Notas iniciais
Oie, voltei. E aí como estão? Então finalmente o encontro Oliver-Felicity-Tommy. Quero agradecer por cada comentário e também aqueles que não comentam, mas acompanham, vocês me motivaram a não desistir da fic depois daquele desastroso ep da 5 temporada, fiquei muito frustrada, não queria saber de nada relacionado a Arrow, a série já desisti de vez. Obrigada Regina Merlyn pela ajuda nesse capítulo, pelas dicas. Última nota: a fic está chegando ao fim, provavelmente teremos somente mais um capítulo, talvez dois. Boa leitura.

Oh meu! Ele estava realmente em apuros, ainda era cedo e a boate estava quase vazia, somente alguns poucos que estavam ali mais para beber do que para dançar e aquela morena jogando-se para cima dele, provocando-o, a tentação em carne, ossos e curvas, generosas curvas. Ele sempre foi bom em seduzir, mas nunca em dizer não e naquele momento o não surtia efeito algum. Retirando a mão maliciosa que se insinuava por dentro de sua camisa lançou lhe um olhar irritado.

— Eu já disse que não estou afim. — pronunciou exasperado.

— Só um pouquinho de diversão Tommy bebê. — fala com a voz melosa.

— Isso Tommy bebê só um pouquinho de diversão. — a voz conhecida repete com sarcasmo fazendo Tommy enrije-se e a morena, irritada pela interrupção, desviar o olhar para a loira.

— E essazinha aí quem é? — a morena pergunta esnobe.

— Felicity. — Tommy sussurra mais branco que o normal duvidando que as duas mulheres tenham ouvido.

— Essazinha aqui — olha a morena enfurecida — tem nome e eu sou a namorada dele. — cutuca o busto da morena empurrando-a para longe de Tommy — E eu vou deixar avisado uma coisa, não se meta com ele — empurra-a empregando mais força — não chegue perto. Nem. mesmo. se. atreva. a. por. os. olhos. em. cima. dele. — mantém o tom de voz calmo, porém em seu olhar a fúria.

— Tommy faça alguma coisa. — a morena choraminga.

— Não se atreva. — Felicity ergue a mão na direção de Tommy antes que ele possa fazer ou dizer qualquer coisa — E você — aponta para a intrusa — fora. — a morena ainda olha para Tommy.

— Ela é minha namorada e é ela quem manda. — olha para Felicity com medo do que ela possa fazer, medo que ela entendesse tudo errado e a perdesse também. Resignada e irritada a morena sai empurrando o pequeno aglomerado de pessoas que acabara por se formar ao redor deles.

— Thomas Merlyn. — a loira o encara, mãos na cintura e os olhos pegando fogo.

— Felicity, eu posso explicar. — aproxima-se da loira cautelosamente.

— Eu sei que pode Thomas. — declara surpreendendo-o.

— Sabe?

— Eu vi tudo Thomas, mas você precisa ser mais firme no que diz. — eleva o canto da boca — Ou da próxima vez eu não vou ser tão boazinha. — puxa-o pela gola da camisa.

— Você ainda está me chamando de Thomas.

— Sim e ainda estou irritada. — aperta a gola.

— Mas não foi minha culpa. — defende-se sentindo o ar fugir de seus pulmões.

— Já ouviu aquela expressão ‘quando um não quer dois não brigam’? — afrouxa o toque deixando-o que respire.

— Eu sinto muito querida — segura as mãos dela — não acontecerá novamente. — beija cada uma de suas mãos delicadamente.

— Assim eu espero, essas mulheres te veem como um alvo fácil Tom... — para a frase ao meio como quando tem uma ideia — É isso, um alvo.

— O quê? — ele a fita confuso.

— Eu preciso ir agora. — beija-o rapidamente e sai o deixando ainda mais confuso.

♡.♡

— Um alvo. — Felcity grita para Oliver e Diggle enquanto desce as escadas — Um alvo — repete já teclando em seus computadores — É tão óbvio e eu não vi antes. — continua a teclar furiosamente.

— Felicity. — Oliver chama fazendo-a olhar para ele — Do que você está falando?

— Os jovens do Glades são o alvo. — explica.

— Sim, é claro que foram alvos ou não estariam mortos. — Oliver ironiza.

— Não eu quero dizer... Espera, que dia é hoje?

