Meu Adorável Hóspede
11 Capítulo 11
Notas iniciais
— Casa. — Tommy comemora ao entrar no apartamento e joga a mochila que carrega no obro direito no chão — Eu juro que se eu tivesse que ficar um dia a mais naquele hospital eu teria fugido. — senta-se no sofá e Felicity rola os olhos com o exagero dele.
— Quem ouve parece que estava em uma prisão. — senta-se junto a ele e se apoia em seu lado bom, deitando a cabeça na curva do pescoço e ele passa o braço ao redor dela.
— Foram três semanas Felicity, três semanas comendo gelatina. — diz exasperado.
— Ah! Então todo esse drama é por causa da gelatina? — aconchega-se ainda mais a ele, passa um braço pela cintura dele e tenta suprimir um bocejo, a verdade é que ela também estava cansada do hospital, foram três semanas de desconforto e preocupação com uma possível infecção no local de entrada da bala.
— E o desconforto, e o cheiro de remédios e toda aquela gente nos vigiando — abaixa o tom de voz — nós ainda não tivemos um beijo decente nessas últimas semanas. — sussurra no ouvido dela e beija o local. Com cuidado ele se move, ficando face a face com Felicity, acaricia o rosto dela com o polegar fitando-a com amor — Estou com saudades da minha namorada. — beija-a. O beijo é lento, apenas seus lábios se tocando, acariciando, sentindo a textura um do outro, transmitindo toda a paixão contida e o carinho que sentem.
Tommy cessa o beijo e sem cerimonia levanta-se — Uma semana Felicity. — com o indicador em riste ele adverte — Uma semana. — e segue para a cozinha deixando Felicity perplexa e levemente corada ao lembrar-se de Tommy a envergonhando ao perguntar ao médico quando ele poderia voltar a fazer sexo. Recompondo-se ela vai atrás dele.
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— Uou! Estamos precisando renovar o estoque. — Tommy diz ao abrir a geladeira e encontrá-la praticamente vazia. Pega uma garrafa com água e enche o copo.
— E ir à lavanderia, fazer uma faxina — ela diz olhando ao redor do cômodo — ir à farmácia, já que certa pessoa tinha muita pressa de chegar em casa. — olha diretamente para Tommy que a encara por sobre o copo.
— Tá, eu assumo meu erro. — põe o copo sobre a mesa e aproxima-se dela — Eu precisava chegar em casa logo e tomar um banho para tirar esse cheiro de hospital de mim. — cheira a própria camisa.
— E por que o senhor ainda não foi tomar esse banho? — cruza os braços e arqueia a sobrancelha.
— Eu me distraí. — enlaça-a pela cintura e escova um beijo rápido em seus lábios.
— Vamos fazer o seguinte. — sai de dentro dos braços de Tommy — Você vai tomar esse banho e eu vou à farmácia e na volta passo no chinês aqui perto e trago nosso jantar.
— Sim senhora. — ele brinca batendo continência.
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Quase duas horas depois Felicity retorna. Deixando as caixas com Dan Dan Mian no balcão da cozinha ela segue para o quarto de Tommy com a sacola de remédios em mãos. Estranha não o encontrar.
— Talvez? — conjectura consigo mesma e segue para o próprio quarto, sorrir ao vê-lo confortavelmente deitado na cama, vestido apenas em uma bermuda cáqui, o curativo branco destacando-se em seu tórax nu.
Sem querer acordá-lo ela encaminha-se para o banheiro, guarda os remédios no armário e decide tomar um banho.
Depois de meia hora ela está engatinhando na cama, de banho tomado e vários minutos embaixo do chuveiro a fim de relaxar os músculos, sente as pálpebras pesarem e resolve tomar um cochilo. Colando seu corpo ao dele, traça as fronteiras do curativo sobre a pele quente, estremecendo ao pensar que poderia tê-lo perdido, suspirando desce a mão ao abdômen firme no mesmo instante em que cai em sono profundo.
