Meu Adorável Hóspede
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Oh meu! Ele estava realmente em apuros, ainda era cedo e a boate estava quase vazia, somente alguns poucos que estavam ali mais para beber do que para dançar e aquela morena jogando-se para cima dele, provocando-o, a tentação em carne, ossos e curvas, generosas curvas. Ele sempre foi bom em seduzir, mas nunca em dizer não e naquele momento o não surtia efeito algum. Retirando a mão maliciosa que se insinuava por dentro de sua camisa lançou lhe um olhar irritado.
— Eu já disse que não estou afim. — pronunciou exasperado.
— Só um pouquinho de diversão Tommy bebê. — fala com a voz melosa.
— Isso Tommy bebê só um pouquinho de diversão. — a voz conhecida repete com sarcasmo fazendo Tommy enrije-se e a morena, irritada pela interrupção, desviar o olhar para a loira.
— E essazinha aí quem é? — a morena pergunta esnobe.
— Felicity. — Tommy sussurra mais branco que o normal duvidando que as duas mulheres tenham ouvido.
— Essazinha aqui — olha a morena enfurecida — tem nome e eu sou a namorada dele. — cutuca o busto da morena empurrando-a para longe de Tommy — E eu vou deixar avisado uma coisa, não se meta com ele — empurra-a empregando mais força — não chegue perto. Nem. mesmo. se. atreva. a. por. os. olhos. em. cima. dele. — mantém o tom de voz calmo, porém em seu olhar a fúria.
— Tommy faça alguma coisa. — a morena choraminga.
— Não se atreva. — Felicity ergue a mão na direção de Tommy antes que ele possa fazer ou dizer qualquer coisa — E você — aponta para a intrusa — fora. — a morena ainda olha para Tommy.
— Ela é minha namorada e é ela quem manda. — olha para Felicity com medo do que ela possa fazer, medo que ela entendesse tudo errado e a perdesse também. Resignada e irritada a morena sai empurrando o pequeno aglomerado de pessoas que acabara por se formar ao redor deles.
— Thomas Merlyn. — a loira o encara, mãos na cintura e os olhos pegando fogo.
— Felicity, eu posso explicar. — aproxima-se da loira cautelosamente.
— Eu sei que pode Thomas. — declara surpreendendo-o.
— Sabe?
— Eu vi tudo Thomas, mas você precisa ser mais firme no que diz. — eleva o canto da boca — Ou da próxima vez eu não vou ser tão boazinha. — puxa-o pela gola da camisa.
— Você ainda está me chamando de Thomas.
— Sim e ainda estou irritada. — aperta a gola.
— Mas não foi minha culpa. — defende-se sentindo o ar fugir de seus pulmões.
— Já ouviu aquela expressão ‘quando um não quer dois não brigam’? — afrouxa o toque deixando-o que respire.
— Eu sinto muito querida — segura as mãos dela — não acontecerá novamente. — beija cada uma de suas mãos delicadamente.
— Assim eu espero, essas mulheres te veem como um alvo fácil Tom... — para a frase ao meio como quando tem uma ideia — É isso, um alvo.
— O quê? — ele a fita confuso.
— Eu preciso ir agora. — beija-o rapidamente e sai o deixando ainda mais confuso.
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— Um alvo. — Felcity grita para Oliver e Diggle enquanto desce as escadas — Um alvo — repete já teclando em seus computadores — É tão óbvio e eu não vi antes. — continua a teclar furiosamente.
— Felicity. — Oliver chama fazendo-a olhar para ele — Do que você está falando?
— Os jovens do Glades são o alvo. — explica.
— Sim, é claro que foram alvos ou não estariam mortos. — Oliver ironiza.
— Não eu quero dizer... Espera, que dia é hoje?
— Vinte e... — Diggle começa, mas ela interrompe.
— Eu quero dizer da semana.
— Quarta-feira, mas eu não ainda não estou entendendo nada, faça sentido. — comenta confuso.
