-la, trocaram um olhar profundo e algo pareceu piscar em seu rosto —compreensão.

Desceu as escadas correndo e logo me abraçou.

— Aries-ch... an...

— Está tudo bem, Lucy! Estamos aqui para você, não se preocupe!

— E-eu...

— Vamos lá! — Interrompeu-me novamente. — Vamos subir e lhe dar um bom banho! Depois podemos conversar o resto da noite. O que acha? Podemos chamar Erza e Mirajane, se quiser.

Encarei seu pálido sorriso. De algum jeito, acho que ela sabia o que acontecera. E estava me dando o que mais estava precisando naquele momento:conforto.

Deixei-me cair pesadamente na banheira que Virgo preparara em uma velocidade interessante e observei com desgosto uma marca rosada em minha coxa — onde Sting a segurara fortemente.

— A água está boa? — Indagou Aries-chan, derramando um pouco da água quente sobre meu cabelo.

— Está deliciosa. — Murmurei, observando a espuma que se fazia presente conforme me mexia.

Ficamos em silêncio por um tempo, cada uma concentrada em uma parte do meu corpo. Aries lavava as mechas de meu cabelo, enquanto eu ficava com o corpo.

— Hey, hum... Lucy-chan... — Chamou-me após algum tempo.

— Hun?

— Você já está... Hum... Se sentindo melhor?

Olhei-a bem e pude ver que me analisava.

— Para falar sobre isso? Ainda não... No entanto, uma hora ou outra eu terei que contar, certo?

Lançou-me um sorriso leve.

— Sim, terá.

Tomei fôlego, pensando em dizer aquilo de uma forma que não demonstrasse meu estado mental, mas minha voz teimou em falhar.

— E-eu... Fui estuprada por Sting.

Ela suspirou, pegando-me de surpresa.

— Oh, vejo. Então foi isso.

— O-o que quer dizer?

— Deve saber que Sting não é o membro mais amado por essa família, certo?

— É... Percebi.

— Então, seja lá que ato ele faça, não nos surpreende mais. Por causa do que ele fez no passado.

— E o que ele fez?

Sorriu novamente.

— Isso é algo para o idiota do Nii-sama lhe contar, namorada-san.

— Gah! — Exclamei. — I-i-isso foi só uma desculpa! Devia algo a Natsu e...

— Tudo bem, Lucy; não precisa se preocupar em explicar. Já imagino até porque ele lhe pediu isso.

— Você o conhece bem, não é?

— Sim! Melhor do que gostaria! — Ambas rimos. — Eu... Hum... Posso chamá-la assim?

— Como?

— Lucy... Sem o “-chan”. — Murmurou.

Sorri animada para ela.

— Já demorou até demais, Aries-chan!

— Então... Hum... Você pode me chamar só de Aries, se quiser.

— Não entendo nem o porque de ainda não ter chamado. — Por que ainda a chamava de Aries-chan?

— De qualquer forma, Lucy; peço que ignore qualquer comportamento que meu nii-sama lhe demonstrar nos próximos dias.

Suspirei pesadamente.

— Ele mudará tanto assim?

— Não é isso! É somente que... Ele pode ficar um pouco cruel... Ou então sarcástico com você. Isso me deixa um pouco receosa.

— Não precisa se preocupar. Nada do que ele fale irá me atingir! — Afirmei convicta.


Atingiu-me. Muitas e muitas vezes nas últimas semanas. Sua personalidade comigo parecera ficar bastante distorcida, chegando até a me assustar.

Abracei meus próprios braços ao sentir a brisa fria do corredor. Estava no meio do caminho até o quarto de Aries quando lembrei-me que Igneel saíra e levara as duas filhas junto.

Talvez tivesse sido uma boa ideia sair com alguma roupa a mais sem ser um vestido de tecido fino.

Mesmo que estivesse fazendo praticamente... Sei lá, quarenta graus lá fora — eu sei, exagerei —, a mansão estava fria o bastante para lembrar-me do Monte Hakobe, aquele lugar com montes assustadoramente grandes de neve gelada.

Desci a escada principal e segui por outro corredor. E depois por outro, e assim consecutivamente até finalmente chegar às altas e claras portas da biblioteca. Empurrei a madeira pesada para frente, abrindo um vão de tamanho suficiente para passar e adentrei a incrível e gigante biblioteca da mansão Dragneel.