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Três horas depois, após acordarem sobressaltados por terem dormido tanto, Felicity e Tommy estão sentados no chão da sala, as embalagens de Dan Dan Mian espalhadas pela mesa de centro, Felicity vez ou outra observa Tommy com curiosidade.
— Ok! — ele diz colocando a embalagem que tem em mãos na mesa — Vai, pode perguntar. — instiga acenando com a mão.
Abandonando a própria comida, ela o olha com cautela — Eu só estava curiosa sobre sua conversa com o senhor Merlyn. — ela profere não tendo certeza se ele está disposto a entrar no assunto.
Suspirando, ele se desloca para o outro lado da mesa, ficando ao lado dela — Ele me fez uma proposta — segura a mão dela e desvia o olhar para a embalagem com estampa xadrez relembrando a conversa que tivera com o pai algumas horas antes de ser liberado pelo médico — duas na verdade. — volta a olhar para Felicity que o encara, a boca rosada levemente aberta — Ele quer que eu volte para a empresa.
— Oh! — Felicity exclama surpresa — E a outra proposta?
— Ele quer que eu volte para cara. — ele a encara esperando uma reação.
Felicity se move desconfortável, ficando mais ereta, afasta-se momentaneamente dele — Qual foi sua resposta? — mesmo sabendo que ele não ficaria para sempre em seu apartamento, ela sente a tristeza a abater.
— Eu não posso me dar ao luxo de recusar uma boa oferta de emprego Felicity, além do mais é uma chance de voltar a me aproximar de meu pai. — ela meneia a cabeça assentindo e Tommy a puxa para ele novamente, abraçando-a e beijando a cabeça dourada — Eu não vou voltar para a casa do Malcolm. — acaricia o braço nu da namorada — Aquela não é mais a minha casa. — ele fecha os olhos por um momento medindo as próximas palavras — Mas, eu estive pensando...
— Que você precisa de seu próprio lugar, do seu espaço. — Felicity completa sabendo que é disso que ele precisa.
— Eu nunca vou esquecer o que você fez por mim Felicity, não só por que agora eu tenho você como minha namorada e amiga — fala baixo, quase um sussurro — mas por que você me estendeu a mão no momento em que eu mais precisei, mesmo sem me conhecer, porém, eu preciso reconstruir minha vida, não é questão de ter um espaço, é ter autonomia, me tornar o homem que todos esperam que eu seja, com responsabilidades. — ela fica de joelhos e de frente pra ele.
— Eu sei. — afaga o rosto de forma terna — Pra mim você já se tornou esse homem e entendo que está na hora de mostrar ao mundo o novo Thomas Merlyn. — roça os lábios nos dele.
Antes que ela se afaste, Tommy aprofunda o beijo, leva uma mão ao rosto dela e a outra a cintura, puxando-a para seu colo. Com cuidado Felicity monta-o, evitando por pressão sobre o peito machucado, as duas mãos enterradas nos cabelos negros.
— Você é meu lar agora. — ele murmura e leva os lábios ao pescoço esguio, beijando e mordendo a pele macia.
— Tommy. — ela geme de olhos fechados ao sentir a pressão da mão dele sobre um seio.
Sem conseguir tomar controle sobre as próprias ações Tommy move rapidamente o braço esquerdo para baixo, o movimento brusco fazendo-o lamentar de dor — Porra. — rosna baixo e Felicity afasta-se preocupada.
— Que foi? O machuquei? — ela sai de cima dele.
— Ei, ei — ele a segura pela mão — está tudo bem. Eu é que me precipitei. — admite constrangido — Desculpe. — pede desanimado.
— Awn meu amor. — profere de forma manhosa enquanto cobre o rosto dele com as duas mãos — Não se preocupe, teremos muito tempo para isso. — beija-o na bochecha e levanta-se — Vem, hora de descansar. — estende a mão para ele.
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— Merd...