— Então é amanhã que o assassino descartará a nona vítima.
— Isso se tiver uma nova vítima você quer dizer. — Oliver protesta.
— Ele pode ter-me hackeado e descoberto nossos planos, mas ele ainda segue um padrão, as próprias regras. — e volta para o monitor — Aqui, vejam, este é o local que deixará a nona vítima. — aponta para o ponto amarelo entre os pontos que indicam as sexta e oitava vítimas e... — olha para os dois homens as suas costas para ter certeza que estavam prestando atenção — dessa forma ele fecha um novo ciclo.
— Como você pode ter tanta certeza? — Diggle pergunta, e assim como Oliver a olha incerto.
— A distância entre os pontos, é a mesma, como eu disse antes, nosso cara gosta de números e ele está fazendo tudo padronizado, a distância entre cada ponto de um a cinco é exatamente a mesma e também é a mesma distância entre os pontos seis a nove, nem um centímetro a menos ou a mais. — digitando um novo algoritmo ela mostra a simulação para os parceiros, a ligação entre cada ponto formando dois círculos, um maior e outro menor dentro do maior — Mas... — dá ênfase no mas— aqui está onde eu mato a charada — aponta para o centro do circulo — todo esse quebra-cabeça é apenas para você Oliver, ele queria que você desvendasse, ele criou um alvo, um alvo humano.
— Você quer dizer que todas essas mortes, todos esses inocentes mortos são apenas para chamar minha atenção?
— Mais que isso, ele quer mostrar qual o próximo alvo, você é o próximo alvo. — dando zoom ela mostrou o ponto do centro marcando a boate — Ou ele sabe que você é o Vigilante e quer vingar-se por algo, ou ele quer Oliver Queen. — conclui deixando o clima tenso, Oliver com o olhar distante, aquele olhar que diz que um plano está sendo traçado — Oliver, o que você está pensando?
— Ele quer a mim não quer? Então ele vai ter. — fala firme deixando Felicity nervosa.
— Oliver seja o que for eu estou dentro — Diggle assegura — vamos pegar esse desgraçado. — alterna o olhar entre Oliver e Felicity ambos concordando.
♡.♡
Felicity estava cansada, já passava das duas da madrugada, Oliver e Diggle ainda estavam nas ruas e ela não via a hora de dar a noite por encerrada. Massageando a nuca ela fechou os olhos imaginando chegar em casa e se enfiar em baixo das cobertas quentinhas para um sono relaxante. Sentindo duas mãos serem substituídas pelas suas ela mordeu os lábios para suprimir um gemido, as mãos fortes e ágeis retomando a massagem fazendo-a esquecer-se momentaneamente de onde se encontrava. Não muito tempo depois ela abriu os olhos alarmada.
— Tommy? — girou com sua cadeira quase o derrubando — O que faz aqui? Como conseguiu passar pela senha de segurança?
— Oliver é previsível, não foi difícil deduzir que a senha fosse uma data, eu só tive que descobrir qual data. — retomando o equilíbrio ele a faz ficar em pé — E respondendo a primeira pergunta, eu preciso saber o que foi aquilo que aconteceu mais cedo, você me deixou praticamente falando sozinho.
— Eu sei, e sinto muito por isso, mas foi um caso de urgência. — ajeita a gola da camisa dele — É algo que estamos trabalhando. — suspira cansada.
— Eu posso ver que essa coisa está te tomando às energias. — a puxa para mais próximo.
— Uhum. — murmura aconchegando-se a ele — E você não deveria estar aqui.
— Ninguém me viu. — beija o topo da cabeça dela — Fica tranquila.
— Oliver pode chegar a qualquer momento. — explica.
— Felicity — a faz olhar para ele — nós precisamos falar com Oliver sobre isso.
— Eu sei. — volta a deitar a cabeça no ombro dele — E nós vamos, em breve, mas não assim...