Passeei entre as altas prateleiras, procurando por algo que despertasse meu interesse. No fim, vi-me na incrível encruzilhada de meu desejo. Queria ler todos os livros que ali continham ou a maioria, pelo menos.

Enquanto decidia por onde começaria minha exploração aos livros, a porta abriu-se novamente dando passagem a certo moreno que vivia surpreendendo-me.

Sim, era ele. O moreno tarado que brigara na frente do apartamento dos outros de madrugada. O moreno que se mostrou muito simpático comigo no ônibus a caminho do Monte Hakobe. O moreno que fora criado em algum lugar com temperaturas muito baixas. Sim, era ele.

Gray Fullbuster.

— Oh! Veja quem encontrei por aqui! — Exclamou ao me ver.

— O-oi. — Cumprimentei envergonhada, perguntando-me o porque dele estar ali.

— Andou sumida ultimamente.

— Po-pois é... — Respondi observando o trajeto de sua mão até um livro.

— Você já está... Hum... Bem?

— Até você já sabe disso? — Surpreendi-me.

— É, bem... Acho que todos já sabem...

— É claro. — Sorri debochada. — Afinal sou, ou era, a namorada do maior mafioso do país.

— Era? — Indagou apoiando-se na prateleira.

— Depois do que aconteceu... — Murmurei.

— Natsu é tão idiota assim? — Bufou. — Onde se viu terminar um namoro com alguém por causa de um beijo?

— Beijo? — Confundiu-me. — Do que está falando?

— Como assim? Você não ficou nessa emice toda só porque o Sting lhe beijou?

— Ha? Até parece que ficaria três semanas trancada em meu quarto se fosse só isso!

— Então o que foi? — Balbuciou confuso.

— Eu...! E-eu... — E agora? Contava ou não? Observei bem seu rosto. De certo modo... Gray parecia alguém em quem podia confiar. — S-Sting... Me estuprou. — A última palavra saiu tão rápido que duvido ele ter escutado.

— Ele o quê? — Viu?

— Estuprou. — Respondi juntando toda a coragem que conseguia.

Encarou-me surpreso.

— E-entendo... Então foi isso. Agora sim faz sentido ter ficado todo esse tempo trancada.

O silêncio instalou-se entre nós, deixando o ambiente de certo modo desagradável.

— Você está melhor agora? — Indagou após algum tempo.

— Não estou completamente bem, porém... É, vou ficar. — Dei de ombros.

Ele sorriu.

— Fico feliz por ouvir isso. Hey! Você ficou melhor em uma excelente hora!

— Hum?

— Estou falando sobre o festival. Mira e Erza não lhe contaram sobre isso?

— Festival? — Lembro-me vagamente sobre isso...

— O festival de Magnolia. — Explicou. — Ocorre todo ano. É a época em que as cerejeiras de Magnolia se abrem e dão a incrível visão de suas pétalas que, por incrível que pareça, são tingidas de todas as cores do arco-íris!

— Cerejeiras de Magnolia? — Franzi o cenho. — Nunca vi uma por aqui.

— É claro que não! — Riu. — Elas ficam todas em uma propriedade particular de um templo. Só ficam em exposição durante a época em que desabrocham.

— Entendo. — Murmurei e seu sorriso ficou maior. — O que foi?

— Você parece mais relaxada agora. — Observou, e fiquei surpresa ao constatar que era verdade.

— É verdade... — Dei-lhe um soco fraco no braço. — Obrigada Gray, você me animou.

— É sempre bem vinda! — Exclamou lançando-me outro sorriso. — Então que tal lhe animar de vez?

— O que tem em mente?

— Vamos ao festival juntos!

Olhei-o receosa.

— Mas... E Juvia?

— Ela com toda certeza irá junto, é claro! No entanto estava pensando em irmos com o resto do grupo. Podemos chamar Mira... E Erza. Se bem que Erza prefere ficar em casa e Mira não é muito fã de templos...

— Elas querem me animar de qualquer jeito, então sei que irão comigo!

— Certo! — Sorriu. — Entretanto... O festival é hoje à noite, consegue arranjar algo para usar até lá?

— Sem problema! Tenho uma Aries para me ajudar!

Trocamos um sorriso animado.

— Certo! Então nos vemos à noite, Lucy!

— Sim!

✩✩✩

— Você está linda, Lucy! — Exclamou Aries ao me ver com o belo yukata que me emprestara.

