Notas iniciais
Hey galera, sinto muito pela demora, eu realmente quis postar antes e fazer algo maior e mais decente, mas o episódio de Arrow da semana passada não deixou, eu fiquei muito, muito, muito decepcionada com a série, e para minha vergonha, eu nunca desisto de nada, eu desisti dessa série, depois de duas temporadas resistindo a tentação. O fato é fiquei tão decepcionada que não conseguia pensar em nada relacionado a Arrow. Espero que me entendam. Um recadinho: Não sei se com toda a correria de festividades de final de ano e encontros em família, eu conseguirei postar novo capítulo até janeiro, bem de qualquer forma, ótimo Natal a todos(as) e maravilhoso Novo Ano. Beijos e boa leitura.

— Acorda dorminhoco.— Tommy despertou de seu sono com Felicity o chamando e depositando beijos suaves em seu rosto.

Abriu os olhos a encontrando já ereta ao lado da cama vestida em um vestido comportado que lhe conferia um ar de dama da alta sociedade, estava pronta para trabalhar.

— Bom dia. — ele cumprimentou ainda sonolento.

Sorrindo Felicity sentou-se na cama apreciando a visão de Tommy despenteado e com pouca roupa — Bom dia. — ela cantarolou.

— Está bonita. — seus olhos brilhavam contagiados pela felicidade dela.

— Obrigada. — curvou-se e roçou os lábios ao dele que aproveitou para segura-la no lugar e aprofundar o beijo, suas mãos passeando pela coxa dela. Buscando ar Felicity soltou-se — Tommy, eu preciso ir trabalhar.

— Tem certeza? — ele disse enquanto sugava e lambia a pele exposta na base do pescoço — Pode ligar e dizer que está doente. — a mão insinuando-se por dentro do vestido.

— E... Eu — estava ofegante já, enquanto ele brincava com o elástico da renda — Tenho certeza. — conseguiu dizer e retirar a mão dele — Aliás, já estou atrasada. — levantou-se.

— Certo. — levantou também e roubou-lhe um beijo — Bom trabalho.

— Obrigada. Vemo-nos a noite? — já estava na porta.

— Na verdade, nos vemos daqui a pouco. — sem entender Felicity franziu o cenho — Já que você prefere ir trabalhar à fazer amor o dia todo — ela abriu a boca surpresa com suas últimas palavras, mas ele não pareceu notar — aproveitarei para ir falar com Oliver — saíram do quarto — temos que rever assuntos da Verdant e como ele não aparece há semanas terei eu que ir até ele. — acenando afirmativamente ela concordou e saiu.

♡.♡

— Bom dia senhorita, gostaria de falar com o senhor Queen, por favor! — o homem falou chamando sua atenção.

— O senhor tem hora marcada? — respondeu no automático, porém com um pequeno sorriso no rosto, ao encara-lo.

— É acho que deixei claro a sua secretária que teríamos uma reunião hoje mais cedo. — ele sorriu sedutor fazendo-a revirar os olhos.

— Acredito que o senhor Queen não vai gostar de saber que o senhor está paquerando a secretária dele. — ela piscou coquete.

— Talvez o senhor Queen precise saber que um homem não precisa de permissão para paquerar a própria namorada. — ele sussurrou enquanto inclinava-se mais próximo a ela.

— Pois saiba que para me namorar precisa de um pedido oficial. — ela inclinou a cabeça e mordeu a tampa da caneta.

Olhando na direção de Oliver, Tommy o observou alheio ao que se passava ao redor, compenetrado na leitura de algum documento, Oliver Queen definitivamente não tinha mais nada daquele garoto inconsequente que se arriscava em aventuras desmedidas com ele.

— Aceite almoçarmos juntos e poderemos conversar sobre isso. — sibilou a olhando novamente.

— Eu acho que posso encaixa-lo em minha agenda. — ela brincou recebendo um sorriso jovial de volta — Pode entrar, eu já o avisei que viria. — ela voltou ao seu tom profissional.

...