— Thomas Merlyn. — Felicity que está sentada em uma das cadeiras de espera adverte Tommy, em pé a sua frente enquanto ele resmunga baixo olhando para uma de suas camisetas manchadas em tom de azul em sua mão.
Ele olha para o lado e encontra um garotinho de grandes olhos cinza olhando-o com curiosidade — E... Eu, isso não é pra mim Felicity. — ele suspira cansado ao passo que retira outras peças de roupas manchadas, pegando uma jaqueta jeans azul-escuro — Aqui está a maldi... — é cortado por Felicity que solta um assovio e indica o menino que continua a observar Tommy — Você me disse que eu deveria separar as de cor das brancas — senta-se ao lado dela, o cesto com as roupas manchadas em mãos — e foi o que eu fiz.
— Eu também disse que deveria separar os jeans. — ela dá-lhe um olhar de repreensão.
— Zzzsss, eu deveria ter levado à Glória para lavar pra mim. — murmura envergonhado, a orelhas ficando vermelhas.
— E o trato de que de agora em diante não dependeria de mais ninguém? — pergunta pondo as mãos na cintura.
— Eu abro uma exceção para minhas roupas — pega uma peça elevando ao ar — e agora como vou retirar essas manchas. — faz biquinho.
— Não se preocupe a super Felicity aqui tem a solução de seus problemas. — ela brinca e lhe dá um beijo.
— Pouca vergonha, este é um lugar cheio de crianças. — separam-se ao ouvirem uma voz rouca lhes censurando. Tommy olha ao redor e sorrir aliviado por não encontrar mais o menino. Felicity solta um riso abafado pelas mãos.
— Vamos, temos que fazer isso em casa.
— Huumm, em casa, adorei a ideia. — ele dá um meio sorriso malicioso.
— Bobo, eu estou falando das roupas, as manchas. — ela pega os próprios cesto com roupas e se volta para a saída com Tommy e suas roupas em seu encalço.
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— Ok, agora é só deixar agir por alguns minutos e pronto, remoção completa das manchas. — Felicity explica a Tommy após colocar algumas peças de roupas que ainda contém resquícios de tinta em uma vasilha com água e ácido acético.
— Meu Deus mulher você é perfeita. — Tommy exclama exultante e a beija, as duas mãos sobre o rosto dela.
— Eu sei. — ela concorda convencida e se desvencilha dele indo até a mesa — Veja o que eu encontrei — ela pega uma folha de jornal — Achei jogado em uma cadeira na lavanderia. — explica ao notar a interrogação em seu olhar — Mas o que quero mostrar é isso. — aponta para os classificados e ele inclina a cabeça para melhor visualizar o ponto em que ela indica — O que acha? Dois quartos, um preço razoável e fica na área central.
— Vale a pena fazer uma visita, mas você sabe — profere ao mesmo tempo em que se volta para verificar suas roupas — ainda temos um tempo para isso. — completa estando de costas para Felicity.
— Tem razão, mas você não pode adiar por mais tempo, não é fácil encontrar apartamento bom, barato e acessível.
— Alguém está com pressa de ver livre de mim. — pronuncia aborrecido, sem olhar para Felicity.
— Não, é claro que não. — o abraça por trás — Eu amo ter você aqui — inclina metade do corpo para olhá-lo de frente — porém, eu pensei muito sobre isso e penso que você está certo, precisa mostrar sua independência — morde os lábios — além do mais, vai ser bom, para nós dois, não é saldável tanta dependência — ela se enfia entre ele e o balcão – acredite, eu tenho experiência em relacionamentos dependentes e também nós vamos poder fazer coisas normais de namorados, marcar um encontro — corre as mãos por sobre o peito dele – fazer uma visita e ficar até mais tarde. — lança um sorriso apaixonado para ele.
— É? — a olha profundamente nos olhos e recebe um aceno de concordância.