— Uma explicação seria ótimo. — a voz grave e inconfundível soa no ambiente.
— Oliver. — Tommy cumprimenta girando com Felicity na direção da voz — Senhor Diggle.
— O que faz aqui Thomas? — indaga não deixando espaço para Diggle responder ao cumprimento.
— Vim falar com Felicity. — dá de ombros não se deixando intimidar.
— É claro — olha de um pra outro — vamos aproveitar e por as coisas as claras.
— Estou dando minha noite por encerrada. — Diggle profere alternando o olhar entre os três — Sabe que pode contar comigo querida. — aproxima-se de Felicity e a beija a fronte — Me liga se precisar. — a olha nos olhos transmitindo confiança — Senhor Merlyn. — saúda Tommy. Retomando a atenção a Oliver o adverte em silencio a não fazer nada estúpido e sai logo em seguida.
— Então, quem vai começar? — cruza os braços fitando o casal.
— Não creio que seja necessário de mais palavras para dizer o óbvio. — Tommy responde já na defensiva.
— Desde quando? — indaga. A expressão dura, não querendo demonstrar seu ciúme.
— Isso importa mesmo? — sem temer Tommy o afronta.
— Ora! Isso é ridículo. — Felicity solta-se de Tommy enquanto ambos continuam se encarando, um duelo mudo — Somos todos adultos aqui — ela olha de um para outro — Oliver, Tommy e eu não temos que dar explicações de nossas vidas a você, não preciso de sua autorização. — encara-o indignada fazendo-o vacilar momentaneamente e dirigir o olhar a ela.
— O ponto não é esse Felicity. — frisa aproximando-se dela — você trabalha para mim...
— Não — corta-o — eu trabalho com você.
— Que seja. Os dois são as pessoas mais próximas que tenho, pessoas em quem confiava e vocês simplesmente decidem que não é importante que eu saiba de seu... — olha de um para outro tendo dificuldade para falar — seu relacionamento.
— As coisas não aconteceram dessa forma. — Tommy rebate — Como Felicity disse não temos que dar explicações, mas achamos justo que você saiba por nós, não estamos nos escondendo, nunca foi essa nossa intenção. — põe uma mão nas costas de Felicity.
— Esteve na empresa hoje e fingiram na minha cara. — rosna indignado.
— Mas que porra Oliver não haja como se tivesse poderes sobre Felicity, como se estivéssemos cometendo um crime, nós nos apaixonamos. — as palavras fazendo Oliver dar um passo para trás — Olha não faz sentido isso, nem deveríamos estar discutindo esse assunto, Felicity e eu estamos juntos e você tem que aceitar. — conclui — Se me dá licença. — beija a face de Felicity — Te espero para irmos. — sai deixando um Oliver ainda um pouco atordoado, olhando para o vazio deixado por Tommy.
Felicity permanece o fitando aturdida com toda a cena, sentindo o olhar de Felicity sobre si Oliver sai de seu torpor.
— Felicity... — começa aproximando-se dela levando as mãos a altura de seu rosto para tocá-la.
— Oliver não, não faça. — afasta-se lentamente — Não agora. Já passamos desse ponto, estou bem agora, ele me enxerga de verdade e você não tem o direito de estragar isso. — sai secando algumas lágrimas que caiam sem que percebesse.
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— Ei, tá tudo bem? — Tommy a encontra fitando o beco quase deserto, ele já havia encerrado a noite, estavam nos fundos da boate.
— Foi mais fácil que imaginei. — responde sem olhá-lo, fechando os olhos inspira lentamente sentindo-o aproximar-se e parar ao seu lado.
— É de Oliver que estamos falando, pode ter diversos defeitos, mas ele te ama — dirigi o olhar a ela que corresponde — não faria nada que a magoasse — afasta uma mecha de cabelo pondo-o atrás da orelha da namorada — não intencionalmente pelo menos.
— Você sabe que isso é estranho não é, você é meu namorado, não deveria estar falando sobre os sentimentos de outro cara por mim.
