Notas iniciais
Antes de mais nada, agradeço a cada review e favoritos, obrigada pessoinhas, vocês são incríveis. Boa leitura...

Concentrada em frente aos monitores Felicity tenta descobrir um novo padrão nos assassinatos dos jovens no Glades, uma nova vítima havia sido feita e agora são sete jovens assassinados. Um pouco mais de meia hora traçando o perfil do jovem com os demais, bem como hora da morte e locais em que foram encontrados, ela finalmente obtém êxito. Feliz pela nova descoberta ela dá um soquinho no ar animada.

— Isso!

Neste mesmo momento Oliver e John chegam, não se contendo perante o entusiasmo da amiga John a alfineta.

— Alguém está de bom humor hoje.

Girando sua cadeira e ficando de frente a eles ela mantém o sorriso — Descobri um novo padrão.

Sem entender do que ela fala, ambos franzem o cenho. Não se importando com o fato deles não fazerem ideia do que ela fala, continua com seu monólogo — Os jovens dos Glades, cruzei os dados de todos e adivinhem? — sem realmente querer uma resposta ela continua — Encontrei um padrão entre cada local em que foram encontrados. — virando novamente a cadeira e desta vez ficando de frente ao monitor central e maior ela aponta para os pontos vermelhos ao passo que Oliver e John aproximam-se para melhor visualizar o que ela quer lhes mostrar, ficando um de cada lado dela — Os pontos vermelhos indicam cada local, já sabemos que nenhum foi assassinado nos locais em que foram encontrados e que a hora em que foram encontrados e ordem — ressalta — não indicam a ordem de assassinato.

— Os pontos fazem um círculo? — Oliver como bom observador logo percebe a similaridade, cinco dos sete locais marcados formam um círculo.

— Sim, mas, além disso, há outra coisa, enumerei cada local de um a sete como podem ver, assim como enumerei cada jovem de um a sete de acordo com a hora da morte. O local um é onde foi encontrado o jovem quatro, no local dois foi encontrado o jovem três, o três é onde encontramos o rapaz um e o quatro onde encontramos o dois, ou seja, o primeiro rapaz a ser encontrado não foi o primeiro a ser morto.

— Mas espera aí — John se pronuncia chamando a atenção dos parceiros para si — então se a numeração do local não é a mesma que a do rapaz, significa que no local cinco, temos o rapaz oito e no seis é onde temos o sétimo e no sétimo temos o rapaz cinco o que nos leva a um rapaz seis que já está morto e que ainda não foi desovado no oitavo local.

— Isso, e o provável local é esse — ela aponta para o ponto em verde ao lado do ponto vermelho com o número sete — esse cara claramente é fanático por números e charadas, mas para sua sorte – levanta-se e fica de frente a Oliver, lhe toca com o indicador na testa — eu sou muito boa com números e por isso quero dizer que também já sei quando ele vai descartar a sexta vítima, são oito vítimas em dezessete dias, aliás, ele está com uma sede de sangue insaciável devo acrescentar — ela começa a divagar sendo interrompida por Oliver.

— Felicity, foco.

— Certo, certo, continuando ele seguiu o padrão de um intervalo de dois dias entre a primeira e a segunda vítima e um novo intervalo de três dias entre a segunda e a terceira vítima, seguindo por esse método consecutivamente.

— O que nos diz que o sexto rapaz está morto há pelo menos cinco dias. — Oliver conclui.

— Exato, e como ele segue um padrão, vai querer fechar o segundo circulo fazendo uma nova vítima daqui a três dias, no mesmo dia em que descartara o sexto rapaz.

— Tem como saber se ele mata antes de fazer o descarte ou depois?

— Infelizmente não há um padrão para isso, ele pode matar primeiro e depois fazer o descarte ou fazer o descarte e depois encontrar uma nova vítima.

— Seja como for, eu estarei lá na hora que o fizer e não haverá mais vítimas. — concordando com um meneio de cabeça, John olha atentamente o monitor, bem como Felicity que repete o gesto do amigo.

Depois da nova descoberta Oliver sai para mais uma ronda deixando Felicity acompanhada de John.

Cansada pelo dia exaustivo vez ou outra ela abre a boca dando sinais de cansaço enquanto analisa minunciosamente todos os detalhes daquele caso, não quer deixar passar nada.

— Vamos Felicity, vai pra casa, já está tarde e você já tá quase babando por cima dos computadores. – empertigado com a abrição de boca dela, John a aconselha enquanto toca de leve seu obro.

Levantando a cabeça para olhá-lo ela suprimi um sorriso, sempre fica encantada com a preocupação dele com seu bem-estar.

— Valeu John, mas Oliver pode precisar de mim ainda.

— Nãaa, é uma noite calma, e caso Oliver precise eu vou estar bem aqui. Agora vai. — puxa-a pelo ombro e a empurra em direção a escada sob seus protestos — Cuida logo, antes que eu tenha que levá-la a força daqui.

— Tudo bem, tudo bem. — derrotada, eleva as mãos ao alto em sinal de bandeira branca. Virando-se pra ele, ela agradece — Obrigada John! Eu te amo a cada dia mais sabia. — beija-lhe a face.

— Vai lá garota, descansa. — deixando um John sorridente, ela se deixa vencer pelo cansaço e segue agradecida a John por cuidar dela.