Antecipando o próximo movimento do namorado, Felicity avança beijando-o com ardor, as mãos agora envolvendo o pescoço dele, apertando e acariciando ao mesmo tempo. As mãos de Tommy deslizando pela cintura fina, tocando o espaço descoberto fazendo-a estremecer com o contato. Enterrando os lábios no pescoço dela, ele brinca, mordiscando e lambendo a carne, deixando um rastro velho e sensível desce pela clavícula parando sobre a borda da camiseta que cobre os seios que há semanas ele não tem o prazer de apreciar. Dando leves beijos sobre a área ele se recompõe.
— Quatro dias. — adverte e volta a se ocupar com as peças de roupa, deixando Felicity surpresa com sua atitude.
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Cinco dias haviam se passado, Tommy já havia retirado o curativo e foi liberado para o trabalho. Com Oliver, decidiu passar a gerência da Verdant para Thea e voltou a trabalhar com o pai que o recebeu de braços abertos e satisfeito. Assim, como ele Felicity voltou ao trabalho e a jornada noturna junto a Oliver e Diggle.
Na madrugada ela vagueia pelo apartamento em silêncio, segue direto para um banho. Parada, ao final da cama, após o banho, ela admira o moreno, a luz da cidade que entra pela janela iluminando-o parcialmente. A saudade a corroendo, depois de semanas de recuperação, ambos voltaram à cansativa rotina de trabalho, passara-se apenas um dia e eles ainda não tinham tido tempo para os dois. Sobe na cama rola para o lado até encostar-se no corpo quente, aspirando o perfume da loção mesclado ao cheiro natural do namorado, deixando todo o cansaço ir embora ela se deixa levar pelo sono.
Ela acorda com uma mão se insinuando entre suas coxas, sem abrir os olhos, ela aprecia a sensação de prazer que o toque lhe proporciona. Massageando suavemente a área, Tommy desliza a mão, subindo até o quadril da loira, apertando, puxando-a e pressionando-a contra si. Sentindo sua dureza ela abre os olhos, ele está fitando-a, os olhos azuis mais escuros, nublados pelo desejo.
— Linda. — ele sussurra antes de beijá-la com intensidade.
Com movimentos cuidadosos ambos exploram os corpos ainda parcialmente cobertos. Por um instante Felicity admira a pequena cicatriz traçando com o dedo o local, deposita um beijo, uma gota rola por sua face parando no canto de sua boca. Tommy retira uma mexa de cabelos que lhe cobre o rosto e passa o polegar traçando o caminho marcado pela lágrima.
— Está tudo bem. — beija-a a bochecha — Já passou. — beija os lábios lentamente, sentindo o resquício de sal deixado pelo líquido quente — Eu te amo. — murmura. Sua boca ainda fazendo contato com a dela, antes que ela possa falar qualquer coisa ele volta a beijá-la com ardor, sua língua forçando passagem por entre os dentes, iniciando um duelo explosivo de desejo e paixão com a dela.
Devorando-a com impetuosidade suas mãos passeiam pelo corpo, agora nu dela, marcando cada parte sensível, recebendo gemidos e toques ansiosos de volta. Depois de semanas sem seus toques, seu corpo, seu amor ele mergulha dentro dela, deleitando-se com o aperto em volta de si. Afundando cada vez mais forte e mais fundo, o alívio por estar em seus braços novamente o acomete e ele suspira de prazer. Mantendo o contato visual, regozija-se, admirando-a, os lábios entreabertos, olhos semicerrados, a respiração ofegante, uma visão do paraíso, seu paraíso particular. Sentindo sua cavidade apertar cada vez mais em torno de seu membro ele não tem certeza se pode esperar mais e chega ao limite ao mesmo tempo em que ela. Permanecendo dentro dela ele a aperta contra seu corpo, sentido o descompasso de seus corações, ambos no mesmo ritmo. Ela está mole em seus braços, seu próprio corpo está fraco, a fraqueza pós-sexo induzindo-o ao sono. Ele não ouve quando ela finalmente responde que também o ama.
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