— Eu não sou egoísta Felicity — volta a olhar a rua — e conheço Oliver como a mim mesmo, não é fácil para ele fingir que não sente nada. — conclui pondo as mãos nos bolsos do casaco.
— Quem é você e o que fez com Thomas Merlyn. — ela brinca, um pequeno sorriso nos lábios que se desfaz ao ouvir um zunindo agudo seguido por um arfo de Tommy.
— Felicity. — sussurra ao levar a mão ao peito e senti-la úmida. O liquido vermelho escorrendo por toda a sua extensão manchando a camisa cinza.
— Tommy. — em pânico ela cai com ele em seu colo — Tommy, não. — tenta controlar o tremor em sua voz lembrando-se de todas as vezes que assistiu Oliver sendo ferido ou quando ela mesma teve que tratar seus ferimentos mais graves e teve que manter a calma, olhando para todos os lados ela vislumbra um vulto negro no alto de um dos prédios — Alguém, por favor, me ajude. — grita com as poucas pessoas que se aproximaram com a agitação — Não, Tommy, fica comigo, por favor. — pede ao voltar à atenção ao namorado e vê-lo fechar os olhos. Entre as lágrimas que rolam por suas bochechas e se misturam ao sangue põe as mãos sobre o ferimento — Abra os olhos sim, por favor, não me deixe. — entra em desespero quando ele não atende seu pedido — Onde está o socorro? — grita perdendo o controle das próprias emoções, nenhuma das vezes que ela teve que ver Oliver sangrar, nenhuma das vezes que ela achou que fosse perdê-lo a preparou para esse momento, ver uma vida se esvair bem a sua frente, a vida de alguém que se tornara importante e entre lágrimas e sussurros ela o abraçava, temendo que se o liberasse de seus braços ele fosse tirado dela para sempre.
— Felicity. — Oliver aparece vestido como o vigilante saindo de algum lugar assustando os curiosos — O socorro está a caminho. — tentando manter a calma para não desesperá-la ainda mais ele verifica o pulso do amigo — Ele ainda tem pulsação. — tenta acalmá-la e a encara, no entanto desvia a atenção para a ambulância que estaciona e os paramédicos que descem rapidamente — Vamos. — fala baixo ao desativar o modulador. Segurando em seus ombros tenta afastá-la consigo.
— Não, me deixa. — solta-se bruscamente e cai ao lado do corpo inerte — Eu preciso ficar com ele.
— Felicity. — grita fazendo-a olhá-lo rapidamente — Seja racional, vamos. — envolve-a em seus braços a afastando para dar espaço e Tommy possa ser atendido — Shiii — sussurra em seu ouvido ainda a abraçando e a levando para onde não pudessem ouvi-los — eles vão cuidar dele. — afaga-a os cabelos — Vai ficar tudo bem.
— Foi ele Oliver. — fala baixinho — Não era você, era o Tommy. — conclui refazendo-se — vai atrás dele. Pega esse filho da puta. — afasta-se dele.
— Eu vou. — a olha nos olhos pela primeira vez, e apesar da pintura ao redor dos olhos ela pode notar o brilho pelas lágrimas não derramadas.
— Agora. — ela grita — ele está perto, eu o vi, ele quer ter certeza que fez o serviço direito, vai. — olha na direção do antigo prédio de pintura verde e branco — Ele ainda tá lá.
♡.♡
Felicity tinha razão, ele ainda estava lá, espreitando e esperando. Ao perceber que havia sido localizado o atirador pôs-se a correr obrigando Oliver a persegui-lo por entre os prédios. Em meio à perseguição Oliver se perguntava que tipo de jogo sádico era aquele, qual o propósito desse lunático, ele precisava descobrir. Atirando uma de suas flechas ele consegue derrubá-lo.