— Vinte e... — Diggle começa, mas ela interrompe.

— Eu quero dizer da semana.

— Quarta-feira, mas eu não ainda não estou entendendo nada, faça sentido. — comenta confuso.

— Então é amanhã que o assassino descartará a nona vítima.

— Isso se tiver uma nova vítima você quer dizer. — Oliver protesta.

— Ele pode ter-me hackeado e descoberto nossos planos, mas ele ainda segue um padrão, as próprias regras. — e volta para o monitor — Aqui, vejam, este é o local que deixará a nona vítima. — aponta para o ponto amarelo entre os pontos que indicam as sexta e oitava vítimas e... — olha para os dois homens as suas costas para ter certeza que estavam prestando atenção — dessa forma ele fecha um novo ciclo.

— Como você pode ter tanta certeza? — Diggle pergunta, e assim como Oliver a olha incerto.

— A distância entre os pontos, é a mesma, como eu disse antes, nosso cara gosta de números e ele está fazendo tudo padronizado, a distância entre cada ponto de um a cinco é exatamente a mesma e também é a mesma distância entre os pontos seis a nove, nem um centímetro a menos ou a mais. — digitando um novo algoritmo ela mostra a simulação para os parceiros, a ligação entre cada ponto formando dois círculos, um maior e outro menor dentro do maior — Mas... — dá ênfase no mas— aqui está onde eu mato a charada — aponta para o centro do circulo — todo esse quebra-cabeça é apenas para você Oliver, ele queria que você desvendasse, ele criou um alvo, um alvo humano.

— Você quer dizer que todas essas mortes, todos esses inocentes mortos são apenas para chamar minha atenção?

— Mais que isso, ele quer mostrar qual o próximo alvo, você é o próximo alvo. — dando zoom ela mostrou o ponto do centro marcando a boate — Ou ele sabe que você é o Vigilante e quer vingar-se por algo, ou ele quer Oliver Queen. — conclui deixando o clima tenso, Oliver com o olhar distante, aquele olhar que diz que um plano está sendo traçado — Oliver, o que você está pensando?

— Ele quer a mim não quer? Então ele vai ter. — fala firme deixando Felicity nervosa.

— Oliver seja o que for eu estou dentro — Diggle assegura — vamos pegar esse desgraçado. — alterna o olhar entre Oliver e Felicity ambos concordando.

♡.♡

Felicity estava cansada, já passava das duas da madrugada, Oliver e Diggle ainda estavam nas ruas e ela não via a hora de dar a noite por encerrada. Massageando a nuca ela fechou os olhos imaginando chegar em casa e se enfiar em baixo das cobertas quentinhas para um sono relaxante. Sentindo duas mãos serem substituídas pelas suas ela mordeu os lábios para suprimir um gemido, as mãos fortes e ágeis retomando a massagem fazendo-a esquecer-se momentaneamente de onde se encontrava. Não muito tempo depois ela abriu os olhos alarmada.

— Tommy? — girou com sua cadeira quase o derrubando — O que faz aqui? Como conseguiu passar pela senha de segurança?

— Oliver é previsível, não foi difícil deduzir que a senha fosse uma data, eu só tive que descobrir qual data. — retomando o equilíbrio ele a faz ficar em pé — E respondendo a primeira pergunta, eu preciso saber o que foi aquilo que aconteceu mais cedo, você me deixou praticamente falando sozinho.

— Eu sei, e sinto muito por isso, mas foi um caso de urgência. — ajeita a gola da camisa dele — É algo que estamos trabalhando. — suspira cansada.

— Eu posso ver que essa coisa está te tomando às energias. — a puxa para mais próximo.

— Uhum. — murmura aconchegando-se a ele — E você não deveria estar aqui.

— Ninguém me viu. — beija o topo da cabeça dela — Fica tranquila.

— Oliver pode chegar a qualquer momento. — explica.

— Felicity — a faz olhar para ele — nós precisamos falar com Oliver sobre isso.

— Eu sei. — volta a deitar a cabeça no ombro dele — E nós vamos, em breve, mas não assim...

— Uma explicação seria ótimo. — a voz grave e inconfundível soa no ambiente.

— Oliver. — Tommy cumprimenta girando com Felicity na direção da voz — Senhor Diggle.

— O que faz aqui Thomas? — indaga não deixando espaço para Diggle responder ao cumprimento.

