Metamorfose

2 Capítulo II - Transição


A Aranha passou meses com o Búfalo, que a ensinou várias coisas sobre a vida, sobre tudo. Fazendo com que ela abrisse seus 8 olhos para um novo mundo, ou melhor, fez com que enxergasse o mundo de outra maneira. Quebrou conceitos errados, aprendeu novos conhecimentos, mas ela sabia que aquilo tudo ainda era pouco, ela tinha um longo caminho para percorrer, em busca do conhecimento. Ela agradeceu ao Búfalo, e continuou sua jornada, para aprender mais, faria o que ele disse, observar, a tudo e a todos. Cada coisa ao seu redor, cada gesto, ato, ver o que não fazer e o que deveria fazer, coisas certas e erradas, tudo.

Ela então fez isso, por onde passava, observava, silenciosamente, sem interferir, ela refletia sobre tudo que via, até mesmo o que ela fazia. Percebeu então o mal que fez a todos que confiaram nela, a todos que ela seduziu e brincou, agora estaria disposta a mudar, depois de tudo, iria praticar atos de bondade para se redimir. Então em cada parte em que passava, cada pessoa que via numa situação complicada, ela estendia a mão, mas claro, sem nunca perder a pose e o orgulho. Não estava entregue totalmente à essa causa, seria difícil mudar, mas desistir não era uma opção, sempre cheia de determinação para tudo que fazia, com isso, não seria diferente. Em certas situações, ela não soube o que fazer, então sentava, fechava seus olhos e lembrava do que o Búfalo lhe ensinou, em assim foi indo e indo. Até que um dia, ela já não sentia as dores de antigamente, se sentia mais livre, mas sabia que não estava totalmente livre, ainda faltava algo, seus sentimentos.

Que sentimentos eram aqueles? Ódio? Raiva? Tristeza? Inveja? Não, ela havia se livrado destes, para dar lugar a outros, mas quais seriam os outros? Indiferença? Atração? Comoção? Satisfação? ... Ela não sabia o que pensar, só sentir, então continuou sua jornada, mas desta vez, prestaria mais atenção em seus sentimentos. Conheceu vários seres, mas com o passar do tempo, ela percebeu que a verdadeira beleza, estava no interior, e não na carcaça dos seres, então sentiria paixão ou amor por suas personalidades, suas éticas, sua bondade, ao invés de olhar somente para as joias, os brilhos, apesar de que, sempre julgamos as pessoas pela aparência, mesmo sem querer.

Notas finais
Obrigado por ler.