O homem de capuz negro se contorcia no chão, a flecha cravada em sua perna impedindo que o sangramento aumentasse. Notando a aproximação do vigilante ele em um esforço inútil tentava se arrastar para o mais longe possível, amaldiçoando-se pela escolha errada ao ficar e observar sua nova vítima sangrar, mas droga porque não poderia ser como os outros? Todas aquelas vidas que ele tirou com deleite, as quais ele pode apreciar a obra prima depois de terminada, ele só queria ter esse prazer antes da cartada final. Por esse deslize agora ele estava ali sagrando em agonia e se esse tal vigilante não o matasse ela com certeza o faria.
...
— Por que Thomas Merlyn? — com o tom de voz duro e furioso Oliver pergunta forçando a flecha a cravar mais fundo na perna do estranho levando-o a um grito agudo.
A cada minuto ele perdia ainda mais a paciência, frustrado, tudo do que ele tinha certeza é que o atirador com certeza não estava em sua lista, nunca o vira antes e o fato de não ter noção do por que ele estar fazendo esse jogo estava o matando. Arrancando a flecha rapidamente ele não se importou quando o sangue jorrou, tentando uma nova tática crava a flecha no peito de seu inimigo, fundo o suficiente para um novo grito.
— Por. que. Thomas. Merlyn? — repetiu pausadamente tentando controlar a raiva, não iria falhar com seu melhor amigo agora.
— Eu não sei. — o homem finalmente cedeu — Apenas cumpro ordens.
— Ordens de quem? — um novo aperto na flecha, o que faz o homem arfar e gemer, estava perdendo as forças.
— Eu não sei, eu juro. — falou rapidamente quando Oliver fez menção de ir mais fundo com aljava — Eu nunca a vi, ela contratou a mim e meu companheiro... — para buscando ar.
— Continue. — pede sem paciência.
— Eu faço serviços, do tipo que você já deve imaginar, tudo o que eu tinha que fazer era pegar os caras... — da um novo gemido antes de continuar — e meu amigo tinha que invadir o sistema de sua amiga loirinha e ficar por dentro da situação, saber até onde vocês descobririam sobre os assassinatos. — respirando fundo ele fica em silencio.
Tenta levantar quando Oliver não faz uma nova menção de atacá-lo. Tentativa inútil, antes que faça qualquer movimento Oliver o prende ao chão.
— Por que Thomas Merlyn? — rosna impaciente, não acreditando nas palavras de um assassino.
— Ela nunca disse. — as palavras fazendo Oliver vacilar momentaneamente — Mas meu amigo conseguiu rastrear o celular dela uma vez. — cala-se esperando que seu agressor se pronuncie.
— Quem é ela? — indaga apertando com o dedo a ferida na perna.
— Eu não sei. — grita temeroso.
— Quem é ela? — grita irritado — Eu sei que sabe, seu amigo conseguiu invadir o sistema de minha parceira, a melhor na área, acha mesmo que acredito quando diz que não sabe.
— Ela vai me matar. — faz uma careta de medo.
— Não, eu vou te matar se não abrir a boca. — ameaça. A flecha apontada direto no coração.
— Ela é sócia dos Queens, é tudo do que me lembro, eu realmente não me importo contanto que me paguem pelo serviço. — a voz tremula, tenta se desvencilhar de Oliver.
— Nome? — rosna não acreditando de todo nas palavras do homem, seu corpo tenso. A nova informação levando a mente a trabalhar mais rápido, nada fazia sentido. Se é uma sócia da Queen Consolidated por que atingir Thomas Merlyn e não ele ou qualquer um de sua família?
— Isabel, Isobel, sei lá. — trincando o maxilar Oliver da um passo para trás, a fúria tomando conta de si com mais força dessa vez — Olha eu já disse tudo o que sei, meus contratantes sempre são fantasmas por que pra mim não importa quem são.
— Pois deveria passar a se importar. — acrescenta antes de sair deixando o homem gemendo no chão gelado em seu caminho acionando a polícia.
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