— E estas são as planilhas de entrada e saída do mês. — Tommy entregou os documentos a Oliver que analisou atentamente a cada linha.

— Vejo que está fazendo um ótimo trabalho, está tudo anotado e datado, e os números finais indicam bons lucros. Parabéns — olhou para o amigo orgulhoso — fico contente por atestar que confiei na pessoa certa. — afirmou recostando-se no encosto da cadeira e pondo as mãos no colo.

— Uma hora eu tinha que crescer assim como você pelo que vejo. — fez um giro com o indicador em menção a empresa recebendo um aceno afirmativo de Oliver.

Ficaram em silêncio apenas se encarando, um silêncio desconfortável, a primeira vez que se encontravam cara a cara desde a discussão por Laurel. Foi Tommy que quebrou o silêncio.

— Eu quero que saiba Oliver, que não guardo mágoa — fitou Oliver atentamente — e espero que possamos virar essa página, se não pudermos voltar ao que éramos antes que pelo menos tenhamos uma relação saudável, pelos negócios pelo menos.

— Eu não quero que tenhamos uma relação saudável, eu quero voltar ao que éramos antes — inclinou-se pondo os braços sobre a mesa — que possamos confiar um no outro novamente, que sejamos melhores amigos de novo.

— Vai ser um novo processo, mas podemos fazer dar certo. — Tommy sorriu amigavelmente — Bom — olhou o relógio — já está na minha na hora. — e levantou.

— Tommy, espera. — Oliver pediu fazendo-o sentar-se novamente — Como você está? — arqueando a sobrancelha Tommy exigiu uma explicação muda — Financeiramente.

— Estou conseguindo me estabilizar.

— Está precisando de alguma ajuda?

— Não se preocupe com isso Oliver.

— Você não precisa ser orgulhoso comigo.

— Não estou sendo, eu realmente não preciso de ajuda, não mais, tive alguém que me foi de grande alicerce. — sorriu um sorriso genuíno e apaixonado que não passou despercebido por Oliver.

— Tommy Merlyn está apaixonado. — ele sorriu junto ao amigo — Fico feliz por você, ela deve ser muito especial.

— E ela é e eu sou um cara sortudo por tê-la.

— Eu espero que me a apresente algum dia.

— Na verdade você já a con... — parou a frase na metade quando em um rompante Thea entrou na sala.

— Ollie, Tommy! — parou próxima a eles .

— Speedy! — Oliver sussurrou surpreso, Thea nunca ia até a empresa.

— Tão bom encontrar os dois juntos e não querendo se matar. — abriu um largo sorriso e no mesmo instante Tommy ficou de pé e a envolveu em um abraço.

— Speedy — repetiu — o que faz aqui? — saindo dos braços de Tommy ela fitou Oliver.

— Owch isso é jeito de recepcionar sua irmã? — falou ofendida.

— Apenas estou surpreso com sua visita. — repetiu o gesto de Tommy e deu-lhe um beijo carinho na fronte.

— Não fique maninho, apenas vim convidar Felicity para um almoço — olhou de Oliver para Tommy e novamente para Oliver — e aproveitei para ver meu irmão que apesar de morarmos na mesma casa não nos vemos há quatros dias. — concluiu com um tom de repreensão — Mas pelo visto cheguei tarde, alguém já tomou a minha frente. — declarou fitando Tommy que sorri minimamente, não passando despercebido por Oliver.

— Não sabia que você e minha secretária fossem tão íntimas. — diz ignorando a troca de olhares entre os dois e a sensação de que algo a mais se passava e que ele estava sendo deixado de lado.

— Há muitas coisas que você não sabe maninho. — pronuncia casualmente deixando-o intrigado — Em fim, nos vemos no jantar se você resolver finalmente fazer uma refeição descente com mamãe e eu. — beija-lhe o rosto — Tommy. — dirige-se ao amigo fazendo o mesmo.

— Eu te acompanho, tenho um almoço importante. Oliver — cumprimenta-o e sai com Thea.

Oliver acompanha os dois com o olhar e antes que estes saiam ouve Thea brincar com Tommy sobre ter-lhe roubado a companhia para o almoço ao mesmo tempo em que o cutuca as costelas.