— Isso é por causa do belo yukata que me emprestou, Aries! Obrigada mesmo. — Agradeci. — Mas até agora não entendo porque você tem tanta roupa sendo que não gosta de sair.

— Na verdade... Essas roupas eram da minha mãe em grande parte. — Confessou.

— Me desculpe... Eu não sabia... Se quiser, posso tirar agora mesmo...

— Não precisa. — Riu. — De que adiantaria mantê-las se não vou usá-las?

— É verdade... — Concordei.

— Só tem um jeito de me agradar.

— O que foi?

— Você tem que se divertir muito! Só assim ficarei satisfeita!

— Certo! — Concordei com um sorriso. — Tentarei me divertir ao máximo por você!

— Bom festival! — Balbuciou enquanto descia as escadas em direção à saída, onde Gray me esperava com as outras pessoas em um carro... Que logo percebi ser a limusine de Sargittarius.

— Por que estamos indo na limusine do Sargittarius? — Murmurei para ele, entrando no carro e acomodando-me no banco ao seu lado.

— Algum problema com isso? — Indagou nervosa a voz de Natsu.

Não era Gray que estava ao meu lado, e sim Natsu.

— Ack! Natsu! O que faz aqui?

— O quê? Não posso ficar mais na minha limusine? — Perguntou irritado.

— N-não é isso! É somente que...

— Não vá pensando que terá ele só para você hoje, bruxa velha! — Murmurou Meredy, que estava ao seu lado.

Olhei ao redor e percebi que havia muita gente lá dentro.

Gray, Juvia, Ultear, Erza, Jellal, Igneel, Meredy, Natsu e Mira.

Surpreendi-me ao constatar que quase todos estavam bem mais bonitos do que eu. Erza estava usando um quimono sexy preto curto e com detalhes de um rosa euforia. Mira usava um quimono de vermelho vivo, assim como Ultear; que me deixou com o queixo caído com sua elegância. Natsu e Gray usavam yukatas iguais, perdendo para Igneel no quesito "yukata", Jellal estava com roupas normais e Meredy vestia um quimono branco com detalhes azuis muito fofos.

— Vocês estão lindos! — Exclamei fazendo Gray rir.

— Olha só quem fala! — Balbuciou dando-me um soco fraco no braço.

Observei Juvia lançar-me um olhar gelado e ri.

Mesmo que Natsu estivesse me tratando de maneira fria e a própria Meredy estivesse ali; sentia-me confortável no meio de meus amigos.

O que será que perdi nessas três semanas?

— E então? Conseguiu se lembrar? — Indagou-me o moreno.

— O quê?

— De Erza e Mira lhe explicando sobre os eventos.

— Sim.

— Bem... É só uma dúvida que surgiu... — Olhei as pessoas ao nosso lado, que conversavam animadas. — Quantos eventos teremos nessa época do ano?

Mira e Erza se entreolharam.

— Bom... — Começou Erza. — Temos o acampamento nas montanhas...

— E o baile de fundação da Fairy Tail...

— Também temos ofestival de Magnolia...

— E não podemos esquecer do aniversário do Natsu.

Não demorou muito para que chegássemos ao tal templo e o local estava lotado.

Havia barracas para todos os lados e, ao fundo, lindas e maravilhosas cerejeiras coloridas!

— São lindas! — Exclamei agarrando a manga do yukata de Gray.

— Não disse?

Juvia lançou-me um olhar ameaçador e agarrou a outra manga de Gray.

— Gray-sama, estou com fome.

— Tem algo que queira comer agora? — Indagou.

— Hum... Takoyaki.

— Certo. Lucy, se me dá licença... — Pediu Gray, afastando-se um pouco.

— Okay.

E nesse ritmo não demorou muito até que todos se espalhassem.

Meredy, junto com Ultear, havia sumido para algum lugar pelas brincadeiras de Igneel. Erza e Jellal estavam em umas das barracas de jogos e Mira estava cercada por fotógrafos que a chamavam freneticamente.

— O que eles querem com Mira? — Indaguei para mim mesma.

— Você não sabia? — Natsu falou aproximando-se com um pedaço de carne na boca. — Mira trabalha como modelo durante as férias.

— De certo modo... Isso combina com ela. — Afirmei.

Andamos em silêncio por algum tempo.

— Ei, Natsu... — Chamei.