— Vim falar com Felicity. — dá de ombros não se deixando intimidar.

— É claro — olha de um pra outro — vamos aproveitar e por as coisas as claras.

— Estou dando minha noite por encerrada. — Diggle profere alternando o olhar entre os três — Sabe que pode contar comigo querida. — aproxima-se de Felicity e a beija a fronte — Me liga se precisar. — a olha nos olhos transmitindo confiança — Senhor Merlyn. — saúda Tommy. Retomando a atenção a Oliver o adverte em silencio a não fazer nada estúpido e sai logo em seguida.

— Então, quem vai começar? — cruza os braços fitando o casal.

— Não creio que seja necessário de mais palavras para dizer o óbvio. — Tommy responde já na defensiva.

— Desde quando? — indaga. A expressão dura, não querendo demonstrar seu ciúme.

— Isso importa mesmo? — sem temer Tommy o afronta.

— Ora! Isso é ridículo. — Felicity solta-se de Tommy enquanto ambos continuam se encarando, um duelo mudo — Somos todos adultos aqui — ela olha de um para outro — Oliver, Tommy e eu não temos que dar explicações de nossas vidas a você, não preciso de sua autorização. — encara-o indignada fazendo-o vacilar momentaneamente e dirigir o olhar a ela.

— O ponto não é esse Felicity. — frisa aproximando-se dela — você trabalha para mim...

— Não — corta-o — eu trabalho com você.

— Que seja. Os dois são as pessoas mais próximas que tenho, pessoas em quem confiava e vocês simplesmente decidem que não é importante que eu saiba de seu... — olha de um para outro tendo dificuldade para falar — seu relacionamento.

— As coisas não aconteceram dessa forma. — Tommy rebate — Como Felicity disse não temos que dar explicações, mas achamos justo que você saiba por nós, não estamos nos escondendo, nunca foi essa nossa intenção. — põe uma mão nas costas de Felicity.

— Esteve na empresa hoje e fingiram na minha cara. — rosna indignado.

— Mas que porra Oliver não haja como se tivesse poderes sobre Felicity, como se estivéssemos cometendo um crime, nós nos apaixonamos. — as palavras fazendo Oliver dar um passo para trás — Olha não faz sentido isso, nem deveríamos estar discutindo esse assunto, Felicity e eu estamos juntos e você tem que aceitar. — conclui — Se me dá licença. — beija a face de Felicity — Te espero para irmos. — sai deixando um Oliver ainda um pouco atordoado, olhando para o vazio deixado por Tommy.

Felicity permanece o fitando aturdida com toda a cena, sentindo o olhar de Felicity sobre si Oliver sai de seu torpor.

— Felicity... — começa aproximando-se dela levando as mãos a altura de seu rosto para tocá-la.

— Oliver não, não faça. — afasta-se lentamente — Não agora. Já passamos desse ponto, estou bem agora, ele me enxerga de verdade e você não tem o direito de estragar isso. — sai secando algumas lágrimas que caiam sem que percebesse.

♡.♡

— Ei, tá tudo bem? — Tommy a encontra fitando o beco quase deserto, ele já havia encerrado a noite, estavam nos fundos da boate.

— Foi mais fácil que imaginei. — responde sem olhá-lo, fechando os olhos inspira lentamente sentindo-o aproximar-se e parar ao seu lado.

— É de Oliver que estamos falando, pode ter diversos defeitos, mas ele te ama — dirigi o olhar a ela que corresponde — não faria nada que a magoasse — afasta uma mecha de cabelo pondo-o atrás da orelha da namorada — não intencionalmente pelo menos.

— Você sabe que isso é estranho não é, você é meu namorado, não deveria estar falando sobre os sentimentos de outro cara por mim.

— Eu não sou egoísta Felicity — volta a olhar a rua — e conheço Oliver como a mim mesmo, não é fácil para ele fingir que não sente nada. — conclui pondo as mãos nos bolsos do casaco.

— Quem é você e o que fez com Thomas Merlyn. — ela brinca, um pequeno sorriso nos lábios que se desfaz ao ouvir um zunindo agudo seguido por um arfo de Tommy.

— Felicity. — sussurra ao levar a mão ao peito e senti-la úmida. O liquido vermelho escorrendo por toda a sua extensão manchando a camisa cinza.