Com os dois fora de sua sala ele senta-se com a intenção de rever alguns documentos, mas tem a atenção voltada para cena na sala ao lado Thea, Tommy e Felicity, estes dois próximos, próximos até demais. Algo não se encaixava na cena. Observou-os seguirem para o elevador, Thea à frente e novamente Tommy e Felicity próximos, pararam lado a lado e notou quando discretamente Tommy correu com o indicador sobre a extensão do braço da secretaria e pousou a mão na sua, tocando-a e soltando quando as portas do elevador se abriram. Abaixou a cabeça e balançou-a negando a si mesmo que a cena fosse real, pensou estar imaginando-a, vendo demais.

De repente levantou-a bruscamente e, arregalando os olhos, reviveu toda a conversa com Tommy 'tive alguém que me foi de grande alicerce.' e aquele sorriso no rosto que o dizia que o amigo estava apaixonado 'E ela é e eu sou um cara sortudo por tê-la.' ele estava com a garota, mas guardara segredo. E depois Thea 'apenas vim convidar Felicity para um almoço' 'Mas pelo visto cheguei tarde, alguém já tomou a minha frente.' a troca de olhares entre a irmã e o amigo 'Há muitas coisas que você não sabe maninho.', mas Tommy sabia. 'Felicity tem todo o direito de ter seus segredos.' Diggle insinuara. É claro que não era imaginação.

Fechou os olhos e novamente a cena, Tommy acariciando-a o braço. O toque do celular, que ele conhecia tão bem, no apartamento dela, o nervosismo e a mentira dela. Era Tommy lá. É claro que era. Abriu os olhos rapidamente, as mãos em punho amassando os papéis em sua mesa e aquele desconforto repentino como se tivesse levado um soco no estômago, a falta de ar, afrouxou a gravata e respirou fundo em busca de ar. Felicity e Tommy. Levantou e se pôs a andar. Seu melhor amigo e a sua garota. Não é a sua garota. Seu subconsciente lembrou-lhe. Nunca foi sua. Estava certo, não era sua garota, mas era sua amiga e parceira e Tommy, ora era Tommy. Um cretino como ele. E eles. Eles lhe esconderam esse relacionamento? Eles estavam em um relacionamento? Felicity vinha saindo com seu amigo as suas costas?

Ele não podia raciocinar corretamente, não estava conseguindo respirar, se ele estava irritado? É claro que estava irritado. Se ele tinha direito? Não, ele não tinha. Mas estava sendo mais forte que sua própria consciência. Ele precisava liberar a descarga de adrenalina em seu corpo, em um rompante socou a mesa a sua frente e em questão de segundos todos os papéis e objetos que estavam sobre ela foram ao chão. Olhando para a mesa agora livre inspirou e expirou pausadamente.

— Cara, o que a mesa fez de tão errado para maltratá-la assim? — Diggle tentou quebrar o clima tenso, mas tudo o que conseguiu foi receber um olhar reprovador de Oliver.

— Você sabia não é? — acusa.

— Perdão?

— Felicity e Tommy, você sabia.

— Não acredito que levou tanto tempo para descobrir. — senta-se confortavelmente a frente de Oliver.

— Então, meu melhor amigo e minha secretária estão namorado e eu sou o único a não saber dessa novidade. — ironizou.

— Espera aí — Diggle se ajeitou na cadeira — namorando? Você disse namorado? — proferiu pasmo.

— Sim — falou como se fosse óbvio — de que mais eu estaria falando? — empertigado Diggle se remexeu na cadeira desconfortável não sabendo se deveria prosseguir.

— Me diga Oliver, onde você acha que Thomas Merlyn tem ficado todo esse tempo após seu pai cortar todos os seus subsídios?

Olhando-o de lado Oliver semicerrou os lábios, compreensão estampando em seu rosto, e uma nova onda de desconforto, o aperto no peito como se a própria Felicity estivesse apertando seu coração nas mãos. Oh cara, ele estava tão lascado!