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Andando pela pista de dança Tommy vigia a morena que entre um gole e outro se espreme entre dois rapazes que a apalpam descaradamente.

A morena ao notar que a garrafa esvaziara cochicha algo no ouvido de um dos rapazes e sai em direção ao bar. Era hora de intervir. Aproximando-se dela ele toma a garrafa cheia de sua mão e a segura pelo outro braço.

— Acho que está na hora de parar Thea. — indignada, ela tenta soltar-se.

— Ah não Tommy, não venha querer dar uma de Oliver. — suspira exasperada.

— Se eu fosse o Oliver você nem aqui estaria.

Virando-se para ele e passando os braços ao redor de seu pescoço ela faz manha — Se você fosse o Oliver, seria um desperdício. — aproxima o rosto do dele.

— Thea. — a adverte retirando os braços dela de si e a afastando — Vamos, vou te colocar em um táxi. — empurrando-a até a saída ele tenta mantê-la protegida das pessoas que estão alheias a eles e continuam dançando.

— Andou malhando Merlyn? — apalpa os bíceps dele — Tá gostoso — inspira o perfume dele — e cheiroso. — ela dá uma risadinha e ele suspira cansado. Aceitaria o elogio se ela não fosse irmã do melhor amigo dele.

Do lado de fora da boate ela encosta confortavelmente a cabeça no peitoril dele enquanto esperam pelo táxi. Quando em fim o taxi chega, ele a afasta de leve constatando que ela dormira. Um novo suspiro, e ele dispensa o táxi, não a deixaria naquele estado.

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Sentada na cadeira giratória da sala de seu chefe Felicity arde em desejo enquanto a cabeça do moreno entra entre suas pernas e suga a parte sensível arrancando-lhe suspiros e tremores constantes, aumentando e diminuindo a velocidade com que ele investe com sua língua cada vez mais fundo, ela aperta as pernas ao redor dele enquanto puxa os cabelos negros, quando não mais aguenta evitar o orgasmo ela deixa-se levar pela sensação de estar sendo puxada a um precipício que é interrompido pelo som de um telefone tocando, abrindo os olhos ela pode ouvir o som mais nitidamente e cada vez mais alto, sobressaltando-se sobre a cama ela leva a mão ao coração que esta acelerado, ela não sabe se é pelo orgasmo fenomenal que tivera em sonho ou pelo susto que levara com o som do maldito celular. Ainda meio sonolenta ela olha para o criado-mudo ao lado da cama, o celular tocando insistentemente, pegando-o e sem olhar no identificador ela atende.

— Seja quem for é melhor que seja um caso de vida ou morte ou eu mesma terei o prazer de matar com minhas próprias mãos. — ouvindo a risada do outro lado da linha ela reconhece que é Tommy no mesmo momento, cora ao lembrar-se do sonho pecaminoso que acabara de ter com ele.

[Felicity, sinto muito por acordá-la há essa hora, mas preciso de sua ajuda].— sentia nada, afinal ele estava rindo não estava? Mas ela não jogaria na cara dele.

Saindo da cama ela se prepara para vestir-se quando ele continua — [Encontrei Thea e ela bebeu além da conta, poderia receber mais uma hóspede por essa noite?].

— É claro, pode trazê-la. — deixando o vestido que pegara de lado ela segue para a sala.

[Na verdade, eu já estou aqui.].

Encerrando a chamada ela abre a porta encontrando uma Thea desacordada no colo de Tommy.

— A mansão não é local apropriado para levá-la neste estado. — ele fala com ar de desculpa.

— Eu acredito que não. — ela dá passagem a ele que entra e fica parado, no meio da sala, esperando por ela, depois de fechar a porta ela vai até ele — É melhor deitá-la na minha cama. — segue para o quarto e mantem a porta aberta para ele.

Depositando Thea na cama ele retira o casaco que ela está vestida, cuidadosamente e após retirar os sapatos a cobre. Vendo o olhar de ternura que ele dirige à morena, Felicity observa a cena encantada.

Ao saírem do quarto ela se dirige a cozinha com ele em seu encalço. Pegando uma garrafa com água ela despeja o líquido em um copo e oferece a ele que nega, sem dizer nada ela bebe da água e ao depositar o copo no balcão percebe que ele a contempla, as bochechas esquentando ela sabe que estão coradas, sendo incapaz de não recordar do sonho, sentindo a umidade entre suas pernas ela senta mantendo-as fechadas. Uma vergonhosa situação.

Tommy não esperava encontrá-la com uma camisola minúscula, o tom vermelho em contraste com a pele branca, os cabelos soltos e levemente bagunçados deixando-a ainda mais linda. E quando ela não está linda? Notando que ela também o encara, limpa a garganta e agradece por Thea.

— Não é nada demais, esta menina estaria em sérios apuros se chegasse em casa assim.

— É por isso que eu não quis levá-la para lá.

— Você se importa bastante com ela né? — dando de ombros ele tenta mostrar desinteresse.

— É como a irmã que eu nunca tive e também, depois que Oliver sumiu eu achei que ele gostaria que ela tivesse alguém pra olhar por ela. — apesar dele não querer demonstrar, Felicity nota o orgulho com que ele fala.

— Que sorte ela tem então, agora são dois irmãos para cuidar dela.

— É! Pode se dizer que sim. — ele concorda.