— Tommy. — em pânico ela cai com ele em seu colo — Tommy, não. — tenta controlar o tremor em sua voz lembrando-se de todas as vezes que assistiu Oliver sendo ferido ou quando ela mesma teve que tratar seus ferimentos mais graves e teve que manter a calma, olhando para todos os lados ela vislumbra um vulto negro no alto de um dos prédios — Alguém, por favor, me ajude. — grita com as poucas pessoas que se aproximaram com a agitação — Não, Tommy, fica comigo, por favor. — pede ao voltar à atenção ao namorado e vê-lo fechar os olhos. Entre as lágrimas que rolam por suas bochechas e se misturam ao sangue põe as mãos sobre o ferimento — Abra os olhos sim, por favor, não me deixe. — entra em desespero quando ele não atende seu pedido — Onde está o socorro? — grita perdendo o controle das próprias emoções, nenhuma das vezes que ela teve que ver Oliver sangrar, nenhuma das vezes que ela achou que fosse perdê-lo a preparou para esse momento, ver uma vida se esvair bem a sua frente, a vida de alguém que se tornara importante e entre lágrimas e sussurros ela o abraçava, temendo que se o liberasse de seus braços ele fosse tirado dela para sempre.

— Felicity. — Oliver aparece vestido como o vigilante saindo de algum lugar assustando os curiosos — O socorro está a caminho. — tentando manter a calma para não desesperá-la ainda mais ele verifica o pulso do amigo — Ele ainda tem pulsação. — tenta acalmá-la e a encara, no entanto desvia a atenção para a ambulância que estaciona e os paramédicos que descem rapidamente — Vamos. — fala baixo ao desativar o modulador. Segurando em seus ombros tenta afastá-la consigo.

— Não, me deixa. — solta-se bruscamente e cai ao lado do corpo inerte — Eu preciso ficar com ele.

— Felicity. — grita fazendo-a olhá-lo rapidamente — Seja racional, vamos. — envolve-a em seus braços a afastando para dar espaço e Tommy possa ser atendido — Shiii — sussurra em seu ouvido ainda a abraçando e a levando para onde não pudessem ouvi-los — eles vão cuidar dele. — afaga-a os cabelos — Vai ficar tudo bem.

— Foi ele Oliver. — fala baixinho — Não era você, era o Tommy. — conclui refazendo-se — vai atrás dele. Pega esse filho da puta. — afasta-se dele.

— Eu vou. — a olha nos olhos pela primeira vez, e apesar da pintura ao redor dos olhos ela pode notar o brilho pelas lágrimas não derramadas.

— Agora. — ela grita — ele está perto, eu o vi, ele quer ter certeza que fez o serviço direito, vai. — olha na direção do antigo prédio de pintura verde e branco — Ele ainda tá lá.

♡.♡

Felicity tinha razão, ele ainda estava lá, espreitando e esperando. Ao perceber que havia sido localizado o atirador pôs-se a correr obrigando Oliver a persegui-lo por entre os prédios. Em meio à perseguição Oliver se perguntava que tipo de jogo sádico era aquele, qual o propósito desse lunático, ele precisava descobrir. Atirando uma de suas flechas ele consegue derrubá-lo.

O homem de capuz negro se contorcia no chão, a flecha cravada em sua perna impedindo que o sangramento aumentasse. Notando a aproximação do vigilante ele em um esforço inútil tentava se arrastar para o mais longe possível, amaldiçoando-se pela escolha errada ao ficar e observar sua nova vítima sangrar, mas droga porque não poderia ser como os outros? Todas aquelas vidas que ele tirou com deleite, as quais ele pode apreciar a obra prima depois de terminada, ele só queria ter esse prazer antes da cartada final. Por esse deslize agora ele estava ali sagrando em agonia e se esse tal vigilante não o matasse ela com certeza o faria.

...

— Por que Thomas Merlyn? — com o tom de voz duro e furioso Oliver pergunta forçando a flecha a cravar mais fundo na perna do estranho levando-o a um grito agudo.

A cada minuto ele perdia ainda mais a paciência, frustrado, tudo do que ele tinha certeza é que o atirador com certeza não estava em sua lista, nunca o vira antes e o fato de não ter noção do por que ele estar fazendo esse jogo estava o matando. Arrancando a flecha rapidamente ele não se importou quando o sangue jorrou, tentando uma nova tática crava a flecha no peito de seu inimigo, fundo o suficiente para um novo grito.