— O que foi?

— Me desculpe. — Pedi.

— Pelo quê?

— Você sabe... Aquilo com o Sting.

— Ah. — Jogou o espetinho fora. — Tudo bem.

— Não está não. — Afirmei.

— Por que pensa isso?

— Porque desde que isso aconteceu você vem me tratando de forma fria. Não fala comigo...

— Porque você não saia do quarto!

— Nem parece interessado em ver se eu estou bem, como fazia antes... — Ignorei. — E além do mais... — Virei-me com coragem, fazendo-o parar. — Você acha que fiz aquilo com ele por vontade própria.

Ele suspirou, como se aquilo fosse a coisa mais entediante do mundo para ele.

— Não Lucy, não acho.

— Mentiroso. Você mesmo disse isso!

— E quem continuaria com essa impressão depois de você ficar trancada durante três longas semanas no quarto?

Parei. Ele estava certo. Quem continuaria a pensar aquilo?

— É... Verdade. — Admiti. — Mesmo assim, me desculpe! É como se sua honra houvesse sido...

— Tudo bem, Lucy! — Exclamou.

— Não! Não está! — As lágrimas vieram aos meus olhos. — Desculpa!

— Lucy...

— Sinto muito mesmo! — Gritei.

— Lucy!

— Por favor, me perdoe!

— Lucy!

— Farei o que quiser, mas por favor... Volte a agir normalmente comigo.

— Que droga, você é surda? — Reclamou segurando-me pelos ombros. Olhou bem fundo em meus olhos. — Agora escute: eu não lhe odeio, nem algo assim. Entendeu? — Assenti. — E eu que devo me desculpar. — Balbuciou. — É só que... Vê-la naquele estado... — Escondeu o próprio rosto com os cabelos rosáceos. — Foi minha culpa por não tê-la ido buscar... Mesmo sabendo como Sting é...

— O que está dizendo? — Indaguei demonstrando dor na voz. Esse não era o Natsu que conhecia! — Foi minha culpa! Toda minha culpa! Você me avisou o tempo todo e eu...

— Mesmo assim, Lucy! Não devia tê-la deixado sozinha quando trabalhava ao lado dele todo dia!

— Cale a boca! É tudo minha culpa! Então pare, por favor...

— Lucy... — Murmurou e neste momento levantei minha cabeça para encará-lo...

... E me encontrar com seus lábios macios e suaves que roçaram sobre os meus.

Meu corpo paralisou e fiquei estática com a onda de choque que sentia onde sua pele roçava suavemente contra a minha. Meus olhos involuntariamente se fecharam e meu coração começou a bater descompassadamente.

Sem perceber enlacei seu pescoço com meus braços, puxando-o para mais perto ao mesmo tempo em que ele enlaçava minha cintura. Senti sua língua em meus lábios, pedindo passagem que prazerosamente cedi.

Outro choque ao encontrar de nossas línguas.

Começou a explorar-me lentamente e estava ansiosa para fazer o mesmo com sua boca, mas o ar se fez necessário e involuntariamente nos separamos, com a respiração ofegante.

— Natsu... — Chamei e ele voltou a me encarar com aqueles olhos ônix.

Voltou a aproximar-se, porém neste momento, os fogos de artifício invadiram o céu, assustando-nos com seu barulho. Uma voz ressoou ao longe, que foi a sentença final para nossos corpos se afastarem um do outro.

— Onii-sama! — Meredy e os outros vinham correndo em nossa direção.

— Lucy, você está bem? — Indagou Mira assim que nos alcançaram.

— S-sim, por quê?

— Suas bochechas estão muito vermelhas.

— As suas também, Natsu. — Observou Erza.

— Hee... Não me diga que vocês... — Começou Igneel.

— Não fique insinuando coisas desnecessárias, Igneel. — Interrompeu Ultear.

— Ur, você é tão chata!

— Não me chame de Ur, velho idiota.

— Ei! Isso é um festival, então vamos aproveitar! — Exclamou Gray.

— Ele está certo! — Concordei. — Vamos aproveitar!

— Você está bem mesmo, Lucy? — Indagou Mira após algum tempo. Com uma olhada de canto em direção a Natsu, respondi:

— Estou Mira. Estou muito bem.

Notas finais
Primeiro beijo! o/ Finalmente! *(^ o ^)* Obrigada aos que favoritaram! Reviews?