— Por. que. Thomas. Merlyn? — repetiu pausadamente tentando controlar a raiva, não iria falhar com seu melhor amigo agora.

— Eu não sei. — o homem finalmente cedeu — Apenas cumpro ordens.

— Ordens de quem? — um novo aperto na flecha, o que faz o homem arfar e gemer, estava perdendo as forças.

— Eu não sei, eu juro. — falou rapidamente quando Oliver fez menção de ir mais fundo com aljava — Eu nunca a vi, ela contratou a mim e meu companheiro... — para buscando ar.

— Continue. — pede sem paciência.

— Eu faço serviços, do tipo que você já deve imaginar, tudo o que eu tinha que fazer era pegar os caras... — da um novo gemido antes de continuar — e meu amigo tinha que invadir o sistema de sua amiga loirinha e ficar por dentro da situação, saber até onde vocês descobririam sobre os assassinatos. — respirando fundo ele fica em silencio.

Tenta levantar quando Oliver não faz uma nova menção de atacá-lo. Tentativa inútil, antes que faça qualquer movimento Oliver o prende ao chão.

— Por que Thomas Merlyn? — rosna impaciente, não acreditando nas palavras de um assassino.

— Ela nunca disse. — as palavras fazendo Oliver vacilar momentaneamente — Mas meu amigo conseguiu rastrear o celular dela uma vez. — cala-se esperando que seu agressor se pronuncie.

— Quem é ela? — indaga apertando com o dedo a ferida na perna.

— Eu não sei. — grita temeroso.

— Quem é ela? — grita irritado — Eu sei que sabe, seu amigo conseguiu invadir o sistema de minha parceira, a melhor na área, acha mesmo que acredito quando diz que não sabe.

— Ela vai me matar. — faz uma careta de medo.

— Não, eu vou te matar se não abrir a boca. — ameaça. A flecha apontada direto no coração.

— Ela é sócia dos Queens, é tudo do que me lembro, eu realmente não me importo contanto que me paguem pelo serviço. — a voz tremula, tenta se desvencilhar de Oliver.

— Nome? — rosna não acreditando de todo nas palavras do homem, seu corpo tenso. A nova informação levando a mente a trabalhar mais rápido, nada fazia sentido. Se é uma sócia da Queen Consolidated por que atingir Thomas Merlyn e não ele ou qualquer um de sua família?

— Isabel, Isobel, sei lá. — trincando o maxilar Oliver da um passo para trás, a fúria tomando conta de si com mais força dessa vez — Olha eu já disse tudo o que sei, meus contratantes sempre são fantasmas por que pra mim não importa quem são.

— Pois deveria passar a se importar. — acrescenta antes de sair deixando o homem gemendo no chão gelado em seu caminho acionando a polícia.

Notas finais
Agora devem estar pensando, mas o quê? Só isso? Nada de barraco, de uma discussão mais acalorada ou uma luta corporal entre Oliver e Tommy? Eu digo, não, mas porque não? Por que ao meu ver Oliver é um cara maduro o suficiente para não entrar nesse tipo de embate, ele ficou chateado sim, mas ele sabe reconhecer quando perdeu. Ainda não temos aqui o ponto de vista dele após a discussão, mas virá e acredito que ficará mais claro o comportamento dele. Quanto ao caso dos assassinatos, bem como eu disse eu não iria focar na ação, por isso em momento algum Isobel apareceu, somente agora. Não, eu não decidi que seria ela assim do nada, desde antes iniciar essa fic eu já tinha planejado tudo. Eu confesso, usei essa fic para fazer um teste quanto a minha capacidade de criar uma trama, mesmo que pequena, estou escrevendo uma original (Que pretendo postar logo que terminar Meu Adorável Hóspede) que envolve mistério e precisava de fazer um 'teste' antes. Acho que vocês já perceberam minha grande dificuldade em construir diálogos e em transmitir os sentimentos em palavras, faz parte de minha personalidade e estou trabalhando isso através das fanfictions, portanto, peço desculpa aqui se em algum momento vocês sentiram falta de mais emoção ou palavras. E para quem acompanha Dangerous, devo admitir que estou com bloqueio, contudo, não se preocupem não vou desistir da fic, assim que terminar Meu Adorável Hóspede continuarei com ela. Beijos e nos falamos nos comentários.